Com um plantel de candidatos jovens e preparados intelectualmente para enfrentar debates, comum em períodos eleitorais, esperava-se que a campanha para prefeito de este ano ocorresse em um nível mais elevado, com os postulantes a comandar São Luís pelos próximos quatro anos preocupado apenas em expor suas ideias para que, a partir daí, os eleitores formassem suas convicções e decidissem livremente aquele que comandará os destinos da cidade pelos próximos quatro anos.
No horário da propaganda eleitoral os candidatos até que tem procurado convencer o eleitorado apresentando propostas, embora, em alguns casos, sem especificar de vão tirar os recursos para cumpri-las. Pelo histórico de promessas eleitorais, nada de anormal, o eleitor já está vacinado, não se deixa iludir. O problema é que a campanha, na medida que se aproxima do dia da eleição, tem tomado caminhos espinhosos nas redes sociais, onde impera baixarias dignas de investigação policial.
A pré-campanha, que começou com uma noticia falsa sobre uma suposta onda de violência na cidade, algo que nunca existiu, e sim um acerto de conta entre quadrilheiros, já era uma pequena mostra do que as milícias digitais seriam capaz na briga pelo voto. Diariamente nos deparamos em grupos de WhatsApp com vídeo, sem origem, postados por robôs, tentando denegrir a imagem de candidatos, algo que chega a ser repugnante.
Tudo indica que essas milícia digitais são organizadas por quem tem interesse na eleição para prefeito de São Luís e cabe a Polícia Federal identificar para que a Justiça Eleitoral tome as providências, pois a campanha nestes grupos de WhatsApp, hoje um dos principais meios de divulgação dos candidatos, principalmente daqueles sem acesso ao horário eleitoral, não pode continuar sendo terrenos fértil para baixaria.
Já aconteceu de tudo nestes grupos e a tendência é piorar. Já montaram ator de filme adulto com o candidato; circula vídeos denegrindo a imagem de candidatos, num verdadeiro vale tudo, ou seja, este tipo de mídia está servindo para uma faroeste sem limite e que precisa de um freio.
Faltando exatamente um mês para a votação que definirá quais candidatos irão para o segundo turno, espera-se uma resposta das autoridades policiais no sentido de identificar os responsáveis pela pocaria que tem infestado os grupos de WhatsApp e que em nada contribuiu para o fortalecimento da democracia.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís emitiu nota repudiando o que chamam de Lei da Rolha, a interpretação da Justiça Eleitoral de que qualquer notícia sobre candidato possa ser interpretada como “propaganda negativa”.
Foi com base nessa premissa, que o candidato Eduardo Braide (Podemos) conseguiu na Justiça que o blogueiro Raimundo Garrone retirasse do ar notícia sobre investigação da Polícia Federal na cidade de Icatu.
A PF investiga possível fraude na venda de máscaras e outros equipamentos de proteção ao Covid por uma empresa de Paço do Lumiar à Prefeitura de Icatu. O contrato no valor de cerca de R$ 2 milhões tem suspeita de superfaturamento nos preços.
Dias antes do contrato, a Prefeitura de Icatu recebeu uma emenda do deputado Eduardo Braide no valor de R$ 2 milhões. O deputado alega que o recurso não foi usado para o contrato.

O candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos, Eduardo Braide, tem como grande proposta de sua campanha a construção de mais 3 terminais de integração na capital, nos bairros da Cidade Olímpica/Cidade Operária, Divinéia/Sol e Mar/Vila Luizão e área Itaqui-Bacanga.
Apesar de mostrar bastante orgulho da ideia, Braide tenta camuflar vários problemas em meio ao que propõe, beirando a inviabilidade. O primeiro ponto questionável é que a proposta é bastante vaga, quando o candidato afirma que vai construir os terminais, citando apenas as regiões, mas sem dizer com clareza onde serão erguidos. Um exemplo disso é um possível terminal na área Itaqui-Bacanga, que é formada por pelo menos 60 bairros. Onde Braide irá construir o equipamento público?
Outra questão a ser levantada à Braide sobre sua ideia é a real efetividade da proposta.
Para termos ideia, em todas as regiões que possivelmente receberão os terminais, já há outros em áreas circunscritas. A mês área Itaqui-Bacanga, por exemplo, tem o Terminal de Integração da Praia Grande apenas a de 10km de distância. Já na outra ponta da cidade, o Terminal de Integração do São Cristóvão fica ainda mais perto da Cidade Olímpica/Cidade Operária: cerca de 7 km de distância.
Outro problema na problema, além dos citados, é a localização dos possíveis novos terminais. Os bairros que possivelmente receberão as estruturas são de extremidades na capital.
As extremidades é de onde as pessoas saem, sendo assim, o resultado natural da ideia é que o tempo de deslocamento dos passageiros irá aumentar. Tomando como exemplo um possível terminal no Sol e Mar, os moradores da região terão que pegar o transporte coletivo no terminal do bairro e também terão que ir ao terminal da Cohab, que fica a 9 km de distância, fazendo dois desembarques ou paradas ao invés de apenas uma.
