O deputado Bira do Pindaré (PT) utilizou o pequeno expediente, na
manhã desta quinta-feira (8), para protestar contra a não previsão de
vagas para o sistema prisional. A reclamação chegou ao parlamentar por
intermédio do sindicato que representa a entidade e da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB).
No art. 156 da principal lei estadual são elencados seis pontos que Castelo tem
10 dias desde a proclamação do resultado (isto é, desde o dia 28 de outubro)
para entregar à comissão formada por Edivaldo. São eles, nada mais, nada menos,
que:
1. Relação das dívidas do Município por credor, com as datas dos
respectivos vencimentos;
5. Transferências a serem recebidas da União e do Estado,
referentes a convênios;
6. Relação dos servidores municipais efetivos e comissionados com a
respectiva lotação e remuneração.
Embora a Caema não tenha mandado nota “esclarecendo” o fabuloso contrato com a Unihosp, descoberto pelo blog e somente depois reproduzido por outros (dentre eles o do jornalista Luís Cardoso, único a quem a referida nota se dirigiu) e já tenha decidido ignorá-la, não poderia deixar passar em branco uma suposta ilegalidade revelada no próprio “esclarecimento”.
Ao responder o questionamento sobre o processo licitatório, o presidente da companhia, João Moreira Neto, afirma que houve uma licitação na modalidade Concorrência, e que a sua divulgação foi través de jornais de grande circulação e do Diário Oficial de 8 de agosto de 2012.
A nota ainda diz que o aviso de classificação foi publicado no D.O. de 4 de setembro de 2012.
Realmente o aviso da Concorrência 039/2012 foi publicado na data indicada, mas revelou-se pior do que o soneto.
Publicado dia 8, o aviso estabelece a data de julgamento para 23 de agosto, quinze dias depois; enquanto a lei determina no mínimo trinta dias entre a última publicação do seu resumo ou a disponibilidade do edital.
Vão dizer que o edital já estava disponível, tudo bem.
Uma disponibilidade, aliás, revelada no aviso de classificação publicado no Diário Oficial de 04 de setembro de 2012, onde descobre-se que a Unihosp foi a única empresa licitante.
A mesma Unihosp que faturara seis meses antes um contrato emergencial com a mesma Caema de R$ 10.234.800,00.
Sobre o resto da nota, é só conversa jogada fora, pois não diz quantos funcionários serão beneficiados, não mostra os valores dos contratos anteriores, já que o plano de saúde faz parte do acordo coletivo de trabalho e é garantido há mais de 15 anos.
Algo para que o contribuinte tenha a exata noção de que R$ 23 milhões em um contrato com um plano de saúde é justo, e possa afastar o sentimento de que estão metendo a mão no seu bolso… Continue lendo.