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  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

Prefeito Edivaldo garante entrega 58 onibus novos ao sistema de transporte coletivo

O prefeito Edivaldo garantiu a entrega de mais 58
novos ônibus aos usuários do Sistema de Transporte Coletivo da capital. O ato
de entrega foi realizado nesta quarta-feira (11), no Anel Viário. Com a
inserção dos novos veículos, a Prefeitura de São Luís contabiliza agora 221
novos ônibus operando no sistema público de transporte do Município, do total
de 250 coletivos que serão entregues.

“Estamos reestruturando o sistema de transporte,
renovando a frota e promovendo melhorias no trânsito para que em breve a
população possa contar com um sistema novo, ágil e moderno. Essa é mais uma
etapa concluída e mostra que estamos avançando bastante no setor”, disse
Edivaldo.
O prefeito afirmou ainda que novas medidas estão sendo
adotadas paralelamente para melhorar ainda mais o trânsito e o transporte da
capital. Entre as ações, Edivaldo destacou a licitação do transporte público em
andamento e as várias intervenções de mobilidade urbana executadas nas vias de
fluxo intenso da cidade, a exemplo das que foram realizadas na área do Anel
Viário/Bacanga. “E muitas outras intervenções já estão previstas para
serem executadas nos próximos meses, agora em parceria com o governo do
Estado”, ressaltou o prefeito.
O secretário de Trânsito e Transportes, Canindé
Barros, informou que em novembro passado foram entregues 39 ônibus novos; em
fevereiro último mais 124, e agora outros 58 veículos novos passam a operar nos
bairros da Cidade Operária, Santa Clara, Cohatrac, Vinhais e adjacências.
Canindé afirmou ainda que o restante da frota será entregue até o final deste
mês.
“O quantitativo de ônibus que estamos inserindo
no sistema de transporte público é bastante significativo, tendo em vista que
nunca antes em São Luís foi entregue um número tão grande de coletivos de uma
só vez. Todos os veículos contam com dispositivos de acessibilidade para
pessoas com deficiência e já estão com o sistema de biometria facial
implantado, para que possamos reduzir as fraudes no sistema, que chega hoje a
quase 35%”. Tudo está sendo feito para que possamos oferecer um transporte
público de qualidade à população”, afirmou Canindé.
Com a entrega dos novos 58 ônibus novos, mais de 80
mil usuários que utilizam o sistema de transporte de São Luís serão
beneficiados com mais conforto no trajeto que percorrem diariamente para vários
destinos da capital.
Presente ao ato de entrega dos ônibus, o presidente do
Sindicato das Empresas de Transportes (SET), José Luis Medeiros, avaliou a
inserção dos novos veículos no sistema como um avanço para o setor, na capital.
“Houve uma melhoria significativa no sistema de
transporte. Os 250 ônibus que serão inseridos representam quase 30% do total da
frota. É importante frisar que esses novos veículos estão tirando de circulação
o mesmo quantitativo de ônibus com mais de 10 anos de uso”, afirmou o
presidente do SET.
A dona de casa Solange Pereira das Neves, 54 anos, moradora
do Anjo da Guarda, bairro que já foi beneficiado com a inserção de veículos
novos nas rotas, disse que já percebeu a melhoria. “Os ônibus estão
novinhos e muito mais confortáveis. Isso torna nossa viagem muito mais
prazerosa e rápida”, disse ela.

Participaram também da cerimônia de entrega dos novos
veículos, os vereadores Ivaldo Rodrigues (PDT), José Joaquim (PSDB), Barbosa
Lages (PDT) , Pedro Lucas (PTB), Gutemberg Araújo (PSDB), Pavão Filho (PDT) e
Marlon Garcia (PTdoB), além dos secretários municipais Lula Fylho (Governo),
José Cursino Moreira (Planejamento), Geraldo Castro (Educação), Andréia Lauande
(Assistência Social), Júlio César Marques (Metropolização), Jerry Abrantes
(Desporto e Lazer), Tati Lima (Tecnologia), entre outras autoridades.

  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

Flávio Dino mostra que mudança se faz na prática

Governador Flávio Dino conversa com lideres do MST em frente ao Palácio dos Leões
Governador Flávio Dino mostrou na manhã de hoje a mudança radical de
comportamento do governo em relação aos movimentos sociais organizado do Estado
e que apostaram em suas propostas para recolocar o  Maranhão no caminho do desenvolvimento, com paz
social.
Nesta foto, feita nesta manhã de quarta-feira, em frente ao Palácio
dos Leões, o governador aparece entre os militantes do MST, numa perfeita prova de interação entre
governo e movimentos sociais, o que significa mudança na prática.
Nos governos da oligarquia Sarney, trabalhadores eram recebidos
com cassetetes, spray de pimenta, bala de borracha e muita violência quando tentavam se aproximar do palácio,
guardado, na época, por 170 seguranças, e mais auxilio da tropa de choque.
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra fez protesto em frente ao Palácio dos Leões reivindicando atenção especial do governo às
questão da agricultura familiar e foram atendidos.

