O vereador Astro de Ogum, vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís, e mais dois assessores acusados de pedofilia e extorsão foram preso nesta manhã de quinta-feira (12) em operação da Secretaria Estadual de Investigações Criminais (SEIC).
A operação teve como alvo Raimundo Costa e o travesti Raíssa Martins Mendonça, mas durante a busca na casa do parlamentar, no Olho D’água, a polícia encontrou não apenas os acusados com prisão decretada, mas também armas e resolveu levar todos para a SEIC, no Bairro de Fátima..
Durante sessão plenária de hoje, o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) saiu em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, que iniciaram greve geral nesta quarta-feira, dia 11. Além da luta para impedir perdas salariais e manter direitos conquistados, a categoria denuncia o projeto de privatização do governo Bolsonaro.
“Eles estão numa peleja enorme, gigantesca, contra a privatização da empresa. É fundamental essa luta, porque sabemos a importância dessa categoria e a presença estratégica que tem em todas as comunidades do Brasil”, disse o parlamentar, no plenário da Câmara Federal.
Bira lembrou a importância desses trabalhadores no dia a dia da população e o papel estratégico dos Correios para o desenvolvimento do país. Ele ressaltou ainda que é essencial a luta em defesa dos Correios, bancos e empresas públicas.
Fórum – Ciro Gomes, ex-ministro nos governos Lula e Dilma e candidato à presidência em 2018 pelo PDT, deu mais uma de suas declarações polêmicas em entrevista à rádio CBN, nesta terça-feira (11). Crítico do PT, ele afirmou que não há “centralidade” na pauta do “Lula Livre” para a população e ainda afirmou que o ex-presidente não é um preso político.
Terceiro colocado em 2018, Ciro voltou a atacar o PT. Durante a conversa, ele afirmou que a presidenta Dilma Rousseff “desastrou o Brasil” e evitou tratar o impeachment como “Golpe”. “Se houve um golpe, que eles chamam que foi um golpe, quem fez o golpe foi o Senado”, disse Ciro.
O ex-ministro ainda direcionou suas críticas diretamente ao ex-presidente Lula e criticou a campanha Lula Livre. “Pergunta pro nosso povo qual é a centralidade pra 14 milhões de desempregados. Eu acho que isso não tem centralidade nenhuma”, disse quando questionado sobre a pauta.
Ciro disse considerar que Lula não teve um julgamento justo, mas que ele não é um preso político e “não tem nada de inocente“. Segundo o ex-ministro, o ex-presidente aceitou o rito do Judiciário e que, por isso, não o vê dessa maneira. “Preso político de forma nenhuma”, disse ao ser questionado sobre as revelações da Vaza Jato, que expuseram uma trama entre procuradores e que ocorria por trás do processo formal.
Está praticamente confirmada a recondução do militante histórico Augusto Lobato ao comando do PT no Maranhão. Ele obteve mais 51,9% dos votos dos delegados e deve ser reeleito no congresso estadual que será realizado em outubro. As chapas perdedoras, no entanto, recorreram ao Diretório Nacional alegando suposta irregularidades ocorrias no PED petista.
Após muita confusão, eleição do PT segue sem conhecer o resultado oficial. Tudo deveria está finalizado desde o início da noite de terça-feira (10), mas até o momento ainda é desconhecido o resultado oficial. Existem urnas que ainda não foram contabilizadas e não existe uma informação se serão conferidas.
Pelo que já foi apurado, a chapa liderada por Augusto Lobato venceu com 51% dos votos dos delegados. O candidato do deputado Zé Carlos foi o grande derrotado. Genilson tem apenas com 26% e Francimar 20%.
Tudo indica que serão confirmados nos comandos municipal, estadual e nacional Honorato Fernandes, Augusto Lobato e Gleici Hoffman, respectivamente.
O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) não tem jeito mesmo. Após pegar a pecha de traidor, agora se esforça para mostrar subserviência à família Bolsonaro, segundo noticia o blog do jornalista Clodoaldo Corrêa.
Desta vez senador cedeu a vaga do seu partido da CPMI da Fake News para ninguém menos que o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, .
A subserviência de Rocha tem como única finalidade bajular e mostrar serviço aos que se consideram donos do poder. Sua atitude surge justamente no momento em que o deputado federal Alexandre Frota ameaçar entregar onde fica o quartel general dos Fake News dos Bolsonaros.
O número de roubo a instituições financeiras no Maranhão caiu 33% entre 2017 e 2018, de acordo com estudo divulgado, nesta terça-feira (10), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Anuário Brasileiro da Segurança Pública é divulgado anualmente e traz dados do país inteiro.
Segundo o estudo, o número de roubo a bancos no Maranhão caiu de 12 para oito entre 2017 e 2018. Ou seja, um terço a menos. A taxa de roubo a cada 100 instituições financeiras caiu de 1,3 para 0,7, o que significa queda de 48,6%.
A queda no Maranhão é maior que a média brasileira tanto em números absolutos, de 11%, quanto em taxa a cada 100 bancos, de 32,8%. O Anuário, também, mostra que o Maranhão reduziu outros roubos a patrimônio, como a estabelecimentos comerciais, residências e cargas.
