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  • Jorge Vieira
  • 8/jan/2013

Agora sai?

A secretaria de Saúde do Estado conseguiu concluir
o processo licitatório para a construção dos hospitais de Pinheiro, Santa Inês,
Imperatriz e Caxias.

Após a homologação do resultado da licitação, as
empresas serão chamada para assinar os contratos respectivos e emissão da ordem
de serviço.

A expectativa do secretário de Saúde, Ricardo
Murad, é que a Ordem de Serviço das obras seja dada até a próxima semana.
Espera-se que desta vez realmente os hospitais sejam construído, a final foi a arma utilizada pela governadora, em 2010, para cometer o maior estelionato eleitoral da história do Estado. 

Parceria
positiva

As parcerias entre Estado e Município começam
a dar os primeiros frutos no setor educacional, vítima da constante ação de
vândalos, e revelam ser o melhor caminho para amenizar os problemas mais
urgentes da cidade.

Após uma reunião entre o secretário municipal
de Educação, Alan Kardec, e o secretário de Segurança do Estado, Aluísio
Mendes, ficou estabelecido que a Polícia reforçará o patrulhamento em torno das
escolas da rede municipal. 
Lamentável somente o fato do aparato de Segurança pública do Estado está agindo tardiamente, uma vez que os estragos feito nas escolas do município vinham sendo denunciados pela imprensa desde que a população expulsou o ex-prefeito João Castelo do comando da cidade.  

E por falar em João Castelo, cadê o Ministério Público que não toma a menor providência contra contra este cidadão que transformou a Educação num caos e arrasou as finanças da cidade? 

Bilhetagem

O sistema de bilhetagem eletrônica do transporte
público da capital continua enfrentando problemas de funcionamento e muita reclamação
dos usuários nos terminais.

Ciente dos problemas enfrentado por quem
necessita deste tipo de transporte, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior já
determinou à responsável pelo setor que encontre uma solução para fazer voltar
a funcionar plenamente o sistema.

Herança
maldita

Ex-prefeita ainda usa tornozeleira da PF
O prefeito eleito de Paço do Lumiar, Josemar
Sobreiro ainda disse quando e nem como pretende pagar os salários dos
servidores do município referente ao mês de dezembro e ao décimo terceiro.

A ex-prefeita Bia Venâncio, ao ser afastada do
cargo, deixou para o substituto Raimundo Filho o décimo terceiro e a folha para
pagar. O sucessor não conseguiu cumprir o compromisso com os servidores e
deixou o abacaxi para Josemar, que se esconde e não vem a público dizer o que pretende fazer para pagar os salários atrasados. 
Eleição na
Famem

A eleição para a presidência da Famem parece
decidida a favor do prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim. Ele conta com
o apoio do atual presidente, ex-prefeito de Itapecuru, Júnior Marreca, e da
maioria dos filiados à entidade.  

Como até às 12h de ontem nenhuma outra chapa
havia sido inscrita para concorrer ao pleito, conforme prevê o edital, Gil
Cutrim deve ser aclamado na eleição que está marcada para o dia 20 de fevereiro,
as 8h às 17h.

Conselheiro do TCE

Os deputados Rogério Cafeteira e César Pires entraram
de vez na briga pela vaga que será aberta no Tribunal de Contas do Estado com aposentadoria
compulsória do conselheiro Yedo Flamarion Lobão, no segundo semestre deste ano.

Outros parlamentares também estariam de olho
na cadeira vitalícia, mas segundo apurou o blog, a disputa está afunilada e apenas
os dois estariam, de fato, lutando para ter a preferência do plenário.

Rogério conta com o apoio do tio e senador
Epitácio Cefeteira, enquanto Pires, atual líder da bancada governista, tenta convencer
seus liderados e a governadora de que é a melhor opção para o grupo.

