Comercializar
e abastecer órgãos municipais e entidades com o fruto de sua lavoura era um
sonho antigo das famílias de produtores agrícolas do município de Santa Inês e
que se tornou realidade graças ao empenho e determinação da equipe da
Secretaria de Agricultura da Prefeitura de Santa Inês.
Atendendo denúncia do promotor
de justiça, Carlos Serra Martins, o Conselho Nacional do Ministério Público
instaurou sindicância para apurar prática de crime e desvio de conduta imputada
a membros do Ministério Público do Maranhão. O promotor encaminhou ao CNMP o
organograma de uma organização criminosa com a participação de promotores do
Estado.
O Tribunal Regional Eleitoral do
Maranhão, quem diria, se encarregou de jogar a última pá de cal no caixão da
oligarquia Sarney ao rejeitar, por unanimidade, o pedido de cassação do
registro do governador legitimamente eleito pelo povo maranhense, Flávio Dino
(PCdoB) e do senador Roberto Rocha (PSB).
Na época, criaram o factoide de que
Jackson Lago, um político sem apego a patrimonialismo, teria vencido a eleição
abusando de poder político e econômico e fizeram o maior teatro antes do
ministro de triste memória, Eros Grau, pedir a cassação para agradar o senador
José Sarney, padrinho de sua candidatura à Academia Brasileira de Letras, onde
acabou sendo derrotado.
A falta de argumento papável levou o
relator do processo, desembargador Guerreiro Júnior a fazer o seguinte
comentário: “os autores não comprovaram nenhum dos fatos. Inclusive não
mostraram nem interesse porque sequer compareceram ao julgamento”, afirmou Guerreiro
ao defender a rejeição do pedido.
A decisão do TRE-MA, no entanto, cabe
recurso ao mesmo TSE, mas os autores da ação, o candidato humilhado nas urnas
Edinho Lobão (PMDB) e Gastão Vieira (PMDB) ainda não decidiram se vão recorrer,
mas fontes ligadas aos dois políticos acreditam que eles não terão coragem de
recorrer por falta de argumento.
“A taca foi muito grande, não tem o
que contestar”, observou um político ligado ao grupo Sarney.
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| Karla Trindade, Frei Beto e secretário de articulação política Márcio Jerry |
Presidente do PCdoB estadual e
próximo secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos convidou o
ativista Frei Betto para ser o embaixador do Maranhão na luta pela melhoria dos
indicadores sociais do Maranhão. Em visita feita ao religioso em São Paulo,
Márcio Jerry transmitiu a intenção do próximo governo de ter como foco o
combate às desigualdades sociais.
“Vinha acompanhando a
conjuntura política desde 2010 no Maranhão e torci muito pela vitória de Flávio
Dino”, disse, ao destacar que a luta pela superação do ciclo oligárquico no
Maranhão comandada por Dino é pauta corriqueira nos círculos de diálogos dos
movimentos sociais.
O combate às desigualdades
sociais foi a pauta central proposta por Flávio Dino durante as eleições de
2010. O Maranhão é o penúltimo colocado no ranking dos estados na avaliação do
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – que mede a qualidade de vida das
pessoas em todo o mundo. O índice tem como referência os indicadores de Saúde,
Educação e Renda avaliados por município, estado e país.
Ao aceitar o convite para ser
o embaixador do Maranhão na luta pela superação dos indicadores sociais, Frei
Betto se torna mais um forte aliado para melhorar o quadro social do estado a
partir de janeiro de 2015.
O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) usou a
tribuna, na sessão desta quinta-feira (11), para se solidarizar com o juiz
Marlon Reis quanto à polêmica envolvendo a publicação do livro que se intitula
“O Nobre Deputado”, no qual ele faz uma abordagem sobre casos de políticos que
são eleitos através da compra de voto. “A leitura chama a atenção para um fato
grave e importante. Infelizmente, no Brasil, a corrupção existe na política e
precisa, claro, ser combatida”, disse.
Até a próxima terça-feira, 16, o
Congresso Nacional apresentará as emendas a serem integradas à Lei Orçamentária
Anual de 2015 (LOA). Da bancada maranhense serão apresentadas 16 emendas, sendo
três voltadas para o governo do Maranhão, uma para a prefeitura de São Luís, uma
para cada senador e nove para os deputados federais, que farão suas indicações
em dupla.
Para o
futuro secretário de Diretos Humanos, Francisco Gonçalves, a renúncia da
governadora Roseana Sarney não encerra automaticamente o ciclo de domínio oligárquico
no Maranhão, representa apenas o fim do ciclo de governos da família Sarney.