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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 21/fev/2015

“Recebemos um passivo de R$ 1,3 bilhão, que só cresce”, diz Flávio Dino

“Estamos recompondo
o funcionamento da máquina pública que havia sido totalmente destruída no
último governo. A realidade é que pouquíssimos órgãos do mandato anterior
efetivamente funcionavam. Havia terceirizações injustificadas, funcionários
fantasmas, muita desorganização.”

Leandro Mazzini

As primeiras semanas de governo de
Flávio Dino no Maranhão tornaram-se uma sucessão de descobertas – de ‘novidades
negativas’ – com o pente fino em contratos e na gestão que herdou de Roseana
Sarney.

O governador herdou o Estado com R$
24 milhões em caixa, mas com R$ 600 milhões em restos a pagar e uma dívida de
meio bilhão acumulada de precatórios a quitar, não pagos desde 2012.

Com o cenário não favorável, entrou
na lista de governadores que incluíram os cortes drásticos de custeio nas
prioridades, embora garanta que o Estado terá verba para grandes investimentos,
em especial no tripé Saúde-Segurança-Educação, e em obras de infraestrutura.

Nesta entrevista à Coluna, Dino faz
uma radiografia da atual situação da gestão, como tem resolvido as questões
para evitar uma crise, e fala em ‘recomposição do serviço público’.

‘A realidade é que pouquíssimos
órgãos do mandato anterior efetivamente funcionavam. Havia terceirizações
injustificadas, funcionários fantasmas, muita desorganização’, revela.

Recentemente, numa
entrevista a uma revista, o senhor disse que expulsou uma quadrilha do
Maranhão. Ela atuava no governo?

Atuava muito fortemente em várias
áreas do governo. Tínhamos aqui uma total confusão entre interesses privados e
aplicação de recursos públicos, e uma cultura de descumprimento generalizado da
lei. E isso fez com que muitas denúncias se acumulassem nesses anos todos, e a
mais recente delas é exatamente a que envolve essa tenebrosa transação
intermediada por Alberto Youssef e que acabou preso em São Luís.

Este não é apenas um caso isolado. É
fruto de uma sequência de casos e este é o mais notório, mas é o sintoma, a
ponta do iceberg que encontramos e estamos progressivamente desmontando,
apurando, e vamos tomar as medidas legais cabíveis para que haja inclusive
ressarcimento ao erário quando for cabível.

A sua antecessora,
a ex-governadora Roseana Sarney, foi citada pela imprensa como uma das supostas
beneficiadas pelo esquema de Alberto Youssef, e agora o STJ remete para o TJ do
Maranhão o processo. Como o senhor vê este cenário?

Nós vamos tomar as medidas legais que
neste caso concreto indicam a propositura de ações judiciais. Por determinação
do STJ, está em absoluta coerência com aquilo que defendemos. Tudo tem que ser
apurado. A Justiça do Maranhão, tenho certeza, é capaz de fazê-lo, e nós vamos
ajudar naquilo que nos cabe. Seja fazendo as apurações administrativas – temos
uma secretaria de transparência e controle que foi criada para isto – e temos a
orientação dada de a polícia e a Procuradoria do Estado de não observarem
critérios partidários em nenhum momento. Ou seja, todos aqueles
independentemente da posição política, do partido, que tenham em algum momento,
na gestão de recursos públicos, infringido a lei, devem responder perante o
Poder Judiciário.

O nosso papel neste caso, pelo
sistema jurídico brasileiro, não é propriamente de punir, mas de solicitar, de
provocar, de ajudar a investigar, e isto está sendo feito.

O senhor assumiu o
governo, é o principal agente público do estado, há uma responsabilidade
financeira. Como o senhor pegou o governo, com ou sem caixa?

Recebemos um passivo crescente. A última
estimativa que fizemos era da ordem de R$ 1,3 bilhão , porque a cada semana nós
descobrimos novidades, débitos que não estavam contabilizados – novidades
negativas. Dívidas não declaradas.

Vou citar a mais recente delas:
depois da nossa vitória na eleição, o governo do Estado parou de pagar a conta
de energia de vários órgãos públicos.

O senhor acha que
isso foi armadilha?

