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  • Jorge Vieira
  • 21/maio/2015

Edivaldo autoriza pavimentação na Vicente Fialho

Mais duas
frentes de trabalho para recuperação asfáltica de ruas e avenidas de São Luís
foram iniciadas na manhã desta quinta-feira (21): na Vila Vicente Fialho e em
novos trechos do Turu. O prefeito Edivaldo autorizou pessoalmente o início dos
serviços de pavimentação nessas vias pela manhã e anunciou que outras grandes
obras de infraestrutura urbana serão iniciadas na capital já a partir da
próxima semana, em parceria com o governo do Estado.
“Estamos
ampliando cada vez mais as frentes de trabalho para recuperação da malha viária
da capital e nos próximos dias entraremos com força total em outros grandes
bairros de São Luís, como Cidade Operária, Vila Luizão, Divineia, Areinha e
dezenas de outros da área Itaqui-Bacanga. Estamos saindo todos os dias do gabinete
para conversar com a população, ouvir seus anseios e fiscalizar de perto o
trabalho realizado nesses locais”, disse Edivaldo.
Na Vila
Vicente Fialho, o programa de recuperação e requalificação asfáltica executado
pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) contempla a
Avenida Brasil e as ruas Deputado Luiz Rocha, Coronel Eurípedes Bezerra II,
Laerte Santos e Rua Principal. Ao todo serão aproximadamente 3 km de
recapeamento com asfalto estrutural de cinco centímetros, além de obras de
drenagem superficial com correção e implantação de meios-fios e sarjetas. As
vias também vão receber melhorias na iluminação pública.
Além da
obra de recapeamento, a Prefeitura também vai realizar na Vila Vicente Fialho
serviços de manutenção corretiva em outras vias do bairro com pavimento
danificado, a exemplo da rua Coronel Eliodoro, onde já foi executada obra de
drenagem profunda em 120 metros de extensão da via.
Moradora
há 15 anos da Avenida Brasil, na Vila Vicente Fialho, a dona de casa Janete
Ventura Gonçalo, 44 anos, comemorou o início dos serviços em sua rua. “Em
quase duas décadas que moro nessa avenida, esse é o primeiro grande trabalho de
asfaltamento que vejo sendo realizado aqui. Eu, que estou construindo dois
pontos comerciais na avenida, estou muito feliz porque sei que vai valorizar
muito toda a área”, disse.

Pensamento similar demonstrou o vendedor de autopeças em oficina instalada
também na Avenida Brasil. “Não tenha dúvida que vai melhorar bastante para
todos nós que moramos e trabalhamos aqui. Vai facilitar a circulação de
pedestres e veículos e o acesso às lojas”, disse o vendedor.

BOA
ESPERANÇA
A
Prefeitura também iniciou na manhã desta quinta-feira (21) serviços de
recapeamento asfáltico em 1.700 metros da Avenida Boa Esperança, no Turu. Os
serviços serão executados no trecho compreendido entre a Avenida Jerônimo de
Albuquerque (na altura do Bequimão) até a Avenida São Luís Rei de França, no
Turu. Nessa área, os serviços se estenderão também a 2ª Travessa Boa Esperança
ou Nossa Senhora das Graças (proximidades do Residencial Pinheiros).
Segundo o
titular da Semosp, Antônio Araújo, são vias de grande fluxo, muitas delas
corredores de ônibus e setores comerciais importantes, que agora terão todo o
traçado melhorado, proporcionando qualidade de vida à população e benefícios ao
comércio local.
Os
recursos para investimento nas obras de urbanização das vias mencionadas foram
obtidos por meio de financiamento junto à Caixa Econômica Federal (CEF) com
garantia do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Ainda
naquele setor Turu/Cohama, a Prefeitura também trabalha em obras de
recapeamento e urbanização na Avenida General Arthur Carvalho, Eurípedes
Bezerra e Rua do Aririzal, interligando os bairros da Cohama e do Turu.

