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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 25/jun/2014

Sarney passou um mês analisando antes de desistir da reeleição no Amapá

O jornal Folha de São Paulo publica hoje, na coluna Painel, que o senador José
Sarney, antes de desistir da reeleição, passou um mês avaliado suas chances no Amapá.

Segundo o matutino paulista “as
pesquisas indicaram que ele corria o risco de sofrer quatro derrotas
simultâneas, nas eleições para governo e Senado no Maranhão e no Amapá”.
Diz ainda que pela primeira vez, caso
resolvesse enfrentar as urnas novamente teria que enfrenta uma situação incomum
que seria disputar a renovação do mandato sem está encostado no poder.
O jornal dedicou ainda outras cinco
notas de sua prestigiada coluna para tratar da retirada de Sarney da vida
pública, que o blog reproduz abaixo.  

Vai
indo…
 Apesar de todas as mesuras que Lula e Dilma devem fazer a
Sarney, os petistas vinham abandonando o senador em seus dois redutos
eleitorais. No Maranhão, recusaram-se indicar o vice do candidato do PMDB ao
governo, Lobão Filho.

… que eu não vou No Amapá, o PT
decidiu lançar a vice-governadora Dora Nascimento para enfrentar Sarney na
corrida ao Senado.

Todos contra um O esforço para
derrotar Sarney uniu esquerda e direita no Amapá. Randolfe Rodrigues, do PSOL,
estimulou a candidatura ao Senado de Davi Acolumbre, do DEM. “Era uma frente ampla
contra o coronelismo”, diz o senador.

Agora é sério O
vice-presidente Michel Temer (PMDB) telefonou para perguntar a Sarney se a
decisão era para valer. Ouviu que a desistência de concorrer a mais um mandato
é “definitiva”.
Madeleine Nostálgico, o
ex-presidente vinha demonstrando a aliados um certo desalento com a política.
Dizia que a atividade “decaiu muito” e que sentia falta de grandes figuras do
passado.

  • Jorge Vieira
  • 24/jun/2014

Decisão de Sarney não surpreende lideranças no Amapá

Rafael Moraes Moura, enviado especial | Agência Estado

A decisão
do senador José Sarney (PMDB-AP) de não disputar a reeleição nas próximas
eleições não surpreendeu lideranças políticas do Amapá ouvidas pela reportagem.
O presidente do PT no Amapá, Joel Banha, e o governador Camilo Capiberibe
(PSB), acreditam que a desistência de Sarney abre caminho para a formalização
da chapa entre PT e PSB nas eleições estaduais, esvaziando a possibilidade de
uma intervenção da executiva nacional do PT no diretório local.
“Não
tem mais nenhum motivo para fazer intervenção”, afirmou o presidente do PT
do Amapá, Joel Banha. “Não é o senador Sarney que queria a reeleição, são
as pessoas que dependem dele. O Sarney tem 84 anos, é justo que a gente tenha
uma renovação.” O candidato ao governo do Amapá apoiado por Sarney é o
ex-governador Waldez Góes (PDT), preso em 2010 na operação Mãos Limpas da
Polícia Federal. O PMDB trabalha para formar uma aliança com o PT no Estado,
mas o partido pretende lançar a atual vice governadora Dora Nascimento na
disputa pelo Senado Federal, dentro da coligação de Capiberibe.
“A
decisão do Sarney já era esperada, a gente tinha informações privilegiadas de
que ele não seria candidato, só esperava ele se definir”, afirmou Dora.
“O Sarney tem serviços relevantes prestados, é um senhor de 84 anos, mas a
gente está trabalhando em cima da renovação aqui no Amapá.”

Para o
governador Camilo Capiberibe, a decisão de Sarney é uma “notícia
boa”. “Isso representa a possibilidade de aposentarmos um modelo de
fazer política”, disse. Com o PT dentro da chapa pela reeleição, o
governador deverá ter garantido mais três minutos na campanha eleitoral na
televisão.

  • Jorge Vieira
  • 24/jun/2014

Deputados afirmam que Assembleia cometeu imoralidade ao aprovar o FUNDEMA

Em inflamados pronunciamentos, nesta manhã de terça-feira (24), na tribuna, os deputados Marcelo Tavares (PSB), Bira do Pindaré (PSB) e Otehlino Neto (PCdoB) classificaram de imoral a
aprovação, pela Assembleia Legislativa, do projeto de lei da governadora
Roseana Sarney (PMDB) que institui o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento
dos Municípios do Maranhão – FUNDEMA.