Uma sabotagem, evidente. Não havia
justificativa fiscal, porque havia dinheiro em caixa, para deixar de pagar a
companhia de energia que é privada. Descobrimos que a companhia de águas do
Estado deve quase R$ 20 milhões para a companhia de energia que é privada.
Porque simplesmente a partir de outubro eles não pagaram. A própria companhia
de energia emitiu uma nota esclarecendo que desde outubro vinha cobrando e o
Estado parou de pagar. E isso não foi informado na transição.

E isso aconteceu em
outros órgãos?

Em tantos outros órgãos. A dívida
ultrapassa R$ 30 milhões. Apenas a maior é da companhia de águas.

Então a sua
antecessora o sabotou?

Claramente, sim, infelizmente houve
uma atitude pouco democrática. Primeiro não houve uma transição organizada e em
segundo lugar, houve essa conduta. De criar dificuldades, de criar embaraços
para o novo governo, e isso se retratou em outros débitos que ficaram, por
exemplo com prestadores de serviços. Na área de saúde nos pegamos dívidas
superiores a R$ 100 milhões.

O senhor tem ideia
de quanto tem em restos a pagar para fornecedores?

Restos a pagar chegam a quase R$ 600
milhões.

E o senhor tem esse
dinheiro no cofre?

Claro que não! Nós recebemos R$ 24
milhões em caixa. Os precatórios não eram pagos desde 2012. Muita gente não
entendeu na época e hoje eu tenho uma hipótese de que esses precatórios pararam
de ser pagos para criar um mercado de negociações.

Porque o Maranhão sempre manteve os
precatórios em dia, era uma marca do Estado, desde tempos imemoriais. De
repente, em 2012, sem nenhuma justificativa fiscal, parou de pagar precatórios.
Então só de precatórios são outros R$ 500 milhões. Mais dívidas que já pagamos
este mês com bancos internacionais, parcelas de empréstimos, e tudo isso gerou
uma sobrecarga imensa de despesas neste começo de governo, que estamos honrando
aquelas relativas ao nosso governo, pagando o que deve ser pago, fazendo auditorias
em relação a pagamentos e ao mesmo tempo diminuindo gastos perdulários,
abusivos, encontrados e assim sucessivamente.

O senhor está
fazendo auditoria sobre os precatórios?

Na verdade o que pedidos ao Tribunal
de Justiça oficialmente é que nós façamos um trabalho conjunto, de
identificação dos precatórios segundo a ordem cronológica, e que haja portanto
respeito aos parâmetros constitucionais legais dentro da disponibilidade fiscal
do Estado.

Estamos esclarecendo o montante que
vamos poder pagar em 2015 e vamos informar isso ao TJ para que pague segundo os
seus critérios. Nós não vamos interferir na fila. Quem vai definir o ritmo de
pagamento, quem vai receber e assim sucessivamente vai ser exclusivamente o
Tribunal

Houve auditorias em
secretarias? Na praça o que se fala é que o senhor deve olhar para a frente,
não para o passado. É uma provocação necessária?

Na verdade estamos preocupados com o
futuro. Queremos tomar as medidas que o nosso Estado precisa para melhorar a
vida do povo. Isso envolve inclusive cuidar de coisas do passado que têm
repercussão agora. Nós estamos revirando.

Que coisas do
passado?

Por exemplo, dívidas que não têm
razão de ser. Contratos que nós deveríamos honrar mas que não têm razão de
existir. Isso são coisas do passado, mas que têm repercussão aqui, agora e
amanhã. Então se eu dissesse pura e simplesmente que tudo aquilo que está no
passado não me diz respeito, eu estaria traindo o meu compromisso fundamental
de cuidar bem do patrimônio público.

Então nós estamos sim revendo
contratos, diminuindo contratos de terceirizações, e fazendo auditorias em
algumas áreas. Cito exemplo: na saúde, temos auditoria sendo realizada lá a
pedido do gestor, não fui eu quem mandei. E isso não é uma determinação de uma
espécie de santa inquisição, de acordo com o que os gestores considerem
necessário. E quem vai fazer a auditoria não são os que eu nomeei, são
servidores concursados do Estado, que inclusive foram nomeados por outros
governos.

E o senhor já tem
resultados preliminares?

Ainda não. Isso depende de cada caso,
depende da solicitação de cada secretário à auditoria. Mas acredito que a
partir de março os primeiros resultados já sejam publicados.