  • Jorge Vieira
  • 21/maio/2015

Escândalo do Postalis: Edinho Lobão joga a culpa em Márcio Coutinho

Estadão – O ex­-senador Lobão Filho (PMDB­-MA), disse ao Estado que
apresentou os sócios da Diamond Mountain Capital Group para seu pai, o ex-­ministro
e senador Edison Lobão (PMDB-MA) atendendo a um pedido do advogado Marcio
Coutinho. “O Marcio é meu amigo, meu advogado, meu parceiro em muitas
coisas há muito tempo. Ele me apresentou esses caras como sendo um grande
gestor de fundos privados que queriam investir no setor elétrico, comprar
empresas. Eles queriam também antecipar recebíveis de fornecedores da
Petrobrás. Diziam ter um fundo de R$ 4 bilhões. Eu disse: Vou apresentá-­los ao
ministro e o ministro bota eles para contribuir efetivamente com o setor
elétrico”, afirmou Lobão Filho.
Segundo ex-­funcionários, o ex-­ministro era citado pelos donos da
empresa como sócio oculto de um fundo da Diamond nas Ilhas Cayman, conhecido
paraíso fiscal. Coutinho seria seu representante na empresa. O suposto
envolvimento do ex­-ministro é alvo de pedido de inquérito no Supremo Tribunal
Federal (STF). Na segunda-­feira, o ministro Roberto Barroso deu prazo de
20 dias para Lobão se explicar antes de decidir pela abertura da investigação
na Corte.
Confrontado com a informação de que teria levado os sócios da Diamond
para acompanha-­lo num voo de helicóptero, o ex-­senador afirmou que é
“possível” que isso tenha ocorrido quando conheceu Meiches e Costa em São
Luís. “É possível! Vamos pensar nós dois. Chega um cara na sua casa,
figurativamente, e diz o seguinte: ­ Eu sou um sheik árabe com 4 bilhões na
conta. Você leva ele para tomar água de coco no seu carro ou você não leva? Eu
levo bilhões de pessoas para passear (de helicóptero), pessoas que me são
apresentadas, que viram meus amigos, alguns que não viram, que meus amigos
trazem. Isso é coisa do cotidiano, é normal.”
Conforme Lobão Filho, a informação que ele recebeu de Coutinho é que
nenhum negócio da Diamond prosperou. “Se passar na minha frente não sei quem é.
Estive com eles uma ou duas vezes no máximo. Eu e meu pai não temos
negócio com eles, nunca tivemos.” A Diamond é gestora de um fundo do
Postalis, o fundo de pensão dos funcionários do Correios, que tem R$ 67,5
milhões. O ex­-ministro tem influência política no Postalis.
A assessoria de imprensa da Diamond afirmou, por meio de nota, que os
sócios Luiz Meiches e Marcos Costa nunca se reuniram o ex­-senador Lobão
Filho. “Eles não se reuniram com Lobão Filho em nenhum local, muito menos
num helicóptero.” As viagens para São Luís e “para vários Estados do Nordeste”,
afirmaram, tinham o objetivo de analisar opções de instalação de uma planta
industrial para uma potencial parceria com uma empresa internacional. “Nas
viagens ao Maranhão, não houve nenhum encontro com o senador Lobão Filho.”

Conforme a assessoria da Diamond, os sócios se referem a São Luís como
“Terra Santa” como uma “piada porque lá é fabricado o famoso refrigerante
Guaraná Jesus.” Sobre ameaças escritas do sócio Marcos Costa ao ex­-dirigente
da Diamond Jorge Nurkin, a assessoria afirmou que o processo foi arquivado. O
ex­-ministro e senador Edison Lobão nega qualquer relação societária com a
Diamond e diz que irá processar quem usou seu nomes indevidamente. O senador
disse que recebeu sócios da empresa no gabinete do Ministério para tratar de
assuntos do setor energético uma única vez. A Diamond relata dois encontros.

