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  • Jorge Vieira
  • 17/dez/2024

Tentativa de golpe de Estado afronta democracia e buscava levar o país a um novo período sombrio, diz Cimi

No Brasil houve uma clara e violenta tentativa de golpe de Estado contra a democracia após as eleições de outubro de 2022, com participação de membros do Exército brasileiro e da cúpula de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O avanço nas investigações da Polícia Federal no inquérito sobre a trama golpista confirma a gravidade do que estava em curso naquele momento.

O indiciamento de cerca de 40 pessoas e a prisão de militares da ativa e do ex-ministro da Casa Civil, general Braga Netto, preso preventivamente neste sábado (14), evidenciam a persistência de elementos antidemocráticos na estrutura das Forças Armadas e o envolvimento do grupo que governou o país de 2019 a 2022 com um projeto de morte e de autoritarismo.

A tentativa de golpe de Estado previa ainda o assassinato do presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, do Vice-Presidente, Geraldo Alckmin, e do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Confirma-se também que outros acontecimentos daquele momento, como a manutenção de acampamentos em frente a unidades do exército pedindo o retorno do regime militar, a instalação de bombas em veículos nas proximidades do aeroporto de Brasília, às vésperas do Natal de 2022, ou a destruição das sedes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, em 8 de janeiro de 2023, respondiam a uma articulação cuja finalidade era a ruptura democrática que levaria o país a um novo período violento e mortífero, autoritário e repressivo.

Não é admissível a banalização destes acontecimentos nem a naturalização de uma tentativa de golpe de Estado, bem como é inaceitável qualquer proposição legislativa cuja finalidade seja promover a anistia aos perpetradores e executores da tentativa de abolição do Estado democrático e de Direito no Brasil. Todas as pessoas envolvidas nesta trama macabra, inclusive e principalmente autoridades da República e membros do alto escalão das Forças Armadas precisam ser devidamente identificadas e tempestivamente julgadas, condenadas e punidas pelos crimes que cometeram.

A redemocratização do país na década de 1980, após um violento período de ditadura militar, foi uma conquista de toda a sociedade brasileira. Conseguimos superar o autoritarismo e abrir caminhos de convivência que se concretizaram na Constituição Federal de 1988. Não podemos permitir nenhum passo atrás e precisamos manter viva a memória coletiva para não voltar a um cenário de opressão e tirania.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e dos processos institucionais democráticos no país. Esperamos que sejam investigadas e apuradas as fontes de financiamento da tentativa golpista que, segundo os próprios mentores da trama, apontam para setores do agronegócio.

Ao mesmo tempo, reforçamos ser necessário que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e suas autoridades compreendam definitivamente que a profunda desigualdade social vivenciada no Brasil, advinda da extrema concentração de capital por uma parcela diminuta da população, condena grande parte dos brasileiros a situação de pobreza extrema estruturante. Essa situação já é, em si, uma condição antidemocrática vigente no Brasil, e serve como fermento a ideias totalitárias que ameaçam o sistema democrático de governo e as esferas de poder que o compõem.

Durante os quatro anos de governo do ex-presidente Bolsonaro, os povos indígenas foram duramente castigados e perseguidos, com aumento exponencial da violência nos territórios e da impunidade dos agressores. Foi orquestrada, de forma permanente e sistemática, uma ação política de desconstrução dos direitos dos povos originários e dos órgãos públicos que tinham por missão a promoção e proteção desses direitos.

Ao mesmo tempo, os povos enfrentaram e contestaram com altivez e audácia política, nos territórios, em Brasília e nos espaços internacionais, o autoritarismo do Estado. Defenderam de forma incansável, mesmo sob ataque, a preservação da Constituição Federal como lugar de encontro e de respeito aos direitos fundamentais.

O Estado Democrático de Direito é elemento fundamental para a convivência democrática e para a garantia dos direitos e das liberdades de toda a sociedade brasileira. A defesa da democracia compreende, necessariamente, a adoção de iniciativas que fortaleçam os direitos fundamentais da população brasileira. Neste sentido, dentre outras, a demarcação das terras indígenas, a titulação das terras quilombolas, a garantia dos territórios pesqueiros, a reforma agrária, o fomento à produção de alimentos saudáveis com acesso facilitado à população, um regime que suplante a superexploração do trabalho e elimine situações análogas à escravidão, e uma matriz tributária que efetivamente cobre mais impostos dos mais ricos.

