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  • Jorge Vieira
  • 28/out/2013

Com dificuldade de se renovar, clã Sarney vive crise no Maranhão

IG – Por
Wilson Lima
– enviado a São Luís

Envelhecido,
grupo político que orbita em torno da família Sarney perde força no Estado e já
trabalha com perspectiva de derrota nas urnas em 2014

Após
aproximadamente 50 anos de domínio no Maranhão, a família Sarney vive uma crise
sem precedentes no Estado. Pela primeira vez em toda a sua história, o clã
tenta reverter um quadro político desfavorável, faltando cerca de um ano para
as eleições estaduais. Com dificuldade de se renovar e atrair novos quadros, o
grupo ainda não encontrou a receita para manter o controle do capital político
que começou a construir ainda na década de 60.
Nos
bastidores, até mesmo os aliados mais próximos da família Sarney admitem que o
grupo está perdido no que se refere à montagem de uma estratégia que permita
derrotar seu principal adversário, o presidente da Empresa Brasileira de
Turismo (Embratur), Flávio Dino. Pré-candidato ao governo do estado pelo PCdoB,
Dino aparece em pesquisas internas com pelo menos 60% das intenções de voto.
O
senador José Sarney e a filha Roseana, governadora do Maranhão
Independentemente
do resultado das eleições de 2014, os Sarney não têm um “herdeiro político”
natural para manter a família no poder por muito tempo. Os próprios aliados
admitem, em caráter reservado, que “o grupo envelheceu”.
Quadros
importantes da família Sarney devem deixar a cena política a partir do ano que
vem, seja pelo desgaste com a opinião pública local ou por conveniência
pessoal. A própria Roseana Sarney (PMDB), ex-senadora e atual governadora do
Maranhão, por exemplo, vive um dilema. Até agora, ela não decidiu se irá se
dedicar a uma eventual candidatura ao Senado ou se vai encerrar a carreira
política.
Cansada
e com a saúde desgastada, Roseana vem reiterando a interlocutores que não
gostaria de se submeter a mais uma eleição. Seu marido, Jorge Murad, conforme
informações de pessoas próximas à família, também a pressiona a deixar os
palanques em 2014.
A
insistência para que ela se lance ao Senado parte basicamente de seu pai, o
ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Ele enxerga nessa possibilidade a única
chance de uma sobrevida política, tanto para a filha quanto para o clã. Mesmo
assim, uma sobrevida enfraquecida conforme os aliados. Roseana é tida como a
última figura carismática capaz de manter a união do grupo no Maranhão. Os
aliados acreditam que, em Brasília, na condição de senadora, ela não teria
condições de manter a articulação política capaz de sanar os costumeiros
choques de interesses internos de integrantes do clã no Estado.
A
interlocutores, Roseana também tem dito que só deixaria de fato o cargo de
governadora para se candidatar ao Senado se conseguisse articular a eleição
indireta de Luís Fernando Silva (PMDB), secretário de infraestrutura do Estado,
no início do ano que vem. Silva foi escolhido por Roseana como candidato do
governo para enfrentar Dino na disputa ao governo do Estado em 2014. A manobra
para uma eventual eleição indireta de Silva foi antecipada pelo iG , em setembro.
Herança
A
avaliação que existe hoje na família Sarney é a de que outros possíveis
herdeiros não têm cacife suficiente para conseguir manter o domínio da família