  • Jorge Vieira
  • 21/maio/2015

Duplicação da BR-135: deputado diz que governo federal não respeita classe política do Maranhão

“A obra de duplicação da BR-135 está
parada por falta de prestígio da classe política do Maranhão”. O alerta foi
feito no plenário da Assembleia Legislativa  pelo deputado César Pires (DEM). A questão da paralisação da obra na rodovia
também foi abordada pelo deputado Eduardo Braide (PMN), que anunciou a realização
de audiência na Comissão de Obras, na próxima terça-feira (26), para tratar do
assunto. 
César Pires criticou a forma como a
bancada federal do Maranhão e a própria Assembleia Legislativa têm aceitado as
justificativas da direção do DNIT sobre a paralisação da obra. Ele classificou
as reuniões entre os deputados federais e o superintendente regional do DNIT de
“paliativas, inconsequentes e estéreis”.
Pires voltou a reiterar o pedido para
que a Assembleia Legislativa aprove Moção de Repúdio ao DNIT e à presidente
Dilma Roussef pelo abandono da obra.
Em discurso, o deputado lamentou que o
Maranhão não tenha prestígio com o Governo Federal e seja fadado a ser execrado
pela parte política central do país. Segundo ele, a resposta deveria ser, no
mínimo, proporcional aos votos que o Maranhão deu aos governos do Partido dos
Trabalhadores.
César Pires afirmou que enquanto o
Governo Federal vira as costas aos interesses do Maranhão, em outros estados
com proporcionalidade de votos muito menor, as obras federais não pararam na
totalidade, ao contrário do que está acontecendo com a duplicação da BR-135.
Em nota, o DNIT afirmou que as obras da
BR-135 estão lentas, mas vão prosseguir. O deputado César Pires constatou in
loco que estão totalmente paralisadas. Ele disse que retornou a Bacabeira e não
viu, no local onde deveriam estar sendo executados os trabalhos, nenhum carro
ou servidor das empresas ou dos consórcios que ganharam o processo licitatório
para a duplicação.
“Aqui no Maranhão a obra está parada, e
não adianta a Superintendência Regional do DNIT vir dizer que vai continuar
lentamente”, ressaltou.
César Pires informou que entrou em
contato com as Assembleias Legislativas de Pernambuco e Alagoas, as quais
informaram que as obras do Governo Federal nos dois estados não pararam em sua
totalidade.  Segundo o deputado, isso serve para demonstrar que a
paralisação é algo linear que só acontece no Maranhão. “Um desrespeito ao
eleitor, um desrespeito a esta Casa, e olhem que sequer ainda passou a redução
de R$ 70 ou 80 bilhões no orçamento por parte do contingenciamento”.
O deputado voltou a criticar a postura
da classe política do Maranhão, principalmente dos deputados federais “que nada
fizeram em relação a isso, que nem à tribuna foram reivindicar a continuidade
das obras na BR-135 e agora criam falsa ilusão ao postarem fotos em jornais e
blogs sentados numa mesa, discutindo com o ministro, como se fosse a coisa mais
relevante a fazer”.
Por fim, César Pires desafiou que seja
apontado algum deputado federal que tenha subido à tribuna, bradado, gritado ou
externado o seu sentimento de respeito à população do Maranhão com relação à
paralisação da obra da duplicação da BR-135.

“Fica aqui o meu questionamento, o meu
repúdio e a certeza de que nós vamos continuar sem obra por muito e muito
tempo, tal e qual ao aeroporto que até hoje não deu sequência ao processo de
inauguração”, ressaltou Pires.

