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  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

Bancada federal comemora aprovação de audiência pública sobre Base Espacial de Alcântara


 
A retomada do pleno
funcionamento da base de Alcântara, a discussão dos motivos de paralisação dos
projetos espaciais da base e a gestão para a criação de um Campus avançado do
ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica- no Maranhão serão temas da
audiência pública aprovada ontem (6/5), na Comissão de Ciência e Tecnologia,
Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

A aprovação do requerimento
foi fruto de uma gestão conjunta do Vice Presidente da Câmara, deputado Waldir
Maranhão (foto), da bancada do maranhense e da bancada do Partido Progressista,
liderada pelo deputado Eduardo da Fonte (PP/PE).  Foram convidados para comparecer a essa
audiência o Presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga e o
Diretor-Geral da empresa Alcântara Cyclone Space, Brigadeiro Reginaldo dos
Santos.

O Deputado Waldir Maranhão tem
realizado esforços para a retomada dos projetos espaciais da base de Alcântara,
que quando esteve em pleno funcionamento chegou a gerar 4 mil empregos diretos
e indiretos. Segundo informações do Ministério da Defesa, atualmente a base tem
um efetivo reduzido a menos de 100 servidores que mantém apenas o funcionamento
administrativo.

Waldir Maranhão é um defensor
da criação do Campus do ITA no Maranhão e tem realizado ações neste sentido
como a recente visita ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, junto
com a bancada do Maranhão, quando o tema foi exposto e recebeu o apoio do Ministro.

“Esse apoio é importante e a
abertura do diálogo com o ministro Rebelo vai reforçar a nossa ação para o
combate do desequilíbrio que existe hoje entre os investimentos federais em
tecnologia nas regiões sul e sudeste e na região nordeste. Quando a base de
Alcântara retomar seu pleno funcionamento podemos avançar na aproximação com o
ITA, que hoje é quem pensa a ciência e tecnologia na área espacial no Brasil”,
afirmou o deputado.

Localização
privilegiada

O centro de lançamento é um complexo
localizado na península em frente a São Luís, capital do Maranhão, que pela sua
posição geográfica próxima ao Equador, permite o lançamento de foguetes com
menos gasto de combustível e um custo em média 30 por cento mais barato do que
os projetados das bases de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, e de Baikonur,
no Cazaquistão.

  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

Medo de prisão gera crise na oligarquia Sarney

A prisão de agiotas deixou os chefes e chefetes da oligarquia Sarney em
polvorosa.

Os mais preocupados são Ricardo Murad e Roseana Sarney. Fontes ligadas ao grupo
Sarney confirmam que os dois temem que o agiota Pacovan conte tudo que sabe
sobre ligações deles com a agiotagem.

O desespero fez com que Roseana Sarney convocasse reunião de emergência com
alguns aliados mais próximos. O encontro foi confirmado a este blog por dois
deputados ligados à ex-governadora.

Acusada de receber propina do doleiro Yousseff e investigada pela PGR na
operação Lava-jato, a filha de Sarney tenta evitar mais um escândalo nacional.

Por outro lado, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, cunhado de Roseana
Sarney, vê a cada dia as auditorias desnudarem sua gestão nada convencional à
frente da pasta.

Os indícios de irregularidades da gestão Murad repercutiram nacionalmente e até
aliados de Sarney como o deputado Roberto Costa falam abertamente sobre as
suspeitas de corrupção que pesam sobre ele.

Ontem, o peemedebista chegou a ameaçar pedir CPI da Saúde durante bate-boca com
deputado Souza Neto, genro de Murad. Costa foi além e sugeriu à deputada Andrea
Murad que pedisse a expulsão do pai dela do PMDB.

Como se vê a cada passo dado pela polícia nas investigações da lava-jato e da
agiotagem Roseana Sarney e Ricardo Murad vivem o pesadelo de ter que prestar
contas às autoridades policiais federal e estadual.

