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  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2013

MPMA denuncia nepotismo em Matinha

A
Promotoria de Justiça da Comarca de Matinha emitiu Recomendação,  na última terça-feira (28),  ao prefeito do referido município (localizado a 248km de São Luís),
Marcos Robert Silva Costa, para que promova a exoneração, no prazo de 10 dias,
de 18 servidores, cujas contratações caracterizam prática de nepotismo. Assinou
a manifestação o promotor de justiça Sandro Carvalho Lobato de Carvalho.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) baseou-se
nas Resoluções nº 07/2005 do Conselho Nacional de Justiça, nº 01/2005 do
Conselho Nacional do Ministério Público e Súmula Vinculante nº 13 do Supremo
Tribunal Federal.
Foi recomendada a exoneração dos seguintes
servidores: Aureliano de Oliveira Silva, Camila Jacy Brito Silva, Elton John
Rodrigues Aires, Elissa Bahia da Silva, Evilandia Amaral Costa, Izabela Tarcila
Silva e Silva, João Evangelista Silva, Andressa Caroline Gonçalves Silva, José
Ribamar Santos Silva, Jovane Ferreira Cutrim, Justino Cantanhede, Kenny Glauber
Castelo Branco Braga Filho, Marta Eliane Santos Silva Araújo, Natália de
Azevedo Serra, Pâmela Amaral Pinto, Rodrigo Costa Cutrim, Simone Serra Mouzinho
e Wend Jessica Moureira Souza.
Em caso de não acatamento da Recomendação, o MPMA
poderá adotar medidas legais como Reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal
e ajuizamento de Ação Civil Pública por improbidade administrativa.

  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2013

Prefeita aliada de Roseana contrata empresa da própria família para fornecer combustíveis

A prefeita Irlahi e sua amiga governadora Roseana Sarney
A prefeita
de Rosário, Irlahi Linhares Moraes (PMDB), aliada da governadora Roseana Sarney
(PMDB), conforme consta no Diário Oficial da União, contratou a empresa Moraes
e Linhares LTDA, de propriedade de sua família, ao valor de R$ 919.450,00, para
fornecimento de combustíveis para a prefeitura.
Coincidentemente,
há cerca de quinze dias, uma irmã da prefeita foi assaltada em frente a agência
do Bradesco, no município, quando pretendia fazer um depósito de R$ 100 mil em
dinheiro vivo.
De acordo
com o Diário Oficial da União (DOU), em sua publicação no dia 05 de Março, a Prefeitura
Municipal de Rosário, através
da Secretaria Municipal de Administração fechou
contrato de R$ 919.450,00 com a empresa Moraes e Linhares Ltda CNPJ Nº 07.516.487/0001 – 09 que é de propriedade da própria prefeita e família.
A
maracutaia da prefeita veio a público através do blog Rosário Notícias. Segundo
post do blog, “a Moraes e Linhares Ltda possui uma rede de postos de
combustíveis e derivados na cidade, onde um deles fica na Rua Padre Possidônio
e outro no povoado Prata. O contrato não tem prazo de validade, mas é válido
desde a sua publicação”.
Localizado
a 60 km de São Luís, quem passa por lá a caminho dos Lençóis Maranhenses pode
perceber que a prefeitura não dispõe de viaturas que justifique a contratação de
quase meio milhão de reais, ainda mais com uma empresa da própria família.
É muita
cara de pau. Essa prefeita tá parecendo que quer recuperar o tempo que passou
longe do poder. Cadê o Ministério Público?

