Em convenção que aconteceu na manhã desta terça-feira (07), no auditório José Alencar da sede do PRB – agora, Republicanos -, o partido elegeu a sua nova executiva nacional. O vice-governador Carlos Brandão assume, até 2023, o cargo de vice-presidente pela sigla.
A convenção – Em novo prédio de quase 6 mil m² na capital federal, inaugurado na noite de ontem e que abriga a Fundação Republicana Brasileira (FRB), a Faculdade Republicana, PRB Mulher, PRB Juventude e PRB Distrito Federal, a cerimônia foi conduzida pelo presidente reeleito e vice-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcos Pereira (SP).
Em sua fala, Carlos Brandão demonstrou experiência em gestão partidária e comprometeu-se em auxiliar o presidente estadual e deputado federal, Cléber Verde, na condução do crescimento do partido, no Maranhão.
“Sabemos da história do PRB e não podemos esquecê-la. Mas, ainda há muito o que se fazer pelo seu fortalecimento, o que perpassa os aspectos quantitativos. Trabalharemos por um partido ainda maior e com qualidade em seus quadros constitutivos”, afirmou.
Algo referendado pelos demais membros correligionários e pelo seu presidente nacional: “Mais importante do que mudar de nome é manter a coerência política e partidária. A inauguração da nova sede do partido, da Fundação e da Faculdade refletem um novo tempo para os Republicanos”, ressaltou Marcos Pereira.
PRB agora é Republicanos – Ainda durante a sua convenção nacional, a executiva do PRB aprovou a mudança do nome do partido para Republicanos e seu mais novo manifesto, estatuto e programa que marcam uma posição conservadora em seus costumes e liberal na economia.
Depois da repercussão negativa de uma fala preconceituosa contra a população pobre, o deputado Edilázio Júnior (PSD) se envolveu em nova polêmica. O nome do maranhense aparece entre os parlamentares que ganharam passaporte diplomático da Câmara Federal. A informação foi divulgada nesta terça-feira (7), pelo site de notícias UOL.com o documento, a esposa e os filhos de Edilázio terão direito a privilégios em viagens ao exterior.
O genro da desembargadora Nelma Sarney aparece entre os deputados novatos que não perderam tempo e tiraram o documento. Ele é o único maranhense que aparece no levantamento do UOL. Durante quatro anos, Edilázio e família poderão desfrutar de regalias em viagens pelo exterior. O luxuoso benefício confirma a posição de Edilázio Júnior como deputado “Classe A” da política maranhense.
Ele garantiu a vantagem menos de um mês após ser duramente criticado pelos maranhense, quando viralizou na internet vídeo de reunião do deputado com moradores da Ponta D’Areia, em São Luís. Na reunião, Edilázio Júnior se posiciona contra a instalação de um terminal flutuante na região da Península porque, segundo ele, atrairia “público C” para o “IPTU mais caro” da capital maranhense. O episódio rendeu ao deputado o sugestivo apelido de “Ricolázio”. Para piorar, com três meses de atuação na Câmara Federal, até agora a principal ação de Edilázio foi justamente tirar o tal passaporte diplomático para sua família.
O senador Weverton (PDT-MA) disse, em entrevista ao programa Conexão Senado, da Rádio Senado, nesta terça-feira (7), que está preocupado com a forma como o governo federal vem conduzindo pautas importantes para o país. O parlamentar foi questionado sobre o uso comercial da Base de Alcântara no Maranhão e explicou que precisa conhecer o teor da proposta, que será enviada ao Congresso, para definir com a bancada do estado a posição sobre o tema.
“Nós não definimos nosso voto. Torcemos para dar certo e, se for um acordo que seja bom para Alcântara e para o Maranhão, não vamos ter dificuldade nenhuma de defendermos, mas vamos esperar chegar para analisar.
Deixa-se claro para a sociedade brasileira e maranhense que o acordo só vai passar a existir depois que o Congresso Nacional aprovar”, disse Weverton.
