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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 19/set/2011

Cloves Fecury ganha sobrevida na direção do DEM

O ex-deputado Cloves Fecury, atualmente suplente de senador, já não corre mais o risco de perder o comando do Democratas do  Maranhão, por conta do definhamento da legenda, após o surgimento do PSD.
Segundo o deputado Antonio Pereira informou à coluna, a governadora Roseana Sarney conseguiu junto aos caciques do DEM, semana passada, em Brasília, suspender a guilhotina que ameaçava decepar a cabeça do comando partidário no Estado.
Pereira adiantou, no entanto, que ainda não existe nenhuma orientação da direção nacional sobre os rumos que o DEM tomará na sucessão de São Luís. “Essa questão ainda vai ser objeto de discussão”, adianta Pereira.
O blog quis saber do deputado se o partido vai apoiar a candidatura do secretário Max Barros ou embarcar na candidatura do prefeito João Castelo e ele disse que esse tema ainda vai objeto de deliberação.
A governadora conseguiu dar sobrevida a Cloves Fecury e mantê-lo, embora provisoriamente, na presidência do DEM, mas isso não significa dizer que a legenda fará coligação com o PMDB.
O prefeito João Castelo, de olho nos valiosos minutos que o DEM terá no horário da propaganda eleitoral, cobra da direção nacional do Democratas a reedição da aliança nacional PSDB/DEM em São Luís.     

  • Jorge Vieira
  • 19/set/2011

Na Nova República, Sarney só não emplacou ministros com Collor

Presidente da República por cinco anos e quatro vezes no comando do Senado, Sarney fez indicações para Itamar, FHC e Lula

Adriano Ceolin, iG Brasília

Ao chegar à Presidência da República em março 1985, José Sarney não nomeou nenhum ministro. Ele era o vice de Tancredo Neves, que morreu sem tomar posse, e que já havia definido (e negociado) todos seus principais auxiliares. Sarney cumpriu compromissos de Tancredo para evitar desgaste político. Aos poucos, porém, colocou seus nomes. De lá para cá, no período chamado Nova República, Sarney sempre emplacou ministros. A única exceção foi no governo Collor (1990-1992).
A mais recente conquista de Sarney ocorreu na semana passada, com a mudança no Ministério do Turismo. Ele indicou Gastão Vieira no lugar de Pedro Novais. Os dois são deputados pelo PMDB Maranhão, que é comandado há anos pela família Sarney. Nesta reportagem, o iG conta como ex-presidente da República (1985-1990) conseguiu influenciar governos, indicando pessoas de confiança para cargos estratégicos ao longos dos últimos 26 anos.

Foto: Agência Brasil / Valter Campanoto
Sarney, ao fundo, indicou Vieira como ministro de Dilma Rousseff
Conspiração contra Collor
Sarney trabalhou nos bastidores contra o presidente Fernando Collor, o político que havia ganhado a Presidência da República, em 1989, com duras críticas ao governo dele. Na votação do impeachment, Sarney ajudou a conquistar votos no PFL (atual DEM), que mantinha o apoio a Collor. Com a renúncia de Collor, o vice Itamar Franco tomou posse. Por indicação de Sarney, nomeou como ministro da Integração Regional (hoje Nacional) Alexandre Costa, então senador pelo PFL do Maranhão.
Costa ficou no cargo até setembro de 1993. No ano seguinte, disputou a reeleição no Senado e venceu mais uma vez. Ele concorreu na chapa composta com Edison Lobão, também para o Senado, e Roseana Sarney, para o governo do Estado do Maranhão. Todos saíram vencedores. Inclusive o próprio José Sarney, que havia mudado seu domicílio eleitoral para o Amapá para ganhar uma cadeira de senador por aquele Estado pela primeira vez.
FHC e Sarney Filho
Em 1994, foi ieleito presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De imediato, Sarney aderiu ao governo tucano. Em entrevista ao iG em março deste ano, Sarney contou que FHC pediu que ele indicasse o ministro da Cultura. Sarney, porém, recusou a oferta e pediu para indicar um nome para a Presidência da Eletronorte. Desde então, Sarney só aumentou sua infliuência no setor elétrico.