  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2013

Caema é condenada a pagar dívida milionária para construtora Andrade Gutierrez

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão
(Caema) foi condenada a pagar uma dívida cobrada há quase duas décadas pela
Construtora Andrade Gutierrez, por alegadas pendências contratuais (saldos,
diferença de reajustamento de preços e equipamentos, além de caução) de obras
de construção de 397 km de redes de distribuição de água, reservatórios,
estações de tratamento e adutoras, ente outras, contratadas no final da década
de 80.
A decisão é da 4ª Câmara Cível do Tribunal de
Justiça (TJMA) que, por maioria de votos, reduziu o valor fixado pela Justiça
de 1º grau, de 48,4 bilhões para 30,6 bilhões de cruzeiros reais, moeda vigente
à época. Ainda em 1994, quando o valor maior foi atualizado com juros e
convertido para reais, a dívida alegada pela construtora já era de mais de R$
79 milhões. Se fosse utilizado o valor menor, decidido na sessão recente do
órgão colegiado do Tribunal, a dívida seria, naquele ano, de cerca de R$ 50
milhões, valor que terá que ser atualizado com juros e correção monetária.
Ainda cabe recurso da decisão.
DUAS VOTAÇÕES – Foram necessárias duas votações até
a decisão final. Inicialmente, os desembargadores Jaime Araújo (relator), Paulo
Velten (revisor) e o juiz Carlos Henrique Veloso, convocado para compor quórum,
foram unanimemente contrários ao pedido da Caema, para que fosse feita nova
perícia, por considerarem a anterior suficientemente detalhada. Também não
acolheram a alegação de cerceamento de defesa.
A divergência surgiu quando foi discutida a
possibilidade de o processo estar prescrito ou não. Paulo Velten citou
precedentes do STJ e votou pela prescrição, por entender que em demandas contra
empresas prestadoras de serviços essencialmente públicos – e que não têm
concorrentes – aplica-se o prazo quinquenal (5 anos) de prescrição.
Jaime Araújo votou pelo improvimento do recurso, e
Carlos Veloso, pelo provimento parcial. Para ambos, a prescrição quinquenal é
para empresa remunerada por taxa e não contempla a Caema. Os dois afirmaram que
ela é uma sociedade de economia mista, remunerada por tarifa, com prazo de
prescrição de processo de 20 anos.
NOVA APRECIAÇÃO – Velten lembrou que o Regimento
Interno do TJMA determina que o presidente do órgão colegiado submeta o caso a
nova apreciação, se todos os votos forem divergentes entre si. Quando persistir
a divergência, fica declarado o improvimento do recurso.
Na nova votação, Jaime Araújo e Carlos Veloso
mantiveram seus votos. Paulo Velten adequou o seu voto ao do juiz, que informou
ter a companhia confessado e admitido uma dívida à época de CR$
30.605.598.681,70 (valores em cruzeiros reais). A conclusão da maioria foi de
que, com tantas contradições, não era possível afirmar ser a Caema devedora do
valor da perícia apoiada na medição 52, ou seja, CR$ 48.492.008.513,24.
O resultando foi pelo provimento parcial do recurso
da Caema e consequente redução do valor da dívida.
ENTENDA O CASO – A Andrade Gutierrez afirmou ter
realizado os serviços e que a Caema determinou ao gerenciador da obra, o
consórcio Sanemar, a elaboração de um documento denominado medição 52, que
teria consolidado todas as pendências contratuais até então existentes,
documento este que teria sido aprovado pela diretoria da Companhia. Acrescentou
que, após assinatura de termo de aditamento entre ambas, em setembro de 1992, a
Caema teria reconhecido dever à empresa os valores da medição 52.
A Caema contestou a construtora, alegando que as
obrigações teriam sido pagas fielmente. Disse que a comissão encarregada de
analisar o caso teria concluído ser impossível determinar a suposta dívida,
enquanto a gerenciadora não fizesse a adequação da medição 52. Considerando o
tempo da ação, pediu prescrição do processo.
A Justiça de 1º grau condenou, solidariamente, a
Caema e o Estado do Maranhão a pagarem, em valor convertido em 1994, R$ 79
milhões, já acrescido de atualização monetária e juros, sentença confirmada em
ação de cobrança posterior.
No recurso de apelação ao TJMA, a Caema requereu
que a cobrança fosse julgada improcedente ou, alternativamente, parcialmente
procedente, para que fosse reduzida para CR$ 30.605.598.681,71, em valores de
1994.  

  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2013

Prefeitura paga salário na próxima sexta-feira

O
pagamento dos salários referentes ao mês de maio dos servidores
públicos da administração municipal de São Luís estará disponível a
partir da próxima sexta-feira (31). Será o quinto pagamento da folha de
pessoal realizado na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior desde
que assumiu o mandato em 1° de janeiro. 
Em cinco meses, a Prefeitura de São Luís efetuou seis pagamentos, incluindo o salário atrasado do mês de dezembro. 
No
dia 21 de maio, a Prefeitura depositou nas contas 50% dos salários dos
servidores municipais, valor relativo ao 13º salário, aos que optaram
por receber em duas parcelas. Mais de 90% dos servidores que optaram por
receber parcelado e tiveram o 13º antecipado. 
O compromisso de pagar o décimo terceiro e os
salários mensais ainda dentro do mês foi anunciado pelo prefeito
Edivaldo Holanda Júnior ao assumir o mandato.