no governo do Estado. O deputado federal Sarney Filho (PV-MA), Zequinha, se
lançará ano que vem mais uma vez a uma cadeira na Câmara. E o ministro de Minas
e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), tem dito que quer apenas concluir seu
mandato como senador e encerrar a vida política.
Entre
os aliados, Zequinha é visto como “eterno deputado federal” e, segundo
interlocutores, lhe falta carisma e força política para encarar uma disputa
para o governo do Estado, por exemplo. Sarney Filho nem tem apoio nem mesmo dos
sarneístas em uma eventual disputa majoritária.
Lobão
chegou a ser sondado como candidato ao governo para o ano que vem e sempre foi
apontado como o nome mais forte do grupo para uma disputa contra Dino.
Preterido por Luís Fernando Silva, Lobão ainda é apontado como um “plano B” do
clã caso o secretário de Roseana não consiga decolar na disputa contra Dino no
ano que vem.
Existem
duas versões para a desistência de Lobão na disputa pelo governo do Maranhão em
2014. A primeira: o ministro de Minas e Energia abdicou de uma eventual
candidatura por cansaço pessoal e para não criar uma crise interna no grupo.
Outras fontes afirmam que a história é completamente diferente. Apoiado por
José Sarney, o nome de Lobão teria sido vetado pelo marido de Roseana, Jorge
Murad.
Nos
bastidores, fala-se que, em um eventual mandato de Lobão ao governo maranhense,
quem daria as cartas no Estado seria Edison Lobão Filho (PMDB-MA), hoje
mantenedor da cadeira do pai no Senado.
Sem
apoio de Roseana, Lobão também deve se eximir de trabalhar por Silva na disputa
do ano que vem. Aliados da família, no entanto, dizem que Lobão ainda tem boas
chances de ficar na corrida, caso Silva não consiga atingir pelo menos 20% das
intenções de votos até março de 2014.
Independentemente
de ser candidato ou não, Lobão quer encerrar a carreira política em 2018,
quando termina seu último mandato como senador. Edinho Lobão, idem. O filho do
ministro fala a interlocutores que deixa a cadeira do Senado caso o pai
reassuma o cargo ou em 2018, ou caso o ministro de Minas e Energia não volte à
Casa. Edinho Lobão diz que ganha mais trabalhando por suas empresas no Maranhão
que disputando cargos eleitorais. “É cansativo. A minha família sofre muito com
esse translado Brasília x São Luís. São quatro dias fora de casa semanalmente.
É complicado”, admitiu Lobão Filho ao iG
.
Outro quadro
da família Sarney que poderia ser uma esperança de sobrevida do clã no Estado,
Adriano Sarney, neto de Sarney, também custa a ser visto como herdeiro político
forte e não tem a bênção da tia, Roseana. Adriano participará da primeira
eleição em 2014, como candidato a deputado estadual. Mas nos bastidores,
especula-se que ele deve seguir o mesmo destino de Zequinha Sarney.
Mudanças
Tanto
aliados quanto adversários admitem que a eleição de Jackson Lago (PDT), em
2006, que teve seu mandato cassado três anos depois, foi o primeiro indício de
uma mudança de mentalidade do eleitorado maranhense. Agora, líderes sarneístas
e de outras correntes políticas locais afirmam que o Estado vive um sentimento
inédito de mudança, que deve se refletir radicalmente nas urnas em 2014.
“A própria
classe política, que sempre baixou a cabeça para o grupo, tal poder que eles
têm, já começa a duvidar que esse poder vá continuar”, alfinetou José Reinaldo