O senhor disse que pegou
o governo com R$ 24 milhões, é um privilegiado, porque alguns governadores
pegaram o Estado falido. A maioria diz que será um ano de muitos cortes. Os
seus cortes também incluem investimentos?

Sobretudo custeio. Gastos
perdulários. Desativamos alguns privilégios. Como uma casa de praia custeada
com dinheiro público. Cortamos cargos comissionados, deixamos de provê-los.
Exoneramos todos e renomeamos naquilo que era necessário. Por exemplo, a
Fundação da Memória Republicana, que cuida do patrimônio do senador José
Sarney, tinha 45 cargos; vamos deixar 15. Fizemos isso em outros órgãos.

E sobretudo estamos enfrentando
contratos de terceirizações. No Detran saímos de R$ 20 milhões para R$ 6
milhões. São estas reprogramações, sobretudo no custeio, que estão permitindo
que a gente faça outros gastos de custeio, porque ao mesmo tempo que fizemos
isso, garantimos também o início da principal obra do governo que é a
recomposição do serviço público. Vamos nomear mais policiais, e aumentamos os
salários dos professores.

Que outros
investimentos de impacto o senhor prevê para este ano?

Sobretudo estas questões atinentes à
recomposição do quadro do serviço público. Estamos fazendo um seletivo para
mais mil professores, prorrogamos os contratos de outros 4.495 professores
temporários. Estamos no processo de finalização de mil novos policiais
militares, chamamos novos 60 profissionais para a Polícia Civil e vamos fazer
um concurso para o sistema penitenciário.

Estamos recompondo o funcionamento da
máquina pública que havia sido totalmente destruída no último governo. A
realidade é que pouquíssimos órgãos do mandato anterior efetivamente
funcionavam. Havia terceirizações injustificadas, funcionários fantasmas, muita
desorganização.

Os vários problemas
do complexo penitenciário de Pedrinhas terminaram ou só saíram do noticiário?

Estamos progressivamente fazendo com
que eles sejam resolvidos, não resolvemos tudo.

Mas não se viu mais
rebelião..

Conseguimos encontrar um ponto de
equilíbrio. Primeiro lugar, recuperamos a autoridade do Estado sobre o sistema.
Quando chegamos, os presos por exemplo eram donos das chaves das suas próprias
celas em muitas unidades. Recuperamos recomposição de equipes, fornecemos
fardamentos aos presos, criação de rotinas, de procedimentos, fizemos movimentações
de presos visando diminuir o poder das facções.

Até aqui temos encontrado o caminho.
Conseguimos a prorrogação da presença da Força Nacional de Segurança , que tem
sido uma ajuda importante no sistema penitenciário. Temos hoje uma tendência declinante
de índices de criminalidade dentro e fora do sistema judiciário.

O que pode o
cidadão esperar do novo governo até o fim do ano?

As medidas mais importantes estão no
terreno da educação e da segurança pública. Vamos iniciar uma campanha de
alfabetização, já que temos o maior analfabetismo do Brasil.

O senhor conta com
quem para isso?

O trabalho local e vamos conhecer no
MEC as várias metodologias existentes para encontrar a mais adequada à
realidade maranhense. Vamos começar o processo de substituição das escolas de
palha e barro. Simultaneamente vamos lançar grandes obras mediante a
reprogramação do saldo do empréstimo do BNDES.

Reprogramamos as obras de modo a fazer intervenções
estruturantes no Maranhão. Vamos completar finalmente a ligação dos Lençóis
Maranhenses com o Delta do Parnaíba e o litoral do Ceará na chamada Rota das
Emoções.

 

  • Jorge Vieira
  • 21/fev/2015

Governo articula debate para redução da violência no Estado

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e
Participação Popular (SEDIHPOP) promoverá encontros interinstitucionais com
representantes da sociedade civil, instituições de ensino superior e gestores
públicos que trabalham com o monitoramento e estratégias de redução da
violência e de homicídios no Maranhão.

O secretário de Direitos Humanos e Participação
Popular, Francisco Gonçalves (foto), destacou a importância do debate coletivo para
tratar da questão. “O objetivo é articular os esforços voltados para a redução
da violência e, a partir daí, institucionalizar uma política pública”, disse o
secretário.

