Dirigentes do PSB, PT e PCdoB voltaram a reunir nesta segunda-feira (25) para mais um rodada de conversações sobre o Comitê Popular de Luta que dará suporte à campanha presidencial de Lula no Maranhão. Comandado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), o encontro tratou sobre o lançamento da pré-candidatura do petista no estado.
Através de sua rede social, Flávio Dino destacou que o grupo está unido para construir uma grande vitória para Lula no Maranhão e que os partidos que integram a aliança querem um governo que trabalhe todo dia em favor do progresso social e de oportunidade para todos.
“Nesta segunda, mais uma reunião entre as direções estaduais do PT, PCdoB e PSB. Estamos unidos para construir uma grande vitória com a pré-candidatura de Lula a presidente. Queremos um governo que trabalhe todo dia, em favor do progresso social e de oportunidades para todos”, observou Flávio Dino.
O presidente estadual do PT, Francimar Melo, observou que um dos objetivos da reunião foi a preparação do ato de lançamento da pré-candidatura de Lula a presidente dia 07 de maio, o plano de governo e a preparação da campanha do ex-presidente.
Além do ex-governador e do presidente do PT, participaram de mais este encontro de preparação da campanha do ex-presidente no Maranhão o presidente estadual do PCdoB, deputado Márcio Jerry e Egberto Magno (Comando Central do PCdoB), Feleipe Camarão (PT), entre outros.
O deputado federal Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, repercutiu nas redes sociais o comentário do senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao governo do estado, a um grupo suprapartidário de apoiadores de Imperatriz, provavelmente que conta com a participação de alguns bolsonaristas, de que está pouco se importando sobre quem será o próximo presidente da República.
Em vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, o senador do PDT, que diz ser amigo de Lula no Maranhão, mas faz o jogo do presidente Bolsonaro em Brasília, desta vez tirou a máscara e foi taxativo ao afirmar “eu não quero nem saber quem será o próximo presidente da República”. A declaração deve ter deixado perplexo até os seis petistas que declararam apoio à sua pré-candidatura.
Em resposta ao comentário revelador do senador Lulobolsonarista, Márcio Jerry foi direto ao ponto. “Pois eu quero muito saber quem será o próximo presidente porque disso depende a vida de milhões de brasileiros e brasileiras. E vamos lutar muito para o próximo presidente ser o companheiro Lula”, disse o dirigente comunista.
A atitude do pedetista, além de revelar seu projeto pessoal de poder, mostra a falta de compromisso com os petistas que acreditaram que seu compromisso seria com Lula e agora ouvem na voz do próprio Weverton Rocha a declaração de que não está nem ai para quem será o próximo presidente, ou seja, fez de bobo a meia dúzia de petistas que manifestaram apoio à sua pré-candidatira.
A desconfiança de o senador do PDT faz o jogo do governo em Brasília já não é de agora. Weverton nunca deu uma declaração contra o governo, apesar do presidente flertar com golpe e ser uma constante ameaça à democracia, retirou sua assinatura da CPI do MEC a pedido do Palácio do Planalto e impediu a investigação sobre corrupção no Ministério da Educação e mantém profundo silêncio sobre o orçamento secreto, a nova forma de desviar recursos públicos.
A coluna Painel do jornal Folha de São Paulo, confirma a informação já passada por dirigentes estaduais do PT de que o ex-secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão, deve mesmo compor chapa com governador Carlos Brandão.
O PT deve oficializar o nome do ex-secretário no Encontro Estadual que definirá sobre estratégia eleitoral a ser realizados entre os dias 28 e 29 de maio.
Brandão era vice de Flávio Dino (PSB), que renunciou ao cargo para disputar o Senado. O diretório estadual do PT já decidiu formalmente apoiar a reeleição do atual governador e deve indicar até o mês que vem o nome de Camarão para compor a chapa.
No estado, a base de Dino se dividiu na eleição. O PDT lançou o senador Weverton Rocha contra Brandão, nome apoiado pelo ex-governador.
O Maranhão é um dos estados onde a aliança entre PT e PSB foi formalizada com mais tranquilidade, ao contrário de locais como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, onde os dois partidos têm projetos distintos.