Para Luciano Flores de Lima, Superintendente Regional da Polícia Federal no Paraná, a operação Galeria, deflagrada na manhã desta terça, 10, é uma ‘aula de lavagem de dinheiro’. As diferentes operações que Márcio Lobão, filho do ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia (governos Lula e Dilma) Edison Lobão (MDB/MA), teria feito para ocultar valores e sua origem – propinas da empreiteira Odebrecht e do grupo de serviços ambientais Estes – foram destaque durante coletiva da operação.
O auditor fiscal da Receita Edson Sjinya Suzuki afirmou que era ‘magnifico’ e ‘espantoso’ as formas de lavagem de dinheiro que Márcio teria utilizado.
A ‘Galeria’, fase 65 da Lava Jato, investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Transpetro, subsidiária da Petrobras, e a Usina Hidroelétrica de Belo Monte. Segundo a PF, Edison Lobão (MDB/MA) , ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia (governos Lula e Dilma), e seu filho Márcio teriam recebido, entre 2008 e 2014, cerca de R$ 50 milhões em propinas.
Márcio é apontado como responsável pelo ‘ajuste e coleta’ das propinas e, segundo o procurador Roberson Pozzobon, o filho de Lobão trataria dos acertos das entregas em reuniões na própria sede da Transpetro.
De acordo com Pozzobon, foram identificadas 44 visitas de Márcio nos registros da portaria da empresa.
A procuradoria chegou à informação com base no depoimento de Sérgio Machado, presidente da Transpetro de 2003 a 2014, que relatou ao MPF que procedimento de Edison Lobão frente ao pagamento de proprinas eram diferente do de outros políticos envolvidos no esquema de corrupção.
Na decisão que deflagrou a operação, a juíza Gabriela Hard, da 13ª Vara Federal de Curitiba anotou: “A fim de operacionalizar o ajuste de pagamento e a coleta de tais propinas, Edison Lobão designou seu filho, Márcio Lobão, o qual operacionalizou o recebimento de tais propinas em espécie, ao menos entre 2008 e 2014, na Rua México, 168, 12.º andar, Centro, Rio de Janeiro, no escritório de advocatícia de sua esposa Marta Fadel Lobão.”
Segundo a investigação, mais de R$ 10 milhões teriam sido entregues neste endereço a Márcio Lobão somente pelo Grupo Estre e pela Odebrecht.
A operação também foca em suposto esquema de lavagem de dinheiro que contava com operações de compra e venda de obras de arte e imóveis chefiado por Márcio Lobão. Os investigadores suspeitam que filho do ex-ministro lavou, por meio da compra de obras de arte, pelo menos R$ 10 milhões de toda a propina acumulada. Ele teria recebido o valor por intermédio de um ex-presidente da empresa da Transpetro.
A procuradoria afirmou ainda que ‘há indicativos de que Márcio continua, ainda em 2019, praticando atos de lavagem de dinheiro’.
“Parcela significativa dos valores decorrentes da prática dos crimes de corrupção foi, ao que consta, paulatinamente incorporada ao patrimônio de Márcio Lobão após a realização de complexas operações de lavagem de dinheiro”, observa Gabrtiela Hardt.
O esquema de lavagem, de acordo com o Ministério Público Federal, envolvia a aquisição e posterior venda de obras de arte sobrevalorizadas, simulação de operações de venda de imóvel, simulação de empréstimo com familiar, interposição de terceiros em operações de compra e venda de obras de arte, e movimentação de valores milionários em contas abertas em nome de empresas offshore no exterior.
Pozzobon registrou dois casos em que a valorização dos quadros de Márcio chegou a 1788%. O procurador relatou que o filho de Lobão comprou quadros de Milton Cota e de Ivan Serpa por R$ 45 mil e acabou vendendo as obras por R$ 850 mil cada.
A decisão que deflagrou a ‘Galeria’, assinada pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, registra ainda outro possível caso de lavagem envolvendo obras de arte – a aquisição da obra “A serpente e o pássaro”, da artista Beatriz Milhazes.
Segundo o MPF, os documentos obtidos durante a Operação Leviatã, que cumpriu ordens de busca em endereços de Márcio, indicam ‘forte correlação’ entre o planejamento de compra da obra, o pagamento de uma propina de R$ 500 mil em espécie solicitada por Márcio à executivo da Odebrecht e cheques não nominais emitidos em para uma galeria de arte.
A decisão de Gabriela registra ainda que foram identificados ao menos 104 depósitos de dinheiro em espécie em contas bancárias de Márcio e de sua esposa Marta Lobão, totalizando R$ 2.121.827,00.
A investigação ressaltou a evolução patrimonial de Márcio Lobão, que saiu de R$ 8.903.495,91 para R$ 44.187.850,79 num intervalo de dez anos – de 2007 a 2017.
A PF entregou à juíza provas de que Márcio Lobão teria efetuado, inclusive em período recente, transações sobrevalorizadas de obras de arte e simulado operações de venda de imóveis com empresa controlada por seu irmão Luciano Lobão.
Segundo a PF, Márcio também teria simulado empréstimo com o irmão, realizado operações fracionadas de depósitos em dinheiro, efetuado a interposição indevida de terceiros em transações de obras de arte, além de ‘ter movimentado valores milionários em contas em nome de empresas off shore no exterior’. (Pepita Ortega – Estadão)