A primeira reunião será realizada com os membros de
12 instituições da sociedade civil e de ensino superior, na terça-feira (24),
na sede da SEDIHPOP e na quinta-feira (26) com os órgãos públicos.

Depois de todas as reuniões haverá um workshop, em
março, com a participação de profissionais de outros estados com experiência na
área. A partir do intercâmbio de informações, serão definidas as ações para
enfrentamento da violência.

Entre as instituições convidadas para participar do
debate estão a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Defensoria Pública do
Estado (DPE/MA), Ministério Público Estadual (MPE), Centro de Defesa Padre
Marcos Passerini, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), ONG Matraca,
Comissão da Pastoral da Terra (CPT), Observatório da Violência do Maranhão e
Grupos de Extensão das Universidades.

  • Jorge Vieira
  • 21/fev/2015

Proerd fecha com sucesso calendário de 2014 em Caxias


Desde sua
implantação, em 2003, 1.268 turmas e um total de 36.763 alunos já foram atendidos
pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD),
apoiado pela Prefeitura de Caxias. Somente no ano de 2014, 4.800 crianças das
zonas urbana e rural foram beneficiadas.

Além do atendimento
às crianças com os conteúdos do Programa, é realizado também o atendimento às
famílias de jovens que apresentam distúrbios dentro e fora do ambiente escolar,
aumentando mais ainda a área de abrangência das atividades.

 
Dentro do
cronograma do Programa, os instrutores realizam palestras nas comunidades
carentes de Caxias, visitam e fazem atendimento a localidades das zonas urbana
e rural do município, promovem colônia de férias, dentre outras atividades que
estimulam os alunos fora do âmbito escolar.

O secretário de administração do município de Caxias, Pedro Mesquita,
ressaltou a importância da parceria entre a Prefeitura de Caxias e PROERD. “Graças
à ajuda oferecida pela prefeitura, os instrutores podem oferecer mais qualidade
no conteúdo repassado aos alunos e continuar fazendo do projeto destaque nos
estados do Maranhão e Piauí”, disse.

 
Mais

 
O PROERD é um
programa de prevenção ao uso de drogas, desenvolvido e aplicado inicialmente
nos Estados Unidos da América – EUA. Atualmente, o Programa atua em mais de 40
países, dentre eles o Brasil. Caxias é referência do programa nos estados do
Maranhão e Piauí.
 

  • Jorge Vieira
  • 20/fev/2015

Fapema divulga lista de bolsistas beneficiados no mês de janeiro

Para dar
mais transparência ao conjunto de suas ações, a Fundação de Amparo à Pesquisa e
ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema)
disponibilizou, nesta sexta-feira (20), por meio do portal da instituição – www.fapema.br,
a lista de bolsistas beneficiados por editais vigentes e que foram pagos em
janeiro deste ano. A divulgação da lista aconteceu durante coletiva de imprensa
com a presença do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,
Bira do Pindaré, e do presidente da Fapema, Alex Oliveira.

O
secretário afirmou que, embora essa seja uma medida simples, é extremamente
necessária porque tem relação direta com a transparência, exatamente como
indica a diretriz do governador Flávio Dino. “Nós estamos aqui cuidando de
interesses que dizem respeito a toda a população do Maranhão, então é preciso
que todos os nossos atos sejam devidamente divulgados a fim de que a sociedade
possa acompanhar o processo, e, desta forma, possamos cumprir com a nossa
finalidade”, disse.

A
política principal da Fapema é exatamente a concessão de bolsas que visa
fortalecer o desenvolvimento da ciência e tecnologia no estado. E, para isso,
vamos adotar, a partir de agora, com firmeza, a divulgação de todos os
bolsistas para que qualquer cidadão tenha conhecimento de quem são essas
pessoas, que programas elas estão vinculadas, quais editais elas participaram;
para que não haja nenhuma dúvida na concessão das bolsas”, enfatizou Bira do
Pindaré.

O
presidente da Fapema informou que, daqui em diante, a lista com os nomes dos
beneficiados com bolsas da fundação será divulgada até o dia 10 de cada mês.
Segundo Alex Oliveira, somente em janeiro, foram pagas 997 bolsas, totalizando
recursos superiores a R$ 900 mil.

