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Eleições 2020: Governo democrático faz como Flávio Dino

O Maranhão respira, de fato, novos ares após o fim do grupo político que mandou e desmandou no estado por quase cinco décadas. Se estivéssemos ainda sob a égide do sarneysismo, um simples murro na mesa seria suficiente para que o aglomerado de partidos com seus dirigentes bajuladores se submetessem às ordens do oligarca José Sarney. O candidato a prefeito seria tirado do bolso, empurrado goela abaixo de donos de siglas partidárias e todos faziam reverência ao chefe político maior com medo da represália. Secretário então nem sonhava em contrariar o chefe.

Hoje o que se vê é uma situação completamente diferente, o governador Flávio Dino (PCdoB) respeita seus aliados, não interfere na vida partidária e por uma questão de coerência se mantem distante do processo sucessório municipal no primeiro turno ainda que seu partido tenha candidato e lute por ele. Como bem explicou a nota emitida pela secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos, em resposta a um questionamento do jornal O Imparcial, “o governador respeitará todos os aliados que o apoiaram em 2018 e, por isso, não adotará nenhuma posição quanto ao 1º turno das eleições em São Luís”.

Como é do conhecimento de todos que acompanham os acontecimentos políticos do Estado, Flávio Dino se reelegeu numa coligação que reuniu nada menos que quinze partidos e pela lógica torce pelo sucesso do candidato do seu partido, apenas não declara apoio por uma questão de coerência, uma vez que de todos os aliados que estiveram em seu palanque em 2018 pelo menos sete estão com pré-candidaturas lançadas, o que acarretaria provavelmente muita reclamação.

São sete candidatos da base de apoio do governo: Rubens Júnior (PCdoB), Duarte Júnior (PRB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Dr. Yglésio Moisés (PROS), Carlos Madeira (Solidariedade) e Detinha (PL) e não seria justo escolher um em detrimento dos demais, porém, aquele que passar para segundo turno para enfrentar o candidato opositor, provavelmente Eduardo Braide (Podemos), com certeza, contará com o apoio incondicional do governador.

Como é certo que um desses sete candidatos estará no segundo turno, conforme mostram as pesquisas, o governador Flávio Dino, democraticamente, aguarda uma disputa sadia entre eles e que vença aquele que tiver maior poder convencimento dos eleitor. Com exceção de Carlos Madeira, os demais são praticamente de mesma geração, habituados ao debate e, portanto, credenciados a disputar o mandato de prefeito da capital.

Governador afinado com a democracia age como Dino, não impõe sua vontade, respeita o direito dos aliados levarem adiante suas convicções, ainda que no íntimo torça para que o representante do seu partido supere seus adversários momentâneo com bom debate no campo das ideais, algo muito distante que do vivenciamos nos tempos oligárquicos.

Como deixou explicito em sua manifestação, Flávio Dino vai participar da eleição, mas somente no segundo turno e será um forte cabo eleitoral a julgar pelo elevado índice de aprovação de sua gestão. Teve este mesmo procedimento em 2016 quando entrou na campanha para reeleição de Edivaldo Holanda Júnior e ajudou derrotar Eduardo Braide no segundo turno. E agora não será diferente.

 

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