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  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Deputados condenam trabalho escravo no Arraial do Governo do Estado

Caiu como uma bomba no plenário da Assembleia
Legislativa a existência de trabalhadores em condições análoga ao trabalho
escravo em um dos cartões postais da cidade em tempos de festas juninas: o Arraial
da Lagoa da Jansen.   
Os deputados Bira do Pindaré (PT), Othelino Neto (PPS/MD) e
Eliziane Gama (MD) condenaram a exploração de trabalhadores pela empresa contratada
pelo Estado para montar o arraial. É a primeira vez que uma ocorrência dessa
natureza é registrada em plena capital e logo numa atividade contratada pelo
Governo do Maranhão.
“É triste essa constatação! É muito triste para
nossa realidade e logo no arraial oficial da Lagoa que visa comemorar o São
João, celebrar as grandes manifestações folclóricas do estado, e por trás disso
o trabalho escravo. Isso depõe contra nós, depõe contra o Estado. Imagine um
turista que vem a São Luís acompanhar essas atividades com a informação de que
o arraial foi construído com trabalho escravo” lamentou Bira do Pindaré.
Bira explicou que o Código Penal Brasileiro, no
seu Artigo 149, tipifica claramente a redução de alguém à condição análoga de
escrava como crime. Ele destacou ainda que a constatação foi feita pelo
Ministério Público do Trabalho, instituição séria, respeitável, que juntamente
com a Polícia Federal esteve lá na localidade e constatou as infrações, a
ilegalidade repudiada pela sociedade.
Na avaliação de Bira o problema é sério e o Governo
do Maranhãoprecisa reparar a situação. O deputado petista recomenda que, de
imediato, a empresa tem que ser banida, não pode nunca mais contratar com o
governo do estado, porque trata-se de um crime de lesa humanidade.
“É preciso chamar o responsável pela condução do
arraial e dispensar todos eles, porque se há negligência por parte dos
responsáveis, eles têm que ser dispensados, é preciso que o governo tenha uma
posição austera em relação a isso. Inclusive eu quero lembrar que aqui nesta
Casa já tramitou um Projeto da minha iniciativa, que infelizmente a governadora
não sancionou, proibindo a contratação de empresas desse tipo, que exploram
trabalhadores à exaustão, que reduzem o trabalhador a condição de escravo, mas
infelizmente a governadora não sancionou”, condenou.
A presidente da Comissão de Direitos Humanos,
deputada Eliziane Gama (MD) lamentou o

caso e informou que a CDH acompanhará a
situação e fará os encaminhamentos necessários para que o caso não fique
impune.

Eliziane Gama relatou que 25 trabalhadores foram
resgatados, em São Luís, na tarde de segunda-feira (27), de condições análogas
à escravidão em ação conjunta do Ministério Público do Trabalho e Polícia
Federal. Segundo informações, os trabalhadores atuavam na construção do Arraial
da Lagoa e estavam sujeitos a condições precárias de trabalho. Além disto,
havia uma adolescente trabalhando no local.
“Temos levantado uma preocupação com os
dados do Maranhão referentes ao trabalho escravo, pois infelizmente o nosso
Estado capitaneia no Brasil, a exportação de mão de obra escrava nas suas mais
variadas modalidades. Muitos casos de trabalho escravo acontecem no interior do
Maranhão, em povoados mais distantes, inclusive em fazendas. Porém temos este
fato na capital com a notificação e vários agravantes, pois não é apenas a
notificação de uma empresa, mas uma ação do Ministério Público do Trabalho em
parceria com a Polícia Federal”, relatou.
Em aparte o deputado Bira do Pindaré (PT) sugeriu
que na próxima semana a Comissão de Direitos Humanos convide o Ministério
Público do Trabalho, a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego,
Convention & Visitors Bureau, Governo do Estado e empresa contratada para o
serviço para que o episódio seja esclarecido. “Este fato de maior gravidade
merece de nós toda a repulsa”, completou.
A presidente da comissão informou que tomará as
devidas providências, convidará as instituições envolvidas e também ouvirá os
25 trabalhadores.
“Precisamos ouvir em quais situações estes
trabalhadores foram chamados. Nossa comissão não pode calar, e nem ser omissa
nesta situação grave e séria. Tenho plena convicção que esta Casa não aceita e
nem admite uma atitude desta natureza”, finalizou.