Os parlamentares da oposição
explicaram que não são contra um projeto de apoio aos municípios, porém, denunciaram
a imoralidade presente na proposição aprovada pela bancada do governo que é
usar os recursos provenientes de repasses de instituições financeiras nacionais
ou internacionais, ou seja, vão pegar o dinheiro emprestado pelo BNDES, que o
governo do Maranhão vai pagar nas próximas décadas, com juros exorbitantes,
para financiar estrada vicinal, ou seja, segundo o deputado, trata-se de “fundo
eleição”.
“É unicamente para tentar
comprar a eleição que se aproxima, ninguém pensa no Estado do Maranhão, se o
governo do Estado quer apoiar convênios eleitoreiros com os municípios deveria
fazer com recursos do tesouro estadual, mas botaram recurso do Governo Federal,
do BNDES, num ato irresponsável porque obras como essa, financiadas com o
dinheiro do BNDES, deveriam ser obras estruturantes, obras, por exemplo, como
saneamento inteiro da Ilha de São Luís, obras como transporte de massa aqui em
São Luís, com veículo leve sobre trilhos, tão falado, obras de fato
estruturantes que pudessem trazer retorno social e econômico para o povo do
Maranhão com rapidez. Mas aqui querem gastar R$ 1 bilhão, para macular uma
eleição”, denuncia Tavares.
Na avaliação do parlamentar,
no entanto, o grupo da governadora deu um tiro no pé, porque os recursos são do
Governo Federal serão fiscalizados pelo Ministério Público Federal, Tribunal
de Contas da União, Polícia Federal, Justiça Federal, Justiça Eleitoral. Ele
alertou que, aqueles que tiverem oportunidade de manusear esses recursos o
façam com responsabilidade, porque senão vão ter problemas graves com a
Justiça.
“Eu quero deixar aqui o meu
protesto contra a irresponsabilidade desta Casa na sua maioria e principalmente
da governadora do estado em pegar recursos de um empréstimo federal, tirado
para fazer hospitais regionais, estradas importantes e que agora vão tirar os
recursos dessas obras para botar em estrada vicinal para tentar mudar o
resultado da eleição. Isso é fato, mas só quero dizer que façam, mas cuidado
com as consequências. Infelizmente o Maranhão é atrasado por situações como
esta: obras importantes que poderiam estar sendo feitas com recursos do Tesouro
Nacional, com recursos do Banco de Desenvolvimento Nacional vão pagar os
convênios velhos, convênios de dezembro e janeiro deste ano, convênios que o
Estado fez sem ter condições de pagar.
Segundo o deputado Bira do
Pindaré (PSB), até o nome FUNDEMA é de baixo calão. Ele esclareceu que o
projeto foi aprovado sem qualquer discussão e até a tramitação ocorreu em
caráter de urgência, sendo tudo feito no plenário.
“Nós estamos as vésperas de
uma eleição e o que está em curso aqui é uma estratégia grosseira, imoral, de
se tentar comprar a eleição porque sabem que no voto não ganham, sabem que se
depender da opinião do povo não ganham, e aí montam uma estratégia, se cria um
método, se inova um método para se tentar comprar a eleição. É isso que
acontece. Tem gente soltando foguete e dizendo: agora está resolvido, agora tem
dinheiro, agora nós vamos comprar a eleição, agora não dá mais para ninguém,
nós vamos ganhar. Essa é a conversa, essa é a conversa e quando dizem assim:
quem vai ganhar é a máquina, leia- se: quem vai ganhar é o dinheiro. Estão
querendo dizer que o dinheiro vai comprar”, denunciou Bira.

Para o deputado Othelino
Neto (PCdoB) está claro que o FUNDEMA é uma tentativa desesperada de tentar
reverter o quadro altamente desfavorável. “Eu fico vendo deputados de governo
falar em desespero da oposição. Eu queria que dessem uma razão, que
apontassem uma pesquisa que tenha demonstrado queda do pré-candidato Flávio
Dino. Trocaram de candidato e vem falar de desespero da oposição. Não consegue
sequer, a menos de uma semana do fim do prazo das convenções, escolher um vice.
E nós que estamos desesperados? Não, quem está desesperado é um grupo que, há
50 anos, manda no Estado e que percebe o império ruir”, observou.

