Na medida em que o mês de janeiro vai avançando os pré-candidatos que já estão confirmados pelos seus partidos de origem começam vislumbrar possíveis alianças para disputar a Prefeitura de São Luís em outubro próximo, ainda que de forma silenciosa e sem fazer muito alarde.
Foi desta forma que líderes nacionais do DEM e PDT firmaram acordo para a eleição na capital em torno da candidatura do Democrata Neto Evangelista, já com o compromisso dos pedetistas serem retribuídos em 2022 quando pretendem disputar o comando do Estado.
A aliança já costurada e sacramentada pela cúpula das duas legendas coloca a pré-candidatura de Neto em novo patamar, pois o representante do DEM passará a contar em sua campanha com um exército de militantes aguerrido e que sempre fez a diferença em eleições passadas.
Entre os candidatos que seguem orientação do Palácio dos Leões, setores do PT estariam interessados e compor aliança com o PSB, que tem como candidato o deputado federal Bira do Pindaré. Uma ala dos petistas, no entanto, ainda prefere candidatura própria.
Apesar da resistência da ala que defende candidatura própria por conta da popularidade de Lula em Luís, é fato que as conversas entre os dois partidos existe, mas uma definição em torno do assunto somente deverá acontecer após o Carnaval, ou seja, início de março.
É bom lembrar que Bira sempre militou no PT e de lá só saiu para o PSB por não aceitar decisão da direção nacional de entregar o partido no Maranhão ao grupo Sarney. Bira trocou o PT pelo PSB, mas deixou seus aliados no PT, o que seria um facilitador a mais.
Fora a aliança DEM/PDT já anunciada nacionalmente, existe também muita especulação em torno das demais pré-candidaturas. Nos bastidores da sucessão é tido como certo o alinhamento do pré-candidato do Podemos, Eduardo Braide, com PL e PSDB.
O presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, não cansa de afirmar que seu projeto político é casar as eleições de 2020 com a de 2022 e vê na aliança com o Podemos a única chance de sair vitorioso do pleito e engrossar o cordão da oposição ao Governo Flávio Dino.
No campo da oposição aos governos estadual e municipal, Adriano Sarney tem sua candidatura confirmada pelo PV. O mais legítimo representante do clã que dominou o Maranhão por quase cinco décadas tentar atrair para seu palanque legendas que sempre estiveram ao lado do sarneysismo, a exemplo do PSC.
Outro candidato já consolidado e que inaugura nesta sexta-feira (24) a sede do partido para dar início a sua caminhada rumo ao Palácio de La Ravardiere é o comunicador Jeisael Marx. Pré-candidato da Rede Sustentabilidade, Marx anuncia que o passo seguinte será conversar com dirigentes partidários visando compor alianças.
Os demais nomes que já se apresentaram até agora ainda tentam se consolidar internamente, a exemplo do PCdoB onde os deputados Rubens Júnior e Duarte Júnior lutam para ser indicado. Neste caso, os comunistas dão clara demonstração de que preferem Rubens.
Desde a derrota de Roseana Sarney em primeiro turno na eleição estadual de 2018, quando foi abatida por Flávio Dino ainda no primeiro turno, o Grupo Sarney tenta reaglutinar o que resta do grupo político alinhado ao ex-presidente José Sarney.
Com o desinteresse da própria Roseana em concorrer à prefeitura de São Luís, lideranças sarneysistas avaliam que o ponta pé inicial mais propício para a volta ao poder em 2022, é a candidatura do deputado federal Eduardo Braide à prefeitura.
O primeiro a apostar na estratégia foi o também deputado federal, Aluísio Mendes. Ex-Secretário de Segurança dos governos de Roseana e um dos homens fortes de Sarney na Polícia Federal, Aluísio é hoje um dos principais articuladores do projeto político de Braide.
Desgastado após a performance pífia das eleições de 2018, quando obteve menos de 2% dos maranhenses para o governo do Estado, o atual senador Roberto Rocha já admite em público que o projeto de eleição de Eduardo Braide é a chance de reaglutinar as forças políticas do passado e garantir a sua própria sobrevivência.