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Código Mineral poderá trazer recursos para o Maranhão, anuncia Max Barros

O deputado Max Barros (PMDB), num contundente pronunciamento
nesta manhã de terça-feira (28), alertou a classe política maranhense para o
fato do Governo Federal, por meio do Ministério das Minas e Energia, está
elaborando o projeto do Código Mineral, que pode trazer recursos para o
Maranhão, provenientes da exploração de petróleo, ferro, bauxita e outros
minerais abundantes no Brasil.

Segundo Max Barros a ideia do Governo Federal é
semelhante ao que acontece hoje com a exploração do petróleo, onde os royalties
vão para os estados produtores, principalmente para o Pará e Minas Gerais.
“Temos que nos mobilizar, porque esses estados, de fato, merecem a maior parte
desses recursos que virão dos royalties do minério”, apelou.

Max adverte que os outros Estados corredores de
transporte de minério, como o Maranhão, sofrem um grande impacto com as
ferrovias, com o porto e com a infraestrutura. Barros acha que temo que dotar o
Maranhão, para alocar recursos e transportar esse minério, e uma parte maior
desses royalties deve ser alocada para os Estados considerados corredores de
transporte de minérios.

O deputado observa ainda que as prefeituras e as
próprias associações buscam as empresas Alumar e Vale, em busca de apoio
financeiro para os seus empreendimentos e municípios. Segundo ele, a situação é
complicada, porque a Vale e Alumar têm o poder de conceder esses recursos se
achar conveniente ou não.

De acordo com Max, por meio do Código Mineral as
empresas terão que repassar os recursos para a União. “É hora de brigarmos para
influenciar o projeto do Governo Federal, para que os royalties também sejam
liberados para os Estados corredores de transporte de minério. Aí, teremos, por
lei, recursos das empresas para o Maranhão, sem necessidade pedirmos”, afirmou.

MOBILIZAÇÃO

No pronunciamento, Max Barros apelou ao presidente
da Assembleia, deputado Arnaldo Melo (PMDB), para promover uma mobilização
entre todos os deputados, influenciar a elaboração do projeto do Governo
Federal, e garantir o repasse dos royalties para os estados corredores de
transporte.  “Essa Casa tem que se mobilizar, porque depois do leite
derramado não adianta”, opina.

Em aparte, os deputados Bira do Pindaré (PT) e
Manoel Ribeiro elogiaram o pronunciamento de Max. Bira sugeriu a realização de
uma audiência pública para discutir o projeto com as partes envolvidas na
questão. Já o deputado Manoel Ribeiro sugeriu que a Assembleia convide o corpo
técnico da Vale e os prefeitos dos municípios cortados pela Estrada de Ferro
Carajás para discutir o projeto.      

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Presidência da República recebe pedido formal de investigação de denúncia contra a Vale

Jornal Vias de Fato

 
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
(MST) e a Rede Justiça nos Trilhos cobram investigação e resposta do governo
brasileiro quanto as graves denúncias de espionagem contra a empresa Vale S.A.
As organizações estarão em Brasília nesta terça-feira (28), na companhia de
representantes de organizações brasileiras e internacionais, para entregar um
pedido formal de investigação.
Uma comissão levará os pedidos à Presidência da
República, ao Ministério da Justiça, ao Ministério de Direitos Humanos, à
Procuradoria-Geral da República, à Procuradoria-Geral do Trabalho, à
Direção-Geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e às presidências da
Câmara e do Senado. Os encontros começam às 10h, quando o grupo se reunirá com
parlamentares na sede da Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa do Senado.
“No último período, intensificou-se a perseguição e
ameaças de morte a dirigentes, principalmente no estado do Pará. Também há
casos de processos judiciais, pelo simples fato de organizar os trabalhadores
que são atingidos pela exploração mineral da Vale do Rio Doce. O Governo
brasileiro tem que se posicionar a respeito desta grave situação”, afirma
Francisco Moura, integrante da coordenação nacional do MST.
No Parlamento, a comissão de representantes das
organizações apresentará os comunicados e cartas assinadas por dezenas de
outras entidades, como a Federação Internacional de Direitos Humanos, a
Organização Mundial contra a Tortura e a Frontline.
Para o padre Dario Bossi, da Rede Justiça nos
Trilhos, não há nada que justifique a falta de ação do governo brasileiro no
caso, uma vez que as denúncias se acumulam, inclusive com suspeitas de
cumplicidade do Estado. “Há indícios de participação de agentes da Abin no
esquema de espionagem. Agora, cabe ao governo cumprir seu papel de fiscalizador
das ações ilegais, assim como de defensor de seus cidadãos. Apesar das
denúncias terem saído há mais de um mês, nada foi feito até agora”.
As acusações, divulgadas pela imprensa desde o dia
20 de abril, partiram de um ex-gerente de inteligência da mineradora e
denunciam a quebra ilegal de sigilo telefônico e bancário bem como acesso
irregular a dados do Infoseg (sistema que reúne informações de segurança
pública, justiça e fiscalização) e da Receita Federal de jornalistas,
trabalhadores, ambientalistas e membros de organizações sociais. Além disso, a
empresa também foi acusada de infiltrar agentes na Rede Justiça nos Trilhos e
no MST para monitorá-las.
(Rede Justiça nos Trilhos com informações da
Assessoria de Imprensa do MST)