  • Jorge Vieira
  • 24/jun/2014

“Convenção da Mudança” oficializa candidatura de Flávio Dino domingo

Acontece neste domingo (29) a Convenção
da Mudança, que oficializará a chapa Flávio Dino governador, Carlos Brandão
vice e Roberto Rocha senador. O evento será realizado a partir das 8 horas da
manhã no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, do Sebrae, localizado na
avenida Jerônimo Albuquerque, em São Luís.
No dia, serão realizadas as convenções
de PCdoB, PDT, PPS e PSB. Os outros cinco partidos que participam da coligação
em torno de Flávio Dino também estarão presentes: PSDB, PP, PTC, PROS e Solidariedade.
Convenções dos partidos de Oposição
O Partido Progressista (PP) foi o
primeiro a realizar convenção. Em grande ato em São Luís, o partido confirmou o
apoio à chapa majoritária e definiu os nomes de 23 candidatos a deputados
estaduais e três federais para as eleições de outubro, entre eles o de Waldir
Maranhão, presidente estadual do partido e candidato à reeleição.
O partido Solidariedade (SD), durante
convenção estadual realizada em Pedreiras na última sexta-feira (20), também
definiu o apoio às candidaturas de Flávio Dino, ao Governo, Carlos Brandão, a
vice, e Roberto Rocha, ao Senado. O partido também oficializou os 22 candidatos
a deputados estaduais e 5 federais que concorrerão nas próximas eleições

O Partido Republicano da Ordem Social
(PROS) reafirmou o apoio a Flávio Dino (PCdoB), Carlos Brandão (PSDB) e Roberto
Rocha (PSB) durante convenção que aconteceu em Bacabal, no sábado passado, 21
de junho. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) realizou a convenção
em Imperatriz, no último domingo (22), e oficializou as candidaturas a
deputados estaduais e federais.

  • Jorge Vieira
  • 24/jun/2014

Adeus, Sarney

Ai,
ai… Lá vamos nós. Como vocês sabem, José Sarney inventou um Estado do qual ele
pudesse ser senador: o Amapá. Foi a sua turma que forçou a mão na Constituinte
de 1988 para que houvesse a mudança de status do então território. Em 1991,
instalou-se o Estado, o político maranhense estabeleceu lá o seu domicílio
eleitoral — o que é piada porque, obviamente, nunca morou na região —,
elegeu-se um dos senadores e permanece nessa condição até agora, já no seu
terceiro mandato. Antes disso, sua carreira toda foi feita no Maranhão, até que
a Presidência da República lhe caiu no colo, vocês sabem como. Nesta segunda,
fez o anúncio oficial de que não vai disputar a eleição neste ano. A decisão
está sendo vendida por sua turma como uma espécie de descanso do guerreiro.
Obviamente, não é disso que se trata.
Sarney
só está largando o osso porque não conseguiria, vejam que vexame!, se reeleger
no Amapá. Não é o guerreiro que decidiu se aposentar da luta; é o povo que
decidiu aposentá-lo. A situação no Estado, apesar dos esforços de Lula, está
conflagrada. O chefão petista tenta impor o apoio do PT a Waldez Goes, do PDT,
que é homem de Sarney, mas o PT quer manter a aliança com o governador Camilo
Capiberibe, do PSB. A petista Dora Nascimento, vice-governadora, afirma que não
há acordo com o grupo do ainda senador. Vamos ver. Não se esqueçam de que Lula
quebrou o PT maranhense para impor a aliança com Roseana. Sarney encomendou
pesquisas e chegou à conclusão de que não conseguiria se reeleger.
A
presidente Dilma esteve em Macapá nesta segunda para entregar unidades do
programa Minha Casa Minha Vida. Estava devidamente escoltada pelo velho
político. Esses eventos, como vocês sabem, têm hoje o público rigidamente
controlado pela turma do Planalto. Mesmo assim, Sarney foi vaiado cinco vezes.
Pior:
Capiberibe estava no palanque e fez um discurso francamente hostil ao senador.
Anunciou que as ruas do conjunto habitacional receberiam nomes de pessoas que
lutaram contra a ditadura, como Miguel Arraes, avô do presidenciável Eduardo
Campos, Leonel Brizola e Vladimir Herzog, entre outros. Parece que citou também
Carlos Marighella — aí já vira homenagem a assassino, né? Mas fazer o quê?
Referindo-se
indiretamente a Sarney, mandou brasa: “É preciso lembrar e reverenciar os que
ousaram lutar. A senhora [dirigia-se a Dilma] lutou e pagou um preço alto.
Existem aqueles que se aliaram aos ditadores, não podemos esquecer, o Brasil
não pode esquecer, senão, poderemos voltar a viver aqueles anos tristes”.
Sarney,
cujo grupo, se a eleição fosse hoje, perderia também no Maranhão — o favorito é
Flávio Dino, do PCdoB — ouviu tudo calado. Resta-lhe agora criar má literatura
de ficção, no que ele é bom, para tentar fazer parecer um ato de vontade sua o
que é vontade do povo. Chegou a hora de ir para casa. O homem exerce cargo
púbico desde 1955. Já está bom, né? Nesses 59 anos,  aprendemos a que
vieram os Sarneys. O Maranhão, o Estado com os piores indicadores sociais do
país, embora não exiba a seca que caracteriza o agreste nordestino, também
sabe. E os maranhenses conhecem o atraso literalmente na carne.
A
pior obra de Sarney, acreditem, não é a literária. Adeus!