Foto: Agência Brasil
Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente de FHC, conversa com Isabela Teixeira, atual titular da pasta
Ainda durante o governo FHC, Sarney emplacou seu filho caçula no Ministério do tucano. Em janeiro de 1999, Sarney Filho, ainda filiado ao PFL, foi nomeado ministro de Meio Ambiente. Ele ficou no cargo até março de 2002. Atualmente, Sarney Filho é deputado pelo PV do Maranhão. 
Dono da vaga de Dilma
Naquele ano, contrariando a decisão do seu partido — o PMDB, que indicara o vice na chapa de José Serra (PSDB) — Sarney apoiou o então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno. Com a vitória de Lula, Sarney pavimentou a sua volta ao comando do Senado. Em fevereiro de 2003, foi reeleito presidente da Casa. Em princípio, não indicou nenhum ministro, mas manteve seus espaços no setor elétrico.
Num primeiro momento, o PMDB ficou fora do governo Lula. O ingresso deu-se apenas em janeiro de 2004. Naquele ano, Sarney emplacou Silas Rondeau como presidente da Eletrobras. Após o escândalo do “mensalão”, em julho de 2005, José Dirceu foi demitido da Casa Civil. Para seu lugar, Lula nomeou Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia. A mudança abriu espaço para Rondeau ficar com o lugar de Dilma na pasta de energia, o cargo mais alto do setor elétrico no País.
Lobão de Lula e Dilma
Rondeau ficou no governo até maio de 2007, quando acabou demitido após a revelação de que participou de esquemas de fraudes de licitação e tráfico de influência. O nome do ministro apareceu nas investigações da Operação Navalha, da Polícia Federal. Com saída de Rondeau, Sarney indicou outro aliado histórico: o senador Edison Lobão (PMDB-MA), que sofreu diversas críticas por não ter na época nenhuma experiência na área.
Mais uma vez fez valer a opinião de Sarney, Lobão foi nomeado ministro e só deixou o cargo em março de 2010 para disputar mais um mandato no Senado naquele ano. Reeleito, voltou a ser automaticamente cotado para reassumir o Ministério de Minas e Energia. Com o apoio de Sarney de novo, Lobão voltou ao comando da pasta em janeiro deste ano.
Ainda começo do mandato de Dilma, Sarney apoiou o nome de Pedro Novais como ministro do Turismo. Nesse caso, entretanto, foi fundamental também a indicação do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Contudo, a dobradinha também ajudou a emplacar o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), primo de Henrique, no comando da pasta da Previdência. A nomeação serviu também para evitar que Garibaldi disputasse a presidência do Senado contra quem? Sim, Sarney.

  • Jorge Vieira
  • 19/set/2011

Delegados da PF criticam anulação pelo STJ de grampos contra Sarney

Eles temem que outras operações do mesmo porte tenham destino semelhante que a Boi Barrica

Fausto Macedo
Delegados da Polícia Federal se declaram perplexos com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mandou anular as provas da Operação Boi Barrica. Os delegados consideram que o Judiciário se curva ante investigados que detêm poderes político e econômico.
Operação Boi Barrica da PF investigou suspeitas de crimes cometidos pela família de José Sarney - Andre Dusek/AE

Operação Boi Barrica da PF investigou suspeitas de crimes cometidos pela família de José Sarney
Eles temem que outras operações de grande envergadura poderão ter o mesmo fim a partir de interpretações de ministros dos tribunais superiores que acolhem argumentos da defesa.
Foi assim, antes da decisão que tranca a Boi Barrica, com duas das principais missões da PF, deflagradas em 2008 e em 2009, a Satiagraha e a Castelo de Areia – ambas miravam empresários, políticos e até banqueiro.
“A PF não inventa, ela investiga nos termos da lei e sob severa fiscalização”, disse o delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, diretor de Assuntos Parlamentares da Associação Nacional dos Delegados da PF.
“No Brasil não há interesse em deixar investigar”, afirma Leôncio. “As operações da PF são executadas sob duplo grau de controle, do Ministério Público Federal, que é o fiscal da lei, e do Judiciário, que atua como garantidor de direitos. Não existe nenhum país no mundo que a polícia sofre essa dupla fiscalização.”
“Aí uma corte superior anula todo um processo público com base em que? Com base no ‘ah, não concordo, a fundamentação do meu colega que decidiu em primeiro grau não é suficiente’. Nessa hora não importa que os fatos são públicos e notórios e que não há necessidade sequer de se ficar buscando uma prova maior.”

