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  • Jorge Vieira
  • 7/abr/2015

Audiência Pública promove conciliação entre alunos e instituições de ensino superior

Os representantes das instituições particulares de
Ensino Superior do Maranhão presentes na Audiência Pública sobre problemas com
o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) garantiram a manutenção dos
alunos requerentes do fundo federal, permitindo que assistam às aulas e
realizem as provas, até que haja uma posição do Ministério da Educação quanto
ao assunto. O evento, realizado nesta segunda-feira (6) no auditório da Casa
Civil, no Palácio Henrique de La Roque, no Calhau, foi promovido pela Defensoria
Pública do Estado e da União e pela Gerência de Proteção e Defesa do Consumidor
(Procon-MA).

Entre as sugestões acordadas, também deve ser vedada a
negativação do nome do estudante em cadastros restritivos ao crédito, como o
Serasa; ao ser requerido o cancelamento de matrículas e contrato com alunos
ingressantes, o mesmo será cancelado sem nenhum ônus para o aluno. Para isso, o
mesmo deve requerer formalmente o cancelamento até o dia 04 de maio. As
instituições também deverão divulgar amplamente as medidas para a comunidade
acadêmica.

Os órgãos ainda propuseram o cessamento da cobrança
acima de 6,4% do aditamento do FIES aos alunos e as instituições
comprometeram-se em responder até o dia 04 de maio. O defensor público Jean
Carlos Nunes Pereira explicou que a discussão em relação à legalidade do
aumento das mensalidades não pode ser um problema para o aluno, deve ser
discutido entre o governo federal e as instituições e avaliou a iniciativa como
positiva, pois a ideia era firmar um espaço para a informação, mas foi
concluída com um acordo produtivo.

O defensor público federal Yuri Costa, que conduziu o
debate, garantiu que se a questão não puder ser resolvida extrajudicialmente,
serão tomadas as medidas judiciais cabíveis e destacou que a audiência pública
foi fundamental para efetivar o direito ao acesso à informação, bem como
propiciar segurança aos estudantes que são beneficiados pelo Fies.

Para o diretor do Procon Maranhão, Duarte Júnior, foi
uma ocasião de extrema importância porque foi possível ouvir todos os lados
envolvidos nessa situação. “Nosso objetivo foi buscar a conciliação entre as
partes e conseguimos. Os direitos dos cidadãos foram garantidos através de um
acordo com pontos concretos para que o impasse ocorrido entre o MEC e as
Instituições de Ensino Superior não prejudique os estudantes, a parte mais
vulnerável dessa relação”, enfatizou.

O evento contou com a presença de estudantes de várias
instituições de ensino, que puderam tirar dúvidas e fazer questionamentos.
Entre os problemas relatados pelos estudantes estavam as dificuldades em
concluir inscrições e renovações dos financiamentos no portal do Fies – SisFies
– por erros no sistema e a cobrança feita aos alunos da diferença do valor
autorizado pelo Fies e o cobrado pela faculdade, que exige o pagamento
antecipado para permitir o acesso dos estudantes às salas de aula.

Para o aluno da Faculdade Maurício de Nassau Eduardo
Sousa Matos, a audiência foi esclarecedora e todos foram ouvidos. “Minha turma
veio participar e saímos daqui satisfeitos, pois nos apresentaram uma solução
razoável”, disse. De acordo com o diretor geral do Pitágoras, Joell Oliveira
Gomes, o momento também foi positivo. “Tivemos a oportunidade de apresentar
nossas dificuldades e sugiro que essa ação possa se estender e acontecer agora
com cada instituição, de forma individual, para resolvermos os problemas dos
alunos que não compareceram”, pontuou.

Também estiveram presentes o defensor público Marcos
Vinícius Campos Fróes e representantes da Faculdade Mauricio de Nassau,
Universidade Ceuma, Pitágoras, Estácio de Sá, Cest, Facem e IMEC.

  • Jorge Vieira
  • 7/abr/2015

Fórum da Baixada conhecerá projeto de psicultura em Matinha

No próximo sábado
(11 de abril), o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense promoverá a chamada Expedição
Itans”,
com o
com o objetivo de conhecer o maior e mais eficiente projeto de
combate à pobreza rural da Baixada Maranhense, por meio da atividade de
piscicultura.

Esse caso de empreendedorismo
de sucesso, que comprova a potencialidade econômica da Baixada para o
desenvolvimento do Maranhão, fica localizado no povoado de Itans, no município
de Matinha, distante 240 km da Capital.

Lá o espírito
de união da comunidade faz toda a diferença. Foi criada uma cadeia produtiva de
piscicultura que já é uma referência para o mercado nacional e internacional,
cuja produção média alcança nada menos do que 400 toneladas de pescado por ano
com faturamento que chega a atingir R$ 42 mil por família.

