O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve explicações sobre as transferências bancárias feitas por Fabrício Queiroz para a conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
“Imagina alguém ligado a atividade criminosa depositando 21 cheques na conta da primeira-dama de qualquer país do mundo… Aconteceu e esse país é o nosso Brasil. E daí? Daí que o presidente Jair Bolsonaro novamente deve explicações ao país. Feio, né presidente? Explica aí!”, cobrou o deputado, atual vice-líder do partido.
Uma reportagem divulgada nesta sexta-feira (7) pela revista Crusoé revelou extratos bancários comprovando que Fabrício Queiroz depositou ao menos 21 cheques em nome de Michelle.
As movimentações financeiras feitas pelo ex-assessor parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foram anexadas à investigação sobre suposto esquema de “rachadinha” montado no gabinete de Flávio enquanto este ainda era deputado estadual, no Rio. As movimentações ocorreram entre outubro de 2011 e dezembro de 2016, em valores de R$ 3 mil e R$ 4 mil. Os valores, somados, chegam a R$ 72 mil.
Em 2018, quando o caso Queiroz veio à tona, o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), anexado aos autos da Operação Furna da Onça, já havia citado um cheque de R$ 24 mil depositado pelo PM em favor da mulher do presidente. O próprio Bolsonaro admitiu o recebimento do valor em um pronunciamento feito em rede nacional.
A executiva nacional do PT, reunida nesta sexta-feira (7), tomou importantes decisões sobre a participação do partido nas eleições em alguns municípios do Maranhão.
Conforme informações de dirigentes da legenda, está anulada a aliança do PT de Caxias com o prefeito do Fábio Gentil (PRB) e a nova orientação é pelo lançamento de candidatura própria.
Segundo informações colhidas pelo blog, Mundico Teixeira poderá ser o representante da legenda petista na eleição para prefeito da cidade de Caxias.
Ainda em relação as eleições municipais no estado, a direção nacional resolveu confirmar a aliança com o PSB de Timon,comandado pelo atual prefeito Luciano Leitoa e que deve indicar um nome para sucedê-lo no cargo.
Já sobre o encontro que definirá sobre táctica eleitoral para São Luís, nada havia ainda sido tratado até o fechamento deste texto.
A campanha ainda nem começou e já estão apelando para a baixaria. Do nada começaram “plantar” uma suposta desistência do pré-candidato do PCdoB, deputado federal Rubens Júnior, algo que jamais existiu ou foi cogitado pela maior aliança de partidos formada para disputar a Prefeitura de São Luís.
Fruto do manifesto de desejo de adversários incomodados, a suposta renúncia acabou se transformando na maior piada da pré-campanha, mas ainda assim mereceu uma ração firme do representante da coligação que reúne cinco legendas e ainda espera contar com o apoio do PT.
Diante da apelação, certamente fruto do desespero, Rubens Júnior recorreu às rede sociais para afirmar que tudo não passou de um blá blá blá, algo parecido com que o fizeram com Flávio Dino quando resolveu concorrer ao governo do Estado, ou seja, plantaram mentiras, porém, não surtiram efeito. Como bem explicou o presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, a candidatura de Rubens Júnior é pra valer.

Esta semana o pré-candidato do Solidariedade a prefeito de São Luís, ex-juiz federal Carlos Madeira, teve um encontro com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), acompanhado do secretário de Segurança do Estado Jefferson Portela, um dos apoiadores de sua candidatura, e logo surgiram as especulações sobre uma possível aproximação entre os dois partidos visando a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).
Em conversa com o titular deste blog nesta manhã de sexta-feira (7), Madeira observou que, embora gostasse de ter o MDB em seu palanque, a conversa com a ex-governadora teve outra finalidade: construir um ambiente de pacificação entre as diversas lideranças políticas do Estado que se encontram em lados opostos.
“Nossa conversa foi apenas para registrar nossa intenção em construir um ambiente de pacificação entre lideranças que estão em campos opostos, por conta desse Novo Normal. Estou defendendo que o Novo Normal seja trazido para a política e, assim, possamos construir novos pactos, novas alianças em favor da administração da cidade”, defende o representante do Solidariedade.
O blog questionou se existe alguma possibilidade do MDB apoiar sua candidatura e Madeira respondeu que “não houve nenhum avanço” e que não há perspectiva de aliança com outro partido. “O arco está praticamente fechado. Estou trabalhando com a possibilidade, infelizmente, de seguirmos sozinhos”.
Tempo de televisão – Ao ser questionado se o pouco tempo que terá no horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão por conta da falta de aliança não poderá ser prejudicial à candidatura, o ex-juiz federal observou: “O tempo de televisão tem a sua devida importância numa campanha eleitoral. Não se pode negar isso. A TV tem grande audiência e ainda influencia muito no processo eleitoral, mas não podemos dizer que seja um fator determinante na decisão soberana do eleitor”.