  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2013

Varas especializadas em saúde: proposta de Flávio Dino começa a ser julgada no CNJ

Proposta de Flávio Dino começa ser julgada pelo CNJ
A proposta de Flávio Dino para criação de varas especializadas em questões relacionadas à Saúde começou a ser julgada pelo
Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O conselheiro relator do caso, Ney Freitas,
deu parecer favorável ao pedido feito por Flávio Dino, mas a decisão final foi
adiada devido a pedidos de vista da conselheira Maria Cristina Peduzzi.
Flávio
Dino propôs em abril de 2012 que o CNJ editasse resolução determinando aos
tribunais de justiça de todo o país a especialização de varas para processar e
julgar ações que tenham por objeto o direito à saúde.
O
pedido foi feito após a morte de seu filho de 13 anos de idade em um hospital
em Brasília/DF. A relatoria do pedido de providências é do conselheiro Ney
Freitas e, durante uma sustentação oral emocionada na tribuna dedicada aos
membros da Ordem dos Advogados do Brasil, Flávio Dino defendeu que os sistemas
de saúde público e privado tenham “portas escancaradas de entrada e de saída”.
No
voto proferido na sessão desta terça (28), Ney Freitas opinou pelo provimento
parcial ao pedido de Flávio Dino. Para o relator, o CNJ deve fazer uma recomendação
aos tribunais, em duas frentes para que as varas de Fazenda Pública se
transformem também em varas especializadas em direito à saúde e julguem os
processos que discutam o tema em casos que envolvam a saúde pública. Os casos
relacionados à saúde privada devem ser julgados na Justiça Comum, mas teriam
prioridade na apreciação.
Ex-secretário
geral do CNJ durante a primeira gestão do Conselho, Flávio Dino fez o pedido
para que os cidadãos que passem por situações de falhas em atendimento tenham o
direito à saúde garantido. A tutela jurídica é uma das seguranças que os
cidadãos poderão ter de discutir no Poder Judiciário casos de mau atendimento
em redes hospitalares públicas e privadas.
Dino
disse à revista Consultor Jurídico que o voto é “um primeiro
passo” para o enfrentamento da questão. Mas quer mais: o presidente da Embratur
pede uma resolução que determine a criação de varas para cuidar também dos
processo que discutam a saúde privada. Não apenas uma recomendação.
No pedido apresentado ao
CNJ, Flávio Dino salientou o grande número de reclamação na Justiça de mau
atendimento por parte dos planos de saúde, que lideram os rankings de
reclamação aos Procons. Outro dado importante é que há, no Brasil, mais de 240
mil ações judiciais relacionadas a Saúde. A maior parte delas está relacionada
com acesso a medicamentos, vagas em hospitais públicos e ações movidas por
usuários de planos privados.
Para o presidente do STF e
do CNJ, Joaquim Barbosa, é necessário que haja
mais especialização no corpo do Judiciário para julgamento de casos
relacionados à Saúde. “Será que o problema concernente à saúde no campo do
Judiciário se resume à preferência dos julgamentos? Será que não está em jogo a
especialização, uniformização? Há uma verdadeira cacofonia jurídica nesta área
(…) e as decisões são as mais antípodas” ressaltou.

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Instituições destacam importância do Pacto por São Luís

Edilson Baldez das Neves, presidente da Fiema, apoia o Pacto por São Luís

Representantes do poder público, entidades classistas e movimentos
sociais afirmaram durante a solenidade de apresentação do Pacto por São Luís, na
manhã de segunda-feira, 27, na Assembleia Legislativa, que a cidade vive um
momento importante para a modernização da gestão pública.

O deputado estadual Rubens Pereira Júnior (PCdoB), que
representou o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), destacou
a seriedade da nova gestão, que vem cumprindo os compromissos firmados em
campanha. “Nós estivemos aqui antes com o
prefeito Edvaldo Holanda Júnior assinando compromisso que se ele fosse eleito
iria cumprir tudo aquilo que tinha sido recomendado pelo Movimento Nossa São Luís.
E agora vejo que já começa a fazer sua parte com esse grande passo”, discursou.

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão
(Fiema), Edílson Baldez, ao se pronunciar sobre o Pacto por São Luís destacou a
abertura do diálogo promovida pela gestão municipal. “Nós sabíamos que um
dia seríamos chamados para participar do desenvolvimento desse estado. Nós já
fazíamos isso, mas com raridade tínhamos oportunidade de contribuir mais
ativamente nas discussões e, finalmente, o poder público começa a entender a
necessidade de ouvir a comunidade”, disse.