O
desenvolvimento do projeto se deu a partir de 2009, quando foi implantado um
projeto com apoio do Sebrae. O sucesso do empreendimento é tamanho queno ano
passado os piscicultores de Itans foram contemplados pela Fundação Banco do
Brasil com um caminhão frigorífico –tipo furgão– com capacidade de 5.500
quilos, voltado para o transporte do pescado produzido em Itans.

 

  • Jorge Vieira
  • 7/abr/2015

Agiotagem: Eduardo DP tem três mães

O titular do blog teve acesso
ao relatório que respaldou a autoridade policial solicitar prisão temporária
contra a ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros da Costa e seu filho
Eduardo José Barros da Costa, vulgo Eduardo DP ou Imperador, acusados de
desviar dinheiro público mediante licitações fraudulentas e crimes de agiotagem.
Mãe e filho foram libertados no feriado da Páscoa, mas ainda poderão terem seus
pedidos de prisão preventiva solicitados no curso da investigação.

Os dois estão em liberdade
desde o último final de semana, mas inquérito policial que investiga o crime de
desvio de verba pública ocorrido durante a gestão da prefeita Arlene Barros, no
período compreendido entre 2009 e 2012, continua. Conforme o relatório que
serviu de base para o pedido de prisão temporária, Eduardo DP utilizou um
método convencional entre os estelionatários e falsários para integrar uma
Organização Criminosa que tinha como objetivo desviar recurso públicos da
Prefeitura de Dom Pedro.

Segundo os investigadores, tal
método consistia em possuir vários registros de identidade, vários CPF’s,
múltiplos títulos de eleitor e múltiplas filiações. “Eduardo DP, o Imperador,
está registrado no mínimo em nome de três mães, possui três CPF’s, duas
Carteiras de identidade, dois títulos de eleitor, participação em quatro
empresas, carros de luxo e inúmeros endereços.

A investigação aponta ainda
que “a família Barros da Costa especializou-se na prática de fraudes em
cadastro da Receita Federal e junto a identificação feita na Polícia Civil,
para com tais fraude criar inúmeras empresas com o único intuito de saquear os
cofres de Dom Pedro, lavar dinheiro e aumentar seus patrimônios”.

A polícia chegou a Eduardo DP
e sua mãe investigando o assassinato do jornalista Décio Sá e seus mandantes
envolvidos em crimes de agiotagem. Ao prender o principal suspeito de ter contratado
a morte do jornalista em plena Avenida Litorânea, em 23 de abril de 2012, os
investigadores encontraram com os agiotas Gláucio Alencar e seu pai José de
Alencar Miranda Sampaio comprovante do financiamento da campanha de Arlene
Barros. Após a vitória, os dois se tornaram fornecedores de merenda escolar
para a prefeitura.

Conforme o relatório
apresentado ao desembargador Raimundo Melo, que decretou a prisão temporária de
mãe e filho, “tal esquema que num primeiro momento refere-se à prática de
agiotagem depois da eleição desemboca na prática dos mais diversos crimes
contra o Erário e a população de Dom Pedro. Diz ainda o relatório que foram encontrados
em poder de Gláucio notas promissórias emitidas por Arlene.

“De início, analisando o valor
considerável da nota promissória (R$ 150.000,00) e a data do seu vencimento
(fevereiro de 2009), coincidindo com o segundo mês de mandato de Maria Arlene
da prefeitura, notadamente esta prefeitura foi entregue nas mãos dos agiotas e
do próprio Eduardo DP para a prática dos mais diversos desvios de dinheiros
público, desvios mascarados na forma de licitações para fornecimento de merenda,
medicamentos e aluguéis de máquinas pesadas.    

  • Jorge Vieira
  • 7/abr/2015

Estado define ações integradas para combater ataque de organizações criminosas

Secretário de Segurança quer evitar novas fugas em no Complexo de Pedrinhas

Com intuito de alinhar as
ações de combate à criminalidade, o Governo do Estado do Maranhão realizou, na
tarde desta segunda-feira (6), uma reunião entre as Secretarias de Estado da
Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária (Sejap). Na reunião,
os secretários Jefferson Portela (Segurança) e Murilo Andrade (Administração
Penitenciária) avaliaram os procedimentos operacionais durante a fuga de quatro
detentos ocorrida no fim de semana no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Com a análise da falha
operacional na contenção da ação criminosa, foram definidas ações articuladas
entre as duas secretarias para combater os atos contra o sistema de segurança
do Estado. Dentre as ações elencadas como prioridade pelo governador Flávio
Dino, o secretário Jefferson Portela destacou a integração das ações internas e
externas a serem empregadas entre as duas secretarias.
“O estado está de prontidão
para corrigir as eventuais falhas. Estamos fazendo as devidas correções no
sistema e uma delas passa pelo aspecto de segurança interna dos presídios. Nas
ações externas também estaremos desenvolvendo ações que envolvam as Polícias
Civil, Militar e Grupo Tático Aéreo (GTA)”, explicou Jefferson Portela.
O secretario da Sejap,
Murilo Andrade, evidenciou que, no combate direto à criminalidade, a integração
das forças do sistema de segurança permitirá maior celeridade dos trabalhos.
“Estamos reavaliando todos os procedimentos, o que permitirá uma ação conjunta
dos serviços de inteligência da Sejap e da SSP na recaptura dos presos”, frisou.
 