  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

Ministério Público de Contas pede afastamento da prefeita de São João do Soter

A prefeita de São João do Sóter, Luiza Rocha, teve
seu afastamento pedido pelo Ministério Público de Contas (MPC) nesta
terça-feira (10). A medida cautelar solicitada ao Pleno do Tribunal de Contas
do Estado (TCE-MA) inclui ainda a decretação da indisponibilidade de seus bens
da gestora.



A representação assinada pelos quatro procuradores
do MPC, Jairo Cavalcanti Vieira, Flávia Gonzalez Leite, Paulo Henrique Araújo
dos Reis e o atual Procurador Geral Douglas Paulo da Silva, inclui ainda o
pedido de uma segunda medida cautelar determinando a suspensão de todos os
pagamentos feitos à empresa prestadora de serviços de transporte escolar no
município.



O pedido feito pelo MPC decorre, entre outras
razões, da recusa da gestora municipal em assinar o Termo de Ajustamento de
Conduta proposto pelos órgãos integrantes da Rede de Controle. A assinatura do
TAC é uma das etapas da “Operação Dia T – Pau de Arara”, realizada no
ano passado nos municípios de Cachoeira Grande, Lago da Pedra, São João do
Sóter, Miranda do Norte e Presidente Vargas.



A auditoria no transporte escolar foi realizada
pela Controladoria Geral da União (CGU), em parceria com o Ministério Público
Federal (MPF), Polícia Federal (PF), Ministério Público de Contas (MPC) e
Ministério Público Estadual (MPE). A auditoria avaliou as condições de
segurança dos veículos, a qualidade do serviço, o cumprimento das rotas e
também as despesas executadas com a prestação do transporte escolar.



Além de falhas que vão desde a existência de
condutores não habilitados até veículos sem o devido licenciamento, a auditoria
encontrou licitações e contratos em desacordo com a legislação, subcontratações
ilegais de veículos para a função, além de irregularidades diversas nos
pagamentos efetuados. A fiscalização compreendeu o período entre janeiro de
2013 e julho de 2014, envolvendo recursos do FNDE, FUNDEB e PNATE.



De acordo com o MPC, as medidas solicitadas se
fundamentam no caráter lesivo das despesas e no justificado receio de grave
lesão ao erário. “A intenção é evitar que novos fatos lesivos ao erário
continuem se verificando”, destaca o procurador Jairo Cavalcanti Vieira. Ele
lembra ainda que o descaso do gestor em relação à assinatura do Termo de Ajuste
de Conduta é um agravante, pois revela pouca disposição para resolver o
problema.



O procurador lembra que, além de danosa ao erário,
a situação encontrada, de um modo geral, em todos os municípios auditados, é
insustentável do ponto de vista do bem-estar e da segurança dos estudantes da
rede municipal, que são expostos diariamente acidentes com potencial de lesão
física e morte. 



O afastamento temporário de gestor público pelo
Tribunal de Contas é amparado pelo art. 71 da Constituição Federal e, no caso
do TCE maranhense, pela Lei Orgânica da instituição em seu art. 71. Trata-se de
procedimento em regime de urgência, antes que seja julgado o mérito da matéria,
adotado com o objetivo de impedir que o gestor continue causando prejuízos ao
erário.

  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

TCE desaprova contas de ex-prefeito de Bom Jardim

Ex-prefeito de Bom Jardim, Antonio Roque Portela
O Tribunal de Contas do Estado do
Maranhão (TCE/MA) desaprovou, em Sessão Plenária realizada nesta quarta-feira,
11/03, a prestação de contas apresentada por Antonio Roque Portela de Araújo,
ex-prefeito de Bom Jardim, relativo ao exercício financeiro de 2011.
Na decisão, os conselheiros do TCE
determinaram que o ex-gestor devolva aos cofres do município a quantia de R$
399.927,04 e pague multas que totalizam R$ 73.992,70.
Entre as principais irregularidades
identificadas na prestação de contas de Antonio Roque Portela de Araújo
destacam-se: apresentação fora do prazo das leis orçamentárias – Plano
Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária
Anual (LOA); não arrecadação de receita decorrente de cobrança de IPTU e ITBI;
não apresentação de leis que disponham sobre a criação do Fundo Municipal de
Assistência Social, do Conselho Municipal de Assistência Social e do Plano de
Assistência Social e não apresentação de documentos que comprovem repasses de
quotas partes à Câmara Municipal. O ex-gestor ainda pode recorrer da decisão.
Francisco Geremias de Medeiros (Lima
Campos/2010) teve suas contas julgadas regulares com ressalvas, com muitas no total
de R$ 32.000,00.