O número
de bolsistas deverá variar mensalmente de acordo com a validade das bolsas e
com a oferta de novos editais. “As bolsas de iniciação científica, por exemplo,
têm validade de um ano, as de mestrado de dois anos e as de doutorado de quatro
anos”, explicou o presidente. Alex destacou ainda que a concessão de bolsas é
feita por meio das chamadas públicas dos editais da fundação e pelas cotas das
universidades que são destinadas aos cursos de graduação e de pós-graduação.

  • Jorge Vieira
  • 20/fev/2015

Processos do MPMA já podem ser acessados de forma online

O Ministério Público do Maranhão disponibilizou, em seu sítio,
para consulta pública, todos os processos e procedimentos que tramitam na
instituição, além de editais de audiências públicas, reuniões
e outros eventos previstos no calendário de atividades.

Qualquer cidadão pode acessar e consultar os documentos. Os links
estão disponíveis na parte inferior da página institucional, na área de
Sistemas. É possível saber onde tramita o documento e para qual membro do MP
foi distribuído.

As medidas foram implementadas para cumprir a Lei Federal n.º
12527/2011 e as Resoluções do Conselho Nacional do Ministério Público n.º
89/2012 e nº 110/2014, que dispõem sobre a obrigatoriedade da
disponibilização, nos sítios eletrônicos de todos os Ministérios Públicos, em campos
facilmente acessíveis, o registro de procedimentos e processos que estejam
a cargo de cada membro da instituição.

A legislação também prevê a divulgação dos editais de
audiências públicas a serem realizadas e o resultado das reuniões
já realizadas, bem como de todas as atividades desenvolvidas pelos membros
do Ministério Público.   

“A implantação destes serviços objetiva também atender a
necessidade de aperfeiçoar o nosso trabalho e torná-lo mais transparente.
Agora, qualquer cidadão que tiver acesso à rede poderá consultar os processos
que tramitam na instituição”, declarou a procuradora-geral de justiça, Regina
Lúcia de Almeida Rocha.

Por enquanto, é possível acessar os documentos que tramitam nas
119 Promotorias de Justiça e nas 31 Procuradorias, existentes na capital.
Igualmente estão disponíveis as informações das Promotorias de Justiça das
Comarcas de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e Imperatriz.

A disponibilização online destes serviços foi possível após a
implantação do Sistema Integrado do Ministério Público (Simp),que permite o
acesso a todas as informações processuais, manifestações e atendimentos
realizados no Ministério Público do Maranhão.

 

  • Jorge Vieira
  • 20/fev/2015

Governo apresenta prioridades ao presidente em exercício da Câmara

Investimentos
para a saúde, educação e mobilidade urbana foram as prioridades elencadas pelo
governador Flávio Dino em reunião com o presidente em exercício da Câmara
Federal, Waldir Maranhão (PP-MA), na manhã desta sexta-feira (20). Em visita ao
Maranhão, o deputado federal pôde discutir junto ao Governo do Estado as
necessidades mais urgentes para garantir desenvolvimento a todos os
maranhenses.

Tendo em
vista a votação do orçamento federal nos próximos dias e a possibilidade de
ampliar a participação do Maranhão nos investimentos do Governo Federal, o
governador Flávio Dino pediu o apoio e o empenho do vice-presidente da Câmara
dos Deputados em Brasília para inclusão de pautas do interesse do estado nas
emendas feitas ao projeto de lei do orçamento. A reunião ocorreu no Salão Nobre
do Palácio dos Leões, em São Luís.

As áreas
que demandam mais atenção do Governo do Estado e que, por este motivo, foram
colocadas como prioritárias no diálogo com o presidente da Câmara são saúde,
educação e mobilidade urbana. Questões específicas foram debatidas pelo
governador Flávio Dino e pelo prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior, que
também participou da reunião junto com o vice-governador Carlos Brandão. Também
estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho,
o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) e o secretário de Estado de
Arituclação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry.

“Temos
conversado e sensibilizado toda a bancada do Maranhão, que tem mostrado interesse
em trabalhar unida para melhorar os indicadores sociais do nosso Estado. Agora,
com o deputado Waldir Maranhão nessa importante missão na Câmara, entregamos
nas mãos dele os pleitos mais importantes do nosso estado, que precisam de
atuação conjunta de todas as forças políticas”, disse Flávio Dino.

