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Roberto Rocha diz que o mais importante agora é unir a oposição

O vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB),
em entrevista exclusiva ao jornalista Jorge Vieira, na tarde de quinta-feira,
em sua residência, observou que, neste momento, mais importante que saber se
Roseana vai sair do governo ou quem será o candidato do governo que vai
disputar a com ele o mandato ao Senado Federal é unir os partidos do campo da
oposição. Em seu entendimento, nas eleições deste ano, “Roseana depende muito
mais da divisão da oposição que do governo para ganha a eleição, ou seja, ela
precisa muito mais que nós estejamos divididos que usar a máquina do Estado”.
Roberto Rocha adverte, entretanto, que, para esta
eleição, a estratégia de dividir a oposição não funcionará, ao contrário de
pleitos passados quando as lideranças da oposição brigavam por conta da eleição
em São Luís e criavam um fosso enorme entre eles na sucessão estadual. “Lembro
de Jackson Lago  e João Castelo, expressões políticas estaduais que todas
as eleições de prefeito se dividiam, criavam um fosso terrível e intransponível
para as eleições estaduais logo em seguida, e o grupo Sarney se aproveitava
disso. Agora a história é outra”.
Pré-candidato ao Senado, o vice-prefeito adverte
que, desta vez, aqueles que representam a nova geração da oposição, Flávio Dino
e do Roberto Rocha, fizeram um movimento estratégico, tendo em vista não apenas
a eleição de 2012, mas também a eleição de 2014. “Eu deixei a presidente do
PSDB, um grande partido, para me filiar ao PSB para a gente enfrentar as
eleições municipais, tanto em São Luís como em diversos municípios do interior
do Estado e construirmos as condições em 2012 para a união em 2014. O
governador de Pernambuco, Eduardo Campo, avalizou, veio a São Luís várias
vezes, então o PSB e PCdoB tem um pacto de geração entre dois políticos ainda
jovens, comparado com a média de idade daqueles que lideram o Maranhão a tantas
décadas, e que tem responsabilidade política com o Estado, mas cada um buscando
seus objetivos”.
Roberto Rocha explica que Flávio Dino foi candidato
a governador e que respeita o direito dele buscar a candidatura novamente,
enquanto ele, que foi candidato a senador em 2010, também tem o direito de
concorrer ao Senado respeitado por Dino, de modo que acredita que, “do ponto de
vista do Estado, para o interesse nosso aqui no Maranhão, as coisa só tem a
convergir cada vez mais”, diz otimista.
“É claro que não pudemos esquecer que os partidos
são nacionais e o meu tem candidato a presidência da República, como Aécio Neves
é candidato pelo PSDB, como a Dilma é pelo PT e o PCdoB tem uma relação muito
forte com o PT, inclusive vai coligar nacionalmente com a Dilma, então aqui no
Maranhão, essa diferenças estão sendo superadas, ou seja, o que eu imagino é
que o PT no Maranhão continue com o PMDB, apoiando o candidato do grupo Sarney
e, evidentemente, que o Flávio estaria desobrigado completamente para seguir no
seu palanque com a candidatura de Eduardo Campos”, enfatiza.
Sobre a candidatura a senador, Rocha diz que está
cumprindo etapas e que a primeira dela foi a convergência partidária em torno
do seu nome um ano antes da eleição, quando o PSB conseguiu se organizar
politicamente em torno de um projeto de candidatura majoritária ao Senado. A
segunda etapa, segundo Rocha, foi a convergência dos partidos aliados para
formar o palanque eletrônico, quando todos demonstraram muita boa vontade
 com sua candidatura.
“O PSB tem uma importância muito grande no processo
porque além de ser o maior partido do campo da oposição é o partido que tem
candidato a presidente da República, que aliás, é a única liderança de
expressão nacional que tem coragem de vir ao Maranhão mostrar a cara do nosso
lado que queremos a mudança. Todos os outros líderes nacionais ou estão com o
grupo Sarney ou estão de braços cruzados”.
Para o dirigente do PSB, o governador e
presidenciável  Eduardo Campo é um político que enfrenta, põe a cara para
bater, ainda que sendo governador cheio de interesse no Congresso Nacional, 
como tem qualquer estado brasileiro. Já a terceira etapa é a convergência na
sociedade. “Neste ponto estou bem situado porque em todas as pesquisas feitas
nos últimos meses eu estou em primeiro lugar, além de ser o menos rejeitado, de
modo que eu acho que nossa parte, neste tempo do processo eleitoral, que o
tempo da política, da conversa, eu acho que nesse ponto nós estamos bem
situados e preparados  para fazer o enfrentamento democrático dentro da
campanha a partir de junho.

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