Entre as Câmaras Municipais, foram
julgadas irregulares as prestações de contas de Aldemir Lopes Fonseca
(Pindaré-Mirim/2010), com débito de R$ 167.130,40 e multas no total de R$
35.426,08; Edevandrio Gomes Pereira (Estreito/2009), com débito de R$ R$
351.550,00 e multas no total de R$ 58.529,00; João Ribeiro (Arame/2009), R$
11.598,32 e 28.689,00; José Wilson Oliveira (Conceição do Lago Açu/2010),
débito de R$ 537.041,03 e multas no total de R$ 84.611,10 e Paulo Lopes Sales
(Governador Nunes Freire/2010), com débito de R$ 54.354,63 e multas no total de
R$ 25.035,00; 

  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

MPF quer retirar nome de pessoas vivas de bens e logradouros públicos

A Procuradoria da
República no Município de Bacabal (PRM/Bacabal) instaurou inquérito civil
público com o objetivo de listar todos os bens públicos dos 24 municípios da
Subseção Judiciária de Bacabal, bem como os estaduais e os federais, que
possuam como titulação nome de pessoa viva.
Os bens públicos com
nomes de pessoas vivas violam o artigo 37 da Constituição Federal, que
determina a proibição de prática de atos de promoção pessoal por meio de bens
públicos, e também os artigos 1º, 2º e 3º da Lei n.º 6.454/1997, que proíbem o
uso de pessoas vivas para identificar e nomear bens públicos.
Depois de listados os
bens e logradouros, nessas condições já citadas, a PRM/Bacabal deverá
recomendar que os nomes de prédios e
logradouros públicos sejam ocultados ou removido. Caso haja descumprimento da
recomendação, os responsáveis poderão responder à ação civil pública, ação de
responsabilização por ato de improbidade administrativa e, ainda, ação penal.

  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

Supremo autoriza diligência da PF para investigar Roseana Sarney e Edison Lobão

O ESTADO DE S. PAULO
Autoridades
policiais vão colher depoimentos dos políticos e também vão pedir acesso às
imagens do Hotel Blue Tree, em São Paulo, onde Youssef teria feito repasses
Roseana no olho do furacão
Brasília – As primeiras
autorizações para que a Polícia Federal cumpra diligências de investigação de
políticos supostamente envolvidos na Operação Lava Jato já começaram a sair do
Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Teori Zavascki, relator dos casos na
Corte, assinou as autorizações na última sexta-feira, 6, mas só nesta semana as
solicitações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam
colhidos indícios da participação de parlamentares e autoridades no esquema de
corrupção da Petrobras começaram a ser encaminhados à PF.
Um dos casos que já foi remetido à PF
é o inquérito que investiga a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney e o
senador Edison Lobão (PMDB). Segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto
Costa, Roseana recebeu R$ 2 milhões para sua campanha eleitoral de 2010, a
pedido de Lobão, então ministro da Minas e Energia. Lobão e Roseana são
investigados de forma conjunta em um inquérito por suposta prática de corrupção
passiva qualificada e lavagem de dinheiro.
Em delação premiada, Costa diz não se
recordar se a reunião em que o pagamento foi acertado ocorreu no próprio
ministério ou na residência de Lobão, em Brasília. 
Para que as investigações do caso
sejam feitas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que a
polícia colha depoimentos de Julio Camargo, da Toyo Setal, além de ouvir
Roseana e Lobão. O procurador quer também imagens da entrada do Hotel Blue
Tree, em São Paulo, no ano de 2010, onde o doleiro Alberto Youssef disse ter
feito um pagamento a beneficiário desconhecido no valor de R$ 2 milhões.
Também foram solicitados os registros
de viagens de Paulo Roberto Costa, pela Petrobras, ao Maranhão, para verificar
os encontros com Roseana Sarney; os registros de reuniões do governo do Estado
na época; e a agenda de reuniões de Lobão de 2010 além das entradas no
Ministério de Minas e Energia.
Na última sexta-feira, Teori Zavascki
autorizou a abertura de inquérito para investigar, perante a Corte, 49 pessoas,
entre elas os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL). Depois de colhidos os indícios necessários, a
procuradoria decide se oferece uma denúncia ao STF – acusação formal para que
se abra uma ação penal – ou se pede o arquivamento da investigação.

  • Jorge Vieira
  • 11/mar/2015

Senado aprova fim das coligações nas eleições proporcionais

Agência Senado – O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (10), em primeiro turno,
o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. A Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 40/2011, do ex-senador José Sarney (PMDB-AP),
havia sidoaprovada na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) em junho de 2012 e faz parte de um grupo de matérias
relacionadas à reforma política selecionadas pelo presidente do Senado,
Renan Calheiros, e por líderes partidários.
Foram 61 votos a favor e apenas sete contrários, além de duas
abstenções. A proposta ainda precisa ser aprovada em segundo turno no Senado
para seguir para apreciação da Câmara dos Deputados. Pela proposta, somente
serão admitidas coligações nas eleições majoritárias – para senador, prefeito,
governador e presidente da República. Fica assim proibida a coligação nas
eleições proporcionais, em que são eleitos os vereadores e os deputados
estaduais, distritais e federais.

