Por George Marques – Em entrevista exclusiva ao Diário 98, o secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Maranhão, deputado licenciado Márcio Jerry (PCdoB), garantiu que o movimento iniciado pela gestão de Flávio Dino (PCdoB) está iniciando um novo ciclo no estado.
Com diversos nomes sendo especulados nos bastidores dos gabinetes para suceder o chefe do Executivo maranhense, o secretário da Secid afirma que o “martelo” só será batido após o grupo político definir o mais capacitado para levar adiante as mudanças implementadas pelo governador desde 2014: “Quem haverá, por exemplo, de desmontar a rede de segurança alimentar do Maranhão que até o final do ano contará com 65 restaurantes populares?”, questiona.
Ao portal, Jerry também desenhou uma espécie de roteiro para as eleições do ano que vem. Candidato à reeleição como deputado federal – apesar de seu nome figurar como possível candidato a vice-governador –, ele ressaltou a importância de criar uma frente ampla que tenha como prioridade a derrota do extremismo bolsonarista. Para construir consenso, ele não descarta quaisquer alianças. Além do ex-prefeito Edivaldo Holanda (sem partido, após deixar o PDT), o parlamentar cogita um até mesmo uma possível aproximação com o MDB, de Roseana Sarney.
Ao analisar o cenário político nacional, Jerry sublinha que o ex-presidente Lula tem as ‘condições naturais’ de liderar a coalização capaz de tirar o Brasil do atual cenário caótico imposto pelo bolsonarismo e diz, com convicção, que o atual presidente do país “é, sem retoques, um genocida”. “Um acidente na história brasileira, uma tragédia na história brasileira. Algo a ser superado, a ser punido e a ser, para sempre, esquecido.
Abaixo, os principais pontos da entrevista:
George Marques: Secretário Márcio Jerry, o Dinismo tá chegando ao fim no Maranhão ou este é um recomeço dessa força política?
Márcio Jerry: Na resolução política da Conferência Partidária, realizada em dezembro de 2019, há um texto, um capítulo sugestivo acerca dessa sua pergunta e é o seguinte: sol poente; sol nascente. No qual exatamente se afirma que nós vivemos novamente sob o sol nascente. Temos imensas perspectivas.
Estamos nos aproximando, ano que vem, da conclusão de um ciclo, de uma parte, de uma etapa, desde a eleição do governador Flávio Dino, percorrida com muitas e importantes realizações em nosso estado e também com o acúmulo político muito forte, o que faz de Flávio Dino, nosso governador, um líder de projeção nacional, atuando muito fortemente na cena política do país e sendo, portanto, uma figura que tem proeminência na cena política nacional.
Nós teremos uma eleição importantíssima ano que vem, nacional, com derivações também para todos os estados, inclusive para o Maranhão. Mas te asseguro com muita convicção que estamos novamente sob o sol nascente.
GM: E qual a natureza dessa nova frente política necessária para dar continuidade aos avanços do dinismo no Maranhão?
MJ: Olha, George, eu acho que este é um debate fundamental. Teremos, ano que vem, a decisão. Ou, enfim, no processo político, a definição de candidaturas, óbvio. Agora, antes de nós debatemos nomes, nós precisamos debater algo fundamental: o que fazer com o Maranhão nesse pós-governo.
O que nós temos hoje e Flávio Dino teve a capacidade, nesse período e que está em curso, de transformar muitas políticas, que seriam assim ações de governo, em ações de Estado. As pilastras que Flávio Dino ergueu na Gestão Pública do Maranhão se incorporam como um acervo que tem a perenidade dentro do Estado.
Quem haverá, por exemplo, de desmontar a rede de segurança alimentar do Maranhão que até o final do ano contará com 65 restaurantes populares? Quem desmontará o sistema educacional do Maranhão que não tinha uma e vai chegar ao final do ano com cerca de 100 escolas de tempo integral? Quem vai desmontar ou o que fazer com a rede de assistência médica hospitalar que o governador Flávio Dino ergueu, com 13 hospitais regionais, com várias policlínicas espalhadas pelo interior do estado e na capital também, como o projeto de Sorrir, de assistência odontológica para população carente, como HTO, como o Hospital do Câncer?