O mesmo otimismo é
compartilhado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional
Maranhão (OAB-MA), Mário Macieira. Ele ressaltou a confiança que a cidade tem
depositado na política participativa que está sendo criada. “Quero
parabenizar o prefeito por ter superado os modelos de democracia formal para
assumir um modelo de gestão de uma autêntica democracia participativa. Em nome
da OAB e de todos os advogados maranhenses temos uma grande expectativa e
esperança que este seja um marco inicial que unirá todos nós em busca de uma
cidade melhor”, afirmou.

Para o coordenador executivo do Movimento Nossa São Luís,
Daniel Madorra, o compartilhamento de responsabilidades com todos os segmentos
da sociedade, através da interação das esferas governamentais, representa um
momento histórico no modo de governar. Através do Observatório Social, trabalho
realizado pelo movimento desde 2009, a população e os gestores públicos podem
conhecer importantes indicadores sociais (educação, saúde, habitação,
saneamento básico, dentre outros), que demonstram a realidade vivida pela
população, além de fornecer as ferramentas necessárias para decisões eficientes
em políticas públicas.

“Em São Luís
existem inúmeros desafios que só poderão ser vencidos com informações
concretas, como a que nós fornecemos”, disse. “Somos uma das cidades com o mais
alto índice de mortalidade infantil, o que, segundo a Organização mundial da
Saúde [OMS], pode indicar muitos outros problemas”, explicou Daniel Madorra.

O sentimento de união em prol do bem comum também é
compartilhado pelo presidente da União dos Moradores do Sá Viana, Alex
Rodrigues, que esteve presente durante a apresentação da proposta e salientou a
expectativa de que o poder público possa cumprir o planejamento com sucesso.
“Só podemos dar as mãos e esperar que São Luís viva dias melhores, como vemos
que está prestes a acontecer”, afirmou.

O Pacto por São Luís representa um momento oportuno para
a participação efetiva da população, que poderá acompanhar e monitorar o
cumprimento das metas por parte do poder público. O secretário de Governo,
Rodrigo Marques, declarou que a união de forças só poderá acontecer com o
empenho de todos, acima de interesses políticos ou ideologias divergentes.
“Quando se trata do bem coletivo, temos que esquecer as diferenças”, disse.

Também participaram do lançamento do Pacto por São Luís o
presidente da Câmara de Vereadores, Isaías Pereirinha (PSL); o deputado federal
Simplício Araújo, representando a bancada federal do Maranhão; o intelectual
Joaquim Itapary, representando a Academia Maranhense de Letras.

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Presidente do TJ quer agilidade no pagamento de precatórios

Desembarador Guerreiro Júnior observa processos
O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador
Antonio Guerreiro Júnior, defende que o Judiciário deva garantir a
efetividade das demandas judiciais contra a Fazenda Pública.
“Criamos setor especializado, para que os prazos de pagamento das
dívidas judiciais do setor público sejam rigorosamente cumpridos”,
reforçou o presidente durante visita à recém-criada Coordenadoria de
Precatórios do Tribunal.
O setor possui estrutura semelhante ao de uma secretaria judicial, com
equipe formada por servidores do quadro efetivo do Judiciário, seguindo
recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Acompanhado dos juízes auxiliares da Presidência, José Nilo Ribeiro
Filho (coordenador de Precatórios) e Francisca Galiza, e do juiz titular
da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, João Santana Sousa, o
presidente avaliou o andamento das atividades do setor e conferiu dados
referentes a cerca de 4 mil processos envolvendo precatórios e
Requisições de Pequeno Valor (RPV), transferidos da Assessoria Jurídica
para a nova coordenadoria.
Está liberado para pagamento e à disposição dos credores, o valor
global de R$ 775.222,38 relativos a dívidas judiciais do Estado e de
municípios, até o ano de 2010. Dos 172 alvarás expedidos até o momento,
referentes a esse exercício, mais de 30 credores compareceram ao TJMA
para fazer o levantamento de documentos.
Somente do exercício 2011 há R$ 245.353.604,10 em precatórios de natureza geral ainda não pagos.
Para receber o valor a que tem direito, a parte credora deve se dirigir
à Coordenadoria de Precatórios, localizada no 1º andar do Tribunal de
Justiça (Praça D. Pedro II, Centro), onde será entregue o alvará. Munida
do documento, basta comparecer ao Banco do Brasil para levantar a
quantia.

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