O senador afirmou que está em contato com o governo, com o alto comando da Aeronáutica e com os responsáveis pelo Centro de Lançamento de Alcântara para compreender os detalhes do acordo assinado em março entre Brasil e Estados Unidos para a exploração comercial da base. De acordo com Weverton, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, garantiu que não há restrições para que o Brasil desenvolva seu próprio programa espacial e que a base não será usada para fins militares.
“Temos que ter certeza de que o governo não está falando tudo isso da boca para fora. Não dá para falar em desenvolvimento e acreditar em um governo que corta 30% dos recursos de todas as universidades do país. Se percebe que não há sintonia nas palavras e ações. Como você quer falar em desenvolvimento se as próprias faculdades estão sendo forçadas a fechar suas portas e seus institutos tecnológicos? Vamos estar atentos e ajudar naquilo que for bom para o país”, explicou.
O parlamentar falou ainda que é fundamental que o texto assegure a soberania nacional, a proteção das comunidades quilombolas da região e o aproveitamento de mão de obra local.
O senador, que é líder do PDT no Senado, é autor de um projeto que destina 15% da receita com a exploração comercial da base de Alcântara ao estado e aos municípios. Os royalties seriam assim divididos: 40% para o estado, 40% para os municípios, 10% para as universidades estaduais e 10% para as fundações estaduais de pesquisa.
“Esse royalty tem que chegar lá no estado. O desenvolvimento, a internet de banda larga e os recursos precisam chegar nas cidades para as pessoas perceberem que é importante ter programas mundiais, aeroespaciais ou outros projetos importantes que ajudem na arrecadação de impostos e tributos e que promovam o desenvolvimento das suas comunidades”, enfatizou.
Weverton demonstrou preocupação com as pessoas que saíram das suas casas quando o centro foi instalado e até hoje não receberam indenizações.
“Existem comunidades quilombolas que foram desalojadas há quase 30 anos e não foram indenizadas. Os processos estão na justiça. Algumas famílias que também não receberam, e que seus entes faleceram, estão esperando até hoje receber os devidos valores. Tenho feito este apelo para que a União resolva este problema que não foi criado pelo governo A, B ou C, mas que precisa ser resolvido”, destacou o senador.
Em recente entrevista ao programa Resenha da TV Difusora, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) negou que seja pré-candidato à Presidência da República e criticou a antecipação dos debates eleitorais.
“Não existe isso. Eu tenho 51 anos, considero que estou no auge da minha juventude, mas ao mesmo tempo já tenho uma certa experiência pra saber que é totalmente fora de hora cogitar isso com tanta antecedência e no meio desse tumulto brasileiro. Essas águas aí tem que rodar bastante pra gente poder ter um enfoque nisso“, disse Flávio Dino.
O deputado federal licenciado e secretário das Cidades e Desenvolvimento, Rubens Pereira Júnior, adotou o mesmo posicionamento, quando questionado sobre uma possível candidatura a prefeito de São Luís. “Eu aprendi com o governador Flávio Dino que não devemos falar em eleições em anos ímpares. Este é o período que todos precisa trabalhar bastante e focar só na gestão”, disse.
Rubens Júnior disse acreditar que “o povo está cansado de discussões sobre eleição a todo momento. Nós não podemos perder o foco e antecipar o debate eleitoral. Deixamos isso para 2020. Em 2019, as energias devem ser focadas exclusivamente na gestão”, finalizou.
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Edmar Cutrim, em conversa informal com jornalistas na manhã de segunda-feira (6), no plenário da Assembleia Legislativa, admitiu que estuda a possibilidade de candidatar-se a prefeito de São José de Ribamar, em 2020.
Ex-deputado estadual de vários mandatos, pai dos deputados Gil E Glauberth Cutrim, para ser candidato, Edmar terá que pedir aposentadoria, abrindo assim uma vaga de conselheiro no TCE, o que vai dá início a uma outra batalha, pois o que não falta é interessado.
A eleição para a composição da nova Mesa Diretora que tomará posse em fevereiro de 2021 revelou a enorme capacidade de articulação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), ao ponto de reunir na mesma chapa representantes das mais diversas forças políticas que atuam no plenário da Casa, o que permitiu a formando do consenso em torno de sua liderança.