Por Reinaldo
Azevedo

  • Jorge Vieira
  • 24/jun/2014

Aposentadoria de Sarney e Roseana é o fim do grupo que levou o Maranhão ao fundo do poço

As vaias e a
hostilidade com que foi recebido pela população do Amapá, na tarde de
segunda-feira (23), durante a entrega de casas populares pela presidente Dilma
Rousseff, e a rejeição do seu nome pelo eleitorado do Amapá, fizeram finalmente
o senador José Sarney, o político mais detestado do país, anunciar aposentadoria
da vida púbica após 56 anos.
Para a
felicidade geral, primeiro foi a filha que desistiu de concorrer a um mandato
no Senado Federal, diante da real possibilidade de derrota para o vice-prefeito
Roberto Rocha (PSB) e de pressões familiares, temerosos da governadora Roseana
Sarney deixar a política pela porta dos fundos. Agora é o pai que desiste de
concorrer a reeleição para não correr o risco de sair humilhado das urnas.
A decisão de
tirar o time de campo, segundo eles mesmo afirmou, através de nota oficial
distribuída à imprensa, já estava tomada, ainda assim insistiu junto a cúpula
do PT para obrigar as lideranças petistas do Amapá a embarcarem em sua
candidatura. A reação foi tão negativa que Sarney, com toda a sua artimanha,
percebeu que não tinha mais chão pra pisar e preferiu não desafiar o eleitorado.
A desistência
de tentar a reeleição, na avaliação de quem acompanha o cenário político do
estadual e nacional, é o sintoma de que Sarney já não ruge como leão, a
confirmação de que o poder de fogo do oligarca já não é mesmo, que o tempo do
eu quero mando e posso já passou e que seus familiares envolvidos em negócios
escusos a qualquer hora vão ter que acertar as contas com a justiça.
José Sarney e
Roseana fora da política? Sem mandato e deixando acéfalo o grupo que reina
absoluta no Maranhão ao longo de 50 anos, nos remete ao velho dito popular que
diz “quando o navio começa a fundar, os ratos são os primeiros a abandonar”.  

       
Segundo avaliam parlamentares ligados ao senador José Sarney, seja qual for o resultado da eleição, o grupo vai se desintegrar. As mesmas fontes acreditam ainda que a aposentadoria de Sarney será muito prejudicial à candidatura de Edinho Lobão, pois muitos prefeitos já não temerão o velho oligarca e seus métodos intimidatórios.