Debate
A PEC causou debate entre os senadores, principalmente entre aqueles de
partidos considerados menores. O senador Telmário Mota (PDT-RR) criticou a
proposta e afirmou que a alteração pode trazer dificuldades para os partidos em
pequenas cidades. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também se posicionou
contra a proposta, afirmando que a medida corre o risco de ser questionada no Supremo
Tribunal Federal (STF), pois pode ser interpretada como um limite à “liberdade
de organização partidária do país”.
— Acho que o fim das coligações serve apenas a uma coisa: deixar os
partidos menores. Os partidos pequenos têm menos tempo de TV, menos recursos do
Fundo Partidário e ainda serão impedidos de buscar coligações — lamentou a
senadora.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) elogiou a iniciativa do presidente
Renan Calheiros de colocar em pauta os projetos da reforma eleitoral. Crivella,
entretanto, disse que a proposta fere a Constituição, que garante a livre
associação das legendas. Ele disse que “certamente a proposta não passará na
Câmara dos Deputados e, se passar, o STF a derrubará”. O senador José Agripino
(DEM-RN), na mesma linha, disse ter a impressão que a medida “não vai ter
êxito” na Câmara.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também apoiou a PEC, mas disse que
o ideal seria o fim de coligação para todos os cargos no primeiro turno,
permitindo a coligação apenas no segundo turno e para cargos majoritários. O
senador Omar Aziz (PSD-AM) também declarou apoio ao fim das coligações, mas
disse acreditar que o ideal seria o fim do voto na legenda.
Para o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), a proposta é positiva.
Ele defendeu, porém, a possibilidade da construção de federações de partidos.
Por um acordo de lideranças, a emenda que previa a possibilidade de federações
foi destacada e votada de forma separada de outras três emendas, que foram
rejeitadas em globo. Levada a votação, a construção de federações conseguiu
apenas 35 votos favoráveis, quando o necessário era 49, no mínimo.
Partidos e financiamento
O senador Humberto Costa (PT-PE) classificou a proposta como um avanço
importante, já que a experiência atual “vai contra o fortalecimento
ideológico”. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) manifestou apoio à matéria que, em
sua opinião, é uma forma de consolidar os partidos, que seriam fortalecidos em
sua ideologia e em seus posicionamentos. O senador Reguffe (PDT-DF) também
afirmou apoiar a proposta, mas disse que a medida não é suficiente para
transformar a política brasileira. Ele defendeu o voto distrital, que é tema da
PEC 9/2015, de sua autoria.
Na visão do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um novo modelo de
eleições, em que as legendas não necessitem de auxílio para alcançar o
quociente eleitoral, fortalece os partidos. Ele ponderou, porém, que é preciso
discutir o financiamento de campanha de forma urgente. Para Walter Pinheiro
(PT-BA), a PEC 40/2011 é um passo importante, mas é preciso “um passo mais
sólido”, que é a definição sobre o financiamento. Na mesma linha, o senador
Lasier Martins (PDT-RS) apoiou a PEC, mas pediu o fim do financiamento privado
para campanhas eleitorais.
— O povo não está interessado em questões secundárias. Precisamos de uma
nova cultura política e o ponto de partida é o fim do financiamento das
empresas — disse Lasier.
Em resposta, o presidente Renan Calheiros afirmou que os projetos da
reforma política serão votados por tema. Ele disse que vai buscar um
entendimento com as lideranças para que os projetos que tratam do financiamento
de campanha sejam votados na próxima terça-feira (17). Renan acrescentou que
tem buscado uma “agenda expressa” comum com a Câmara de Deputados, para que os
projetos da reforma política sejam aprovados em ambas as Casas.
Identificação
Na justificativa da PEC, Sarney argumenta que as coligações nas eleições
proporcionais costumam ser passageiras, sem identificação ideológica ou
programática, visando apenas a aumentar o tempo de exposição dos partidos
maiores nas propagandas eleitorais das rádios e das TVs. Sarney ainda destaca
que a medida pode fortalecer os partidos e a transparência na representação
política – já que o voto dado a um candidato não poderá eleger outro de uma
legenda distinta.

O relator da matéria na CCJ, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), registra em
seu relatório que a proposta colabora com o “aperfeiçoamento da democracia representativa
assegurada pela Constituição” e vai instituir um sistema que pode refletir, com
fidedignidade, a vontade dos eleitores expressa nas urnas.

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