George, no Maranhão, pré-2015 não tínhamos um hospital oncológico na rede estadual. Hoje nós temos isso em São Luís, temos tratamento oncológico em Imperatriz, temos em Caxias. Enfim, eu poderia passar aqui horas colocando conquistas importantes que se inscrevem na história do Maranhão, conquistadas e asseguradas pelo governo Flávio Dino, que se incorporam como algo que o Estado jamais desfará. Então é importante que os que almejam governar o Maranhão a partir de 2023 debatam, discutam e dialoguem com a sociedade sobre que esperança apresentar ao povo ou que renovação de esperança apresentar ao povo e que compromisso estes tem com a continuidade e a ampliação de tão vigorosas importantes políticas públicas conquistadas no governo de Flávio Dino.
GM: Weverton, Brandão, Josimar ou algum outro nome? Quem vai ser o candidato do dinismo?
MJ: Olha, todos os que se colocam tem legitimidade para isso, nós vemos como naturais. Eles todos, os três nomes citados, integram a base de apoio do governo do Flávio Dino e, portanto, tem legitimidade para postular a candidatura a governador do estado do Maranhão.
Esse debate, contudo, não está posto para este momento agora. Temos que seguir dialogando, buscando construir consenso, construir e assegurar a unidade, a unidade política foi fundamental para nos assegurar primeiro lugar eleitoral. Em segundo lugar, com unidade política nós conseguimos fazer com que houvesse no Maranhão e haja, avanços administrativos. Portanto, a realidade nos aconselha. Sigamos juntos, que seguiremos vencendo e ajudando cada vez mais o Maranhão a ser um lugar melhor para todos.
GM: Secretário, o ex-prefeito de Edivaldo Holanda foi eleito e reeleito com o apoio do governador Flávio Dino. Agora, circula que ele pode ser um candidato de Bolsonaro ao governo do Maranhão. Na eleição municipal ele se recusou a apoiar uma candidatura do governador. O Edivaldo pode ser considerado um traidor?
MJ: Olha, eu conversei na última segunda-feira com o ex-prefeito Edivaldo. Uma conversa muito boa, uma conversa sobre o passado, presente e futuro. Ele apenas adiantou que estaria conversando com algumas forças políticas para definir se seria ou não candidato a governador. Não fez nenhuma sinalização quanto ou acerca de algo ligado ao bolsonarismo e não creio que ele cometesse um erro tão grave. Não creio que ele faça isso.
Ele tem, até aqui, uma afinidade com nosso campo político, integra esse nosso grupo político. Não há uma palavra do ex-prefeito Edivaldo sinalizando para este campo bolsonarista. Portanto, não vou, jamais, fazer o julgamento de uma coisa que não está no mundo real. Há especulações, mas acredito que não passam, na verdade, de especulações muito mais de quem torce para que ele vire um bolsonarista do que exatamente uma expressão de uma vontade dele.
GM: Secretário, alguns veículos já cogitaram que o senhor pode ser candidato a vice-governador. Isso é uma possibilidade?
MJ: Eu sou pré-candidato a deputado federal, à reeleição a deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil, o PCdoB. Candidato a vice-governador ninguém é. Candidato a vice-governador é uma circunstância de uma convergência política, do debate entre partidos, nas vésperas de você conformar um campo de aliança. De modo que a minha candidatura no ano que vem será a candidatura à reeleição a deputado federal.
GM: O Brasil hoje enfrenta uma ameaça fascista. O bolsonarismo está tentando avançar inclusive no Nordeste. Nesta semana, por exemplo, o Bolsonaro ficou ‘de morada’ em Alagoas. Secretário, mudou a natureza dessa frente política necessária para derrotar o bolsonarismo?
MJ: Nós continuamos necessitando muito e a realidade brasileira nos convoca, nos conclama à constituição de uma frente ampla para derrotar o bolsonarismo, para derrotar o fascismo, para derrotar a política que, pela irresponsabilidade e pela negligência, faz com que uma pandemia gere tantas mortes a mais do que poderia ocorrer.
Bolsonaro é, sem retoques, um genocida. Bolsonaro, quanto mais o povo brasileiro constatar, perceber, olhar o quanto tem de responsabilidade dele sobre centenas de milhares de mortes, mais ele enfraquecerá e derreterá. Não é possível que a sociedade brasileira aceite a permanência de, na Presidência da República, desonrando a Presidência, uma pessoa como o Jair Bolsonaro. Um acidente na história brasileira, uma tragédia na história brasileira. Algo a ser superado, a ser punido e a ser, para sempre, esquecido.