A pré-candidatura do PDT ao governo do estado sofre processo de inanição. O foguete perdeu quase toda a tripulação, partidos, deputados e prefeitos que eram considerado os pilares da pré-campanha retiram apoio e transformaram o senador Weverton Rocha em presa fácil para a concorrência. Até a condição de segundo colocado na corrida ao Palácio dos Leões estaria ameaçada, conforme comentam nos bastidores da sucessão.
O senador, após o ex-governador Flávio Dino (PSB) declarar apoio à reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), vem sofrendo processo de esvaziamento acelerado e até a senadora Eliziane Gama (Cidadania) que havia manifestado seu apoio ao pedetista, reavaliou sua posição, tentou convencê-lo a desistir do projeto pessoal, mas diante da recusa, preferiu atender os apelos do ex-governador Dino e, em nome da unidade do grupo, declarou apoio a Brandão.
Esvaziado, Weverton corre o risco de ser ultrapassado pelo ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), considerado muito forte eleitoralmente na capital que administrou por oito anos e até pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim. Edivaldo vem surpreendendo em suas andanças pelos municípios contando com apoio de lideranças locais e carisma de político simples e sintonizado com os anseios da população.
O represente do PDT iniciou, que iniciou a pré-campanha como se estivesse disputando uma corrida de cem metros, se vestiu de favorito, montou num foguete e saiu pelo interior do estado prometendo mundos e fundos para quem acreditassem seu projeto pessoal, pelo visto, falta-lhe credibilidade para sustentar o discurso; ficou claro que os votos que o elegeu senador em 2018 foram fruto do esforço pessoal ao então governador Flávio Dino (PSB).
Longe do guarda-chuva de Dino e sem a proteção do grupo governista, que optou por Carlos Brandão para ser seu candidato ao governo, Weverton começou a definhar. Primeiro perdeu o apoio das grande maioria dos partidos que integram a base de sustentação do governo, prefeitos, inclusive do PDT, pularam foram da barca, deputados mudaram de palanque e para finalizar o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto, desistiu de trocar o PCdoB pelo PDT e declarou apoio à reeleição de Brandão.
Para quem está em campanha declarada desde que foi eleito senador dizendo ser candidato de um grupo e chegar a essa altura da pré-campanha praticamente sozinho, em pleno declínio e sem força para reagir é um péssimo sinal. Mostra que a liderança que o senador pesava ter se restringe a uma parcela do PDT, pois nem a totalidade do partido (os históricos e muitos prefeitos não apoiam a candidatura) acredita em seu propósitos.
O histórico depõe contra o candidato.
A recepção calorosa ao ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Edivaldo Holanda Junior (PSD), no interior do estado só confirma o quanto o nome do pessedista tem se fortalecido para o pleito eleitoral deste ano.
No fim de semana, Edivaldo esteve em Vitória do Mearim, na Baixada Maranhense, e Lago da Pedra, no Médio Mearim, onde reuniu importantes apoios.
Em Lago da Pedra, na tarde de sábado (23), centenas de pessoas se mobilizaram para aguardar Edivaldo no portal de entrada da cidade, de onde o pré-candidato seguiu em motocarreata até a Câmara Municipal, no Centro da cidade, e participou de ato político que fortaleceu o seu nome para disputar o cargo de governador do estado.
Para uma plateia que lotou o plenário do legislativo, o ex-prefeito de São Luís agradeceu os apoios e falou da emoção e felicidade de ser recebido com tanto carinho na cidade. Edivaldo também destacou “a importância desses encontros em todo o estado, com ampla representatividade, para poder dialogar com o cidadão e construir conjuntamente um projeto forte para o Maranhão”.
Organizado por um grupo de lideranças locais, como Ita Torres, Renan Sousa, Izac Meireles, Otoniel Meireles, Aninha e Sorriso, o evento em Lago da Pedra foi marcado pela forte presença da juventude, lideranças comunitárias e empresariais, entre outros segmentos de trabalhadores.
“Nós vemos em você, Edivaldo, a esperança de um futuro melhor para a nossa juventude e toda população do Maranhão”, afirmou Ita Torres.
Também estiveram presentes líderes de Bacabal, como Leynha Oliveira, que foi candidata a prefeita da cidade; os professores Zé Matos, Ezequiel, Edinaldo e Zé Maria; e, ainda, o ex-vereador de Paulo Ramos, Santana; entre muitos outros.