Em nota divulgada no dia 21, Rocha diz que “Não se pode perder de vista o casamento de 2020 com 2022” e manda um recado subliminar para as lideranças sarneysistas que ainda restam. Para ele, se a oposição deseja derrotar o governador Flávio Dino em 2022 precisa ter um único projeto político, o que significa unificar as forças – incluindo-se aí o grupo Sarney – em torno de Braide.
O maior problema para o senador, é que Eduardo Braide, conhecedor do amplo desgaste político do próprio Roberto Rocha e do Grupo Sarney em São Luís, evita fazer acenos à luz do dia para a ideia, preferindo manter longe dos holofotes, as ligações com essa turma.
“Esses 13 milhões de convênio com o Governo do Estado nos possibilitou muita coisa, inclusive a reabertura de serviços como o SPA”. O relato é de Antônio Dino Tavares, vice-presidente da Fundação Antonio Dino (FAD). No total, a soma dos convênios do Governo do Maranhão com a Fundação ultrapassa os R$ 13 milhões.
Nesta quarta-feira (22), a FAD realizou a inauguração do novo acelerador linear do Hospital Aldenora Bello na presença do governador Flávio Dino, secretários de governo e Ministério Público. O equipamento aumenta em 57,89% a oferta do serviço à população.
A inauguração do aparelho é resultado de um convênio no valor de R$ 5 milhões, firmado, em 2015, com Secretaria de Estado da Saúde, que permitiu economia à Fundação e garantiu a aquisição do novo acelerador linear com recursos próprios da instituição filantrópica.
Consciente da importância do apoio do governo estadual, Antonio Dino agradeceu a contínua parceria. “O governador [Flávio Dino] acabou de falar que pretende continuar com essa parceria, o que nos deixa muito felizes, porque mostra que o compromisso é com o povo do Maranhão. Esse acelerador linear vai ajudar a combater essa fila que existe, trazendo mais esperança para aqueles que precisam. O apoio do governo foi fundamental”, destacou.
As declarações do presidente estadual do PSDB, senador Roberto Rocha, sobre a preferência pela candidatura do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) acenderam o sinal de alerta do pré-candidato tucano Wellington do Curso, que já admite procurar outra legenda para levar adiante seu projeto de disputar a Prefeitura de São Luís.
Wellington, que se lançou candidato sem a simpatia da cúpula dos tucanos, em entrevista à TV Guará, admitiu mudar de partido, certamente por conta das declarações de Roberto Rocha em defesa do representante do Podemos.
“Caso não seja possível pelo PSDB, eu vou procurar outra legenda para que eu possa sair candidato a prefeito de São Luís”, afirmou.
A declaração foi feita logo após Rocha voltar a afirmar, em nota, sua convicção de que faz parte de um projeto político casando as eleições de 2020 com a de 2022 e falando claramente que o interesse do PSDB é formar fileira com Braide.
O pré-candidato, que vinha se mantando em silêncio mesmo com as rasteira da direção do PSDB, finalmente veio a público admitir que sua situação não é nada desconfortável no ninho e que pode procurar outra legenda para concorrer,
Resta saber se receberá autorização para sair,
Em mensagem postada em sua página no Twitter, o governador protestou contra os governantes que no passado contraíram empréstimos em dólar, obrigando o estado a pagar parcelas da dívida pela cotação do dia da moeda americana.
Nesta terça-feira (21), por conta da dívida externa contraída no passado, o governo do Maranhão teve que desembolsar parcela altíssima por conta da valorização do dólar em relação ao real. Esse dinheiro, segundo o governador faz muita falta ao estado.
“No passado, acharam razoável endividar o Maranhão em dólar. Com a recente política de dólar nas alturas, isso implicou que ontem o Maranhão pagasse uma parcela de dívida externa no valor de R$ 213 milhões. Uma pena. Faz muita falta”.
Flávio Dino não citou os nomes dos governantes, mas como é do conhecimento geral quase todo o montante da dívida foi contraído durante as gestões dos governadores ligado ao grupo Sarney.
A postagem teve forte repercussão!