  • Jorge Vieira
  • 8/jan/2013

Fórum de São Luís expede mais de 100 mil mandados em 2012


Mais de 100 mil mandados foram expedidos pelas varas do Fórum Des.
Sarney Costa, na Comarca de São Luís, durante o ano de 2012. O número
representa cerca de oito mil por mês, com 90,5% de mandados cumpridos.
A Vara de Cartas Precatórias Cíveis e Criminais foi a que emitiu maior
número de expedientes, cerca de nove mil em 2012. Esses números
significam também que cada oficial de justiça recebeu, em média, 4,4
mandados por dia.
O diretor do Fórum de São Luís, juiz Sebastião Joaquim Lima Bonfim,
destacou que houve o empenho da Central de Mandados, dos secretários
judiciais e dos oficiais de justiça para que o órgão pudesse alcançar
esse resultado positivo. O magistrado afirmou que a meta é aumentar a
produtividade neste ano de 2013. Ele lembrou que 2012 foi o ano de
efetivo funcionamento da Central, extinta em 2006 e reativada em
setembro de 2011.
Os expedientes são encaminhados pelas 40 varas judiciais para a Central
de Mandados, que os distribui para serem cumpridos pelos oficiais de
justiça nos 13 distritos que integram a ilha de São Luís. São 86
oficiais para os distritos e quatro para assistência às sessões de
julgamento do Tribunal do Júri. Os oficiais são responsáveis pelo
cumprimento dos mandados provenientes das Varas Cíveis, das Varas de
Entorpecentes, das Varas Criminais, da Vara de Cartas Precatórias, das
Varas da Fazenda Pública, das Varas da Família, das Varas do Tribunal do
Júri e da Vara de Sucessão, Interdição e Alvará.
O chefe da Central de Mandados, Daniel Mendes de Morais Sousa, disse
que os mais de 100 mil expedientes, encaminhados em 2012 pelas varas
para cumprimento pelos oficiais em São Luís e demais municípios da Ilha
(Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa), por serem comarcas
contíguas, não incluem os mandados relativos aos plantões judiciários
realizados nos fins de semana e feriados. Ele explicou, também, que,
além do seu funcionamento normal, a Central disponibiliza um sistema de
plantão para casos de urgência, funcionando de segunda a sexta-feira, de
8h às 18h, na sede do Fórum Des. Sarney Costa (Avenida Carlos Cunha,
s/n, Calhau). 

  • Jorge Vieira
  • 8/jan/2013

Prefeitura firma parceria com a Fiema

Presidente da Fiema, Edilson Badez diz que está disposto a colaborar

Dando continuidade à seqüência de diálogo e canal aberto com diversos segmentos da sociedade, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, e o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edílson Baldez das Neves, selaram, em encontro ocorrido na manhã desta terça-feira no Palácio La Ravardière, acordo de cooperação técnica entre as duas instituições. A Prefeitura e a Fiema serão parceiras na implantação da gestão estratégica de curto prazo.

Pelo que ficou acertado, nesta primeira fase, a Fiema contratará a empresa Marcoplan, que ajudará na implementação do plano de ações anunciado pelo prefeito para os próximos 120 dias. Segundo o prefeito, trata-se  de ma sequencia de parcerias com setores da sociedade, do diálogo com entidades, universidades. “A Macroplan irá nos dar esse suporte, uma empresa que já tem expertise em outros trabalhos exitosos, tal qual o Plano de Desenvolvimento Industrial do Maranhão. A parceria se estabelecerá através da Macroplan que nos ajudará no plano de gestão da cidade”.
A iniciativa do prefeito em buscar na iniciativa privada a parceria para colocar em prática o plano de ação da prefeitura, mostra que a intenção do prefeito é fazer parcerias institucionais, inclusive com o Governo do Estado.
A visita selou a parceria. “A Macroplan por onde passou fez um exitoso trabalho e não será diferente aqui. Faremos com a ajuda de Deus uma boa gestão, uma gestão moderna, democrática e transparente. Seremos um exemplo de boa administração e construiremos isso em conjunto com toda a população”, disse Rodrigo Marques, secretário de Governo do município.
Ao final do encontro, o presidente da Fiema, Edilson Baldez, disse que “colocamos-nos à disposição para sempre contribuir com o crescimento da nossa cidade”.

  • Jorge Vieira
  • 8/jan/2013

Receita libera consulta ao primeiro lote da malha fina do IR 2012

Serão liberadas também declarações dos
exercícios de 2011, 2010, 2009 e 2008; dinheiro será depositado no
banco no próximo dia 15

Agência Brasil

A Receita Federal liberou nesta terça-feira a consulta ao
primeiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 da
malha fina. A consulta estará disponível no
site da Receita

