Fábio CâmaraJhon Cutrim – Disputando com a deputada Andrea Murad as últimas posições nas pesquisas para prefeito de São Luís, o vereador Fábio Câmara no auto da sua insensatez perdeu o equilíbrio ao proferir mais um de seus discursos histriônicos na Câmara Municipal.

Com um palavreado de boteco e um vocabulário surrado, o vereador agrediu verbalmente o prefeito Edivaldo nesta terça-feira (5), ao chamar o chefe do executivo municipal de estelionatário e marginal, extrapolando todos os limites da decência de quem se diz um vereador democrata.

Ninguém é contra o direito de Câmara, como representante legítimo do povo e fiscalizador do executivo, de fazer críticas à atual gestão, que coleciona avanços importantes mas precisa também melhorar em vários aspectos. Todavia, é reprovável em todos os sentidos os insultos graves e o destempero verbal do vereador todas as vezes que se refere ao prefeito da capital.

Ruy Barbosa, jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo dizia que a acusação é sempre um infortúnio enquanto não verificada pela prova e a existência do elemento servil é a maior das abominações.

Por longos anos Fábio Câmara serviu à família Sarney, especialmente a Ricardo Murad, acusado pela Polícia Federal de ser o mentor de uma quadrilha que se locupletou da Saúde do Maranhão. Fábio foi eleitor vereador não só por pagar contas, mas por conseguir vários favores usando a estrutura da secretaria de Saúde. Isto é, longe de ser marginal, mas também longe de ser um vestal da moralidade, da ética e dos bons costumes como tenta se apresentar.

Caso um dia queira ser prefeito de São Luís, Fábio Câmara, que tem entre suas qualidades a força de vontade, ousadia e, principalmente, muita astúcia, precisa primeiro saber o que significa decência e respeito. Não é achincalhando pessoas e muito menos com chiliques e ofensas a adversários que chegará ao seu objetivo. A população repudia comportamentos assim, é necessário proposta, conteúdo e menos verborragia barata.