Neto Evangelista questiona papel da AL e cobra postura sensata – Jorge Vieira

21 de outubro de 2011

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21/10/2011 -

Jorge Vieira -

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Neto Evangelista questiona papel da AL e cobra postura sensata

Viviane Menezes / Agência Assembleia
O deputado Neto Evangelista (PSDB) fez, nesta quinta-feira (20), um apelo aos parlamentares para que adotem uma “postura sensata” ao analisar e votar projetos de autoria do Poder Executivo. Para ele, o Poder Legislativo está perdendo autonomia. “Quando querem saber algo que é decidido pelas Casas Legislativas, não olham mais para cá, vão direto ao Palácio dos Leões”, comentou.
A aprovação da Assembleia Legislativa ao Projeto de Lei nº 259/2011, que cria a Fundação da Memória Republicana Brasileira, entidade estatal que sucederá a atual Fundação José Sarney, de iniciativa privada, motivou o discurso deputado. “A Assembleia aprovou algo claramente inconstitucional”, analisou.
Além de questionar a constitucionalidade da matéria, Neto evangelista disse estar envergonhado com a repercussão negativa que se espalhou por todo país, através dos veículos de comunicação. Ele relatou a reportagem veiculada pela emissora SBT, finalizada com o seguinte comentário: “manda quem pode e obedece quem tem rabo preso”, parafraseando o ditado popular que, ao final, diz que “obedece quem tem juízo”.
“A imprensa nacional achincalha o Maranhão mais uma vez. Quando o Maranhão é notícia nacional é para falar de coisa ruim”, lamentou Neto Evangelista.
Na visão do deputado, a constante submissão dos Poderes Legislativos ao Executivo está fazendo com que o papel dessas Casas seja questionado em todo País. Ele citou como exemplo a reação da Fifa ao tratar sobre mudanças na legislação da Copa, quando procurou a presidente Dilma Rousseff e não o Congresso Nacional, Poder responsável para criar ou alterar leis federais.
“A Assembleia do Maranhão e assim como os demais Poderes Legislativos devem repensar o seu papel”, recomendou.
Por outro lado, Neto Evangelista destacou que quando o Legislativo age corretamente, a repercussão é positiva. Ele citou a decisão do senado sobre a redistribuição de renda do petróleo (royalties). “Tivemos um exemplo de votação digna, tanto que o Jornal da Globo, que sempre desdenha do Congresso, elogiou”, disse.

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