Essas são condições urgentes e elementares na defesa, enraizamento, sustentabilidade e fortalecimento da democracia no Brasil.

  • Jorge Vieira
  • 11/dez/2024

Câmara de São Luís conclui trabalhos da CPI dos Transportes e identifica falta de transparência

Foi publicado no Diário Oficial do Município da última terça-feira (10), o extrato do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, instituída pela Câmara Municipal de São Luís. Após 180 dias de trabalho, a comissão especial identificou fragilidades administrativas nos processos emergenciais firmados pela Prefeitura Municipal de São Luís desde 2021 e apresentou recomendações ao Poder Executivo para aprimoramento da gestão administrativa, sugerindo maior transparência nos processos de contratação.

As recomendações incluídas no relatório têm o objetivo de corrigir falhas estruturais, de maneira a promover uma administração mais transparente e responsável no âmbito do transporte público municipal. Este resultado representa um passo relevante para fortalecer a fiscalização e evitar futuros problemas relacionados às contratações.

A CPI dos Transportes foi resultado de um requerimento do vereador Beto Castro (Avante), após constatar um grande número de contratos emergenciais desde o início da gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD). Na oportunidade, um total de 21 parlamentares assinaram o requerimento que deu início aos procedimentos para a implantação da comissão, que teve Álvaro Pires (PSB) como presidente. Também integraram este colegiado os vereadores Astro de Ogum (PCdoB), Daniel Oliveira (PSD), Pavão Filho (PSB), Ribeiro Neto (PSB) e Thyago Freitas (PRD).

  • Jorge Vieira
  • 11/dez/2024

Governo Lula é aprovado pela maioria, diz Quaest

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado pela maioria dos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11).

De acordo com o levantamento, 52% aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam. Não sabe ou não respondeu é 1%.

Em comparação com o último levantamento, realizado em outubro, o índice de aprovação aumentou em 1%, dentro da margem de erro. O índice era de 51% e o de desaprovação, 45% e os que não sabem ou não responderam, 4%.

Nordeste é a região que mais aprova

Os eleitores nordestinos são os que mais aprovam o governo Lula, com 67%, seguidos pelos que recebem até dois salários mínimos (63%) e os que possuem até o ensino fundamental (60%).

Já os que ganham mais de cinco salários mínimos são os que mais desaprovam, com 59%, os que possuem o ensino superior (58%) e os evangélicos (55%). No Estado de São Paulo, o trabalho do presidente é rejeitado por 55% e bem avaliado por outros 43%.

Na avaliação geral, 34% dos brasileiros consideram o governo regular, ante 33% que avaliam como positivo e 31% como negativo. Outros 2% não souberam responder.

Comparação com Bolsonaro

A Quaest também fez a comparação com o governo anterior e apontou que Lula está se saindo melhor do que Jair Bolsonaro (PL) para 42%, com um crescimento de quatro pontos porcentuais em comparação à pesquisa de outubro. Já os que acham que o mandato de Bolsonaro foi melhor passou de 33% para 37%. Outros 20% consideram os períodos como iguais e 3% não souberam responder.

Para 41%, o atual governo Lula é pior que as suas gestões anteriores (2003-2010), contra 35% que preferem a atual. Outros 15% não veem diferenças nos mandatos e 5% não responderam.

A Quaest entrevistou 8.598 pessoas, pessoalmente, entre 4 e 9 de dezembro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. (Fórum)

  • Jorge Vieira
  • 11/dez/2024

Oposição de Othelino tem sido dura contra Brandão

O partido Solidariedade, comandado no estado pelo deputado estadual Othelino Neto, não tem dado sosego ao governador Carlos Brandão (PSB). Após questionar a constitucionalidade do Regimento Interno na Assembleia Legislativa do Maranhão que estabelece a maior idade como critério de desempate para eleição da presidência da Mesa Diretora da Casa e que reelegeu a presidente Iracema Vale, aliada de Brandão, para o biênio 2025/2026, ação que está sob a relatoria da ministra do STF Carmem Lúcia, agora foi a vez de atingir parentes de Brandão ocupantes de cargos de direção no parlamento estadual.