GM: Márcio Jerry, o PCdoB apoiou o deputado Baleia Rossi, do MDB, à presidência da Câmara. Recentemente, o senhor se reuniu com o deputado Roberto Costa, que é presidente do MDB e que declarou estar aberto ao diálogo. Flávio Dino e Roseana apoiam Lula. É possível uma aproximação dessas forças políticas no Maranhão?
MJ: Veja só… o deputado Roberto Costa, presidente estadual do MDB, sempre teve uma postura extremamente cordial com o nosso governo. Agora, mais recentemente, após o apoio do PCdoB, na Câmara dos Deputados, à candidatura do Baleia Rossi, do MDB, um apoio que julgamos muito importante, acertado e correto, o deputado Roberto Costa também saiu com a sua bancada do bloco de oposição ao governador Flávio Dino e colocou, se inscreveu, se alinhou num bloco independente, um gesto de reciprocidade ao que houve. Este é um ponto.
Outro é que nós não podemos defender, para o Brasil, uma frente ampla, e nós bloquearmos, no Maranhão, o estado em que atuamos, uma frente ampla. Seria uma incoerência. Então é preciso que a gente não antecipe os personagens, se vai haver debate de A com B, de C com D, mas de dizer que nós estamos, do mesmo modo que pregamos para o Brasil uma Frente Ampla para defender a vida, defender a democracia e defender o desenvolvimento que assegure emprego e renda para o nosso povo. Vamos também defender e defendemos no Maranhão uma frente ampla como a que temos hoje, governando o Estado do Maranhão, para assegurar a continuidade desse trabalho exitoso, muito bom para o povo do Maranhão, que vem sendo liderado e executado pelo governador Flávio Dino.
GM: Secretário, o ex-presidente Lula tem liderado todas as pesquisas à Presidência. Lula é o candidato natural das esquerdas?
MJ: Candidato natural nunca há, mas acho que ele é o candidato que a conjuntura nos apresenta. Lula é o maior líder político, um dos maiores líderes políticos da história do Brasil. O Lula foi alvo de uma injustiça gritante, num processo de um conluio político jurídico, hoje mal afamado, tido e havido porque é, como um conluio criminoso, liderado pelo senhor Sergio Moro e Deltan Dallagnol, e num consórcio midiático muito forte e político, que assegurou aquela imensa violência política, que fez com que, como consequência, houvesse essa tragédia brasileira chamada Bolsonaro. Então o presidente Lula está, hoje, em um momento de muita força política, nesse momento ele tem demonstrado ter condições de liderar a coalizão ampla do Brasil, de fazer com que seja uma alternativa concreta e viável ao estado caótico que estamos hoje. Seria um erro grosseiro minimizarmos o papel do ex-presidente Lula, como peça fundamental, indispensável e central no combate à derrota do fascismo representado por Bolsonaro.
GM: Márcio Jerry, uma última questão: tudo tem indicado que o governador Flávio Dino está a caminho do PSB. O senhor iria junto?
MJ: Nós temos um debate. Aliás, no momento que concedo esta entrevista, nosso partido o PCdoB está reunido. Neste momento em que converso contigo, estou também com a tela aberta no nosso comitê central. Nós temos debatido muito… e não é debatido caso de A ou de B, de Flávio Dino ou de outra liderança do partido. Temos debatido a situação dos arranjos partidários que o momento nos exige. Nós temos aí uma ação de restrição da existência partidária. Nós temos aí um ataque muito grande do Brasil à democracia, questões muito importantes para gente debater e buscar juntar forças.
O PCdoB, neste momento, coloca como uma questão central buscar a possibilidade de organização de federação partidária. Isto é uma possibilidade que temos buscado construir. Temos um prazo político para aderir ou não e, a partir daí, vamos atualizando as nossas formulações e projetos.
O governador Flávio Dino é um dos mais importantes quadros do PCdoB, tem uma relação excelente com o partido e qualquer decisão que venha a ser tomada referente, por exemplo, ao PSB, partido que tem um importância muito grande no Brasil, partido que tem uma relação muito boa com o PCdoB desde muito tempo… Então é natural que debatamos, que escutemos, no contexto de aproximação aos partidos. Mas ainda é cedo para dizer se será uma saída do governador Flávio Dino ou de A ou de B, para o PSB, como tu perguntaste. Eu acho que é hora dos partidos dialogarem e debaterem, buscando a construção de novas formas de organização partidária, para que a gente possa ter mais força para enfrentar o fascismo no nosso país. Eu serei candidato já, George, no ano que vem, como eu disse, à reeleição, a deputado federal pelo PCdoB.
