A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, em turno único, na Sessão Extraordinária desta segunda-feira (18), mais 13 projetos de decretos legislativos de calamidade pública, elevando para vinte o número de municípios que enfrentam graves problemas com a Covid-19. Desta vez, os projetos foram solicitados pelos prefeitos de Colinas, Timon, Lago dos Rodrigues, Carolina, Magalhães de Almeida, Bom Jesus das Selvas, Alcântara, Esperantinópolis, Santa Luzia do Paruá, Conceição do Lago Açu, Rosário, Mata Roma e Santa Inês.
Em todos os pedidos, os prefeitos justificam a declaração de estado de calamidade em saúde pública em razão da existência de casos confirmados da Covid-19 e de H1N1. Eles levam em conta, ainda, a Portaria 188, de 03 de fevereiro de 2020, do Ministério da Saúde, que declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus.
Em alguns dos municípios, foram criados ainda o Centro de Operações de Emergência em Saúde, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, para o monitoramento da emergência em saúde. De acordo com os prefeitos, compete ao Comitê Municipal de Prevenção e Combate ao Coronavírus e ao Centro de Operações de Emergência em Saúde definir as medidas e estratégias referentes ao enfrentamento da proliferação do coronavírus, de acordo com a evolução do cenário epidemiológico. O estado de calamidade pública terá duração de 15 dias, podendo ser prorrogado por até 180 dias.
Os primeiros sete pedidos de intervenções por conta do coronavírus foram votados na sessão anterior, para os municípios de Balsas, Caxias, Santa Helena, Mirinzal, Presidente Dutra, Tutóia e Formosa da Serra Negra. Municípios como São Luís, Bacabal, São José de Ribamar e Vitória do Mearim tiveram seus decretos de calamidade aprovados em sessões anteriores, em função dos problemas decorrentes da pandemia do novo coronavírus e da gripe H1N1.
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Em sessão extraordinária, através de vídeo conferência, realizada nesta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, Projeto de Lei, de autoria do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PC do B), que cria bonificação em concurso público, no âmbito da administração pública do Maranhão, para profissionais da área de saúde que atuaram no combate à Covid-19.
Uma emenda apresentada deputado Neto Evangelista (DEM), também aprovada por unanimidade, estendeu o benefício a todos os profissionais que atuaram nas unidades de saúde, na linha de frente de combate à Covid-19, tais como auxiliares de serviços gerais, motoristas de ambulância, porteiros, maqueiros e similares.
A matéria, que foi encaminhada para sanção governamental, após aprovação em redação final pelo plenário virtual. segundo a deputada Cleide Coutinho, que é médica, “vai beneficiar pessoas que estão dando a vida para salvar o nosso povo”,
De acordo com o projeto aprovado, os concursos da área de saúde deverão contar como título o tempo de serviço prestado nos hospitais públicos das redes municipal, estadual ou federal e, também, nos hospitais privados, pelos profissionais de saúde que atuaram diretamente no combate à Covid-19, durante o tempo de vigência do Estado de Calamidade.
O PL prevê, ainda, que o tempo de serviço prestado pelos profissionais de saúde deverá ser de, no mínimo, 240 horas trabalhadas no combate direto à Covid-19, e atestado pelo diretor-geral do hospital da rede pública ou privada no qual o profissional tenha atuado.
Após o término do período de lockdown implementado nos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, o Ministério Público do Maranhão, requereu, em 17 de maio, a decretação do retorno das medidas restritivas já implementadas anteriormente ao lockdown ou edição de novos decretos, com adequações necessárias baseadas em relatórios do Centro de Operações de Emergência (COE), além de informações atualizadas sobre a estrutura do sistema de saúde e sobre a contaminação pelo coronavírus (Covid – 19).
O documento, com os pedidos, direcionado ao juízo da Vara de Interesses Difusos, foi assinado pelos promotores de justiça Maria da Glória Mafra Silva (Defesa da Saúde de São Luís), Reinaldo Campos Castro Júnior (Raposa), Gabriela Brandão da Costa Tavernard (Paço do Lumiar) e Márcio José Bezerra Cruz (São José de Ribamar).
Implementadas no 5 de maio, nos referidos municípios que formam a Ilha de São Luís, as medidas de lockdown (mais restritivas de prevenção à Covid-19), foram encerradas neste domingo, 17. As ações tiveram o propósito de desafogar o sistema de saúde, sobretudo os leitos de UTI (evitando o colapso do sistema), e diminuir a transmissão da Covid-19.
INFORMAÇÕES – Entre os pedidos do MPMA estão a apresentação do inventário atualizado de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) disponíveis, semanalmente, com indicação das medidas a serem implementadas em caso de dificuldades para aquisição; divulgação das informações atualizadas, de forma semanal, sobre os dados de ocupação de leitos na rede pública estadual e municipal e rede privada.
