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PF desmonta quadrilha formada por políticos, índios e policiais que cobrava por extração ilegal de madeira no MA

Carlos
Madeiro
Do UOL, em Maceió
A PF
(Polícia Federal) deflagrou, nesta quinta-feira (20), operação para coibir a
extração ilegal de madeira em terras indígenas nos municípios de Maranhãozinho
(800 km de São Luís) e Centro do Guilherme (450 km de São Luís), no noroeste do
Maranhão. Trinta e quatro policiais cumpriram os sete mandados de busca e
apreensão expedidos pela Justiça.
A
operação Copi’i (que em tupi-guarani quer dizer cupim) desbaratou uma suposta
quadrilha que, segundo as investigações, é formada madeireiros, índios,
policiais militares e políticos da região. A PF não divulgou os nomes dos
envolvidos. Todos vão responder processo em liberdade.
Os
acusados responderão por corrupção passiva, concussão (exigir para si ou para
outro dinheiro ou vantagem em razão da função), prevaricação (retardar ou
deixar de praticar ato de ofício), formação de quadrilha ou bando e peculato
(funcionário público que toma posse de algo pertencente à administração
pública).
O esquema
A PF
informou que o esquema de retirada ilegal da madeira contava com a participação
da Prefeitura de Centro do Guilherme, que cobraria uma taxa para que os
caminhões de madeireiros entrassem na reserva e retirassem toras. A madeira
seria vendida a serrarias.
A
investigação apontou que o dinheiro arrecadado com a entrada dos caminhoneiros
não ia para os cofres públicos, mas sim, era desviado para os integrantes da
quadrilha.
“Ao
pagar a taxa o caminhoneiro recebia um ticket, que comprovava o pagamento e
dava direito de ingressar na reserva. Esse controle de entrada dos caminhões
era feito por guardas municipais armados ilegalmente instalados em
‘barreiras/cancelas’ no povoado Centro do Elias e na zona rural de
Maranhãozinho, sob supervisão de um sub-tenente da Polícia Militar da região”,
informou a PF, por meio de nota.
Segundo a
PF, além da acusação de corrupção, a atividade era ilegal pois não tinha
autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Meio Ambiente) ou
da Funai (Fundação Nacional Índio).
As
investigações tiveram início com a Operação Arco de Fogo, em 2011, com o
levantamento de informações sobre desmatamento na reserva indígena Alto
Turiaçu, do Maranhão, que gerou um inquérito da PF.
A
reportagem do UOL tentou contato com a Prefeitura de Centro do
Guilherme, mas os telefones não estão funcionando. Representantes da Funai e do
Ibama foram procurados, mas ninguém foi encontrado.

1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    PREFEITO CASTELO DO PSDB DA CALOTE NOS BARNABÉS, DESCUMPRE LEI E NÃO PAGA O 13º SALÁRIO.E AINDA QUER PUXAR TAPETE DE HOLANDINHA. CALOTEIRO,CALOTEIRO, CALOTEIRO NA SUA ESSÊNCIA.

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