Aliado de primeira hora do governador Flávio Dino (PCdoB) e ciente da missão que terá que conduzir até 31 de janeiro de 2023, ao agradecer sua reeleição, por unanimidade, Othelino observou que o resultado do pleito foi uma demonstração do fortalecimento do Poder Legislativo. Dos 42 deputados, apenas Hélio Soares (PR) não compareceu para votar, o que evitou que a chapa fosse eleita por aclamação.
E teve espaço para todas correntes na chapa “Igualdade e Democracia”, até para o principal líder da oposição, deputado César Pires (PV), que garantiu a 4ª vice-presidência, e novos parlamentares, a exemplo de Rildo Amaral (SD), que ficou com a 3ª vice-presidência.
“Agradeço a confiança de cada colega. Nós estaremos sempre juntos. Esta Mesa Diretora estará sempre à disposição de cada deputado, independente do partido no qual esteja, independentemente de sua preferência político-eleitoral, independentemente de qualquer coisa. Esta Assembleia é de todos nós, dos 42 deputados e, sobretudo, de todos os maranhenses”, enfatizou Othelino.
O presidente da Assembleia Legislativa fez ainda uma ardorosa defesa da independência dos Poderes constituídos do Estado. “Quando nós conseguimos dialogar com os outros Poderes, isso não significa que nenhum dos outros esteja abrindo mão de prerrogativas, ou que um esteja se curvando para o outro. Isso significa que, quando o Legislativo dialoga com o Executivo, com o Judiciário, com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas, nós estamos cumprindo com o nosso dever constitucional de estabelecer um diálogo franco e aberto com os outros Poderes e as outras instituições para o bem da sociedade”, afirmou Othelino.
Outra preocupação do presidente diz respeito ao momento de crise que passa o país. Para Othelino, neste momento de crise é preciso ter muita capacidade de diálogo a fim de que sejam superadas essas dificuldades para que o Brasil reaja e o Maranhão também continue melhorando.
Othelino tem se destacado na presidência da Casa pela capacidade de agregar e trabalhar pela unidade do parlamento, respeitando as diferenças e permitindo que blocos de oposição permaneçam tendo acesso aos cargos da Mesa Diretora. “A Assembleia deve ser uma Casa de diferentes com o único intuito de defender os interesses do Estado”, diz o presidente.
Clodoaldo Corrêa – O pré-candidato à prefeitura de São Luís, Jeisael Marx, concedeu entrevista ao programa Na Hora, da rádio 92FM nesta segunda-feira (6). O programa é pelo radialista Flávio Chocolate.
Jeisael criticou muito a postura do deputado federal Eduardo Braide, que político desde seu primeiro emprego, tentou se apresentar como “novidade” nas eleições de 2016.
“Em 2016, surgiu o candidato Braide se dizendo o novo e ‘apolítico’. Não existe nada mais velho do que pregar a ‘não política’. O Braide era tão insignificante na política que quando apareceu, pareceu ser uma coisa nova. Mais já era político há muito tempo. Filho do ex-presidente da Assembleia, Carlos Braide. O pai deu o primeiro emprego para ele como presidente da Caema em uma articulação política com o governador à época. E o cara se apresenta como novidade para enganar o povo”.
O comunicador estendeu a crítica aos demais pré-candidatos que estão se apresentando. Na maioria, os filhos da política tradicional do Maranhão, que nunca sentiram as dores da população.
“Veja o perfil dos pré-candidatos. Filho de político, nunca precisou pegar um ônibus para entregar um currículo, nunca teve que se preocupar em pagar um boleto. Cabe para qualquer um que está se apresentando. Eu não preciso dizer nomes. E somos enganados a cada eleição por gente que, nem por maldade, mas não conhece, não viveu”, sentenciou.
Na entrevista, Jeisael desmistificou que tenha apoiado de alguma forma a eleição do prefeito Edivaldo em 2016, reiterando que foi duro com todos os candidatos que entrevistou. E ainda fez críticas à gestão municipal.