  • Jorge Vieira
  • 21/maio/2015

Prefeitura e MP assinam TAC para contratação de excedentes de concurso

Prefeito Ribamar Alves assinou o TAC com o Ministério Público
De um lado o Ministério Público do
Maranhão, representado pelo promotor Marco Antonio Santos Amorim. Do outro, o
Município de Santa Inês, pessoa jurídica, representado pelo prefeito Ribamar
Alves e pela secretária de Educação, Concita Costa. Como meta comum, o
interesse em resolver, o quanto antes, a carência de professores na rede
pública municipal.
O Compromisso de Ajustamento de Conduta
ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado pelas partes interessadas
e, em 16 páginas, oficializa o acordo firmado durante reunião com
representantes dos candidatos excedentes do último concurso, do Sindicato dos
Professores (Sinproessema), do Ministério Público e da Prefeitura de Santa
Inês.
O documento tem nove Cláusulas que
devem ser respeitadas.
A primeira determina que o Município de
Santa Inês nomeie, na forma de contrato, os candidatos excedentes do último
concurso público realizado no município em 2012, para os cargos de professor,
onde exista necessidade de vagas, inclusive para áreas quilombolas e educação
especial.
Em outra cláusula, o MP esclarece que
os contratos celebrados poderão ser reincindidos em caso de modificação da
sentença em sede recursal, com decisão transitada em julgado. Ou seja, ao final
do processo – quando não houver mais possibilidade de recurso – caso a Justiça
entenda que os excedentes têm direito às vagas existentes, eles serão
convocados e nomeados como concursados e não mais como contratados. Caso a
decisão não seja favorável aos excedentes, o Município pode reincindir imediatamente
os contratos.
Sobre os salários, há uma cláusula que
especifica os valores que devem ser pagos pela prefeitura: R$ 1.000,00 (mil
reais) para o excedentes que exercer o cargo de professor do ensino fundamental
e R$ 1.100,00 (mil e cem reais) para os que ocuparem vagas de professor das
séries finais.
Outra cláusula que merece muita atenção
é a de número 5, que diz, exatamente: “Por ocasião do trânsito em julgado
de eventual decisão de segunda instância mantendo aquela proferida pelo Juízo
de Primeiro Grau, os candidatos que optarem por não assumir o cargo na forma do
presente compromisso de ajustamento, terão preferência sobre os que tenham
ocupado suas vagas, no limite das vagas ofertadas, extinguindo-se a relação
contratual com aqueles com a consequente nomeação do excedente melhor
colocado”.
A último preceito torna sem efeito o
processo seletivo deflagrado no dia 6 de março de 2015, com exceção do cargo de
professor de creche. 
O edital com os 160 nomes dos
excedentes que serão contratados ficou de ser divulgado esta semana.