. Serão liberadas também declarações dos exercícios de 2011, 2010, 2009 e
2008. O dinheiro será depositado no banco no próximo dia 15.
Para o exercício de 2012, serão creditadas restituições a
um total de 79.484 contribuintes, com correção de 6%. Do exercício de
2011, serão creditadas restituições para um total de 11.513
contribuintes, com correção de 16,75 %.
De 2010, serão 6.781 restituições, com correção de 26,9% e
de 2009, o número chega a 4.613 , corrigidas em 35,36%.Do exercício de
2008, serão creditadas restituições para um total de 4.703
contribuintes, com correção de 47,43%.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte
deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o
Receitafone, 146. Outra alternativa para as pessoas físicas, informou a
Receita, é utilizar um aplicativo para tablets esmartphones que permite,
entre outras coisas, a consulta das restituições desde 1999 e a
situação cadastral de inscrição no CPF.
O aplicativo, desenvolvido pelo Serpro, é gratuito e pode
ser utilizado para o Android, sistema do Google, e o iOS, criadopela
Apple. 
A Receita lembra que a restituição ficará disponível no
banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo,
deverá requerê-la por meio da internet, mediante o Formulário
Eletrônico.
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá
procurar qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de
Atendimento do banco por meio do telefone 4004-0001 (capitais),
0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes
auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em
qualquer banco.

  • Jorge Vieira
  • 8/jan/2013

Apagões podem rifar Lobão do Governo Dilma

Apagões podem rifar Lobão do governo

Por conta
dos constantes apagões, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, é outro
maranhense da cota do senador José Sarney a balançar no governo Dilma. A saída
de Gastão Vieira, da pasta do Turismo, já é tida como certa, agora quem balança
na cadeira é o ex-governador do Estado.
Lobão disse
à Folha de São Paulo, edição desta terça-feira (08), que “vai sobrar energia”
em 2013 e que não existe situação emergencial no setor, mas adianta que, caso
houvesse, cabeças teriam rolado, inclusive a dele. Abaixo republico três notas veiculadas na coluna Painel.
Guilhotina Além de garantir que “vai
sobrar energia” em 2013, Edison Lobão (Minas e Energia) afirma que, apesar do
acompanhamento diário do sistema elétrico, não há situação emergencial.
“Se houvesse, cabeças teriam rolado. Inclusive a minha”.
Sonho de verão Questionado sobre o nível
dos reservatórios, o ministro lembra que quando assumiu a pasta, em 21 de
janeiro de 2008, não havia uma “gota de chuva” na maioria das regiões do
país. Neste ano, compara, “já choveu em Estados importantes”.
Upgrade Sai no final do mês relatório de
comissão das Minas e Energia sobre 42 subestações estratégicas. Iniciada após
série de apagões em oito Estados, a varredura deve sugerir troca e modernização
de equipamentos.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2013

Notas sobre o cotidiano político

Dedo na ferida

O
secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, apresentou à governadora Roseana
Sarney relatório sobre a ação emergencial realizada na rede de saúde de São
Luís e os problemas encontrados na administração no setor de urgência e
emergência.
Conforme
constatou o secretário, o caos na Saúde pública do município foi gerado pela má
gestão e aplicação incorreta das verbas destinadas às unidades de saúde
mantidas pela Prefeitura de São Luís.

E vai ficar por isso mesmo? Cadê o Ministério Público Federal que não toma uma providência séria contra a irresponsabilidade do ex-prefeito João Castelo que, além de destruir os sistemas de Saúde e Educação do município, ainda deixou uma dívida da ordem de R$ 1 bilhão.  

