Em entrevista ao programa GloboNews Miriam Leitão desta quinta-feira, 26, o governador Flávio Dino foi perguntado se a democracia no Brasil atual está ameaçada. Para ele, há um ethos de destruição de adversários que coloca a democracia em gravíssimos riscos.
“Porque você vai a um estádio de futebol, tem duas torcidas, isso é bom, é bonito, é multicolorido. A democracia é assim, ela tem que ter plurivocidade, tem que ter múltiplas vozes. Não a voz do extermínio, a voz de que o outro, aquele que pensa diferente tem que ser destruído, estigmatizado”, exemplificou.
Flávio Dino destacou que todos esses setores da política brasileira que estão à direita, hoje, estão contaminados com essa ideia fascista de destruição de pessoas. “Pessoas são vítimas de campanha de desmoralização na internet e de setores da política”, realçou.
De acordo com ele, o governo Bolsonaro em si não lidera, nesse momento, qualquer processo de ruptura constitucional. “Me assustam os apoiadores, a base social que é capaz de defender intervenção militar, fechamento do Supremo, foi para a frente do Supremo tentar desmoralizar ministros que pensam diferente, ou que votam eventualmente diferente”, explicou.
“Então eu me refiro não apenas, ou não preponderantemente ao governo, mas sim a base da sociedade que foi contaminada por essa perspectiva autoritária que você não viu na esquerda, em nenhum momento, defendendo fechamento do Supremo, de Congresso, ou defendendo o fim das instituições democráticas. Em nenhum momento da vida brasileira”, completou Dino.
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