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Sarney, o comunista

Editorial – Jornal Pequeno


O caráter de uma campanha
política se expõe a partir das armas usadas contra os adversários. O que não
exclui a personalidade tortuosa dos que dessas armas se utilizam e o perigo que
representam para um Estado ou Nação. Já havíamos chamado a atenção aqui para a
pregação anticomunista dos defensores do candidato Lobão Filho, matéria que,
agora, foi para as páginas do jornal O Globo.

Na mídia sarneisista, o
candidato Flávio Dino, por integrar o PCdoB, transformou-se em ameaça à
democracia, à liberdade de expressão e até à fé religiosa dos maranhenses. O
Maranhão se tornaria uma espécie de Cuba, uma sucursal das repúblicas
soviéticas, que, por sinal, extinguiram-se com a glasnot e a queda do muro de
Berlim. Ao exagero da burrice e da falta de escrúpulos, um repórter perguntou
em São Luís sobre a implantação do regime imaginado por Marx e Engels somente
no Maranhão, e outro, em Imperatriz, entrevistou uma ‘evangélica’ encapuzada
que mentia sobre ‘esquerdistas’ armados disparando armas de fogo para o alto.

A tentativa é criar um
clima de terror na população religiosa; o crime é usar a fé do povo em Deus
para apavorar os eleitores. Não é pouco, mesmo para uma gente que transformou
Cafeteira em ‘assassino’, criando um cadáver, o de Reis Pacheco, que nunca
tinha morrido, mas apenas sumido convenientemente do Maranhão.

O interessante disso tudo
é que, poucos dias depois dessa intentona, o próprio Sarney confessaria ao
blogueiro Robert Lobato ser um ex-comunista que só não se filiou ao partido
porque sua mãe não permitiu. E não permitiu porque estava apavorada com o
terror psicológico espalhado pelo regime militar para justificar as prisões,
exílios, mortes e torturas, práticas viris do período de exceção. Estes, não
eram atentados contra brasileiros, mas contra ‘comunistas’, comunistas comiam
criancinhas, coisa em que a propaganda nazi-fascista do regime fez o povo
acreditar.
 
Só para anotar, foi com
Sarney na Presidência da República que os partidos comunistas foram legalizados
no Brasil, uma das poucas coisas de que, como presidente, costumava se
orgulhar.

Por apego ao poder,
Sarney se tornou uma das principais lideranças civis em defesa do regime de
terror instalado no Brasil. E, com a maestria de quem esteve tão próximo dos
porões da ditadura, organiza seu séquito para hoje espalhar o terror na
população maranhense, utilizando-se de um exército de neófitos que nenhum
conhecimento têm sobre a história da humanidade, para tentar reverter uma
realidade eleitoral que lhe é infensa. Ainda uma vez por apego ao poder.

O que fez Sarney com os
que no Brasil lutaram pela liberdade, aliando-se aos fuzis, defendendo o
silêncio imposto pelas baionetas quer fazer agora com o povo do Maranhão
inteiro, criando aqui, e somente aqui, um regime político-eleitoral que
antecede ao regime de terror que tanto defendeu.

 
 

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