Durou pouco a expectativa do deputado Yglésio Moisés (PDT) com a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar transferências de alunos de faculdade particular na Bolívia para o Campus Universitário da Universidade Estadual no município de Caxias.
Pelo que informou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, logo após o requerimento com 15 assinaturas ter dado entrado na Mesa Diretora da Casa solicitando a CPI para apurar supostas irregularidades nas transferências, dificilmente prosperará.
Segundo Othelino “existe o entendimento de que esse é um assunto interno do Poder Judiciário que diz respeito a eles. O foro competente para se questionar decisões judiciais, ou conduta de juízes e membros do judiciário é da Corregedoria do próprio TJ ou do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, observou o presidente.
Yglésio protocolou na manhã desta quinta-feira (29) o pedido de CPI com base em denúncias de professores e alunos da UEMA de Caxias, mas conforme comentários de bastidores do legislativo estadual, diante do entendimento de que trata-se de um assunto interno do judiciário, alguns parlamentares deverão retirar as assinaturas, esvaziando assim o requerimento.
Apesar do autor do requerimento ressaltar que está havendo equívocos de interpretação do pedido, tudo indica que a CPI nasceu morta.
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