Os ânimos estão bastante agitados por conta da decisão do ministro Alexandre de Moraes mandar a Assembleia Legislativa demitir o diretor de Relações Institucionais, Marcus Brandão (MDB), irmão do governador, mais dois parentes por conta da ADI apresentada pelo Solidariedade junto ao STF. O mesmo Supremo, através do ministros Dias Toffoli, já havia acabado com fórum privilegiado para diretores da Casa, o que atingiu mais uma vez o irmão do chefe do Executivo estadual

Como líder da oposição, Othelino não dado refresco ao governo, tem feito uso constante da tribuna da Assembleia e das redes sociais para apontar as falhas e criticar a gestão, Não perdoa nem quando o governador recua de declaração infeliz, como no caso dos indicadores econômicos e sociais quando disse que dava agonia, gastura e até  gastrite. Brandão jura que foi mal interpretado em sua avaliação sobre extrema pobreza  no estado, que não estava se referindo ao governo de Flávio Dino, mas nem por isso deixou de levar uma estocada do deputado Othelino.

Em sua rede social, Othelino disparou contra o governador: “Quando fala de improviso diz besteira. Aí tenta consertar e piora ainda mais. Sujeito tosco! Que fase…”. Em uma seunda postagem, respondendo diretamente ao governador que disse ter sentido agonia, gastura e até gastrite ao conhecer os indicadores negativos do estado sem esclarecer que tratava-se de um problema histórico e não do governador que o antecedeu, Othelino também se manifestou.

“Ver as políticas públicas serem destruídas e o estado assaltado na cara dura todos os dias. Isso dá agonia, dá uma gastura , dá até gastrite…”, rebateu Othelino.

Os ânimos na base governista que já era de tensão, se acirraram ainda desde a assinatura da ordem de serviço da segunda etapa da Avenida Metropolitana,quando, num inflamado discurso que mais pareceu uma crítica ao governo de Flávio Dino, o governador disse em alto e bom som que quando assumiu, ao tomar conhecimento dos indicadores sentiu agonia, gastura e até gastrite, o que motivou reação de parlamentares ligados ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal.

“Quando eu assumi o governo, eu vi o negócio com os indicadores do Maranhão. Gente, aquilo me dava agonia, uma gastura, dava até gastrite. Sempre o Maranhão lá embaixo: é o estado mais pobre, é o estado que tem o maior número de pessoas analfabetas, não sei o quê… Rapaz. Eu disse: ‘Não é possível! Vamos tirar o Maranhão desses dados ruins'”, disse Brandão.

Diante da forte repercussão e do acirramento das tensões que ronda o grupo governista, Brandão foi às redes sociais fizer que foi mal interpretado e que estava se referindo ao processo histórico não ao governo que o antecedeu, mas o estrago já estava feito. A aliança formada em 2014 que elegeu e reelegeu Dino e elegeu Brandão, pelo visto, partiu de vez, sem chance de retorno, apesar dos bombeiros ainda estarem tentando pagar o incêndio que ameaça consumir o Palácio dos Leões.

  • Jorge Vieira
  • 10/dez/2024

Alexandre de Moraes manda demitir parentes do governador lotados na Assembleia

A Assembleia Legislativa do Maranhão voltou a ter problema com a justiça por conta de representação do partido Solidariedade. Nesta terça-feira (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a exoneração do diretor institucional da Assembleia Legislativa, Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (PSB). Também deverão ser exonerados Camila Correa de Lima Moura, diretora legislativa, e Jackeline Barros Heluy, diretora de Comunicação.

“Dessa forma, frise-se, em juízo de cognição sumária, entendo ser o caso de suspender os atos reclamados em relação às nomeações feitas pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão de: Marcus Barbosa Brandão, nomeado Diretor de Relações Institucionais; Camila Correia
Lima de Mesquita Moura, nomeada Diretora Legislativa; e Jacqueline Barros Heluy, nomeada Diretora da Comunicação Social”, diz o magistrado.

No mesmo despacho, Alexandre de Moraes solicita que os deputados estaduais Yglésio Moyses (PRTB), Mical Damasceno (PSD) e Othelino Neto (SD) “prestem informações sobre a existência ou inexistência de investidura em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta do Poder Executivo de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade”.

Aos deputados Rodrigo Lago (PCdoB) e Rildo Amaral (PL), o magistrado determinou “que forneçam os nomes e cargos ou funções dos cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade ocupante de cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta do Poder Executivo de cônjuge”.