Em resumo, a proposta de Braide, apesar dele dizer que é viável financeiramente com a utilização dos recursos provenientes dos royalties da Vale do Rio Doce, é pouco convincente na prática, não apenas pela falta de efetividade em enfrentar os problemas de mobilidade da cidade de fato, como também a falta de clareza da viabilidade prática dos terminais. Se essa é essa sua maior ideia para um dos grandes problemas de São Luís, o que a população pode esperar para temas tão complexos também como saúde, educação, moradia e desenvolvimento social?
Ribamarenses têm estranhado as caras dos participantes dos atos de campanha do candidato sub judice Dr. Julinho. Julinho tem feito poucos atos de campanha, aparentemente para organizar a itinerância das pessoas que formam o grupo para ficar bem na foto dos atos.
O maior volume dos participantes dos poucos comícios e caminhadas da campanha de Julinho são constituídos de pessoas de fora de São José de Ribamar, levadas pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, patrono da candidatura do ex-prefeito. Além de pessoas das cidades controladas por Maranhãozinho ao longo da BR-316, pessoas de São Luís estão sendo levadas para inflamar os atos de Julinho.
De Ribamar mesmo, não se vê ninguém na campanha de Julinho.
A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, por unanimidade, na sessão plenária desta quarta-feira (14), a Medida Provisória n° 326, encaminhada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que isenta do pagamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) nas operações de doação, aos órgãos da Justiça Eleitoral, dos produtos e materiais necessários para a realização das eleições municipais de 2020, destinados ao combate e prevenção da Covid-19.
A matéria, que segue para promulgação, atende ao pleito da Justiça Eleitoral, com efeitos até 31 de dezembro de 2020. O objetivo é contribuir para o cumprimento das medidas não farmacológicas destinadas à contenção do novo coronavírus, garantindo a segurança sanitária dos eleitores e prestadores de serviços no dia das eleições.
Dentre as mercadorias que receberão tratamento tributário diferenciado constam máscaras de proteção respiratória de uso não profissional descartável (ABNT PR 1002:2020); máscaras cirúrgicas descartáveis; álcool etílico em gel 70% INPM em frascos de aproximadamente 500ml, bem como os produtos e materiais necessários para sua fabricação; envase e embalagem; protetores faciais (face shields); gatilho de borrifador para álcool etílico hidratado desinfetante 70% INPM; fita adesiva para marcação de distanciamento; além de pôsteres impressos em tinta colorida com recomendações sanitárias.
Na Mensagem enviada à Assembleia, o governador Flávio Dino justifica a urgência da matéria em razão da proximidade do período eleitoral, haja vista que as eleições municipais acontecerão no dia 15 de novembro, em primeiro turno, e no dia 29 de novembro, em segundo turno, onde houver, observadas as condições sanitárias de cada município.
O candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos, Eduardo Braide, atravessa alguns percalços na trajetória para chegar ao Palácio de La Ravardière. Além da falta de propostas claras, outras questionáveis, Braide também carrega a pecha de ser o candidato de Bolsonaro no pleito deste ano.
Institutos como Econométrica e DataIlha demonstraram que a aprovação do presidente Jair Bolsonaro em São Luís não é das melhores, com ambas mostrando que mais da metade do eleitorado ludovicense rejeita o desempenho do chefe do executivo federal, por isso, apesar de contar com os votos bolsonaristas, Braide não se posiciona claramente sobre o tema.
Em entrevista à TV Difusora nesta terça-feira (13), o deputado federal voltou a fugir da questão, dizendo que é “o candidato do povo de São Luís”. Apesar disso, as circunstâncias demonstram que ele é o candidato bolsonarista na Jamaica brasileira. Além de pertencer ao partido mais fiel ao presidente na Câmara Federal, Braide tem como seu maior cabo eleitoral o senador Roberto Rocha (PSDB) e o deputado federal Edilázio Júnior (PSD), ambos notadamente bolsonaristas e oposicionistas a Flávio Dino.
A estratégia do líder das pesquisas de intenção de voto para as eleições deste ano é bem clara: não desagradar ninguém, atitude típica de quem tem medo de se posicionar, como fazem os outros candidatos do pleito.
O candidato a prefeito de São Luís, Rubens Jr (PCdoB), apresentou 100 propostas para serem implantadas na capital maranhense caso seja eleito nas eleições de novembro. Um dos maiores clamores da população é a saúde pública e, principalmente por causa da pandemia do coronavírus, que desafia as pessoas e as autoridades.
Rubens Jr classifica a saúde como um dos eixos de sua gestão. Por isso, uma de suas propostas prioritárias é criar a Força Municipal de Saúde, inspirada no programa estadual do governador Flávio Dino, que vai oferecer e ampliar a atenção básica, principalmente às pessoas mais carentes e de áreas mais afastadas do centro de São Luís.
A ideia de Rubens Jr é incluir mais de 150 mil pessoas nesse tipo de atendimento, as tratando antes mesmo de ficarem doentes, numa espécie de atendimento inicial, com o objetivo de orientação e solução sobre os possíveis casos de agravamento de enfermidades, evitando que essas mesmas pessoas precisem, mais a frente, buscar atendimento hospitalar.
Entretanto, caso precisem de atendimento num hospital, Rubens pretende transformar o Hospital da Ilha, que está em construção, num novo Socorrão, em parceria com o Governo do Estado. Além disso, serão mais 21 Unidades de Saúde da Família e Unidades Básicas de Saúde, numa verdadeira revolução na saúde.