  • Jorge Vieira
  • 24/jun/2014

Sarney anuncia que não disputará mais eleições

Após
56 anos ocupando cargos público, o senador José Sarney (PMDB-AP) anunciou na
tarde desta segunda (23) que não disputará as eleições deste ano. O anúncio foi
feito durante a visita da presidente Dilma Rousseff (PT) ao Amapá – estado pelo
qual Sarney foi eleito desde que deixou a presidência da República. Na chegada
à capital Macapá, José Sarney enfrentou uma onda de protestos e vaias durante a
sua participação na inauguração de residências do programa “Minha Casa, Minha
Vida”.
“Essa
decisão já estava tomada, comuniquei isso ao meu partido na semana passada.
Entendo que é chegada a hora de parar um pouco esse ritmo de vida pública que
consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar,”
declarou em nota enviada à imprensa.
Eleito
deputado federal em 1958 pelo Maranhão, José Sarney ocupou diversos cargos
públicos – como governador do Maranhão, presidente da República a senador pelo
estado do Amapá. Ao deixar o Palácio do Planalto, Sarney passou a disputar
eleições no Amapá.
Nos
últimos dias, o noticiário nacional anunciou movimentação para a articular a
reeleição de José Sarney ao Senado. A nota emitida após os protestos também
revelou a opinião do senador a respeito das manifestações contra sua
participação na solenidade de entrega das residências. Sarney atribuiu as vaias
e o “Xô Sarney!” ao acirramento da proximidade da campanha eleitoral e de
organização de seus opositores.
Em
abril deste ano, sua filha Roseana Sarney (PMDB-MA) também anunciou que deixava
a disputa eleitoral. Roseana era cotada para disputar o Senado.

Se tentasse se reeleger, José Sarney não teria um caminho
tranquilo. Desde que deixou a presidência do Senado, no começo do ano
passado, o ex-presidente da República havia perdido influência no Congresso.
Antes disso, com a derrota de seu grupo nas eleições de 2010, também vira seu
poder diminuir no Amapá. Enquanto isso, no Maranhão, o ex-presidente teve
dificuldades para indicar um substituto à atual governadora, sua filha Roseana
Sarney (PMDB).
O parlamentar presidiu o
Senado por quatro vezes. A última delas, entre 2011 e 2013. A passagem de
Sarney pelo cargo foi marcada pelo escândalo dos atos secretos, quando a
imprensa revelou a existência de nomeações e concessões de benefícios
irregulares, que nunca foram tornadas públicas pelos órgãos oficiais do Senado.
Veja
abaixo a nota completa emitida pela assessoria de José Sarney:
SARNEY NÃO CONCORRERÁ A REELEIÇÃO!
Nota à Imprensa
O senador José Sarney (PMDB-AP)
manifestou-se, agora há pouco, a respeito do episódio ocorrido nesta
segunda-feira (23) em Macapá, por ocasião do evento do programa Minha Casa
Minha Vida, do Governo Federal, em que foi hostilizado por militantes partidários
de declarada oposição a ele.
Era esperado que isso pudesse
ocorrer, diz, primeiro pelo acirramento do pleito eleitoral que se avizinha,
segundo, pela própria mobilização feita com esse propósito, fato este do
conhecimento de todos. Sarney diz ter sido convidado pessoalmente pela amiga e
aliada Dilma Rousseff, presidente do Brasil e entusiasta do programa de
habitação popular iniciado ainda na gestão de Luís Inácio Lula da Silva, outro
companheiro de sua estima. Sarney foi, mais uma vez, diplomático, seguiu o
protocolo que o evento exigia, para prestigiar a amiga Dilma e os amapaenses
beneficiados pelo programa.
Diz também ter recebido no evento –
como ocorre por onde quer que vá no país e fora dele – o carinho e a
consideração de brasileiros que reconhecem a importância de seu papel na
condução do país à redemocratização. “Lá mesmo, na festa da presidente Dilma,
muitas pessoas aplaudiram, espontaneamente, a minha presença e a ajuda que
tenho dado ao Brasil e ao Estado”, acrescenta o ex-presidente.
O senador, de 84 anos, também
confirmou aquilo que seus amigos mais próximos e os aliados em Macapá foram
comunicados na semana passada, de que não vai disputar a reeleição para o
Senado em outubro próximo. “Essa decisão já estava tomada, comuniquei isso ao
meu partido na semana passada. Entendo que é chegada a hora de parar um pouco
com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e
afastou-me muito do convívio familiar”, declarou.
Sarney tem acompanhado de perto as
idas e vindas da esposa, Dona Marly, aos hospitais em repedidas cirurgias e
lentos processos de recuperação, em casa, como ocorre atualmente.
Ele confirma presença na Convenção do
PMDB na próxima sexta-feira, dia 27. E diz também que irá participar das
eleições deste ano, não como candidato, mas ajudando de todas as formas, ao
inúmeros amigos e aliados que estarão na disputa. Também será a ocasião para se
dirigir aos correligionários e simpatizantes, bem como aos cidadãos e cidadãs
de bem do Amapá, a quem nutre “profunda gratidão”.
Macapá-AP, 23 de junho de 2014.

Cleber Barbosa
Jornalista/Colaborador do Gabinete do Senador José Sarney

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