  • Jorge Vieira
  • 18/set/2011

Candidatura própria do PT é uma realidade, diz Bira do Pindaré

Pré-candidato à sucessão municipal em 2012, o deputado Bira do Pindaré retornou do Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília semana passada, extremamente motivado com a decisão que garante prioridade para lançamento de candidatura própria em todas as capitais e nas cidades com mais 150 mil habitantes.

Para o parlamentar, a eleição de 2012 será uma grande oportunidade do PT se reencontrar consigo mesmo, porque pela primeira vai enfrentar um adversário comum ao partido. Bira adianta que desta veza será tudo pelo PT, ao contrário de 2010 quando cedeu aos aliados em nome da corrente “tudo por Dilma”.
 Blog – O Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou resolução para lançar candidatura própria em todas as capitais. Em São Luís, como o PT pretende tratar essa questão?
Bira – Eu acredito que no Maranhão será da mesma forma, uma vez que o partido no Estado tem sido leal as decisões da direção nacional, de forma que consideramos esta uma decisão positiva. Isto porque na última eleição demos preferência para os aliados em função da eleição da presidente Dilma Rousseff e agora precisaram recuperar o terreno perdido. Neste sentido eu considero uma decisão acertada de dar prioridade aos candidatos do partido nas capitais e nas cidades com mais de 150 mil habitantes.
Blog – Internamente, como andam as articulações para o lançamento de candidato próprio?
Bira – Há vários pré-candidatos a prefeito de São Luís. Primeiro nós temos que esgotar a possibilidade de um entendimento, um consenso, o que seria muito mais positivo e nós estamos aberto a isso, mas não havendo consenso nós teremos que enfrentar uma prévia. O PT manteve o instituto das prévias como mecanismo de escolha dos seus candidatos, pois todos os filiados participam, num processo de votação direta. Se for o caso estamos dispostos a enfrentar as prévias.
Blog – No Maranhão está todo mudo comungando da mesma idéia de lançar candidatura própria ou existem alas advogando coligação com o candidato do governo Roseana?
Bira – A idéia da candidatura própria é  mais forte no PT de São Luís, mas as cartas ainda não foram postas na mesa e por isso nós estamos aguardando as manifestações de todas as correntes políticas. As correntes que são afinadas conosco estão defendendo e apresentando meu nome como alternativa. Mas temos que respeitar os outros nomes que serão apresentado e buscar primeiramente o consenso, se não for possível vamos nos submeter as prévias.
Blog – O resultado da pesquisas apresentada pelo Instituto Amostragem, lhe coloca numa posição favorável em relação a outros postulantes, como o ex-prefeito Tadeu Palácio e Max Barros. Isso poderia facilitar o consenso interno em torno do seu nome?
Bira – A pesquisa foi muito positiva no aspecto de que demonstra que o partido, hoje, tem opção na cidade. Se quiser, pode eleger o prefeito da capital. Nós precisamos buscar esse caminho e manter essa sintonia com o sentimento declarado do povo de São Luís pela mudança, há uma insatisfação muito grande com a gestão atual é nós temos que buscar uma alternativa. Nesse momento eu acho que a alternativa são os nomes que se apresentam com mais capilaridade na cidade e a pesquisa mostra que nós estamos muito bem posicionado, isso é bom.
Blog – O Maranhão há quase cinqüenta anos não consegue reciclar sua classe política Em sua opinião, essa eleição de 2012 é a oportunidade que a sociedade tem de começar a fazer essa reciclagem?  
Bira – Eu acredito que sim, acredito que a população maranhense sente o desejo profundo, hoje, de renovar seu quadro político e essa mudança geracional é inevitável, ela vai acontecer, ou melhor, já vem acontecendo. Quando eu fui candidato ao Senado, os mais de 500 mil votos obtidos refletiu o sentimento de mudança. O desempenho de Flávio nas últimas eleições também é um reflexo. Essa mudança vai acontecer e, certamente, 2012 vai ser um grande passo nessa direção.


