Como já era esperado, o senador João Alberto de Sousa triturou o ex-deputado Ricardo Murad e se reelegeu presidente do PMDB do Maranhão. Diante da eminente derrota o grupo liderado pelos deputados Hildo Rocha e Andréa Murad sequer apareceu na sede do partido durante o período que durou a convenção.
Pela manhã, por lá apareceram a ex-governadora Roseana e o senador Edison Lobão, ambos enrolados na operação Lava Jato da Polícia Federal, e o candidato derrotado ao governo em 2014, Lobão Filho. O deputado Hildo Rocha compareceu no final da convenção, tentou tumultuar, mas acabou sendo expulso pela militância jovem, ligada ao deputado Roberto Costa. Já Andréa permaneceu na Disney e nem mandou mensagem.
Sem disputa, o encontro peembebista chamou a atenção apenas pela declaração da ex-governadora Roseana sobre conjuntura estadual. Ela, que havia saído de cena após a deflagração da Operação Lava Jato, retornou falando em fazer oposição ao governo e deixando claro que somente ficou no partido por conta desta condição.
“O PMDB permanecerá na luta fazendo oposição ao Governo Flávio Dino, é por isso que eu continuo no partido”, observou Roseana, adiantando que a legenda participará da sucessão na capital. Ela negou, no entanto, que esteja pretendendo ser candidata a prefeita de São Luís.
Ciente de que o povo do Maranhão colocou seu grupo na oposição, Roseana defendeu que o PMDB tenha postura de oposição, inclusive na Assembleia Legislativa, pois “se não for assim, não tem sentido algum eu permanecer no partido”, afirmou a ex-governadora.
Na última quinta-feira, porém, durante coletiva à imprensa, João Alberto, ao ser questionado pelo titular do blog sobre a posição do PMDB em relação ao governo Flávio Dino, afirmou que iria esperar a administração completar um ano para posteriormente reunir o partido e tomar posição, mas pelo visto, cedeu aos apelos da ex-governadora.
Roseana destacou ainda que o partido vai se preparar para 2018 e que terá candidato a governador e a presidente da República.
Roseana, envolvida em um dos maiores escândalos do país, ainda dita ordem em partido?