Os partidos da esquerda maranhense continuem firmes apostando na candidatura do vice-governador Felipe Camarão, assim como são cada mais evidentes os sinais de que a direção nacional do PT vai apostar todas as fichas em seu militantes. A nova edição do “Diálogos pelo Maranhão”, mostrou que os partidos que integram este campo da política maranhense estão unificados em torno da reeleição do presidente Lula e do projeto de eleição de Camarão.
O encontro ocorrido no último final de semana no Quilombo Cariongo, em Santa Rita, a palavra de ordem foi a unidade para a construção de uma frente popular de esquerda no Maranhão para sustentação política à candidatura de Felipe, que passou a ser uma aposta real da direção nacional do PT após a pesquisa encomendada pelo partido nos estado onde foi revelado o potencial do vice-governador na corrida eleitoral deste ano.
A reunião, segundo Felipe Camarão teve um significado simbólico, pois reuniu os cinco partidos (PT, PSOL, PCdoB, REDE, PSB) que estão caminhando juntos sob a liderança do presidente Lula para fazer o melhor pelo Maranhão, ou seja, o pré-candidato do PT deu a entender que o grupo que se reuniu no Quilombo Cariongo é que formará palanque para o presidente Lula no Estado. E Lula tem grande influência política e eleitoral entre os maranhenses.
Existe ainda a possibilidade de uma repactuação de toda a base política que, sob o comando de Flávio Dino chegou ao poder em 2014 derrotando o grupo que mandava e desmandava no estado por quase cinco décadas e que rachou por questões de divergências justamente sobre o processo sucessório. Recentemente o governador Carlos Brandão (sem partido) aventou a possibilidade de discutir com uma espécie de conselho seu futuro político.
Brandão é o principal fiador da pré-candidatura do sobrinho secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), projeto que somente se sustenta com sua permanência no comando do estado até o final do mandato, mas para isso terá que abdicar de concorrer ao Senado. Suas declarações em 2025 indiciaram que estava decidido a abrir mão da cadeira de senador para tentar fazer Orleans seu sucessor, porém, já admite ouvir conselhos antes de bater o martelo.
Se Brandão resolver sair, o cenário para as eleições mudará completamente, Orleans perde força, o projeto da candidatura pode não ir adiante. Nesta conjuntura Brandão deverá ser candidato a senador na chapa de Camarão, que assumirá o comando do estado e, sentado na cadeira de governador, disputará a reeleição, tendo ao seu lado o presidente Lula.
O fato é que, independente da posição que o governador Carlos Brandão venha adotar, a candidatura de Felipe Camarão se consolida e ganha vez mais a força na direção nacional do PT.
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