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Simplício Araújo justifica apoio à CPI da Funai

O deputado federal Simplício Araújo (PPS/MD) emitiu, nesta
manhã de terça-feira (28), nota de esclarecimento sobre a sua assinatura no
requerimento que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito
para investigar denúncias contra a Funai (Fundação Nacional do Índio).  
Parlamentar defensor dos direitos das minorias,
Simplício disse que tomou a iniciativa de apoiar a investigação em função da
Funai se negar constantemente a fornecer informações solicitadas pela Comissão
da Amazônia, da qual faz parte.
A nota de esclarecimento do parlamentar da esquerda
maranhense foi motivada por manifestações de quilombolas, através do jornal
Vias de Fato, condenando os deputados que assinaram a CPI da Funai.
                                      NOTA DE ESCLARECIMENTO
Faço parte da Comissão da Amazônia na Câmara dos
Deputados e por diversas vezes a referida comissão convidou a FUNAI para
participar de audiências públicas. Em nenhuma das oportunidades a fundação
enviou representantes ou justificou as ausências.
Com relação a minha assinatura para a instauração
da CPI da FUNAI, assinei e assinaria quantas vezes fosse necessário visto a
FUNAI ter ignorado solenemente todos os convites feitos pela Comissão da
Amazônia, ter ignorado a Câmara dos Deputados para debater justamente os temas
expostos na matéria postada no site. Os problemas existem e nada melhor que o
debate para esclarecer as dúvidas e conflitos que existem sobre o tema.
Sempre pautei minha atuação parlamentar na defesa
dos direitos da minoria, no diálogo e sempre buscarei, com os debates, a melhor
solução para qualquer conflito que venha a existir seja em âmbito nacional,
seja no âmbito estadual. Meu posicionamento poderá ser verificado nas votações
e requerimentos de minha autoria nas comissões das quais faço parte e também em
minhas votações no plenário.
Simplício Araújo
Deputado Federal

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

MPF propõe ação de improbidade contra ex-prefeito e secretária de Mata Roma

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), por meio do procurador da
República Juraci Guimarães Júnior, moveu ação de improbidade administrativa
contra o ex-prefeito de Mata Roma/MA, Lauro Pereira de Albuquerque (2005 a
2008), e a secretária de finanças do município, Maria das Graças Marques de
Almeida, por irregularidades na aplicação de recursos do Fundo Nacional de
Saúde (FNS). A Construtora Talento Ltda. e o seu sócio-gerente, Altair Claudino
da Silva, também foram acionados por contribuírem com os gestores no desvio de
verba repassada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). As fraudes
ocasionaram um prejuízo de quase R$ 300 mil aos cofres públicos.
Em
2005, o município firmou convênio com a Funasa para a implantação de sistemas
de abastecimento de água nos povoados de Taboquinha, São Lourenço e Olho
D’água, porém, em apuração feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) foi
identificada a simulação dos procedimentos licitatórios para contratação da
empresa – artifício utilizado para encobrir a contratação direta -, os serviços
contratados não foram executados em sua totalidade, e os recursos federais
foram todos sacados das contas específicas.
Em
vistoria feita no local, a Funasa detectou que os sistemas de abastecimento de
água dos povoados de Taboquinha e São Lourenço não foram completamente
executados, e, no povoado de Olho D’água, não houve obras, apesar do pagamento
total do serviço para a Construtora Talento Ltda. Outro convênio firmado com a
Funasa para a construção de 45 módulos sanitários no povoado de Lagoinha, que visavam
a melhoria sanitária da região, também não teve seus serviços completamente
executados, e, das unidades que foram entregues, os moradores arcaram com
alguns custos da construção.
A
CGU apontou, ainda, que a prefeitura de Mata Roma forjou o processo licitatório
para a aquisição de Unidade Móvel de Saúde, com recursos de convênio firmado
com o FNS.
Para
o procurador da República Juraci Guimarães, o então prefeito Lauro Pereira de
Albuquerque era o ordenador das despesas de 2005 a 2008 e, com as práticas,
coordenou o desvio dos recursos. “Do mesmo modo, a secretária de finanças Maria
das Graças, assinou e endossou os cheques nominais à prefeitura, o que
possibilitou o saque dos recursos das contas específicas”, disse.
Na
ação que tramita na 6ª vara da Justiça Federal do Maranhão, o MPF/MA pede a
condenação dos ex-gestores, da empresa e do sócio, nas penas previstas na Lei
de improbidade administrativa (ressarcimento integral do dano, perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de
multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial, proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, além da perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio).