Tavares (PSB), ex-governador do Maranhão e ex-aliado dos Sarney. “Há um
enfraquecimento do ponto de vista político também. Pela primeira vez, há o
maior número de prefeitos eleitos pela oposição e alguns deputados ligados
historicamente ao grupo Sarney iniciam um processo de desfiliação”, diz o líder
da oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão, Rubens Pereira Júnior
(PCdoB).
Nas
pesquisas internas, encomendadas pelos principais candidatos, o cenário aponta
que Dino tem aproximadamente 60% das intenções de voto, contra 15% de Luís
Fernando Silva. Nas pesquisas espontâneas (quando o eleitor não é estimulado a
apontar nome de um candidato), Dino aparece com 40% das intenções de voto;
Silva, não passa dos 5%.
Conforme
políticos locais, esse sentimento de mudança tem sido corroborado por falhas
graves na administração Roseana. Reeleita em 2010 com a promessa de fazer “o
melhor governo da vida”, Roseana é cobrada por problemas crônicos no Estado,
como a explosão da violência – principalmente na capital, São Luís -,
deficiência na saúde, atrasos de obras e o não cumprimento de promessas de
campanha.
Em
comparação com 2012, por exemplo, o número de homicídios em São Luís cresceu
23% nos nove primeiros meses do ano conforme dados da Secretaria de Segurança
Pública do Estado (SSP-MA). Desses nove meses, oito foram marcados por recordes
históricos mensais do número de assassinatos.
Algumas
obras do governo do Estado arrastam-se por anos a fio, como uma avenida chamada
Via Expressa, em São Luís, uma das principais promessas de campanha de Roseana.
A avenida, cujo projeto é ter 9 km de extensão, começou a ser construída em
abril de 2011 e deveria ter sido inaugurada em setembro do ano passado, em
comemoração aos 400 anos da capital maranhense. Inicialmente prevista em R$ 109
milhões, a obra já teve suplementação orçamentária de R$ 7 milhões e prazo
dilatado para o final de 2013. Dos R$ 116 milhões que serão gastos na obra, R$
20 milhões foram alocados pelo Ministério do Turismo.
Máquina governamental
Mesmo
em desvantagem nas pesquisas e tendo que defender um governo com tantos
problemas, tanto sarneístas quanto oposicionistas reconhecem que, se a derrota
nas urnas de fato ocorrer, não irá necessariamente significar uma derrota
definitiva do clã Sarney.
A
frase dita tanto por membros do governo, quanto pela oposição é que, desde
quando Sarney assumiu Maranhão, nunca um candidato do governo perdeu um
processo eleitoral. “Quem tem a máquina administrativa, sempre fez seu
sucessor” é o mantra repetido nos corredores do Palácio dos Leões, sede do
governo do Maranhão. “O grupo vê (as eleições de 2014) com um otimismo que me
assusta. Eu vejo com moderação. Mas a história mostra que quem detém o poder,
detém votos”, admite o líder do governo Roseana na Assembleia Legislativa,
César Pires (DEM).
“O
nosso medo para o ano que vem é quanto a possíveis abusos da máquina
administrativa do Estado. Por isso que estamos vigilantes desde agora”, afirma
Rubens Júnior. “Eu acho que esse discurso do fim do ciclo, o povo do Maranhão
tem escutado já há muitos anos”, avalia o líder do PMDB na Assembleia
Legislativa do Maranhão, deputado Roberto Costa. “O que o povo do Maranhão tem
mostrado na hora da eleição é completamente diferente do que pensa a oposição.
É dando o direito de nós continuarmos fazendo um governo pelo povo do
Maranhão”, complementa Costa.

