28 de junho de 2017

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28/06/2017 -

Jorge Vieira -

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Temendo prisão de membros da família, Sarney pressiona por veto a Nicolao

Sarney virou conselheiro do enrolado presidente Michel Temer e pressiona por veto a Nicolao

Embora tenha sido o mais votado na lista tríplice para procurador geral da República, Nicolao Dino dificilmente conseguirá suceder Rodrigo Janot por um motivo que já é do conhecimento geral: Veto de José Sarney. O ex-presidente acredita que, com Nicolao na PGR, o Ministério Público não vai sossegar enquanto não botar um dos seus na cadeia. Fernando Sarney, por exemplo, algum tempo atrás só saia de casa com habeas corpus preventivo no bolso.

Comentários dos principais telejornais e da imprensa de um modo geral logo após ser conhecido o resultado da votação da lista dão conta de que o ainda presidente Michel Temer (PMDB) já decidiu que não nomeará Dino para suceder Janot, até pela proximidade que procurador com o atual dirigente da PGR que o denunciou por corrupção passiva, o que poderá resultar na cassação.

Tradicionalmente, o mais votado é o escolhido pelo presidente, mas desta vez, diante dos fatos que antecederam o pedido de abertura de inquérito contra Temer, desta vez, pelo visto, não será mantida a tradição por conta de um veto de Sarney, hoje um dos principais conselheiros do ocupante do Palácio dos Planalto e que foge de Nicolao como Diabo foge da cruz.

E toda a perseguição contra o procurador preferido para substituir Janot ocorre pelo fato de Nicolao ser irmão do governador Flávio Dino, considerado hoje o inimigo número um da oligarquia. Em 2016, por exemplo, O Globo revelou: “Sarney acha que por ser Nicolao Dino um dos assessores mais próximos de Janot, o Ministério Público não vai sossegar enquanto não botar um dos seus na cadeia. É que Nicolao é irmão do seu maior adversário no Maranhão, o governador Flávio Dino”, revelou o jornal.

Diante das pressões e do medo de Sarney, Temer teria prometido ao velho cacique maranhense que jamais nomeará o irmão do governador desafeto da oligarquia e que luta para manter o Maranhão longe do domínio do grupo que passou mais de quarenta anos no poder, deixando como legado uma legião de indigentes e um Estado ostentando os piores indicadores econômicos e sociais do país.

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