Estado
que até 2014 recebeu o menor repasse per capita pelo Sistema Único de Saúde, o
Maranhão precisa de mais investimentos na área. Foi esta a avaliação feita pelo
governador Flávio Dino, que pediu empenho da bancada maranhense com emendas que
garantam a manutenção dos hospitais, aquisição de equipamentos e o
funcionamento da Força Estadual de Saúde – que vai atuar junto aos municípios
na promoção de atenção básica. A ideia é combater a mortalidade infantil, morte
materna e doenças crônicas.

Em São
Luís, segundo o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, os investimentos devem ser
voltados para a construção e equipamento da Maternidade Municipal e na melhoria
do Hospital da Criança, que atende pacientes da capital e do interior.

Na área
da educação, o esforço conjunto do Governo do Maranhão e deputados federais
também será necessário para que a meta de erradicar as escolas de taipa e barro
seja atingida nos próximos anos. Segundo Waldir Maranhão, a bancada maranhense
está irmanada no intuito de colaborar com a recuperação dos índices sociais do
estado, melhorando a vida dos maranhenses que moram nas cidades do interior.

A
mobilidade urbana, com foco prioritário à capital, é tema em todo o país e
também foi discutida na reunião realizada com o deputado Waldir Maranhão.
Através de parcerias, Governo do Estado e Prefeitura de São Luís já avançam em
ações para a melhoria da mobilidade. Durante a reunião foi reforçado ao
presidente em exercício da Câmara que São Luís seja incluída na pauta nacional
de investimentos no setor.

  

  • Jorge Vieira
  • 20/fev/2015

Presidente interino da Câmara dos Deputados diz que “os ares da mudança” estão chegando ao MA

Um encontro histórico ocorreu,
nesta manhã de sexta-feira (20), no Palácio dos Leões. O governador Flávio
Dino (PCdoB) recebeu a visita de cortesia do presidente interino da Câmara
Federal, deputado Waldir Maranhão (PP), um dos líderes do movimento semeador do
sentimento de mudança que pôs fim ao ciclo de cinco décadas de dominação da
oligarquia Sarney no Estado do Maranhão.

Ao cumprimentar o companheiro
de luta, o governador observou o momento histórico por tratar-se do primeiro
maranhense a presidir a Câmara dos Deputados e pediu seu empenho para melhorar o
orçamento da Saúde do Estado. Na mesma linha se manteve o prefeito Edivaldo
Holanda Júnior (PTC) ao solicitar atenção especial para a construção do
hospital da criança e da maternidade que o município está construindo em parceria com os governos federal e estadual, assim como para os projetos de mobilidade urbana.

Waldir Maranhão, diante das
afirmativas do governador e do prefeito, quanto a sua ascensão ao posto de vice-presidente
e presidente interino da Câmara, observou: “São os ares da mudança”. E
acrescentou: “Para a minha alegria estou aqui neste momento reunidos em torno de
uma causa maior. São os bons ares da mudança chegando ao Maranhão”, advertiu.            

Num encontro
descontraído e que contou ainda com a participação do presidente da Assembleia
Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), do vice Carlos Brandão (PSDB), do deputado Rubens Júnior (PCdoB), Julião Amim (PDT) e
secretários, os Chefes dos Executivos estadual e municipal entregaram nas mãos
de Waldir Maranhão a missão de ajudar estado e município a resolverem seus
problemas mais urgentes.       

O
governador relatou uma recente conversa que teve com o presidente da Assembleia
Legislativa, em que ele lhe expôs as dificuldades que o município de Caxias
enfrenta por conta dos repasses insuficientes para manter o setor em perfeitas
condições de funcionamento e que mesmo com toda a economia que o estado tem
feito, os recursos são insuficientes para melhorar a qualidade do atendimento. Dino explicou que o Maranhão é o estado que possui o menor repasse para a Saúde.

“Colocamos
essas bandeiras em suas mãos”, enfatizou o governador. Em seguida, Waldir
Maranhão assumiu para ele a responsabilidade de melhorar, no Orçamento da
União, o repasse para a Saúde do Maranhão e prometeu empenho para acelerar a
liberação dos projetos de mobilidade para a cidade de São Luís.  

  

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