  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

O crime maior da agiotagem

Editorial Jornal Pequeno 
A saga da agiotagem
no Maranhão, enquanto aparenta ser um crime marcado apenas pelos desvios de
personalidade de seus protagonistas, esconde uma história de dores profundas,
de muito sofrimento. Não apenas os ocasionados pela eliminação física de
concorrentes e inadimplentes, mas o sofrimento de multidões roubadas em
alimento, saúde, educação, segurança e quase tudo que depende da ação do poder
público.
Os clientes
preferenciais dos agiotas no Maranhão não eram particulares; eram,
principalmente, os cofres públicos dos mais paupérrimos municípios do Maranhão.
Deles, foi desviado o dinheiro do asfalto ou do calçamento, o dinheiro dos
remédios nos hospitais e postos médicos, os recursos destinados à educação de
crianças e adultos mantidos analfabetos, os recursos da segurança pública, da
merenda escolar de gente em tese faminta porque vivendo com cerca de R$ 70 por
mês. Esse foi o crime maior da agiotagem e o mais incrível foram os dias, anos,
quase meio século em que esses agiotas e prefeitos viveram na impunidade.
Somente agora o
Estado, com a chegada do governador Flávio Dino ao poder, conseguiu ou teve
forças para punir a agiotagem. Empresários com cheques em branco de
prefeituras, os valores que deveriam mitigar a fome de crianças abandonadas
pelo poder público, meninos e meninas tentando se educar em escolas de taipa,
de palha, em galpões, sem material didático, sem lanche, postos médicos vazios
e uma gente aos gritos transportada em ambulâncias para distâncias que doíam
ainda mais.
E a polícia estadual
não agia para punir esse banditismo cruel. Não agia porque não podia agir,
posto que esses eram recursos do poder político, afinal no comando de um modelo
que privilegiava toda e qualquer forma de corrupção. Para que esses homens
vivessem como nababos, uma rede de proteção estava armada, sendo este um
assunto sobre o qual não se conversava, sobre o qual se temia dizer, pois acima
de qualquer dor ou vida humana estava, para muitos, a próxima eleição a ser
vencida, a qualquer custo, a todo preço, contribuindo para que fosse o do
Maranhão o povo mais pobre deste país.
Dessa miséria
coordenada em gabinetes do poder, nasciam jovens marginais porque
permanentemente, desde a infância, marginalizados, comendo o pão que o diabo
amassou enquanto o diabo comemorava com os melhores vinhos e champagnes
passeando em jatos particulares. O contributo da agiotagem para a violência que
assolou o Maranhão não foi, portanto, apenas territorial. A agiotagem ajudou a
explodir a natureza social do crime quando roubou, por tanto tempo impunemente,
o futuro de sucessivas gerações.
Em apenas quatro
meses do governo Flávio Dino, duas operações policiais, sob comando também do
Ministério Público, mandaram para o lugar devido, a cadeia, empresários de alto
coturno, políticos destacáveis na sociedade, responsáveis pela extrema pobreza
em dezenas de municípios do Estado, réus sem julgamento da exploração humana
mais cruel.
O garoto que foi com
fome para aquela escola de palha sem banheiros e, também, o outro, que voltou
para uma casa onde não tinha o que comer, todas essas gerações que tiveram seus
futuros roubados, vão crescer sabendo que, se houver honestidade política, o
destino terrível que lhes foi traçado por mãos criminosas pode mudar. E vai
mudar.

  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

Agiotagem envolve quase 100% dos prefeitos maranhenses, diz Raimundo Cutrim

O deputado Raimundo
Cutrim (PCdoB) colocou o dedo na ferida ao repercutir a prisão dos prefeitos
maranhenses envolvidos com agiotagem. Segundo o parlamentar o remédio para por
fim a este tipo de crime, comum no interior do Maranhão e no restante do país, é
acabar com o financiamento de empresas particulares, às campanhas eleitorais.

“A situação dos
prefeitos, hoje, no Maranhão, é gravíssima. Quase 100% estão em mãos de
agiotas, porque o custo de uma campanha é milionária. Para mudar essa prática,
nós precisamos de uma reforma séria;  que acabe com tudo quanto é
estrutura e que seja fiscalizada pelo Ministério Público”, acentuou Raimundo
Cutrim.

Cutrim afirmou que
vários prefeitos estão atolados em dívidas por causa das campanhas milionárias
que fizeram, para assumir as prefeituras. Ele também enfatizou que o modelo da
política do Maranhão e em todo o Brasil é criminosa: a grande maioria dos
prefeitos contraiu dívidas e está pagando com juros elevados.

 

  • Jorge Vieira
  • 6/maio/2015

Deputado propõe Moção de Repúdio a presidente Dilma pela paralisação da duplicação da BR-135

Deputado César Pires repudia paralisação das obras de duplicação da BR-135
O deputado César
Pires (DEM) cobrou da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (06), a
aprovação de uma moção de repúdio ao governo federal e à presidente Dilma por
conta da paralização da duplicação da BR-135 e demais obras que estavam em fase
de execução no Maranhão. Num duro pronunciamento, o parlamentar cobrou mais
empenho da classe política e do Governo do Estado, junto ao poder central, pela
continuidade dos serviços. ”Se não gritarmos, fiquem certos de que o que sobra
do recurso desse contingenciamento irá para outros estados, não virá para o
Maranhão”.

César Pires
comparou a paralisação das obras da BR-135 à mesma situação da refinaria
Premium. Lembrou que há dois anos subiu à tribuna para falar do desmonte e
desmantelo que presenciou ao visitar o local em que deveria ser construída a
refinaria. Disse que naquela ocasião anunciou o fracasso que estava por vir,
além de reclamar da leniência e do silêncio de muitos políticos e de vários
segmentos do estado. César chegou a chamar a refinaria de “esqueleto
desidratado”.

O deputado César
Pires disse que não minimiza a importância da vinda do superintendente regional
do DNIT à Assembleia para prestar esclarecimentos, mas que até agora não ouviu,
por parte do governo do Estado e nem da bancada federal, manifestações
contrárias a esta paralisação.

Ele comparou a
apatia da classe política com relação à paralisação da obra de duplicação da
rodovia ao silêncio dos monges franciscanos. “Nada, apenas orações e silêncio.
Os gritos desta Casa nós não escutamos. Não sei com medo de quê”, disse César.