Blog – A pesquisa mostrou que se o presidente da Embratur, Flávio Dino, for candidato a prefeito não tem prá ninguém. Em sua avaliação, esse é o momento de Dino?
Bira – Eu acredito que sim, é um nome que tem o nosso respeito, teve o meu apoio nas eleições de 2008 e 2010, certamente não teria nenhuma dificuldade em apoiá-lo novamente nessa eleição de 2012, no entanto, há uma indefinição por parte dele, há uma indefinição partidária e nós não podemos descartar nenhuma alternativa.
Blog – O senhor pertence ao grupo que advoga preservar Flávio Dino para 2014?
Bira – Essa é a dúvida que todos nós temos, porque ele é a opção mais forte no cenário político de São Luís e também o nome mais forte para 2014, então o que fazer? É essa reflexão que nós estamos fazendo e isso só será resolvido depois que reunirmos todas as forças políticas que desejam mudanças tanto na cidade como no Estado. Precisamos ter um entendimento, estabelecer um consenso e estamos abertos para discutir.
  
Blog – Em sua opinião, a eleição para o governo do Estado em 2014, passa necessariamente por 2012?
Bira – Indiscutivelmente. A eleição de 2012 praticamente define a plataforma para 2014, por isso que temos que ter muito cuidado nas decisões que vamos tomar. Não podemos dispersar as forças progressistas do Estado, precisamos sobretudo dedicar nossa energia para reaglutinar o campo democrático e popular e desta forma tentar buscar uma alternativa que represente bem o sentimento de mudança da população maranhense.    
Blog – Mesmo com o grande número de candidato do campo da oposição ao prefeito e ao governo, o senhor acredita que todos estarão unidos no segundo turno?
Bira – Acredito que sim. É uma convergência natural e certamente acontecerá. Agora nós não podemos errar nas escolhas, precisamos definir bem que serão os candidatos no primeiro turno. Nós não temos a pretensão de escolher um único nome, até porque a cidade merece ter várias alternativas, isso só vai enriquecer o debate e facilitar os entendimentos para o futuro.   

Blog – Em sua avaliação, a eleição de 2012 2m São Luís será a oportunidade do PT se reencontrar consigo mesmo?
Bira – É uma grande chance que o PT tem, afinal de contas temos um adversário que é comum, não há nenhuma divergência em relação a ser oposição a atual administração, o enfrentamento que vamos fazer é com o candidato do PSDB, que é o grande adversário do PT a nível nacional,portanto é a oportunidade do PT se unir, se reencontrar e criar uma perspectiva de reunificação tendo em vista que a última eleição foi bastante traumática. É também a grande chance do PT eleger vereadores na capital, pois há duas legislatura, o partido não elege um único representante. Por tudo isso, acredito que a tese da candidatura própria tende crescer cada vez mais. 

  • Jorge Vieira
  • 17/set/2011

PPS vetará aliança com PMDB nas eleições municipais

O Partido Popular Socialista (PPS) deverá aprovar resolução na próxima semana para impedir o apoio a candidatos do PMDB nos municípios maranhenses nas eleições de 2012. A proposta foi defendida pelo presidente regional da legenda, Paulo Matos, durante reunião da Executiva Estadual do PPS.

O dirigente do PPS pediu que os membros da executiva incluíssem o assunto na pauta da próxima reunião, que tratará sobre a política de alianças do partido para o pleito municipal. A tese também foi defendida pela deputada estadual Eliziane Gama e corroborada pelos demais membros da executiva. É consenso no partido que o PPS exclua do arco de alianças o PMDB, nos principais colégios eleitorais do estado. A resolução será elaborada e votada na próxima reunião da executiva, na próxima quinta-feira, 22.
“As eleições de 2012 estão entrelaçadas com a disputa pelo governo do estado em 2014. Não teria sentido o PPS apoiar candidatos de partidos que dão sustentação ao governo do estado, principalmente o PMDB”, disse Matos.
Também foi discutida pela Executiva estadual a reorganização dos diretórios municipais do partido visando à realização dos congressos municipais do partido, cujo prazo expira no dia 24 de outubro. Os congressos municipais precedem ao congresso estadual, que vai definir a novo diretório estadual do PPS.