Em mais uma etapa do programa Comida na Mesa, foram distribuídas 12.478 cestas de alimentos, beneficiando 10 municípios do Maranhão. Um total de 50 cidades já foram alcançadas com o programa estadual e 52.678 cestas de alimentos distribuídas. O programa do Governo do Estado agrega uma série de ações socioeconômicas, em apoio a famílias maranhenses mais vulneráveis. A entrega ocorreu nesta segunda-feira (17), no Palácio dos Leões, conduzida pelo governador Flávio Dino e com a presença de gestores das cidades contempladas.
O governador Flávio Dino destacou que o programa Comida na Mesa realiza entregas de grande importância, toda semana, para garantir os dois eixos principais das ações do Governo, nesse momento. “Em primeiro lugar, cuidar da saúde pública, na garantia da vacinação e a assistência hospitalar à nossa população. Mas, também, cuidando dos aspectos socioeconômicos, na promoção de obras que geram empregos, investimentos e assistência em segurança alimentar, a exemplo dos Restaurantes Populares servindo as refeições e a distribuição das cestas básicas que chegam aos que mais precisam”, reiterou.
O Comida na Mesa tem foco no fortalecimento da segurança alimentar, alinhando os eixos de venda de refeição a preços acessíveis, reforço à agricultura familiar com a aquisição dos alimentos a serem distribuídos, apoio à renda familiar com o acesso ao gás de cozinha e a distribuição dos alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade.
As cestas de alimentos do Comida na Mesa são adquiridas com produtores da agricultura familiar e as distribuições coordenadas pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) e da Secretaria de Estado de Governo (Segov).
“Essa é mais uma solenidade do programa Comida na Mesa, distribuindo cestas aos municípios do Maranhão. Ação importante que investe na agricultura familiar e ameniza a fome de quem está precisando”, pontuou o titular da SAF, Rodrigo Lago.
O secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Márcio Jerry, ressaltou “a atenção permanente do governador Flávio Dino, com todos os municípios do Maranhão e com cada cidadão e cidadã do nosso estado, nesse momento de grave pandemia associada à crise econômica”. Márcio Jerry destacou ainda a importância do programa. “Essa mão amiga do Governo do Estado, sempre estendida para ajudar os maranhenses e mais uma vez, o programa Comida na Mesa, sendo entregue a vários municípios”, frisou.
As cidades contempladas nesta entrega foram Bacabal (3.982), Bela Vista do Maranhão (428), Bom Lugar (625), Conceição do Lago Açu (623), Lago Verde (619), Olho d’Água das Cunhãs (743), Pio XII (812), Santa Inês (3.400), São Luís Gonzaga do Maranhão (711) e Satubinha (535).
“Santa Inês agradece o apoio do Governo do Estado e dos deputados Othelino Neto e André Fufuca, que disponibilizaram as cestas de alimentos em benefício de mais de 3 mil famílias em nosso município”, frisou o prefeito de Santa Inês, Felipe de Carvalho, conhecido como Felipe dos Pneus. A cidade recebeu 3,4 mil cestas.
O prefeito do município de Conceição do Lago Açu, Alexandre Lavepel, enfatizou a união de forças em prol da população, em referência à parceria do Estado com as prefeituras. “Nosso governador Flávio Dino sempre tem feito o maior esforço para ajudar os municípios, mesmo neste momento de pandemia, de arrecadação baixa e de dificuldades para todo mundo. Agradeço tudo que o governador tem feito pelo nosso município e por um Maranhão melhor para se viver”, reforçou o gestor. Para Conceição do Lago Açu foram entregues 623 cestas.
A entrega das cestas de alimentos às prefeituras foi acompanhada pelo vice-governador Carlos Brandão; pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputado Othelino Neto, e pelos também deputados estaduais Maria Deusdete Lima (Detinha), Roberto Costa e Paulo Neto; pelo deputado federal André Fufuca; pelo senador Weverton Rocha; pelos secretários estaduais Márcio Honaiser (Desenvolvimento Social) e Diego Rolim (Meio Ambiente e Recursos Naturais).
Também estiveram presentes os prefeitos de Bacabal, Edvan Brandão; de Bela Vista, Augusto Filho; de Bom Lugar, Marlene Miranda; de Olho d’Água das Cunhãs, Glauber Azevedo; de Lago Verde, Alex Almeida e com ele, Luana Silva e Raimundo Nonato, da administração municipal; o prefeito de Pio XII, Aurélio Pereira de Sousa; e o prefeito de Satubinha, Santos Franklin, acompanhado da vereadora Wânia Martins.
