26 de julho de 2017

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26/07/2017 -

Jorge Vieira -

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Presidente do PT diz que grupo que apoiou oligarquia não tem legitimidade para reivindicar vice

Durou pouco a paz que se pronunciava entre as várias tendências que atuam no Partido dos Trabalhadores, após a eleição do militante histórico Augusto Lobato para presidente do diretório estadual. No encontro petista realizado em abril, todas as correntes anunciaram apoio à reeleição do governador, agora a corrente CNB (majoritária), que tem no deputado Zé Inácio seu principal representante no Estado, quer impor como condição para coligar com Flávio Dino a vaga de vice na chapa.

O problema é que o atual presidente do PT não vê no grupo que perdeu a eleição para ele no PED legitimidade para reivindicar a vice por uma questão muito simples: Apoiou a candidatura de Edinho Lobão (PMDB) em 2014 e de Roseana (PMDB) em 2010. “É muito fácil chegar agora, depois do governador eleito, reivindicando espaço na chapa majoritária. Não vejo legitimidade desse pessoal fazer este pleito”, observou Lobato.

Lobato descarta qualquer articulação que não seja para colocar o PT na  coligação que dará apoio à reeleição do governador Flávio Dino. A questão, no entanto, deverá ser um dos principais embates do encontro da legenda que discutirá estratégias para as eleições de 2018.

Tradicionalmente o partido vai rachado, a exemplo de 2010 e 2014, quando a corrente CNB, que comandava o PT no Maranhão, liderada por Raimundo Monteiro e Zé Inácio, orientada pela direção nacional, aliou com a oligarquia. Desta vez, no entanto, a direção estadual do partido é aliada de Flávio Dino e não quer nem ouvir falar em grupo Sarney.

A crise que vem se arrastando ao longo dos anos por conta de profundas divergências internas em relação a política de aliança adotada pelo grupo que perdeu a direção do PT para Augusto Lobato, na avaliação de alguns petistas, poderá rachar o partido mais uma vez. Advertem, porém, que desta vez não haverá intervenção da direção nacional e a direção estadual é Flávio Dino.

 

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