Já os deputados Fabiana Vilar, Aluizo Santos, Rosangela Vidal e Vinícius Louro, todos do PL, devem prestar “informações sobre a existência ou inexistência de investidura em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta do Poder Executivo de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade”.

  • Jorge Vieira
  • 10/dez/2024

MPMA aciona prefeito de Imperatriz, gestores municipais e mais 14 funcionários fantasmas por Improbidade Administrativa

O Ministério Público do Maranhão propôs cinco Ações Civis Públicas por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Assis Ramos, a atual secretária de Articulação Política do Município de Imperatriz, Maria de Fátima Lima Avelino, o ex-secretário da pasta, Remi Ribeiro Oliveira e mais 14 pessoas identificadas como funcionárias fantasmas, lotadas na Secretaria Municipal.

As ações foram propostas entre os dias 22 e 25 de novembro pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa de Imperatriz. O prejuízo ao erário é de R$ 1.487.901,29, sem atualização monetária.

As ações foram propostas após procedimento instaurado a partir de inspeção realizada à Secretaria Municipal de Articulação Política, pela Promotoria, cuja titular é a promotora de justiça Glauce Mara Lima Malheiros. As apurações confirmaram que, apesar do órgão municipal contar com elevado número de servidores, poucos foram encontrados no local de trabalho. Alguns, inclusive, eram desconhecidos daqueles que estavam presentes.

Os servidores ocupantes de cargos comissionados, com os respectivos cargos e o montante da remuneração que receberam até agora ou até o momento em que foram exonerados, são: Milayne Matos de Sales Mendes (assessora de Projetos Especiais – R$ 66.346,03);  Ana Caroline Ferreira Santos (diretora executiva – R$ 11.324,70); Ednon Viana Araújo (assessor de Projetos Especiais – R$ 42.129,05); Lucianne Soares de Sousa (diretor executivo –  R$ 448.040,39); Vanderley da Conceição (assessor de Projetos Especiais – R$ 47.924,13); Larissa de Andrade Silva Ramos (assessora de Projetos Especiais – R$ 58.744,65); João Pedro Ferreira (assessor de Projetos Especiais – R$ 80.868,84).

Também fazem parte da folha de pagamento sem comparecerem ao local de trabalho Mirivaldo Barros da Silva (assessor de Projetos Especiais – R$ 64.284,18); William Barra Souza (assessor de Projetos Especiais – R$ 230.007,63); Carlos Eduardo Sousa Lima de Carvalho (diretor de departamento – R$ 72.383,08);  Michael Augusto da Conceição Oliveira (assessor de Projetos Especiais – R$ 103.305,84);  Antonio Alves de Sousa Junior (diretor de departamento  – R$ 137.372,64); Mateus Gomes da Silva Neto (assessor de Projetos Especiais – R$ 75.250,58); e Silvia Maria Santos Costa da Silva (assessor de Projetos Especiais – R$ 49.919,55).

DEPOIMENTOS – Ao serem ouvidos no curso das investigações, os denunciados não souberam dizer quais funções exercem com clareza ou a carga horária que cumprem na Secretaria, limitando-se a declarar que realizam trabalhos externos. Em geral, quando perguntados sobre a última atividade realizada no trabalho, não souberam informar. Os requeridos sequer sabiam dizer quem era o secretário da pasta antes de Fátima Avelino, apesar de algumas nomeações terem sido feitas à época da gestão de Remi Oliveira.

Em depoimento ao Ministério Público, Fátima Avelino apresentou diversas contradições sobre o controle de ponto na Secretaria. Primeiro, afirmou que os servidores não compareciam diariamente, mas semanalmente. Depois, disse que existia uma escala de rodízio entre os servidores. Por fim, afirmou que todos assinavam uma folha de ponto diariamente, o que indicaria contato diário com os servidores.

“Assim, constata-se que, embora a secretária afirme manter uma relação de confiança com os servidores da pasta e alegue ter contato diário com eles, não possui qualquer prova do trabalho por eles executado ou do cumprimento da carga horária exigida pelos cargos que ocupam. Ainda assim, até a presente data, esses servidores continuam recebendo regularmente suas remunerações, apesar da evidente ausência de prestação de serviços”, ressalta a promotora de justiça Glauce Malheiros.