O senador Roberto Rocha continua dependendo do presidente Jair Bolsonaro para definir sobre futuro partidário. Tudo caminhava para um acerto com o PRTB do falecido Levy Flidelix, mas as negociações travaram por conta das condições impostas pelo capitão cloroquina, que desejava receber a legenda com porteira fechada.
Desde que foi convidado a deixar o PSDB e devolver o comando do partido no Maranhão ao vice-governador Carlos Brandão, o senador vive a espera de uma definição do seu chefe, que já flertou com várias legenda, tentou criar uma própria para chamar de sua (Aliança Brasil), mas ainda não encontrou uma que lhe permita controle total.
Na condição de fiel escudeiro e dependente do que pretende para ele o presidente, Roberto Rocha vê o tempo passar, as estruturas partidárias no estado serem consolidadas e perde cada mais espaço por falta de perspectiva futura. Rejeitado nas urnas em 2018 com votação humilhante (60 mil votos), Rocha é a imagem do fracasso após trair o grupo que o elegeu.
Roberto Rocha, que virou dependente e faz questão de demonstrar isso, ainda que seja fazendo papel ridículo para demonstrar fidelidade a Bolsonaro, corre o risco de colher novo fiasco em 2022, seja como candidato a governador, senador ou deputado federal.
Um deputado estadual que esteve recentemente com o senador bolsonarista, em Brasília, disse ao blog que não vê perspectiva política futura em Rocha e chegou à conclusão que ele caminha para ser expurgado da vida pública na próxima eleição.
Governador Flávio Dino
A grave situação do Brasil acarreta consequências preocupantes para a garantia dos direitos fundamentais da população. Estamos enfrentando, na verdade, dois tipos de vírus: um biológico, que ameaça invadir o organismo humano para destruir e matar; e outro, político, instalado no Palácio do Planalto, que atenta contra todas as conquistas civilizacionais produzidas pelo progresso da ciência em séculos.
Entre tais conquistas ameaçadas, está o direito à educação. Segundo o relatório “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil”, do UNICEF, até novembro de 2020, 5 milhões de crianças e adolescentes tiveram negado seu direito à educação no Brasil, número semelhante ao que o país tinha no início dos anos 2000. O que levou a esse desastre foi a péssima gestão nacional da pandemia, alongando-a e aumentando seus danos. Agora mesmo teremos um “apagão de vacinas”, à vista de omissões e atos desastrados na esfera federal.
Como se não bastasse, no orçamento federal de 2021 a Educação perdeu R$ 3,8 bilhões de um orçamento já insuficiente. O Ministério da Educação sofreu ainda um contingenciamento de R$ 2,7 bilhões. Decorridos 15 meses de pandemia, o MEC não executou uma única ação de apoio à aprendizagem com meios alternativos ao ensino presencial. No Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, os cortes jogaram à própria sorte milhares de pesquisadores quando o Brasil mais precisa deles. Universidades federais já falam em total colapso e anunciam fechamento de instituições da educação, com séculos de história e milhões de vidas transformadas. Mas nem sempre foi assim, vale lembrar, pois outros governos já deram atenção digna ao processo de aprendizagem na nossa Pátria.
Como disse o grande educador Paulo Freire, “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”. Coragem e amor são preceitos insubstituíveis para quem assume a missão de governar. É isso que provamos todos os dias diante do desafio de administrar o Maranhão, em período marcado por tantas dificuldades nacionais. Desde 2015, executamos uma revolução histórica, construindo a maior rede educacional da história do Estado, que já chega a mais de 1.100 equipamentos escolares construídos, reconstruídos ou reformados. Saímos de nenhuma e chegaremos a cerca de 100 unidades de Educação em Tempo Integral, com oferta também de ensino técnico e profissionalizante. Também criamos uma nova universidade estadual, a UemaSul, e ampliamos campi e vagas no ensino superior. A nossa FAPEMA é uma das 10 maiores fundações do país, apoiando a pesquisa e a pós-graduação.