  • Jorge Vieira
  • 6/abr/2015

Assembleia Legislativa recebe prestação de contas do Estado relativo a 2014


O presidente da
Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), recebeu na tarde
desta segunda-feira (6) a secretária de Planejamento e Orçamento do Estado do
Maranhão (Seplan), Cynthia Mota Lima, o secretário adjunto, Eduardo Cássio
Beckman Gomes, e o auditor Rodrigo Vasconcelos.

Na ocasião, os
representantes da Seplan fizeram a entrega da prestação de contas referente ao
exercício financeiro do governo do Estado no ano de 2014, conforme determina a
Instrução Normativa Nº 26 de 30 de novembro de 2011, que dispõe sobre a forma
de apresentação da prestação de contas anual do governador do Estado, do
presidente da Assembleia Legislativa, do presidente do Tribunal de Justiça, do
Chefe do Ministério Público do Estado, do Presidente do Tribunal de Contas e
dos demais administradores e responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos da administração direta e indireta, incluídas as Fundações e
Sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público estadual.

De acordo com o
presidente Humberto Coutinho, a visita foi de muita importância, tendo em vista
que a ideia agora é protocolar as contas do governo passado. Ele explicou que o
protocolo tem que ser feito até o prazo legal dado pelo Tribunal de Contas do
Estado do Maranhão (TCE-MA).

Segundo Coutinho, a Assembleia
Legislativa vai publicar a prestação de contas apresentadas no Diário Oficial e
em seguida será encaminhada para o TCE-MA.

 

  • Jorge Vieira
  • 6/abr/2015

“Laranjas” de Ricardo Murad tentam atrapalhar licitação na secretaria de Saúde

Aragão é presidente estadual do PSDC
O ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad montou um verdadeiro “laranjal”
para tentar atrapalhar o novo modelo de administração da Secretaria de Saúde.
As duas Oscips que entraram hoje na Justiça contestando o processo seletivo
para contrato de gestão das unidades de saúde do Estado são dirigidas por
integrantes do PSDC, partido aliado da oligarquia Sarney e que esteve no
palanque montado por Roseana Sarney, em 2014, para apoiar o candidato derrotado
do PMDB, Edinho Lobão.      

O Centro Integrado de Fomento à Educação e à Tecnologia (Cifet),
por exemplo, é dirigido por Anderson Michael Costa Nogueira, filiado ao PSDC, legenda
presidida no Maranhão pelo advogado Antônio Augusto Aragão, dirigente do IDAC (Instituto
de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania), a outra Oscip que assina a ação
protocolada na Justiça.

Aragão, o presidente do IDAC, é um velho conhecido da política
maranhense e comanda o PSDC desde que o vereador Pavão Filho mudou a filiação
para o PDT. A partir daí, Aragão tomou conta do partido e passou a usá-lo como
instrumento de barganha para troca de favores, inclusive administração de
hospitais na gestão de Ricardo Murad.

Anderson Michael, por sua vez, serviu ao desastroso governo
Roseana Sarney, sendo nomeado para o cargo em comissão de Assessor Sênior, símbolo
DAS-1 da Secretaria de Infraestrutura do Estado em 31 de dezembro de 2013,
passando a receber salário a partir de primeiro de janeiro de 2014.

Estes dois cidadãos que estiveram no palanque da governadora em
2014, inconformados com a perda da “boquinha” e manietados pelo ex-secretário
Ricardo Murad resolveram agora prestar serviço ao que restou da oligarquia
Sarney tentando atrapalhar a licitação que está em curso com o único objetivo de
impedir que o Governo Flávio Dino desmonte os esquemas deixados pela gestão
anterior.

A redução
do valor do repasse às prestadoras de serviços, que vão atuar no gerenciamento
das unidades de saúde do Estado, vai gerar uma economia mensal aos cofres do
estado de R$ 30 milhões. Na gestão passada, o valor mensal do repasse era de R$
90 milhões, o que alcançava anualmente um gasto muito alto com estes tipos de
contrato os quais na avaliação do secretário Estadual de Saúde, Marcos Pacheco
não tinham um controle adequado, existindo ainda a concentração de todos os
contratos nas mãos de poucas prestadoras de serviços.

Ele acrescenta ainda que associada a falta de
controle não existia também autonomia das prestadoras de serviço para cuidar
das coisas mais simples, como a contratação de fornecedores de produtos. Na
gestão passada, apenas três prestadoras de serviço a Associação Tocantina
para o Desenvolvimento da Saúde –(Bem Viver) , o Instituto Cidadania
e Natureza, (ICN) e  Instituto de Desenvolvimento e Apoio à
Cidadania (IDAC)  concentravam estes contratos.

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