Vaga no TCE
Parlamentares
governistas começam a medir força nos bastidores por conta da vaga que será
aberta no Tribunal de Contas do Estado com a aposentadoria compulsória do
Conselheiro Yedo Lobão.
Nada
menos que cinco parlamentares estão de olho no cargo vitalício e brigando nos
bastidores do governo pela preferência. O embate promete fortes emoções logo na
reabertura dos trabalhos legislativos.
A
lei garante que qualquer cidadão pode se candidatar às vagas de conselheiro do TCE,
mas as últimas foram disputadas apenas por parlamentares, a exemplo de Nonato
Lago, Yedo Lobão, Jorge Pavão e Edmar Cutrim.
Plano de ação                  
O
prefeito Edivaldo Holanda Júnior apresenta quarta-feira (9), o plano de ações para os
próximos 120 dias de governo. E já adiantou que quem não cumprir as metas estabelecidas
estará fora da equipe.
Holanda
Júnior, segundo assessores mais próximos, entregou as secretarias aos
auxiliares com “porteira fechada” para que possa cobrar dos nomeados e exonerá-los,
caso seja necessário.
Sob nova direção
O
senador João Alberto e o deputado Roberto Costa venceram a queda de braço e
conseguiram emplacar na direção do Detran o peemdebista André Campos. Ele foi
nomeado pela governadora Roseana Sarney na manhã de ontem.
O
novo diretor geral do órgão substitui Flávio Trindade, que já se despediu do corpo
técnico do Detran desde a semana passada quando saiu de férias prometendo não
retornar ao posto de trabalho.
Exoneração
O
prefeito eleito de Paço do Lumiar, professor Josemar, terá que demitir todos os
servidores contratados irregularmente pela a administração passada de Bia Venâncio.
A
recomendação é da promotora de Justiça do município, Gabriela Brandão da Costa,
emitida desde o final do ano passado, quando determinou ao prefeito eleito
exonerar todos que entraram no serviço público pela “janela”.
Para
Gabriela Brandão, o concurso realizado pela Prefeitura de Paço do Lumiar para
preenchimento de vagas continua valendo e o Poder Executivo deve efetuar a
nomeação dos aprovados.
 Líder
governista
O prefeito Edivaldo Júnior deve se manifestar nos
próximos dias sobre a escolha do líder que terá a missão de defender a
administração municipal no plenário da Câmara Municipal.
A vereadora Rose Sales, do PCdoB, e o único
vereador eleito pelo PTC, Edmilson Jansen, conforme comentam nos bastidores
políticos, são os preferidos para assumir o cargo, mas o prefeito ainda falta
bater o martelo.
O novo líder terá a tarefa de organizar uma base de
sustentação para votação das matérias do Executivo, visto que o prefeito dificilmente
terá maioria folgada no plenário da Câmara.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2013

Poder de investigar abre guerra entre policiais e MP

Proposta que exclui o Ministério
Público das investigações criminais abre conflito entre instituições.
Procuradores dizem que mudança aumenta a impunidade, enquanto policiais
alegam que ela preserva os direitos do cidadão investigado