Na avaliação do
deputado César Pires, este silêncio é algo que ultrapassa os limites das
fronteiras partidárias e das cores políticas. Ele avalia que o interesse tem
que se coletivo e recriminou os discursos isolados. “Vou propor uma Moção de
Repúdio ao governo federal e fazer como fizeram em Alagoas, onde o Rotary se
manifestou, o Lions Clube se manifestou, as maçonarias se manifestaram”.

Na avaliação de
César Pires, o pouco recurso que o governo federal disporá do seu
contingenciamento só vai para aqueles estados que gritam mais e não para
aqueles que ficam em silêncio como se estivessem aceitando os mortos. “Temos que
lutar em relação a isso, caso contrário não vamos ser escutados e os nossos
apelas não terão ecos. Consequentemente os recursos irão para outro lugar”.

  • Jorge Vieira
  • 6/maio/2015

Pavão Filho pede que prefeito conceda 8% de reajuste aos agentes comunitários de saúde

Vereador Pavão Filho
A
Câmara Municipal de São Luís aprovou requerimento do vereador Pavão Filho no
qual solicita ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior atenção no sentido de
conceder a aplicação do mesmo reajuste de 8% que beneficiou os servidores
públicos municipais aos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes Combate as
Endemias.
                   TABELA DE VENCIMENTOS DOS
CARGOS CELETISTAS
 
CARGO
 
 
SALÁRIO
(R$)
 
INSALUBRIDADE 20%
 
GRATIFICAÇÃO 5%
 
TOTAL
AGENTES
COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
 
1.095,12
 
219,02
 
54,75
 
1.368,89
AGENTES
DE COMBATE ÀS ENDEMIAS
 
1.095,12
 
219,02
 
54,75
 
1.368,89

Segundo o vereador, a valorização dessas
categorias contribui significativamente para a qualidade de vida da nossa
população, tendo em vista que os  Agentes
de Combate a Endemias e os Agentes Comunitários de Saúde  desenvolvem ações que buscam a
integração entre as equipes de saúde e a população.
“O elo entre os
Agentes e a população é potencializado pelo fato de morarem nas comunidades que
assistem. Tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção das
doenças e agravos, e de vigilância à saúde por meio de visitas
domiciliares e ações educativas individuais e coletivas, nos domicílios e na
comunidade. Atendendo com zelo e dedicação a população de São Luís”, justifica
Pavão

  • Jorge Vieira
  • 6/maio/2015

Roberto Costa diz que Ricardo Murad tem mais processos que prefeitos presos por agiotagem

O clima esquentou no final da manhã
desta quarta-feira no plenário da Assembleia Legislativa por conta das
divergências entre os deputados Roberto Costa, Andrea Murad e Sousa Neto, todos
integrantes do grupo Sarney.

Andrea cobrou a expulsão do prefeito
de Bacuri, Richard Nixon dos Santos, preso na Operação “Morta Viva”, do PMDB, e
teve como resposta do presidente municipal, deputado Roberto Costa  que se alguém tivesse que ser expulso seria o
ex-deputado Ricardo Murad, pai da deputada .

No final da sessão, o debate se
prolongou com o deputado Sousa Neto, cunhado de Andrea Murad, quando este anunciou
que pediria uma auditoria no Detran, comandado na gestão Roseana por um
aliado de Roberto Costa.

Costa reagiu chamando Sousa Neto de “Pau
mandado de Ricardo Murad”. Neto reagiu e disse “então eu vou mostrar quem é pau
mandado”. Veja abaixo a transcrição do debate.

ROBERTO COSTA

“A deputada pediu o afastamento, a punição para o
prefeito (Richard Nixon) em função de tá arrolado (no processo que apura
agiotagem). Se ele for culpado, tem que pagar, quando o processo no final
falar: olha, o processo foi concluso, ele é culpado. Tem que pagar, tem que ser
responsabilizado pelos crimes. Agora ninguém pode começar acusar todos aqui,
esquecendo dentro de casa. Esquecendo o pai (Ricardo Murad). Não estou dizendo
que ele (o ex-secretário de Saúde) é culpado. Agora processo ele tem muito mais
do que o prefeito de Bacuri. Então merece a mesma expulsão do PMDB? Então ela
peça a expulsão do pai dela do PMDB e depois ela terá toda autoridade de pedir
a expulsão de qualquer membro do partido”.

SOUZA
NETO

Eu vou
pedir uma auditoria no Detran no governo passado.

ROBERTO
COSTA

Peça,
peça que eu vou pedir na Saúde.

SOUZA
NETO

E (vou
pedir auditoria) na época do Projovem, quando (você) era secretário.

ROBERTO
COSTA

Você foi
secretário igualzinho.

SOUZA
NETO

Claro. E
as práticas eram as tuas, que você me pediu.

ROBERTO
COSTA

Ah, tu é
pau mandado?

SOUZA
NETO

Pau
mandado? Então eu vou mostrar quem é pau mandado.

ROBERTO

Tu é duas
vezes pau mandado: de Ricardo e meu.

 

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