O presidente Jair Bolsonaro mostrou neste final de semana mais uma vez seu ímpeto autoritário ao discursar para um público que se manifestava em Brasília a favor do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, os dois maiores pilares da democracia.
Ao dirigir-se de forma eloquente aos manifestantes que gritavam e portavam cartazes defendendo a edição de um novo AI-5 (Ato Institucional nº 5) aquele instrumento que autorizou a ditadura militar a descer a porrada em seus opositores, o presidente mostrou desequilíbrio e incapacidade de conviver em um regime democrático.
A cena ridícula mostradas em redes sociais de seus filhos e apoiadores do presidente em cima de uma camionete tratando carinhosamente apoiadores de golpe e fechamento do país, como em 1968, revelou um Bolsonaro que flerta com a morte da democracia.
Além de se mostrar favorável ao golpe defendido por seus apoiadores, Bolsonaro voltou a desrespeitar todas as recomendações das autoridades sanitárias para este momento de pandemia do novo coronavírus, pois quase não consegue terminar o discurso tosco de tanto cof cof cof, isso mesmo, tossi muito na frente do público.
A manifestação do presidente no ato pró-ditadura, na realidade foi apenas mais uma constatação de que o país está sendo dirigindo por um incapaz, inconsequente, desequilibrado, autoritário e que pode levar o país a uma convulsão social sem precedente.
Diante do espetáculos bolsonarista deste domingo (19), o governador Flávio Dino, em sua página no Twitter adverte: “Apenas para realçar uma obviedade: o artigo 142 da Constituição Federal NÃO prevê nenhum tipo de “intervenção militar” contra a Câmara, Senado ou Supremo. Tampouco contra a própria Constituição. Ou seja, “intervenção militar constitucional” é só mais uma maluquice”.
A Associação dos Magistrados Brasileiros também recorreu as redes sociais para afirmar que “vê com preocupação as manifestações de grupos que defendem o fechamento do Supremo Tribunal Federal, da Câmara e do Senado, além de outras medidas ilegais e que agridem a Constituição Federal”.
O governador Flávio Dino (PCdoB) tem usado diariamente sua página no Twitter para anunciar, com transparência, a situação emergencial provocada pela propagação do novo coronavírus, que já contaminou mais de mil pessoas no estado, deixando um saldo de 44 mortos segundo o último levantamento feito pela secretaria de Saúde.
Ao ultrapassar mil casos, Dino recorreu, como de costume, às redes sociais para solicitar a colaboração de todos no combate a pandemia e anunciar que tomará novas medidas que, segundo ele, somente terá eficácia se houver a compreensão da população neste momento extremamente delicado.
“Ultrapassamos a marca dos 1.000 casos confirmados de coronavírus. Agora são 1.040. Com 44 óbitos. Irei editar novas medidas. Mas elas só serão adequadamente cumpridas e produzirão efeitos se houver compreensão de todos. Conto com vocês”, postou o chefe do Executivo maranhense.
O Governo do Estado, isso é fato, não tem medido esforços para conseguir equipamento que permitam ao sistema estadual de saúde proteger a população do Covid-19, a exemplo da verdadeira operação de guerra montada para comprar e trazer da China para o Maranhão respiradores extremamente necessário na recuperação de enfermos.
Na contramão do esforço hercúleo para equipar os hospitais, preparar o estado e evitar o colapso em caso de propagação ainda maior, o governador ainda tem que lidar com fake News plantadas nas redes sociais, o que tem levado autoridades, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), a manifestar solidariedade e pedir que todos façam sua parte.
Nesta sexta-feira (17), por exemplo, Othelino recorreu ao Twitter para externar seu espanto com a propagação da fake sobre os respiradores que seriam supostamente inadequados tecnicamente para ajudar no tratamento da Covid-19, o que obrigou o secretário de Saúde Carlos Lula também usar as redes sociais para rebater mais essa mentira.
“Reconheço o esforço do governo do Maranhão para reduzir o sofrimento da população diante dessa gravíssima crise provocada pela pandemia do Covid-19. Essa lua não tem partido, é de todos nós”, postou Othelino, acompanhado da #Fica em Casa.