  • Jorge Vieira
  • 28/out/2013

Mais concorrência para menores preços

Flávio Dino

Nas últimas semanas, na condição de presidente da Embratur, tenho
alertado a sociedade, por meio do debate realizado no governo, no Congresso
Nacional e na imprensa, sobre a necessidade de superarmos o aumento arbitrário
e abusivo de preços no setor do turismo, especialmente no que se refere às
tarifas de passagens aéreas.
Um passo positivo para o enfrentamento do problema foi a criação, por
ordem da presidenta Dilma, de um comitê interministerial para monitorar os
preços fixados pelas empresas aéreas, pela FIFA/Match e pelos hotéis durante a
Copa do Mundo 2014. Esta semana, o Comitê, do qual a Embratur faz parte, vai se
reunir com as companhias de aviação para tentar entender o motivo de alguns
desejarem cobrar, por um trecho Rio-São Paulo, mais do que uma viagem aos
Estados Unidos ou à Europa.
Sustento que não há dados objetivos que justifiquem esses preços
estratosféricos. Não há nenhum custo das empresas que tenha tido aumento em patamar
semelhante nesse período. A tributação não aumentou, ao contrario: houve
desoneração tributária. Mesmo que se considere a desvalorização do real, esta
não possui impactos tão elevados, e é importante lembrar que durante mais de
uma década a sobrevalorização da nossa moeda beneficiou as companhias aéreas.
Então, caracterizadas práticas abusivas, é claro que o governo federal
não pode aceitá-las passivamente. O nosso país tem Constituição, Código de
Defesa do Consumidor e Lei de Defesa da Concorrência, e cabe ao governo
garantir o cumprimento dessas normas.
Essa questão dos preços pode inviabilizar importantes resultados que
esperamos ao investir bilhões de reais para criar as condições de realização da
Copa do Mundo 2014. Todos esses recursos servem para garantir a megaexposição
do país com a competição. Em médio e longo prazo, essa exposição deve aumentar
o fluxo de turistas ao Brasil, ativando um setor da economia que hoje responde
por mais de 3% do PIB e emprega 10 milhões de pessoas.
Contudo, se o turista que vier ao Brasil para a Copa se sentir lesado,
não só terá dúvidas em retornar, como transmitirá sua avaliação negativa a
familiares e amigos, inclusive via redes sociais, que hoje alcançam bilhões de
pessoas no mundo. Além disso, o que dirão os 20.000 jornalistas que cobrirão o
evento? Ou seja, ações preventivas imediatas são essenciais para evitar um
estrago que os futuros governos demorariam décadas para consertar.
Acredito firmemente que temos todas as condições para realizar a melhor
Copa de todos os tempos, uma grande festa para o mundo, – mas temos de fazê-lo
sob um regime de preços que seja razoável e decente. Afinal, seria inusitado
que um dos “legados” da Copa fosse um crescimento da inflação em desfavor de
todos os brasileiros.
Infelizmente, já agora, para as festas de fim de ano, estamos
testemunhando efeitos perversos do desequilíbrio entre oferta e demanda, a raiz
do problema dos preços abusivos praticados em alguns segmentos da economia do
turismo.
Diante desse quadro, temos que ter o espírito aberto para debater
soluções criativas, que aumentem a concorrência no mercado da aviação,
inclusive com a oferta de voos regionais, conduzindo a preços razoáveis. Isso
seria possível com a permissão para que outras empresas estrangeiras atuassem
em rotas dentro do país. A medida foi adotada há alguns anos na União Europeia,
com ótimos resultados para os usuários, reduzindo custos e aumentando a oferta.
Por que não fazer o mesmo com os países da UNASUL ou mesmo da Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa?
Outra solução possível, que foi aprovada pelo Congresso Nacional quando
da votação da Lei da ANAC, é estabelecer tetos tarifários, para evitar tarifas
disparatadas, de R$ 6 mil ou R$ 7 mil em trechos nacionais, que lesam os
consumidores e produzem danos de imagem que fazem diminuir a vontade de viajar
pelo país. Não existe legalmente uma liberdade tarifária absoluta, justamente
porque se cuida de um serviço publico. Ademais, o IBGE registra o grande
crescimento nos preços das passagens aéreas desde 2005, muito superior à
inflação acumulada do período.
O certo é que são necessárias medidas para corrigir esses problemas e
garantir o sucesso da Copa, mantendo a trajetória de ascensão da entrada de
turistas e divisas em nosso país. Até 2017, estaremos decidindo o destino da
economia do turismo no país nas próximas décadas. É fundamental que
aproveitemos a oportunidade para consolidar uma imagem de destino turístico
competitivo e honesto. O turismo, além de ser parte do direito ao lazer, é uma
poderosa fonte de negócios, emprego e renda – por isso deve ser acessível a
todos.

  • Jorge Vieira
  • 28/out/2013

Plebiscitos devem frear criação de novos municípios

EDUARDO
SCOLESE

 
Isolamento. Esse é o principal argumento de distritos e vilarejos que querem
se transformar em municípios.
 
