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No apagar das luzes, ex-governador interino pagou mais de R$ 1 milhão para empresas de sua família

 Nos últimos dias de governo interino, o
deputado Arnaldo Melo (PMDB) pagou a empresas de sua família um valor que
ultrapassa a cifra de R$ 1 milhão. Dados fornecidos pelo Portal da
Transparência do Governo do Estado mostram que no dia 30 de dezembro, o deputado
que respondia pelo Governo do Estado depositou na conta de dois hospitais
particulares de propriedade de sua família um montante de R$ 1.081.926,88.

No apagar das luzes do Governo, um dos
grandes beneficiados com pagamentos feitos a toque de caixa foi o próprio
governador interino. Através da Clínica do Coração Ltda (localizada em
Colinas), da Clínica São Sebastião Ltda (em Passagem Franca) e do Hospital
Santa Luzia, Arnaldo Melo transferiu para empresas de sua família valor que
ultrapassou a cifra do milhão em apenas 3 dias.

A primeira clínica pertence a Nina Ceres
de Couto Melo Aroso, filha de Arnaldo Melo e deputada estadual eleita pelo
PMDB. Como seu pai deixou de concorrer ao cargo de deputado para compor a chapa
de Edinho Lobão nas disputas pelo governo, sendo derrotado por Flávio Dino. Ela
recebeu um total de 871.257,85 no dia 30 de dezembro. O valor foi dividido em
três parcelas, todas pagas no mesmo dia.

A clínica localizada em Passagem Franca
pertence a Valderes Maria Couto de Melo, esposa do deputado que exerceu o
governo para substituir Roseana Sarney por 21 dias. A parcela depositada tem
valor de R$ 111.136,49, realizada também nos últimos dias de governo.

Já o hospital Santa Luzia (localizado no
município de Santa Luzia do Paruá) que pertencia à mãe de Arnaldo Melo e hoje é
propriedade de seus sobrinhos (Rafael Damasceno Melo) recebeu também no apagar
das luzes a soma de R$ 99.532,54. Todos os valores estão disponíveis no Portal
da Transparência do Governo do Estado.

Em ofício enviado à superintendência do
Banco do Brasil, Flávio Dino determinou o cancelamento dos pagamentos
realizados nos dias 30 e 31 de dezembro por suspeita de irregularidades. A
atitude foi tomada no dia 2 de janeiro, primeiro dia de trabalho, em ofício
assinado pelo governador e pelo chefe da Casa Civil do Governo do Estado,
Marcelo Tavares.

Antes de tomar posse do cargo, o
governador declarou que receberia o Estado “às cegas”, pois não lhe foram
repassadas informações financeiras sobre as contas públicas do Estado. A
suspeita de pagamentos irregulares às vésperas do fim do Governo levou o novo
governador a pedir a imediata suspensão. Entre eles, os repasses feitos à
família do então governador interino.

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