O governador Flávio Dino afirmou nesta segunda-feira (29) que a eventual disputa eleitoral com a ex-governadora Roseana Sarney será um “debate entre os que querem o governo dos 99% e os que querem o governo do 1%”. Essa menção ao 1% se refere aos interesses de um grupo historicamente privilegiado que seriam defendidos por Roseana, contra um governo popular representado por Flávio Dino.
Em entrevista a um grupo de jornalistas de mídia alternativa em São Paulo, Flávio disse que o grupo Sarney “é movido por esse objetivo de restauração de acesso a fontes de riquezas, de privilégios de classe que eles perderam e sentem falta”.
De acordo com ele, a aposta dos Sarney era de que o governo Flávio Dino seria um fracasso e “o poder voltaria ao colo deles por inércia”.
“O campo político deles enfraqueceu porque o governo é bem avaliado e isso faz que nós tenhamos conseguido ampliar o nosso campo político”, acrescentou.
O governador disse que diariamente os veículos comandados pela família Sarney lança uma série de ataques à sua administração. “Esse negócio de fake news não tem nada de novidade para nós; a gente vive isso todos os dias.”
Flávio lembrou que o ex-presidente José Sarney é “o político mais longevo e bem-sucedido no sentido da política profissional”, estando no poder desde Juscelino Kubitscheck, o que impõe uma luta contra “essas manhas da política institucionalizada tradicional”. Mas os resultados obtidos desde 2015 e o apoio popular dão um respaldo muito grande ao governo, ressaltou.
Lula
O governador também disse que a prioridade da esquerda neste momento ainda deve ser a candidatura do ex-presidente Lula, mesmo após a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que rejeitou o recurso dele no caso do tríplex.
Flávio Dino afirmou, no entanto, que mesmo com Lula fora da disputa, os impactos nas eleições dentro do Estado serão limitados.
“O impeachment e a Lava Jato mudaram muita coisa, mas não mudaram tudo. O que vale para São Paulo não vale para o Piauí e o Maranhão, e vice-versa, por exemplo”, disse.
“Vai ter um certo nível de nacionalização, mas não vai ser tão determinante assim, sempre tem a autonomia do jogo local.”
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