  • Jorge Vieira
  • 20/maio/2015

Ex-prefeito João Castelo é condenado por improbidade administrativa

A juíza titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de
São Luís, Luzia  Madeiro Neponucena, condenou, por improbidade
administrativa, o ex-prefeito da capital, João Castelo, à perda da função
pública e dos bens. Também ficam suspensos, por oito anos, os direitos
políticos do condenado, que deverá ressarcir ao erário o valor do dano de R$
115,1 milhões, devidamente atualizado. A decisão é referente ao processo
41458/2011 e determina, ainda, o pagamento de multa e a proibição de contratar
com o poder público pelo prazo de oito anos.
De acordo com informações do processo, a
improbidade ocorreu na condução de contratos de recuperação, reconstrução e
revitalização de pavimentação asfáltica de ruas e avenidas de São Luís, sem
licitação, bem como fraude no procedimento licitatório e ocorrência  de
danos lesivos ao patrimônio público.
Também foram condenados o ex-secretário municipal
de Obras e Serviços Públicos de São Luís, Cláudio Castelo de Carvalho; e os
sócios da empresa Pavetec Construções, Gustavo José Melo Fonseca e Daniel
França dos Santos. Eles receberam as mesmas penas aplicadas ao ex-prefeito João
Castelo, com exceção da perda da função pública, já que não ocupam cargo
público.
A sentença da juíza Luzia Neponucena, titular da 1ª
Vara da Fazenda Pública da capital, refere-se aos embargos de declaração, com
efeitos infringentes, proposto pelo Ministério Público do Maranhão, em face de
sentença que havia julgado improcedente os pedidos contidos na ação civil
pública também proposta pelo órgão ministerial contra os quatro réus.
Os promotores de justiça João Leonardo Pires Leal e
Marcos Valentim Paixão ingressaram com embargos de decisão anterior, proferida
por outro juiz que respondia pela unidade judicial. O órgão ministerial alegou
que a sentença do magistrado foi omissa, por não observar as provas que
demonstram as atitudes dolosas praticadas pelos réus, argumento que foi
reconhecido na sentença da juíza Luzia Neponucena, datada dessa terça-feira
(19).
Prática de improbidade – consta no processo que o
então prefeito João Castelo expediu decreto emergencial, para dispensa de
processo licitatório, que resultou na contratação da empresa Pavetec
Construções Ltda., para a realização de obras de pavimentação asfáltica, em
contrato formalizado em julho de 2009, no valor de R$ 29,9 milhões.
 Conforme consta no processo, o governo municipal não demonstrou
ocorrências emergenciais em ruas e avenidas da cidade, para legitimar a
realização dos serviços contratados sem licitação.
Consta nos autos, ainda, que a Prefeitura de São
Luís não demonstrou a realização das obras constantes do contrato  com
a  Pavetec, serviços que deveriam ser fiscalizados e feitas as medições
para fins de pagamento, sem sequer fazer o registro do local das obras ditas realizadas,
confirmando a ocorrência de favorecimento indevido e malversação de recursos
públicos.
Conforme a ação civil pública, o governo municipal
assinou novo contrato com a Pavetec, em maio de 2010, no valor de  R$ 85,1
milhões, para realização das mesmas obras de pavimentação asfáltica, constantes
no contrato anterior, apenas acrescentando outras ruas e avenidas da cidade.
Para essa nova contratação, a Pavetec alterou seu capital social para se
adequar ao edital de licitação, na modalidade Concorrência Pública, que exigia
da contratada capital mínimo de 10% do valor total da obra, sendo que essa
alteração foi feita 66 dias antes da abertura do processo licitatório.
Conforme consta no processo, o então secretário
Cláudio Castelo de Carvalho, para favorecer indevidamente a Pavetec
Construções, certificou o atestado de comprovação de aptidão de desempenho
técnico da empresa para realizar os serviços, ainda em data anterior ao
lançamento do edital licitatório, e sem ter competência legal para isso. Assim,
das seis empresas interessadas em participar do procedimento licitatório,
apenas a Pavetec comprovou a capacidade técnica exigida no edital e na lei
geral das licitações.
Nas obras desse segundo contrato, também não foram
apresentadas as medições e recebimento dos serviços realizados, nem a
localização das obras feitas, o que era incumbência da Superintendência
Municipal de Infraestrutura Viária. 
O Ministério Público afirmou estar comprovada a
intenção dolosa dos réus em promover a dispensa de licitação, criando um estado
emergencial inexistente para afastar o procedimento licitatório no primeiro
contrato da Pavetec Construções; em fraudar a concorrência na licitação no
segundo contrato com a empresa; bem como por alterar o capital social da
vencedora, pouco tempo antes da realização do processo licitatório, para que
somente a Pavetec atendesse aos requisitos estabelecidos no edital da
licitação.

Penas – de acordo com a sentença proferida pela
juíza Luzia Neponucena, o ex-prefeito João Castelo, de forma solidária com os
outros três réus,  terá que ressarcir integralmente aos cofres públicos o
valor dos dois contratos efetivados com a empresa Pavetec Construções, na
quantia de R$ 115,1 (cento e quinze milhões e cem mil reais) em valores
atualizados.

  • Jorge Vieira
  • 20/maio/2015

Dilma e primeiro-ministro chinês ressaltam siderurgia do MA como vetor de desenvolvimento

 Dino cumprimenta primeiro-ministro Li Keqiang, ao lado da presidente Dilma
Na
cerimônia de assinatura de atos entre Brasil e China com a presença do
primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, a presidenta Dilma Rousseff falou sobre a
possibilidade de investimentos em siderurgia no Maranhão. Por sua localização
estratégica para atuar no mercado internacional, o Maranhão esteve entre os 35
atos de entendimento bilateral. Na oportunidade, o Estado e a Beijing Huiquan
Empresa de Investimentos Ltda. assinaram Memorando de Entendimento para
tratativas sobre possibilidade de instalação de uma empresa siderúrgica.

A
presidenta Dilma Rousseff destacou em seu discurso junto aos representantes da
República Popular da China que o investimento em siderurgia no Maranhão poderá
reforçar a produção de materiais de construção e infraestrutura do Brasil.
“Hoje aprovamos várias medidas importantes, que incluem comércio e setor
produtivo, como no setor siderúrgico. São parcerias que visam complementar a
cadeia industrial produtiva brasileira,” disse Dilma em seu discurso realizado
no Palácio do Planalto, local em que os atos de acordos bilaterais foram
assinados.
No plano de
investimentos chinês, que prevê destinação de US$ 56 bilhões para todo o
Brasil, o Maranhão está incluído como possível polo de empreendimento em
siderurgia, através da Beijing Huiquan. Em tratativas realizadas com a
Embaixada da China no Brasil, a atual administração do Governo do Estado
apresentou as potencialidades do Maranhão no cenário logístico e geográfico do
país, bem como a cadeia produtiva que pode se instalar no Estado. Em abril de
2015, o Governo do Estado recebeu uma comitiva de investidores chineses
interessados em conhecer o Maranhão.