O Ministério Público aponta, ainda, que Remi Ribeiro Oliveira, ex-secretário da pasta, foi conivente com a situação de funcionários fantasmas, permitindo que os servidores recebessem seus salários sem desempenhar as funções para as quais foram nomeados, pois quando Fátima Avelino assumiu o cargo, alguns comissionados já faziam parte do quadro da Secretaria, evidenciando a continuidade das irregularidades.

Milayne Matos de Sales Mendes e Ana Caroline Ferreira Santos não residem no município de Imperatriz, mas em São Luís, e, mesmo assim, constavam como servidoras da Secretaria. Milayne Mendes, inclusive, recebia um contracheque com o salário correspondente ao dobro do valor de outros servidores que ocupam o mesmo cargo que ela detinha. Durante a investigação, declarou que sua função era marcar reuniões para o prefeito Assis Ramos quando tinha compromissos em São Luís.

Outro ocupante de cargo em comissão e residente fora de Imperatriz é Mateus Gomes da Silva Neto, que é empresário em Buritirana e foi candidato a prefeito daquele município. Somam-se à lista, ainda, Silvia Maria Santos Costa da Silva e Larissa de Andrade Silva Ramos, que residem em Formosa da Serra Negra.

A secretária Fátima Avelino também relatou que teve dificuldades para localizar os servidores para o cargo, afirmando que precisou reunir informações básicas, como nomes e telefones, para comparecerem à Secretaria. Apesar disso, não tomou qualquer providência em relação às irregularidades constatadas, permitindo que os citados continuassem recebendo remuneração sem cumprir suas funções.

PEDIDOS – O Ministério Público pede que a Justiça decrete liminarmente a exoneração imediata de Mirivaldo Barros da Silva, William Barra Souza, Ednon Viana Araújo, Lucianne Soares de Sousa, Larissa de Andrade Silva, Silvia Maria Santos Costa da Silva, Mateus Gomes da Silva Neto, Antonio Alves de Sousa Junior, Carlos Eduardo Sousa Lima de Carvalho e Michael Augusto da Conceição. Os demais já se encontram desligados das funções.

O pedido se estende à indisponibilidade de bens de todos os acusados no montante do valor do prejuízo causado ao erário, correspondente à remuneração recebida individualmente até o momento atual ou enquanto mantiveram vínculo com a administração pública.

De acordo com o art. 12, Inciso I, da lei nº 8.429/92, a penalidade para atos de improbidade administrativa de “funcionários fantasmas” é a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, pagamento de multa equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar ou receber benefícios fiscais ou creditícios do poder público, direta ou indiretamente.

As sanções se estendem ao prefeito, à secretária Fátima Avelino e ao ex-secretário, Remi Ribeiro Oliveira, com a indisponibilidade de bens, além da penalidade imposta pelo Art. 12, Inciso II da lei nº 8.429/92: perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, pagamento de multa equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente.

  • Jorge Vieira
  • 10/dez/2024

“Lula está bem e conversa normalmente”, diz médico sobre cirurgia

O médico Roberto Kalil Filho informou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (10) que Lula já está acordado, após passar por uma cirurgia de craniotomia durante a madrugada.

“Lula está bem e conversa normalmente”, disse Kalil Filho, ressaltando que o presidente “não terá sequelas”.

Segundo o médico pessoal, Lula foi transferido para São Paulo após exames realizados no Hospital Sírio Libanês em Brasília detectarem uma hemorragia – sangramento – dentro da caixa craniana.

Durante a madrugada, o presidente passou pelo procedimento, que retirou um pequeno pedaço do osso do crânio para drenar o sangramento.

“O presidente evoluiu bem. Já chegou da cirurgia praticamente acordado e encontra-se agora estável, conversando normalmente, se alimentando e ficará em observação nos próximos dias”, reiterou Kalil Filho.

Além de Kalil, participaram da entrevista os  médicos Marcos Stavale, Ana Helena Germoglio, Rogério Tuma e Mauro Suzuki.

Segundo Tuma, o hematoma teria sido causado, realmente, em razão da queda no banheiro.

“Ele teve a queda e a contusão cerebral e fez a coleção [acúmulo de líquido na região próxima à cirurgia, que pode ser causado por sangramento] dos dois lados. Essa coleção [o organismo] absorveu. Mas, enquanto as fibras não colam, acabam tendo vazamentos de vasos pequenininhos. E na fase absorção às vezes fica mais liquefeito e pode haver um sangramento tardio. Isso pode acontecer meses depois”, explicou Tuma (Fórum)

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