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2013

Câmara de Governador Nunes Freire concede título de cidadão a Flávio Dino

A Câmara Municipal de Governador
Nunes Freire aprovou, nesta segunda-feira (27), Projeto de Resolução, de autoria
de um grupo de vereadores, concedendo título de cidadão ao presidente da Embratur
e pré-candidato ao Governo do Maranhão em 2014, ex-deputado Flávio Dino.
Os vereadores que concederam a
honraria vão agora acertar a data em que acontecerá a entrega do título que
fará de Flávio Dino Cidadão Honorífico de Governador Nunes Freire.
A assessoria do presidente da Embratur
informou que ele recebeu com muita satisfação a aprovação do título pela Câmara
e anunciou que vai acerta com os autores da proposição o dia em que acontecerá
a entrega do documento.
Dino deve aproveitar o dia em que
a Câmara promoverá a solenidade para instalar na região mais uma rodada de
debates do movimento “Diálogos pelo Maranhão”, a exemplo do que ocorreu em
Caxias e Chapadinha.  

  • Jorge Vieira
  • 27/maio/2013

Bairros recebem operação de limpeza de rua

As equipes realizam trabalho de capina em atuação nos bairros

Os bairros
do Olho d´Água, São Francisco, Renascença, Calhau, Lagoa e Ponta d´ Areia
receberam os serviços da Operação Rua a Rua, iniciada nesta segunda-feira (27),
pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria de Obras e Serviços
Públicos (Semosp).
Os
trabalhos atenderão 100% das vias e logradouros da área urbana de São Luís.
Para a operação, a cidade foi dividida em quatro áreas (A, B, C e D). Além das
ações de limpeza, a Prefeitura também está implementando políticas de
conscientização junto à população.
Neste
primeiro momento será atendido o setor A, que abrange um total de 106 bairros
da capital com extensão de 546,34km. Nos locais, as equipes realizam trabalhos
de capina, roçagem manual e mecanizada, raspagem, coleta e remoção de resíduos
e pintura de meio-fio.
Segundo o
secretário da Semosp, José Silveira, a meta de atuação na área cumpre uma
programação de execução de 17 dias. Ele reforçou, ainda, a importância da
participação da comunidade na reunião de entulhos e demais materiais
inservíveis, o que contribuirá para o resultado positivo da ação.
“Nós
iremos sair daqui depois que tudo esteja em ordem. Queremos conscientizar a
população para nos ajudar, conversando, colocando os inservíveis nas calçadas
para que seja coletado corretamente pelas nossas equipes”, reforçou o
secretário.
SAIBA MAIS
A Operação
Rua a Rua envolve 650 agentes de limpeza e atenderá 3.124 ruas, somando o total
de 2.160 km de vias. As equipes percorrerão as quatro áreas dentro de um
planejamento rigoroso elaborado pela Semosp, em conjunto com a empresa São Luís
Engenharia Ambiental (SLEA), responsável pela limpeza pública na cidade. A
operação é uma ação complementar aos trabalhos de limpeza realizados pela
Prefeitura e tem duração de 60 dias.

1 2.383 2.384 2.385 2.386 2.387 2.809

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