Madeira destaca ainda que há casos emblemáticos recentes que justificam o que ele argumenta. “Hoje a comunicação digital tem um peso enorme nas eleições. E neste pleito de 2020, em especial, em decorrência do distanciamento social, as redes digitais serão ainda mais impactantes nas eleições municipais”.
Para o candidato do SDD “a TV tem um tempo de preparação, de confecção de programa, de edição de falas, ou seja, às vezes se perde muito tempo para se dizer algo que nem sempre soa verossímil ao cidadão comum, porque a informação chega editada, maquiada. Já nas redes sociais, no WhatsApp, a informação é quase em tempo real, instantânea e espontânea”.
Segundo Carlos Madeira, o programa eleitoral na TV pode até ditar o ritmo da campanha, mas não chancela a vitória de um candidato. “Há casos em que o tempo de TV em excesso é um problema, e não uma vantagem. Na televisão, assim como nas plataformas digitais, você deve dizer o necessário, de maneira que o eleitor assimile como verdadeira a sua mensagem”.
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) defendeu, nesta quinta-feira (6), uma reforma tributária que seja mais “justa e solidária”, em substituição ao modelo vigente, que taxa os mais pobres e isenta grandes fortunas. Em 2019, as bancadas do PCdoB, PT, PSOL, PDT, PSB e Rede já haviam apresentado uma proposta sobre o assunto ao país e pretendem, neste ano, levar o debate adiante no Congresso Nacional.
“Nós defendemos uma reforma tributária justa, solidária e sustentável. O objetivo é taxar bens de luxo, grandes fortunas, cobrar imposto sobre grande-heranças, como acontece em países como os Estados Unidos, por exemplo. É preciso taxar o patrimônio dos super-ricos, não bens de consumo”, definiu o parlamentar.
A comissão especial mista encarregada de analisar as propostas reuniu-se nesta semana, pela primeira vez desde que o Congresso recebeu um projeto do governo federal. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já declararam que pretendem aprovar a medida até o fim deste ano.
O governador Flávio Dino, do Maranhão, disse que a reforma tributária proposta pelo Governo Federal “deseja manter intocada rendas e privilégios do capital, em detrimento da renda do trabalho”.
“O caminho que Bolsonaro deseja é de esmagamento dos menos que tem e abrangendo perdas para a classe média. Precisamos nos contrapor, não apenas numa luta de resistência, mas no debate programático. Ter propostas alternativas capazes de ampliar energia cívica”, completou.
A declaração foi dada em evento virtual que lançou oito propostas para aumentar a arrecadação da União a partir da tributação sobre renda e patrimônio de super-ricos. Até agora, as propostas de reforma tributária do governo federal reestruturam a tributação sobre consumo, o que atinge todas as classes e contribui para a manutenção da desigualdade social.
“Temos um sistema tributário altamente regressivo, portanto co-autor e perpetuador de desigualdades estruturais do Brasil. Estamos desafiados pela crise sanitária que reforça essas marcas deletérias da formação histórica do Brasil, da concentração de patrimônio e riqueza na mão de poucos”, afirmou o governador Flávio Dino.
Organizada pelos Auditores Fiscais pela Democracia (AFD), Anfip, Fenafisco, Instituto Justiça Fiscal (IJF) e as delegacias sindicais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), , as propostas do “Tributar os super-ricos para reconstruir o País” aumentam a arrecadação de União, Estados e municípios em R$ 292 bilhões, sendo R$ 158 bilhões a partir da reestruturação da tabela do Imposto de Renda.
Na visão dos auditores, a crise econômica gerada pela pandemia escancarou a discussão sobre tributação no Brasil e no mundo. O país enfrenta aumento de gastos públicos, e a diminuição da arrecadação, com a baixa generalizada de consumo e retração econômica. Com o modelo proposto, 600 mil contribuintes super-ricos seriam mais taxados, o que representa apenas 0,3% da população brasileira.
Detalhamento – A proposta dos auditores corrige distorção do Imposto de Renda, com tabela mais progressiva, desonerando as faixas salariais mais baixas. No cálculo, seria possível arrecadar R$ 158 bilhões por ano.
Completam o leque de propostas a implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas (R$ 40 bilhões), ampliação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido do setor bancário e extrativo (R$ 40,5 bilhões), criação da Contribuição Social sobre Altas Rendas (R$35 bilhões), mudança nas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação ITCMD (R$14 bilhões), novas regras de repartição com Estados e municípios, medidas de revisão dos benefícios fiscais e de combate à sonegação fiscal e desoneração do Simples.