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Flávio Bolsonaro começa derreter após escândalo “Dark Horse”, aponta Datafolha

A cúpula do PL e lideranças do Centrão minimizaram publicamente a queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na mais recente pesquisa Datafolha, mas admitem preocupação com possíveis novos desdobramentos do caso “Dark Horse”, que já provoca desgaste político e aumenta dúvidas sobre a competitividade do parlamentar na disputa presidencial de 2026. As informações são do jornal O Globo.

Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou de 38% para 40% das intenções de voto no cenário de primeiro turno, enquanto Flávio recuou de 35% para 31%. Com isso, a diferença entre os dois candidatos saltou de 3 para 9 pontos percentuais em apenas uma semana.

Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, realizada antes da repercussão da crise envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, ambos estavam empatados com 45%.

Nos bastidores do PL, a avaliação é de que a oscilação era esperada diante da repercussão negativa do caso e ainda pode ser revertida. Apesar disso, dirigentes da legenda reconhecem reservadamente que novos fatos podem agravar o cenário político do senador.

PL tenta conter desgaste político

A ala mais pragmática do PL, ligada ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, avalia que a queda nas pesquisas ainda é “recuperável”. Integrantes do partido afirmam que, até o momento, o que veio a público não justifica substituir Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.

Mesmo assim, dirigentes admitem preocupação com o surgimento de novas provas ou conteúdos envolvendo o senador. Entre aliados, existe receio de que imagens, vídeos ou outros elementos comprometedores possam inviabilizar politicamente a candidatura.

O caso “Dark Horse” ganhou força após a divulgação de áudios e conversas sobre cobranças feitas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, para financiar um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). A crise provocou desconforto entre aliados, aumentou a tensão com partidos do Centrão e levou integrantes da pré-campanha a revisar a estratégia eleitoral para 2026.

Michelle segue no radar do PL

Mesmo diante do desgaste, dirigentes do PL afirmam que a legenda não pretende abrir mão da candidatura de Flávio Bolsonaro neste momento. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro continua sendo vista como uma alternativa eleitoral forte, mas ainda sem estrutura política nacional consolidada.

Segundo aliados, Michelle concentra atualmente sua atuação política no Distrito Federal, onde é cotada para disputar uma vaga ao Senado. Nos bastidores, integrantes do partido admitem que existe cautela para evitar que ela ganhe protagonismo nacional e acabe ofuscando Flávio dentro do campo bolsonarista.

Interlocutores afirmam, ainda, que Jair Bolsonaro prefere que o filho represente diretamente o grupo político na disputa presidencial.

Aliados relativizam resultado do Datafolha

Lideranças do PL tentaram demonstrar tranquilidade após a divulgação da pesquisa. “Perfeitamente igual imaginávamos”, afirmou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) também minimizou a diferença entre Lula e Flávio. “Achei que seria pior. Quatro pontos de diferença não é nada”, declarou.

Já o ex-ministro Marcelo Queiroga avaliou que o resultado demonstra força política do senador. “Em 2022, nessa época, diziam que Lula ganhava no primeiro turno”, disse. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o impacto foi menor do que o esperado. “Do jeito que estavam falando, parecia que a campanha já tinha acabado. Houve uma oscilação pequena, algo normal de um momento de crise, mas fácil de reverter”, afirmou.

Na mesma linha, o ex-deputado Lafayette de Andrada (PL-MG) considerou positivo o desempenho do senador diante da exposição negativa do caso. “Na minha avaliação está ótimo. Com essa avalanche no noticiário em cima do Flávio e permanecer empatado tecnicamente, acho muito positiva”, declarou.

Centrão amplia cautela com Flávio

Dentro da federação União Brasil-PP, o ambiente é de crescente desconforto. Embora dirigentes considerem a queda nas pesquisas algo esperado após a crise, existe preocupação com o risco político de um apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, resumiu a percepção ao comentar o levantamento. “Era o que esperava”, afirmou. A tensão aumentou após declarações de Flávio Bolsonaro sobre a operação da Polícia Federal que atingiu Ciro Nogueira no contexto das investigações relacionadas ao banco Master. A PF investiga suspeitas de pagamentos mensais feitos por Daniel Vorcaro ao dirigente do PP, hipótese negada pelo senador.

Durante um evento em Santa Catarina, no último dia 8, Flávio Bolsonaro buscou se afastar politicamente do aliado. “Não é porque as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos delas”, declarou. Na quinta-feira (21), Ciro Nogueira reagiu e afirmou que, “se for culpado”, Flávio Bolsonaro “terá que ser punido exemplarmente”.

Nos últimos dias, integrantes da federação União Brasil-PP procuraram aliados próximos de Flávio Bolsonaro para avaliar o grau de envolvimento do senador com Daniel Vorcaro e medir o risco de novos desdobramentos da investigação.

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