O presidente do legislativo estadual, ao contrário dos que tentaram plantar fake e descaracterizar o esforço feito para trazer os equipamentos comemorou: “Eu e a grande maioria dos maranhenses de bem comemoramos a chegada desses equipamentos que salvarão muitas vidas. Vimos o quanto foi difícil trazê-los da China até aqui”.
A manifestação de Othelino foi mais uma demonstração de que Executivo e Legislativo estão de mãos dadas nesta guerra contra o inimigo invisível que atende pelo nome de novo coronavírus. E o exemplo das duas autoridades deve ser seguido por todos que lutam para derrotar o vírus e salvar vidas.
O Vereador Pavão Filho (PDT) protocolou Projeto de Lei na Câmara Municipal, que briga o uso e o fornecimento de máscaras de proteção nos ambientes de trabalho para os funcionários, servidores e demais profissionais, em especial aqueles que prestam atendimento ao público em estabelecimentos públicos, industriais, comerciais e de serviços, como medida de enfrentamento à disseminação do COVID 19 no Município de São Luís, durante o estado de calamidade pública .
O vereador Pavão Filho ressalta a importância de preservar a saúde desses profissionais que precisam estar nas ruas, para o correto funcionamento de nossa cidade, colocando em risco suas próprias vidas e de seus familiares e o uso das mascaras diminuirá consideravelmente a transmissão do COVID19.
Durante a fala à emissora, o presidente brasileiro acusou Rodrigo Maia de encaminhar o Brasil para o caos com a forma como vem conduzindo as votações de projetos emergenciais para conter a pandemia do coronavírus. “Parece que a intenção é me tirar do governo. Quero crer que eu esteja equivocado”, disse, questionando: “Qual o objetivo do senhor Rodrigo Maia? Ele quer atacar o governo federal, enfiar a faca. (…) Está conduzindo o país para o caos”.
Este foi o mais duro ataque de Jair Bolsonaro a Rodrigo Maia, depois do presidente da Câmara ter se posicionado publicamente contra a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciada ontem. À imprensa, Maia ressaltou que “Mandetta deixa um legado” e agradeceu, em nome da maioria dos parlamentares, a atuação do agora ex-ministro.
A pandemia provocada pelo novo coronavírus, quem vem assustando o mundo pela velocidade com que se propaga e obrigando a população se manter recolhida em suas casas para evitar consequências ainda piores, pode também forçar o adiamento das eleições municipais, caso a situação não esteja sobre controle até julho ou num prazo que não ofereça o menor risco aos eleitores que normalmente se aglomeram em filas nas seções eleitorais.
Como não existe previsão por parte das autoridades sanitárias de quando o Brasil vencerá a batalha contra o vírus que continua se alastrando e já ceifou a vida de mais de 30 mil brasileiro, entre os quais 37 no Maranhão, quase todos em São Luís, o blog do Jorge Vieira conversou com alguns pré-candidatos sobre o que o pensam sobre a possibilidade de adiamento do pleito por conta da pandemia.
Cinco pré-candidatos ouvidos pelo blog do Jorge Vieira admitem a possibilidade do adiamento se persistir a propagação da doença, mas o primeiro a se manifestar, mesmo sem ser provocado, foi o ex-juiz federal Carlos Madeira (Solidariedade) ao usar as redes sociais para defender o adiamento por seis meses, ainda quando surgiram os primeiros casos e a Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia do Covid-19.
O deputado estadual e pré-candidato Yglésio Moisés (PROS), que é médico, acredita que até a primeira quinzena de julho a situação deverá está sobre controle, caso contrário, defende o adiamento para dezembro. “Acredito que até lá não haverá mais risco de contaminação e as pessoas poderão exercer sua cidadania.
O deputado federal Bira do Pindaré (PSB) diz ser admissível adiar as eleições, prevista para quatro de outubro, para dezembro. “Defendo a realização do pleito, mas acima de tudo está a vida humana. Se até julho a pandemia exigir que as pessoas permaneçam em isolamento, temos que construir junto com os demais partidos o adiamento”, observou o parlamentar.
Pré-candidato pelo Democrata em provável aliança com o PDT, o deputado Neto Evangelista afirma que “talvez seja necessário”, mas que no momento o foco é o combate ao coronavírus. “O que importa no momento é que a população possa as orientações das autoridade sanitárias, mas se for necessário (o adiamento), tudo bem”.