Para enfrentar as dificuldades oriundas da suspensão das aulas presenciais, distribuímos mais de 100 mil chips para viabilizar o acesso dos nossos alunos às aulas através da plataforma Gonçalves Dias, na internet. Lançamos, ainda, a TV Educação, um canal aberto de reforço do conteúdo educacional. Agora, comemoramos a quase completa cobertura vacinal de professores e trabalhadores da educação do Maranhão: mais de 83 mil profissionais já vacinados. Muito em breve reabriremos nossas escolas, com segurança e protocolos sanitários.
Cultivar a esperança em meio ao caos é um ato necessário. É escolher agir em favor do próximo, oportunizando futuros transformados e capazes de transformar. Acredito que a Educação é a semente que faz brotar essa efetiva transformação. Por ela, não nos cansaremos de lutar.
Médio praticante, o deputado Yglésio Moisés (PROS) cobra do Ministério Público Estadual celeridade no processo de apuração das denúncia sobre suposto derrame de atestados de comorbidade para pessoas furarem a fila da vacinação contra a Covid-19.
Segundo a denúncia recebida através da social do parlamentar, pessoas sem comorbidade estariam comprando laudos para terem acesso ao imunizante para não submeterem a fila.
“Recebi a denúncia em minha rede social, encaminhei ofício ao Ministério Público e espero que seja dada início às investigações, pois a gente já observa que pessoas sem comorbidade estão tendo acesso a laudos de profissionais que podem estar fazendo isso por gesto de amizade”, observa Yglésio.
Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, semana passada, Yglésio, que acompanha o processo de vacinação desde o início da pandemia denunciou que existem indícios de fraude em carimbos para validar laudos.
“Tem muita gente que vai ao site do CRM, pega o nome do profissional, o número do CRM, vai num carimbeiro, paga 20, 30 reais e consegue fazer um laudo falso”, adverte o deputado. Ele recomenda que a Prefeitura de São Luís tenha muito cuidado ao avaliar esses laudos.
No ofício encaminhado ao MPE, Yglésio Moisés solicita que sejam investigadas possíveis fraudes na vacinação do público com comorbidades, alerta que são muitas as denúncias de “laudos comprados” e pede o combate a esse tipo de crime.
O parlamentar solicita ainda que sejam tomadas providências para apurar a denúncia, seguido critérios definidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 além da fiscalização da veracidade de informações contidas nos laudos
Na vacinação dos profissionais da Educação contra Covid-19, o Maranhão obteve o melhor desempenho proporcional do Brasil e ocupa a segunda posição em quantidade de profissionais vacinados. Registro da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que o Maranhão é o segundo estado da federação que mais vacinou estes profissionais até o momento. Com 85.490 mil doses aplicadas (1ª e 2ª), o estado fica atrás apenas de São Paulo, em termos de números da vacina, considerando trabalhadores da Educação Básica e Superior. Os números são relativos à última atualização do sistema, na manhã desta sexta-feira (14).
Para o secretário Felipe Camarão, é uma marca que representa o esforço e determinação do Governo Flávio Dino, que priorizou a vacinação desses profissionais, uma vez que a educação é um dos setores da sociedade mais prejudicados com a pandemia.
“O Governo do Maranhão determinou que a imunização dos profissionais da educação contra a Covid-19 fosse prioridade em todo o estado e, desde o último dia 20 de abril, estamos vacinando todos aqueles que a ciência permite, no momento, já que não há vacina aprovada no mundo para pessoas menores de 18 anos. Nesse sentido, priorizamos todos aqueles que compõem a comunidade escolar: professores, funcionários administrativos, merendeiras, zeladores, porteiros, entre outros profissionais da educação”, destacou Camarão.
No Maranhão, a vacinação foi iniciada pelo grupo de trabalhadores a partir dos 55 anos ou mais. Em vários municípios maranhenses, já chegou à faixa etárias de 18 anos ou mais. Em outros, como Santa Helena, na baixada maranhense, e Imperatriz, 2ª maior cidade do estado, todos os profissionais da rede estadual de ensino já foram vacinados contra a Covid-19.
O secretário ressaltou que, com o avanço da vacinação dos profissionais da educação no estado, serão retomados os diálogos com entidades representativas e demais órgãos para planejamento do retorno seguro aos espaços escolares.
“Chegou a hora tão aguardada por todos de planejarmos nosso retorno – seja híbrido ou presencial – às salas de aula, para preparar o retorno seguro, solidário e empático, que obedeça às normas de biossegurança, como a aferição diária da temperatura, uso de máscara, álcool em gel e distanciamento necessário. Precisamos, sim, reabrir nossas escolas, porque a vacina nos permite voltar com mais segurança”, salientou.