Presidente da ANPR, Alexandre Camacho
A caminho do plenário da Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 37/11 virou o novo campo de batalhas na já conturbada relação de
policiais civis e federais com os promotores e procuradores do
Ministério Público. A proposta, aprovada recentemente em comissão
especial, atribui exclusivamente às polícias Federal e Civil a
competência para a investigação criminal e determina que o Ministério
Público não tem atribuição de conduzir as apurações. Em resumo, a medida
proíbe promotores e procuradores de continuarem a realizar
investigações criminais sozinhos, sem a participação das polícias. Mas,
na interpretação de integrantes do Ministério Público, a mudança
favorece a impunidade e ameaça até investigações encerradas e em
andamento.
Eles alegam que a alteração na Constituição vai favorecer a
impunidade de criminosos poderosos, como políticos, grandes empresários e
traficantes internacionais. Isso porque a polícia, que não tem
independência funcional, estaria sujeita a interferências diretas do
Poder Executivo. Já os policiais, favoráveis à aprovação da PEC,
entendem que ela melhora o sistema judicial garantindo que o Ministério
Público não se envolva com a investigação, muitas vezes secreta até para
os acusados, e faça uma denúncia mais imparcial, sem eventualmente
imputar crimes àqueles que nada têm a ver com os fatos revelados pelos
agentes e delegados. Ou seja, a proposta resultaria na defesa dos
direitos da sociedade e dos investigados.
O assunto ainda vai causar muita disputa no Congresso em 2013. No
final de novembro, a PEC 37/11 passou pela comissão especial que
analisou o seu mérito. Antes, já havia sido aprovada pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ). Agora, precisa ter o apoio de três quintos
dos deputados (ou seja, 308 dos 513), em dois turnos de votação. Caso
seja aprovada, seguirá para o Senado.
Problema para quem?
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República
(ANPR), Alexandre Camanho, questiona qual é o problema que a PEC
pretende resolver. “Temos um sistema de compartilhamento de investigação
que vem melhorando o país”, analisou ele, em entrevista ao Congresso em Foco
“Isso é um problema para quem?” Camanho afirma que a impunidade de
poderosos vai aumentar porque vai ser reduzido o efetivo de pessoas que
fazem as investigações. Além disso, afirma que o Ministério Público é
parte no processo que consegue conduzir de forma isenta. “A polícia é um
setor do Executivo, e o MP é uma magistratura”, exalta Camanho.
Autor do livro Investigação criminal pelo Ministério Público,
o procurador da República Bruno Calabrich ainda acredita que a PEC 37
vai impedir promotores de apurarem crimes cometidos por policiais. A
Constituição determina que o MP faça o controle externo das polícias.
Do outro lado, o diretor parlamentar da Associação dos Delegados da
Polícia Federal, Anderson Gustavo Torres, afirma que há problemas a
serem corrigidos. “O sistema judicial é redondinho. O problema é que
ninguém faz o seu, e ainda quer fazer o dos outros. Isso é que aumenta a
impunidade”, protestou ele, em conversa com o site. Ele
lembrou ainda que a impunidade é causada por diversos outros problemas,
mas não pelo que entende ser o correto funcionamento do sistema
judicial.
Para Anderson Gustavo, a PEC confirma o modelo democrático que
garante a separação das tarefas: polícia investiga, promotor denuncia e
juiz julga. “Isso dá mais segurança ao cidadão. O procurador não pode
estar envolvido emocionalmente com a coleta de provas e depois oferecer a
denúncia”, explica o delegado.
Casos “sensíveis”
Calabrich destaca que a investigação pelo Ministério Público é
importante em crimes cometidos por autoridades policiais, mas também em
“casos sensíveis”. “Existem crimes que podem ser investigados com maior
eficiência diretamente pelo Ministério Público, os que envolvem altas
autoridades, políticos de alto coturno, empresário com poder de
ingerência sobre o Estado”, esclarece. Por isso, Calabrich afirma que o
MP não quer substituir a polícia, apurando todos os crimes, até por não
ter a capilaridade das delegacias. “É natural que a polícia faça a maior
parte das investigações.”
Mas isso é mal visto pelos delegados. Já o vice-presidente
parlamentar da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol),
Benito Tiezzi, entende que os procuradores e promotores buscam holofotes
em vez de procurarem resolver os problemas de todos os cidadãos,
inclusive os mais desfavorecidos. “Quanto custam um promotor e um
delegado? Qual a eficácia de um investigador que vai escolher uma
investigação que rende mídia e holofotes? Alguém que nunca vai a
Ceilândia verificar o furto de um botijão de gás, que, para o pobre que
foi furtado, é o bem mais importante da vida?”, provoca.
Sigilo
Tiezzi vê outro problema a ser corrigido. Segundo ele, investigações
criminais feitas apenas pelo Ministério Público não são controladas por
um juiz, não têm prazo para começar ou terminar e objetivam encontrar o
crime em alguém e deixam de apurar fatos que podem inocentar o acusado.
Ao lado dele, o ex-desembargador e advogado Edson Smaniotto entende que
uma apuração feita exclusivamente por um promotor ou procurador é
sigilosa até para o réu. “Ninguém sabe se está sendo investigado; se
souber, não tem acesso à investigação”, reclama o ex-magistrado.
Camanho pensa diferente. Ele acredita, inclusive, que as
investigações seriam ainda melhores se polícia e Ministério Público
dialogassem de forma mais dinâmica, sem a intervenção meramente formal
do Judiciário. “Hoje as coisas têm de ser cosmeticamente decididas por
um juiz, apenas para deferir as coisas, sem fazer juízo de valor ou
avaliar”, explica. “Se houver alguma ilegalidade, o Judiciário está
pronto a resolvê-la”, esclarece o procurador.
Armas
Criticados por sua vinculação com o Executivo, os policiais defendem
que tenham independência funcional assim como os juízes e os promotores.
Hoje, essa garantia legal impede, por exemplo, que um ministro ou
governador remova um magistrado ou membro do Ministério Público que, no
seu entender, esteja importunando-o com algum processo judicial. Mas a
extensão desse direito aos policiais seria “absurda” para Camanho e para
Calabrich.
“A polícia é o braço armado do Estado, que detém o monopólio da
violência. A independência ao delegado seria um risco para a
democracia”, afirmou Calabrich ao Congresso em Foco. Benito Tiezzi, da Adepol, discorda. “Acho hilário. Quem fala isso não entende nada de democracia.”
Torres lembra que os membros do Ministério Público já têm direito a
porte de armas, assim como os magistrados. Segundo ele, há projetos no
Congresso para estender esse porte até a servidores do Ministério
Público.
O site procurou o presidente da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, mas não conseguiu entrevistá-lo até o
fechamento desta reportagem.

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