Abaixo, dois exemplos:
1) Em
Uruçuí, no Piauí, existe uma comunidade formada basicamente por produtores de
soja chamada Vila Nova Santa Rosa.
Caso um
deles precise dar um pulo na prefeitura ou procurar pessoalmente algum
vereador, por exemplo, terá de rodar 180 km numa estrada de terra, num
trajeto de cerca de três horas sempre dentro do mesmo município.
É como se
um morador de São Paulo precisasse se deslocar até Campos do Jordão para
pegar a segunda via de um boleto de IPTU. Gasto de tempo e de dinheiro.
2)
Situação semelhante, e com os mesmos sentimentos emancipatórios, vive o
distrito de Roda Velha, no município baiano de São Desidério.
São 130 km
da zona urbana da cidade até o distrito, rico em produção de soja e de
algodão e que alavanca o município à posição de maior PIB agrícola do país.
Em Roda
Velha só há posto de saúde. Numa emergência é preciso percorrer a distância
entre Recife e João Pessoa até o hospital no centro da cidade. De novo,
gastos com tempo e dinheiro.
Essas duas
realidades seriam bons argumentos para desmembrar o distrito e criar um
município, uma nova prefeitura, novas secretarias, uma nova Câmara e, claro,
novas vagas para vereadores.
Uma nova
cidade em tempos de prefeituras falidas, dependentes de esmolas dos governos
estaduais e do Planalto e sem dinheiro até para pagar seus funcionários.
Mas essas
justificativas à parte, o que mais move campanhas de emancipação é a simples
ambição política.
Vereadores,
opositores do prefeito e outros líderes comunitários enxergam na criação de
uma nova cidade a oportunidade de, enfim, assumir uma prefeitura. Isso não
mudará com a sanção presidencial das novas regras para criação de municípios
aprovadas no Congresso.
O que pode
acontecer agora, sim, é uma adaptação dos políticos às novas regras. Elaborar
um estudo de viabilidade, convencer os deputados da Assembleia e arregimentar
assinaturas para iniciar o processo não é tarefa das mais difíceis para quem
busca a “chefia” local.
Essa
adaptação, aliás, faz parte da história do país.
Já no
final do Império e em especial na República Velha (1889-1930), os chamados
“coronéis”, até então acostumados a conseguir os votos na base da
violência, tiveram de iniciar um processo de negociação quando os eleitores
descobriram que poderiam, sim, escolher os candidatos.
Em troca
do voto, os mandões locais se adaptaram: cederam à barganha e ofereceram
favores aos eleitores, desde as antigas dentaduras até as atuais
“carradas” de água para encher as cisternas.
Um único
item da nova regra, porém, deve frear a criação de novas cidades. A etapa
final do processo, o plebiscito, terá os votos tanto dos eleitores do
distrito como daqueles prestes a perder um pedaço de seu município.
O recente
plebiscito para a divisão do Pará em três Estados mostrou isso. A população
majoritária do Estado de origem pesou para rejeitar a criação do Tapajós e
Carajás.
Nos dias
de hoje, para um distrito ter mais votos do que a cidade de origem é preciso
algo excepcional, como quando a vila de Tabuleiro Grande explodiu em população
com a presença do padre Cícero, se emancipou do Crato e virou a Juazeiro do
Norte.

  • Jorge Vieira
  • 28/out/2013

Doa-se terreno na 2ª cidade mais pobre do país

Folha de São Paulo 


Doa-se
terreno para quem quiser morar na cidade com o segundo pior indicador de
desenvolvimento humano do Brasil. O próprio prefeito de Fernando Falcão (MA),
Adailton Cavalcante (PMDB), faz a publicidade da ideia. “Meu pai foi o
prefeito anterior e comprou a área.”
A maioria
dos 9.783 habitantes vive na zona rural e depende da agricultura familiar ou do
emprego oferecido pela prefeitura e pelo governo para sobreviver.
Somente o
município emprega 300 pessoas. Também é de dependência a relação do caixa da
prefeitura com as transferências de recursos estaduais e federais.
Fernando
Falcão arrecada pouco com as também escassas empresas na cidade, entre elas um
posto de combustível, dois restaurantes e duas lojas de motocicletas.

médicos duas ou três vezes por semana, trazidos de Barra do Corda, de onde se
desmembrou a cidade.
A posição
de segunda cidade mais pobre do país não tira do prefeito a certeza de que se
separar foi a melhor opção.
“Está
300% melhor”, disse Cavalcanti. “Antes tinha casa de palha, agora tem
casa certinha [de alvenaria], água encanada. Energia elétrica também. A gente dependia
de motor [para energia].”
Terra de
forasteiros mineiros, paulistas e até catarinenses, caso do atual prefeito,
Walmir Guse (PR), a cidade de Conquista d’Oeste (MT) saiu do patamar de IDH
muito baixo (até 0,500) em 2000 para, dez anos depois, estar entre as cidades
com IDH alto (entre 0,700 e 0,799).
A
cabreúva e o mogno, espécies hoje extintas que atraíram madeireiros à região,
deram lugar à pecuária.
“Talvez
por ser uma cidade nova, começando do zero a administração, se consegue superar
melhor os problemas”, disse o prefeito.

