A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Patrícia Carlos, deixou bem claro em mensagem na rede social: a prioridade das eleições 2026 é reeleger o presidente Luís Inácio Lula da Silva e que todos os apoios neste sentido serão bem vindos, inclusive de outras candidaturas que disputam o governo do Maranhão.
A declaração da dirigente petista ocorre no momento em que acabou sendo judicializado uma publicação do ex-presidente do PT, Washington Oliveira, em que o candidato Orleans Brandão(MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), aparece ao lado de Lula, dando a impressão que o presidente também apoia o emedebista.
“Ou a gente entende que a campanha do Lula é maior e mais ampla que a campanha do PT ou não estaremos priorizando a eleição do presidente. O Lula não é propriedade do PT! Judicializar eleitor do Lula por composição de voto com outras candidaturas é um erro tático, estratégico, político”, declarou a presidente estadual do PT.
O PT no Maranhão tem candidato a governador e o presidente Lula está em todas as redes e no horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão pedindo votos para o candidato Felipe Camarão, mas fica claro que nem fato do maior líder do partido declarar publicamente que seu candidato é Felipe Camarão sensibiliza uma banda da legenda.
Camarão tem enfrentado dificuldades internas desde a pré-campanha, seus adversários no partido, como o ex-deputado Zé Inácio, Zé Carlos, Washington, entre outros, sempre deixam claro a preferência pela continuidade da aliança com o governador Carlos Brandão e seu candidato ao governo Orleans. Apesar dos apelos pela unidade, o projeto de candidatura própria nunca foi levado a sério.
Na condição de vice-governador, Camarão seria o candidato natural do grupo se fosse cumprido um acordo feito ainda em 2022 na reeleição de Carlos Brandão. O problemas é que não cumpriram o que supostamente teria sido acordado, o grupo que apoiou a reeleição de Brandão rachou e Camarão ficou sem ambiente no governo, embora um grupo de petista, ligados a Washington Oliveira, continuassem ocupando postos no governo.
O que se vê hoje é consequência da imposição da direção nacional em manter uma candidatura própria que desde que Brandão resolveu permanecer no governo para tentar fazer seu sucessor o sobrinho Orleans, se mostrava frágil e sem perspectiva de vitória. E a ala petista ligada ao governo, que tem como prioridade reeleger Lula, se mantem fiel ao governador já que o candidato faz campanha para reeleição do presidente.
E Lula, mesmo tendo a preferência do eleitorado do Maranhão aferido em todas pesquisas, provavelmente não terá força para mudar o curso da campanha, hoje polarizada entre o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e Orleans.
0 Comentários