A Justiça Eleitoral do Maranhão deu o tiro de misericórdia na tentativa da direita montar palanque para o candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL). Por unanimidade o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) indeferiu o registro da candidatura do ex-senador Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Estado.
A decisão dos magistrados maranhenses cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, mas para quem já vinha apresentando índices pífios de intenção de votos em todas as pesquisas dos mais diferentes institutos já divulgadas até agora, imagine se insistir concorrendo subjudice. Por ter sido rejeitado por unanimidade, é improvável que o TSE reformule a decisão da corte maranhense.
Roberto foi retirado da corrida ao Palácio dos Leões por força da lei não por articulação de supostos adversários, dentre os quais o ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-governador do Maranhão Flávio Dino, a quem acusa de perseguição, mesmo sem apresentar qualquer elemento de prova. Roberto teve a candidatura cassada por dupla filiação partidária.
O ex-senador, que se converteu ao extremismo de direita após ter se sido eleito em 2014 por um partido de esquerda e com total engajamento de Flávio Dino não comprovou filiação ao PRTB no prazo de seis meses antes da corrida governamental como estabelece a lei. Esse sim o motivo real da sua exclusão da eleição.
Roberto Rocha foi retirado da corrida ao Palácio dos Leões após ter tido sua candidatura impugnada pela candidata ao deputada federal pelo partido Novo Lariane Telles Mendonça, que questionou a filiação do ex-senador ao PRTB com efeito retroativo a 4 de abril, e mostrando que naquela data, e semanas depois, o ex-senador continuou filiado ao Novo e se movimentando como tal.
Conforme a denúncia feita ao TRE-MA, Rocha se apresentou primeiro na condição de pré-candidato a senador ao Novo, e depois a governador. A autora da impugnação demonstrou a dupla filiação partidária de Roberto Rocha, levando a Justiça Eleitoral, com o aval do Ministério Público Eleitoral, a identificar a manobra e indeferir o registro em decisão plenária nesta segunda-feira (14).
O ex-parlamentar, que se radicalizou ao assumir a bandeira do bolsonarismo, portanto, não terá condições de ajudar Flávio Bolsonaro, que permanece sem palanque oficial no Maranhão e tem se limitado a agravar apoios a candidatos a deputado e ao candidato ao Senado Cidônio Gonçalves (PL).
Roberto Rocha tem todo direito de espernear, até de culpar adversários pelo seu fracasso político, mas é fato que ele está fora da corrida eleitoral porque o Novo o rejeitou. Acostumado a mudar de partido como se troca peça de roupa, o agora político de direita, antes de desembarcar no PRTB teve passagens no PSDB, PSB, PTB e Novo; flertou também o PL e MDB. Agora se ferrou ao tentar dar uma de esperto e tentar ludibriar a justiça eleitoral.
A verdade é que a candidatura de Roberto nunca chegou a incomodar adversários, nunca conseguiu ultrapassar três pontos percentuais de intenção de votos. Sempre figurou em quarto lugar nas pesquisas, atrás de Felipe Camarão (PT) e sem o menor poder de reação.
Sua ausência na corrida às urnas, portanto, em nada influenciará no resultado da eleição para governador do Maranhão, ficará registrado apenas como mias um fracasso político pessoal.
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