  • Jorge Vieira
  • 27/out/2013

Oportunista, Roseana quer pegar carona na conquista do Sampaio

A nota da governadora Roseana Sarney sobre a classificação do Sampaio para a Série B do Campeonato Brasileiro é de um oportunismo de fazer inveja ao lendário personagem criado por Dias Gomes, o famoso Odorico Paraguaçu.
Só agora Roseana lembrou de “reforçar o apoio” ao futebol maranhense. Na nota, a governadora cita ações do Programa Viva Nota. Mas, esqueceu ou não quis dizer que o tal programa praticamente inexistiu para o futebol em 2013.
O programa entrou em campo apenas nas partidas finais do Campeonato Maranhense entre MAC x Imperatriz. No Brasileiro da Série C, teve atuação relâmpago. Só o jogo entre Sampaio x CRB-AL com 10 mil ingressos liberados para os torcedores.
O Viva Nota tem sido tão insignificante que o presidente do Sampaio, Sergio Frota, recusou os 10 mil ingressos oferecidos pelo governo para o jogo entre Sampaio x Macaé. Argumentou ser irrisório o valor do repasse, além de levar meses para o clube receber o dinheiro.
Na Taça Cidade de São Luis apenas outros dois jogos foram contemplados com o Viva Nota (Moto x MAC e Moto x Cordino). O programa governamental já foi criticado até pelo presidente do Moto, radialista Roberto Fernandes, na própria rádio da governadora. Um pífio desempenho!
Talvez isso explique o fato da governadora parabenizar apenas jogadores e comissão técnica do Sampaio. Na esdrúxula nota, ela faz questão de não lembrar exatamente daqueles que foram esquecidos pelo governo o ano inteiro, embora sejam tão importantes quanto atletas e técnico: a torcida boliviana, que apoiou o time em todos os jogos da competição nacional e sua diretoria, principalmente o presidente Sergio Frota, abnegado dirigente que tem arcado quase que solitariamente com as despesas do clube.
Ao que parece a governadora além de oportunista fez como aqueles torcedores de times derrotados, que esperam seus adversários sofrerem revezes para vibrarem com vitoria alheia. No dialeto da torcida isto tem denominação própria.
Mas, pelo visto o que parecia mais uma jogada de puro oportunismo político pode resultar em mais um gol contra do “melhor governo da vida de Roseana”, que, segundo as pesquisas, será rebaixado em 2014 pela população maranhense.

  • Jorge Vieira
  • 27/out/2013

Oposição unida, cada vez mais

Uma reunião realizada na noite da última sexta-feira
dissipou quaisquer dúvidas acerca de divisões no seio da oposição maranhense ao
domínio político do grupo Sarney. Presidentes, parlamentares e lideranças de
vários partidos reafirmaram o firme propósito de marcharem unidos na importante
disputa do ano que vem.

Integrantes do PCdoB, PTC, PROS, SDD, PDT, PSB, PP,
membros do PT, militantes do PPS e dirigentes de entidades dos movimentos
sociais avaliaram que a unidade da oposição é fundamental para que “não se
frustre o sentimento de renovação e mudança que está muito forte no coração do
povo maranhense”, conforme relatou um dos participantes da reunião.
Os partidos definiram que realizarão reuniões
periódicas para debater formação de chapas proporcionais, definir linhas de
campanha, elaborar programa de governo e reforçar a unidade que desembocará
numa ampla coalizão partidária em torno da pré-candidatura de Flávio Dino ao
governo do Maranhão.
Mais uma vez a oposição demonstra seu grau de
amadurecimento. As lideranças sabem que a divisão da oposição é a esperança que
resta ao grupo Sarney para chegar aos 50 anos de hegemonia política no estado.