O
primeiro-ministro da China frisou que as parcerias para benefício mútuo são
importantes para o desenvolvimento do país. Referindo-se ao caso específico do
Maranhão e da siderurgia, Li Kequiang afirmou que a experiência chinesa em alta
tecnologia para a construção civil podem ser vetor de redução de custos para
consolidação da infraestrutura brasileira e vetor de criação de mais postos de
trabalho nos estados em que se instalarem.

O Memorando
de Entendimento entre o Governo do Estado e a Beijing Huiquan foi assinado na
manhã de terça (19) pelo governador Flávio Dino e pelos representantes da
empresa junto à presidenta Dilma e ao primeiro-ministro chinês. Participaram do
evento o embaixador da China do Brasil, Li Jizhang, o secretário de Estado da
Indústria e Comércio, Simplício Araújo, e o presidente do Porto do Itaqui, Ted
Lago. Na solenidade, estiveram presentes ainda governadores de Estado e
ministros do Governo Federal.

  • Jorge Vieira
  • 20/maio/2015

Família Sarney teme delação premiada de João Abreu sobre o precatório da Constran

O ex-secretário João Abreu, segundo o doleiro, agia em nome de Roseana
Embora o deputado Adriano Sarney
(PV) tenha afirmado aos blog’s Marrapá e Clodoaldo Corrêa, no último final de
semana, que a ex-governadora Roseana Sarney, enrolada até o pescoço no esquema
de corrupção da Petrobras, sairá ilesa do processo que já levou para a cadeia o
chamado “Clube do Bilhão”, uma outra preocupação ronda o núcleo da família
Sarney: a possibilidade de uma deleção premiada do ex-chefe da Casa Civil, João
Guilherme Abreu.
O medo da
família Sarney é que João Abre, abandonado após o escândalo,  para aliviar sua situação no processo que
investiga o pagamento da propina pelo pagamento do precatório da empreiteira
Constran, resolva falar tudo que sabe e entregar a ex-governadora suspeita de
ter embolsado a grana na reta final do seu desastroso mandato. Comentam nos
bastidores da política, por exemplo, que Abreu não estaria disposto a pagar o
preço do silêncio e arcar com sozinho com as consequências.  
A
ex-governadora, além de ter sido citada nos depoimentos do ex-diretor de
abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef,
como beneficiária do roubo de R$ 88 bilhões que quase quebrou a estatal do
petróleo, pesa também contra ela o fato do secretário Chefe da Casa Civil, João
Abreu, ser acusado pelo doleiro de ter recebido R$ 4 milhões de propina como pagamento
pela liberação de um precatório da Constran, no valor de R$ 120 milhões.
Preso na
operação Lava Jato, Youssef, afirmou em delação premiada que o pagamento da
propina foi feito em três parcelas. Uma delas, no valor de R$ 1,4 milhão, teria
sido paga pelo próprio doleiro no dia em que foi preso pela Polícia Federal, em
março de 2014, em um hotel da orla de São Luís. Á polícia, o doleiro confessou que
entregou o dinheiro a João Abreu e que o Chefe da Casa Civil agia em nome da
ex-governadora.

A
situação da João Abreu após o final do governo Roseana parece não ser das
melhores. Diante da nova realidade reabriu o Armazém Abreu no shopping em que é
sócio de Jorge Murad, no Jaracaty. Conforme colheu o blog, ele teme ser preso
toda vez que algum empreiteiro concorda em abrir o jogo e informar como
funcionava o propinoduto. E por conta desta real possibilidade passou a dormir
no apartamento 202 do Flat Number One, na Ponta D’areia.    

1 1.808 1.809 1.810 1.811 1.812 2.783

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