Vitória do Mearim – Também no sábado, Edivaldo esteve em Vitória do Mearim, onde participou, ao lado do vereador Cristiano Damião, de evento político com a presença de segmentos empresariais, trabalhadores rurais, mototaxistas, taxistas, entre outras representações da sociedade.
Também prestigiaram o evento, reafirmando apoio à pré-candidatura do pessedista, lideranças de Olinda Nova e Viana.
O clima festivo e de confiança com que foi recebido, demonstrado desta vez tanto pelas lideranças regionais quanto pela população de Lago da Pedra e Vitória do Mearim, só reafirma a popularidade crescente que o nome do ex-prefeito da capital maranhense vem alcançando em todo o Maranhão desde que teve o seu nome lançado pela direção nacional do PSD à sucessão estadual, no ano passado.
O município de Paulino Neves, na região dos Pequenos Lençóis Maranhenses, sediará a sétima edição do programa ‘Assembleia em Ação’, que acontecerá no próximo dia 29 de abril, das 8h às 12h, no auditório da Prefeitura. O evento abre o ciclo de encontros de 2022 sob a condução do presidente do Parlamento Estadual, deputado Othelino Neto (PCdoB).
Representantes de mais de 20 municípios da Região dos Lençóis Maranhenses serão convidados para esta nova edição do programa.
Segundo Othelino Neto, o programa itinerante da Alema já se consolidou como um importante instrumento para o intercâmbio de conhecimento e troca de experiências entre a Assembleia e os legislativos municipais, bem como a classe política dos locais por onde passa.
“Gostamos muito de realizar esta ação, pois aproxima os deputados da classe política e da população, além de dar oportunidade para que nos sejam apresentadas as demandas das regiões que a caravana visita. Nesta primeira edição do ano, tenho certeza de que teremos uma participação expressiva e muita troca de experiências”, disse Othelino.
A programação terá início com a saudação de abertura do chefe do Legislativo maranhense e dos deputados estaduais presentes, seguida da palestra ‘Processo Legislativo’, ministrada pelo consultor legislativo constitucional da Casa, Anderson Rocha, e pelo diretor-geral da Mesa Diretora, Bráulio Martins.
Logo após, o diretor de Administração da Alema, Antino Noleto, proferirá a palestra ‘Inovações do Direito Eleitoral’. No encerramento, com a etapa de audiência pública, os participantes poderão fazer perguntas, tirar dúvidas e apresentar suas demandas aos parlamentares.
Edições – Instituído pela Resolução Legislativa 953/19, de autoria da Mesa Diretora, o programa ‘Assembleia em Ação’ visa promover a troca de experiências entre o Legislativo Estadual e as Câmaras de Vereadores.
Já foram realizadas edições do evento nos municípios de Balsas, Timon, Trizidela do Vale, Imperatriz, Santa Inês e Carolina, contando com expressiva participação de parlamentares e de lideranças políticas e comunitárias das regiões envolvidas.
247 – O ex-presidente Lula (PT) venceria Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno com 20% pontos de vantagem se as eleições fossem hoje, segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira, 22.
No segundo turno, Lula tem 54% das intenções de voto contra 34% de Bolsonaro. Lula também venceria todos os outros candidatos.
No primeiro turno, o ex-presidente petista subiu para 45%. Nas duas pesquisas anteriores da XP/Ipespe, ele havia registrado 44%. Já Bolsonaro subiu para 31%, quando nas anteriores havia registrado 26% e 30%.
Dos candidatos da chamada “terceira via”, Ciro Gomes (PDT) tem 8%, enquanto os outros candidatos somam 7% — João Doria (PSDB), 3%; André Janones (Avante), 2%; Simone Tebet (MDB), 2%. Os outros candidatos, Felipe d’Avila (Novo), Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU), não pontuaram.
Brancos e nulos somam 7%, e 2% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
O ex-juiz parcial Sergio Moro (União Brasil) não foi incluído na pesquisa.
O levantamento também aponta uma rejeição de 61% dos eleitores a Bolsonaro. Este número define que não votaria nele de jeito nenhum. A rejeição de Lula é de 42%.
A pesquisa ouviu 1.000 pessoas por telefone entre 18 e 20 de abril e foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-05747/2022. A margem de erro máximo estimada é de 3,2%.