Também foi solicitado o relatório do plano de dispensação dos medicamentos indicados no protocolo de atendimento adotado pela Secretaria de Estado da Saúde (azitromicina, hidroxicloroquina, vermífugos, vitamina d, zinco, anticoagulantes e corticoides) e recomendado pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina.
No plano, devem constar ainda informações sobre a compra dos medicamentos, os quantitativos e valores (processo administrativo integral, relativo à licitação ou dispensa, conforme o caso, e processo administrativo integral relativo ao pagamento), locais de armazenamento, distribuição, entre outros, com ampla divulgação para a sociedade.
Outra medida é a apresentação das informações sobre a ampliação de leitos (hospitais de campanhas e outros), com fornecimento do processo administrativo integral de contratação e pagamento, com atualização dessas informações sempre que implementada qualquer ampliação ou redução.
“As medidas permitem ao Ministério Público seguir acompanhando as ações implementadas pelos demandados, sobretudo as restritivas que, embora menos drásticas, ainda se revelam necessárias, de acordo com os Boletins Epidemiológicos Covid-19 que vêm sendo divulgados, tudo com o intuito de garantir o atendimento aos pacientes que necessitarem e, em última análise, o direito à saúde e à vida”, afirmaram os autores, no requerimento.
O governador Flávio Dino e o secretário de Saúde Carlos Lula consideraram satisfatório o lockdown concluído neste domingo (17) e que impôs uma série de medidas restritivas para evitar a aglomeração e pessoas, reduzir o fluxo de veículos e só permitir a entradas e saída de caminhões na Ilha para abastecimento de alimentos.
Para o governador Flávio Dino, a medida foi acertada e ajudou salvar vidas na guerra contra a pandemia do coronavírus.
“Medida acertada, por isso agradeço a colaboração de todos. Juntos, estamos salvando centenas de vidas. Enalteço o trabalho de nossa equipe e das 4 prefeituras dos municípios da Ilha, na execução da ordem judicial”, disse Flávio Dino.
O isolamento total decretado pelo governo do Estado a pedido da Justiça, segundo o secretário Carlos Lula apresentou resultados satisfatórios, mas alertou que o resultado conclusivo somente será conhecido nas próximas semanas.
“Registramos neste domingo 26,67% dos casos confirmados na Ilha de São Luís. Número satisfatório, mas teremos resultados conclusivos somente nas próximas semanas. Importante mantermos as regras de isolamento antes do bloqueio”, observou Carlos Lula em sua rede social.
O prefeito Eudes Sampaio comemorou a aquisição e disse que “é mais uma importante aquisição para o município no enfrentamento à pandemia do Novo Coronavírus. O governador Flavio Dino atendeu nosso pedido e São José de Ribamar ganhou mais reforço no que diz respeito ao atendimento e eficiência do serviço público de saúde.”
São José de Ribamar possui 12 leitos de internações e mais 02 na sala vermelha. Com a Sala Amarela equipada com respiradores, o hospital ganha ainda mais condições pra continuar preservando a saúde e vida dos ribamarenses.
Investimentos – O município segue investindo pesado no enfrentamento à pandemia causada pelo Novo Coronavírus. De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), até o momento foram investido cerca de R$ 1.412.928,93 somente com medicação, equipamentos de proteção individual (E.P.I) e desinfecção.
Esse montante não inclui a segunda parcela do repasse feito pelo Governo Federal no valor aproximado de 707 mil reais, que vai, exclusivamente, para pagamentos de profissionais de saúde que substituirão os profissionais da rede municipal que, eventualmente, forem infectados pela COVID-19.
Para o prefeito Eudes Sampaio, todos os esforços estão sendo feitos pela gestão para que município continue oferecendo condições de trabalho aos profissionais da saúde e atendimento adequado à população.
“Desde o início dessa pandemia estamos trabalhando para garantir atendimento em saúde adequado para a população e preparando e equipando os profissionais da área. Somente com E.P.I e medicações os investimentos chegam a quase 1,5 milhões, outros mais de 700 mil serão para contração de profissionais da saúde que venham a substituir outros que, por ventura, sejam infectados”, lembrou o gestor.
Além dos insumos e equipamentos adquiridos, estão funcionando com 100% de sua capacidade as unidades da rede Acolhe (Unidade de Referência de Combate às Síndromes Gripais).
Com foco no atendimento às pessoas com sintomas da Covid-19, mas, contemplando outras gripes, a exemplo da H1N1, que também tem vitimado milhares de pessoas, os centros foram implantados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do Miritiua, Recanto Verde, Quinta e no Centro de Reabilitação Maria Amélia Bastos (na Sede). Para casos moderados do Coronavírus, o Acolhe encaminha para o Hospital Municipal.