25 de maio de 2017

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25/05/2017 -

Jorge Vieira -

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LAVA-JATO: Sarney cada vez mais enrolado com propina da Ferrovia Norte-Sul

Um dos principais artífices da propina envolvendo a Ferrovia Norte-Sul, José Sarney tem mais um motivo para se preocupar com o caso. Nesta quinta-feira, 25, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal realizam mais uma operação focada no recebimento de propina nas obras Ferrovia.

A operação é um desdobramento das investigações da Lava Jato e uma nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica. Entre as pessoas que tiveram mandatos de prisão preventiva expedidos está Jader Ferreira das Neves, filho do ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, velho aliado de Sarney e considerado um dos laranjas do clã.

Juquinha e o filho já foram condenados neste ano a, respectivamente, 10 e 7 anos de reclusão, por formarem quadrilha e lavarem aproximadamente R$20 milhões provenientes da prática de crimes de cartel, fraudes em licitações, peculato e corrupção nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul.

Ligações históricas com os Sarneys

Escândalos envolvendo a família Sarney e a ferrovia Norte-Sul – obra que se estende há mais de 30 anos – acompanham a família Sarney desde os anos 1980. Uma fraude em sua licitação já foi denunciada em 1987, pelo jornal Folha de S. Paulo, e desde então, a ferrovia é alvo de investigações. Mesmo após ter deixado a Presidência da República, José Sarney manteve sob seu domínio a indicação da diretoria da Valec – empresa estatal responsável pela construção da ferrovia.

Juquinha, velho aliado da família Sarney, havia sido preso no início de 2016 após denúncias feitas pela Camargo Correa, que fez acordo de cooperação com o Ministério Público Federal.

Quando foi preso pela primeira vez em 2012, a Polícia Federal conseguiu gravações em que Juquinha afirmava a interlocutores que o então senador Sarney o bancava junto ao ministro dos Transportes. Em diálogo gravado no dia 20 de outubro de 2011, Juquinha diz a um assessor da Valec ter recebido a informação de que não haveria mudanças no ministério pois “estão com medo de afrontar o chefão”, apontado pela PF como Sarney. “O povo não quer afrontar nosso amigo”, disse.

Diante dessa conjuntura, uma delação de Juquinha ou de seu filho pode ser mortal para Sarney…

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