O time de Lula no Maranhão começará o mês de junho em pleno clima de campanha eleitoral. Embalado pelo apoio declarado do presidente Lula e presença do presidente nacional do partido, Edinho Silva, o pré-candidato a governador do estado, vice-governador Felipe Camarão, deverá ser aclamado representante do PT na sucessão estadual, tendo como candidata ao Senado, Eliziane Gama, vice-líder do governo no Congresso Nacional, que terá a reeleição, na próxima segunda-feira, primeiro de junho, durante a plenária do movimento Diálogos pelo Maranhão.
Dia primeiro de junho, numa casa de eventos na Av. dos Holandeses, Camarão dará a largada da campanha rumo ao Palácio dos Leões e para isso contará com uma arrojada militância e a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, considerado o maior cabo eleitoral do estado pelo os benefícios que seu governo trouxe ao Maranhão, em seu palanque e em todas as peças publicitárias.
O pré-candidato do PT, no entanto, terá que construir a unidade do partido, hoje divido por conta de posicionamentos no que diz respeito a aliança com o governador Carlos Brandão (MDB) e seu candidato a governador, Orleans Brandão (MDB). Grande parte da militância, mesmo antes do presidente gravar vídeo confirmando apoio a Camarão, defendem candidatura própria, enquanto velhos dirigentes com cargos no governo ainda defendem apoio a Orleans e aliança com Brandão.
No vídeo em que gravou referendando Felipe Camarão com candidato do partido, Lula recomendou que ele procurasse fazer mais amigos que inimigos e é isso que agora o candidato a governador deverá fazer, ou seja, tentar convencer o partido como um todos a cerarem fileira em sua campanha, visto que, pelo que está sendo desenhado, o palanque de Lula no Maranhão será o do PT, ainda que outros candidatos, incluindo Orleans, declarem apoio à sua reeleição para presidente.
A convocação da militância para o encontro petista da próxima segunda-feira tem sido deita pelo pré-candidato nas redes sociais e não deixa dúvidas que o encontro será uma espécie de largada da caminhada. O vice-governador classifica como um “grande encontro do nosso tempo, o tempo de Lula”.
O presidente nacional do PT, que por três vezes cancelou sua agenda no Maranhão, desta vez desta vez se fará presente e deve reunir com a militância para pedir unidade em torno de Camarão, missão que não será fácil, devido posições que dirigentes do PT ocupam no governo e que não estariam dispostos a abrir mão.
Felipe, no entanto, mostra confiança na possibilidades de todos remarem mesma direção. Já a edição do “Diálogos pelo Maranhão”, movimento que percorreu o interior do estado ouvindo a população e apresentando propostas deverá se constituir na reafirmação de Camarão como candidato ao governo, Lula presidente e Eliziane senadora.
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