  • Jorge Vieira
  • 17/set/2011

Comissão de Direitos Humanos da CâmaraFederal fará diligência nos hosptais de emergência

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal aprovou requerimento dos deputados Domingos Dutra (PT) e Arnaldo Jordy (PPS-BA), que autoriza a realização de diligências nos hospitais de urgência e emergência de todo país.
Domingos Dutra deverá trazer a comissão ao Maranhão para conhecer a realidade dos hospitais do Estado. Ele adianta que o cronograma de visitas já está pronto e começará no decorrer da próxima semana. 
Para Dutra, os hospitais públicos brasileiros mais parecem centros de concentrações.
“A população é tratada de forma desumana, os feridos são jogados nos corredores, gemidos, pessoas com fraturas expostas e muitas súplicas por atendimento”.
Segundo o parlamentar petista, além de maltratar a população carente, enfermeiros, médicos, anestesistas, auxiliares de enfermagem e tantos outros servidores públicos que lá atuam, não têm a mínima condição de trabalho. Seus salários são aviltantes e têm uma carga horária extremamente desumana.

  • Jorge Vieira
  • 17/set/2011

Sarney usa vácuo de nomes na Câmara para ampliar espaços

CACIQUE EMPLACA TERCEIRO NOME DO MARANHÃO NO PRIMEIRO ESCALÃO GRAÇAS A CRISE DE AUTORIDADE DO LÍDER DA BANCADA DE DEPUTADOS

VERA MAGALHÃES

A nomeação do terceiro peemedebista do Maranhão para o ministério de Dilma Rousseff levou analistas políticos e o público geral a indagar: por que, tantos anos depois de ter deixado a Presidência, José Sarney conserva tanto poder na República?
 
A resposta envolve múltiplos fatores e essa constatação sobre a força do patriarca, de todo correta, precisa ser matizada no caso da escolha de Gastão Vieira para o lugar do conterrâneo Pedro Novais na pasta do Turismo.
 
Sarney aproveitou o vácuo de nomes e uma rebelião da bancada do PMDB da Câmara -“dona”, da vaga de Novais- para encaixar mais um aliado no primeiro escalão.
 
O mesmo expediente já tinha sido usado na escolha do primeiro titular da pasta. Sarney e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), fizeram uma operação casada.
 
O primeiro indicou o primo do deputado, Garibaldi Alves (RN), para o Ministério da Previdência, latifúndio do PMDB do Senado. Em troca, Henrique agraciou o maranhense com a vaga do Turismo, que cabia aos deputados.
 
Assim, Sarney sentiu-se à vontade para se desvincular de Novais ao primeiro sinal de escândalo envolvendo o aliado, que foi flagrado usando verba de gabinete para custear estadia em um motel.
 
Agora a história se repete. Sem força para emplacar seus favoritos na pasta, Henrique viu sua autoridade questionada por parte da bancada.
 
Sarney e sua filha, a governadora Roseana, não esperaram: se puseram em campo, com telefonemas para o vice-presidente, Michel Temer, para emplacar Gastão Vieira.
 
É indicado de Sarney? Sim, mas adotado pela Câmara.
 
Ou, no dizer de um partidário: “É só olhar para o ministro e ver que tem bigode”.
 
Feita essa ressalva, o fato é que, 21 anos depois de seu período no Planalto, Sarney é o último dos oligarcas a gozar de poder nacionalmente.
 
Antonio Carlos Magalhães, outra figura de trajetória comparável, já vivia havia muitos anos o ocaso de sua influência quando morreu, em 2007.
 
O prestígio que tem junto ao PT se deve, em grande medida, a ter comprado ações de Lula em 2002 na baixa, quando se falava em risco PT.
 
Isso lhe valeu a chave dos cargos no setor elétrico, apoio (à revelia do PT) à eleição de Roseana e salvo-conduto na maior crise que já enfrentou, a dos atos secretos do Senado, em 2009.
 
Eleita, Dilma não mexeu nos feudos no setor elétrico e ainda ampliou seus espaços.

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