Já o representante do PCdoB na sucessão da capital, deputado licenciado e secretário de Cidades, Rubens Júnior, ao ser questionado sobre o assunto, opinou: “Neste momento, todas as atenções devem estar voltadas para o combate ao Covid-19. E, por óbvio, devemos aguardar o TSE. Adianto que talvez seja necessário um adiamento da eleição, para novembro. Mas prorrogação de mandatos, não cabe.”
Representante da Rede Sustentabilidade na sucessão em São Luís, o comunicador Jeisael Max avalia que ainda é cedo para falar em adiamento das eleições deste ano.
É cedo ainda pra falar sobre adiamento das eleições deste ano. “Do ponto de vista técnico, considerando os prazos legais e toda logística envolvida no processo eleitoral, não é tão fácil como muitos estão pensando. Então, adiar as eleições seria algo muito radical, recomendado apenas num cenário de caos absoluto, que acredito não venha acontecer. Imagino que devamos ter um processo eleitoral diferente, como nunca visto antes, em face das restrições necessárias impostas.
Jeisael adverte, porém, que “mais importante é que todos os pré-candidatos devem, neste momento, esquecer o pleito e pensar primeiro na saúde da população de São Luís e na economia. Muita gente está passando necessidade, precisando de todo tipo de auxílio, e devemos nos unir em torno disso.
Existe pelos menos ainda mais seis pré-candidatos declarados, entre os quais Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Junior (PRB) mas infelizmente tentamos contato através do celular que constam en suas redes sociais, mas não tivemos retorno até a conclusão deste texto. O blog, no entanto continua a disposição para que emitam suas opiniões.
Cinco mil cestas básicas foram entregues pela VLI ao Governo do Maranhão, ontem, em São Luís. Nos próximos dias, a Secretaria Estadual de Saúde receberá 100 mil itens como máscaras e luvas para proteção individual dos profissionais de saúde. As doações integram o pacote de ajuda humanitária da empresa de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos.
No fim de março, a VLI anunciou o apoio de R$ 6 milhões para auxiliar os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Maranhão, Tocantins e Bahia no enfrentamento da pandemia do Coronavírus.
Em boa hora – Outro compromisso firmado entre VLI e o Governo do Estado irá auxiliar o sistema público de saúde durante a pandemia. Neste mês, a empresa entregou oito ambulâncias num total de 10 veículos. Os dois primeiros veículos foram disponibilizados em fevereiro. Essa iniciativa é uma contrapartida social do Mais Logística – programa de incentivo fiscal promovido pela Secretaria de Estado de Indústria e Comércio. As ambulâncias têm capacidade para serem utilizadas como Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade Semi-Intensiva.
Sobre a VLI – A VLI tem o compromisso de contribuir para a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A pelos últimos cinco anos e a primeira colocada do segmento de Logística e Transporte em 2019, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões
“Milhares sendo infectados, outros tantos morrendo, e a prioridade do presidente Jair Bolsonaro é mudar a equipe do Ministério da Saúde, que está cumprindo seu papel no combate à pandemia, apesar do próprio presidente” assim definiu o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), após o anúncio da demissão do ministro da Saúde, no fim desta quinta-feira (16).
Para o parlamentar, “a demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta e sua equipe em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus é mais uma decisão absurda do presidente genocida. Vitória do coronavírus; derrota imensa do povo brasileiro à mercê de um presidente irresponsável, negligente e criminoso”.
Anunciada nesta tarde, a partir de um tuíte do próprio ministro, a demissão foi formalizada logo depois pelo presidente Jair Bolsonaro. Na mesma ocasião, o empresário e oncologista, Nelson Teich, foi apresentado como novo chefe da pasta. Sem experiência na área da saúde pública, a repercussão foi imediata também entre os parlamentares.
Jerry, que ainda classificou como ‘absurda’ a atitude de Bolsonaro, afirmou que o presidente age como um ‘aloprado’ por demitir um ministro que estava sendo eficaz no combate ao coronavírus. “Não importa a Bolsonaro os milhares de mortos pela covid-19. O presidente é um celerado total. Que tristeza dá ver o nosso país desgovernado numa hora dessa tão grave”, apontou, referindo-se aos 30 mil casos confirmados e quase 3 mil mortos pelo vírus, divulgados hoje.