  • Jorge Vieira
  • 26/out/2013

“A emoção deste momento está na mensagem que cada um trouxe”, diz Flávio Dino aos novos filiados

A ideia
que uniu todos os novos filiados ao PCdoB na noite da última sexta (25) foi a
contribuição na construção de uma nova realidade para o Maranhão. Com a
presença de Flávio Dino, deputados, vereadores, dirigentes partidários e de
movimentos populares, dezenas de lideranças sociais e populares ingressaram no
PCdoB com o intuito de somar esforços para superar os problemas sociais do
Maranhão.

O momento
de festa para a recepção de novos filiados foi também de reflexão para todos os
representantes do PCdoB que estiveram presentes na sede estadual do partido
para saudar os novos camaradas.
“Ouvimos
aqui palavras que nos motivam a continuar construindo um caminho de mudança
para o Maranhão. E a beleza deste momento está exatamente naquilo que não pode
ser visto, na emoção de cada palavra que aqui foi dita, na mensagem que cada um
de nossos novos filiados traz. Em tudo isso fica a certeza de que trabalhar a
partir de valores como a Igualdade, a Democracia e o Desenvolvimento para todos
é o caminho correto,” destacou Flávio Dino.
Com
diálogo aberto, apresentando a todos os filiados a possibilidade de propor
novos debates, acrescentar na vida partidária e apostando na contribuição que
cada um dos novos filiados poderão trazer é que o PCdoB tem se firmado como um
dos partidos que mais cresce no Maranhão.
Para o
presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, as adesões ao PCdoB decorrem da
abertura que o partido tem para o diálogo e do sentimento de esperança que há
no projeto de transformação da realidade do Maranhão, através de propostas
consistentes debatidas amplamente com toda a população do Maranhão através do
movimento Diálogos pelo Maranhão.
“A tarefa
de mudar o Maranhão não é construída por um partido sozinho, mas a força e a
representação que cada um de vocês traz fortalecem todo o projeto. Fico feliz
ao ver a imensa qualidade dos que chegam ao nosso partido e mais ainda em
perceber que há em cada um o compromisso de trabalhar por um Maranhão melhor,”
disse Jerry.
Para
mudar o Maranhão
Um dos
novos filiados ao PCdoB é Joãozinho Ribeiro. Fundados da Sociedade Maranhense
de Direitos Humanos e com intensa participação nos movimentos pela restauração
da Democracia no Brasil, Joãozinho Ribeiro fez um discurso emocionado ao se
filiar ao PCdoB na noite desta sexta.
“Há muito
tempo não falo em público durante um evento político (…) Estou aqui porque
escolhi um projeto para a minha vida, o projeto de trabalhar para mudar a vida
das pessoas para melhor,” disse. 
Segundo
Joãozinho Ribeiro, a concepção da palavra “mudança” está incomodando poderosos
que quer a permanência do modelo político que privilegia poucos e relega muitos
à extrema pobreza.
Já o
professor e historiador Johnatan Almada, que também se filiou ao partido, citou
Salvador Allende para traduzir o momento de emoção que vivia. “Em tom de
esperança, Allende disse: Um homem novo vai se erguer e construir uma sociedade
nova. E é isso que estamos fazendo, juntos com todo o povo do Maranhão,”
completou. Johnatan fez parte do Conselho Editorial do livro “Governo Jackson –
o Legado”, editado pelo Instituto Jackson Lago.
Para o
advogado Duarte Jr, a escolha da filiação ao PCdoB representa uma escolha pela
participação em um projeto pautado em verdadeiras políticas públicas para o
Maranhão. “Muitos falaram que eu poderia sofrer sanções pessoais, mas isso é
muito inferior ao sentimento que hoje toma conta do estado. Todos nós estamos
empenhados em construir uma nova realidade para o Maranhão,” acrescentou.
Todos os
novos filiados puderam participar do debate e falaram sobre as expectativas
diante do novo partido. “Vamos escrever o nosso nome e o nome de cada um dos
maranhenses que lutam por um estado mais justo na história,” completou Flávio
Dino, no discurso de encerramento.

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