Pesquisa Ibope divulgada hoje pela TV Mirante mostra que o desempenho de Duarte Júnior no primeiro levantamento realizado no segundo turno foi melhor do que o de Edivaldo Holanda Júnior, em 2016, contra o próprio Eduardo Braide. A diferença este ano é de 7%, enquanto que nas últimas eleições era de 8%.
Na pesquisa divulgada hoje, Duarte apareceu com 42%, enquanto Edivaldo, em 2016, somou 43%. Já a diferença de Braide no primeiro levantamento Ibope das últimas eleições foi de 2%, 51% contra 49% de agora.
Já analisando a quantidade de votos no primeiro turno de 2020, a diferença de Duarte para Braide caiu, em menos de uma semana, de 16% para 7%, ou seja, mais da metade.
Contratado pela TV Mirante, o instituto Ibope ouviu 805 eleitores em São Luís, entre os dias 18 e 20 de novembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais, ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o número MA-02619/2020.
O governador Flávio Dino, foi o principal protagonista da campanha do candidato Duarte Júnior no retorno do horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão. Dino pediu votos e ainda soltou o bordão “Bora Resolver”, slogan da campanha do ex-presidente do Procon.
Além da falar da relação de amizade com o representante do Republicanos, Dino, mostrou confiança em reverter o quadro da eleição, atualmente favorável ao candidato do Podemos, Eduardo Braide, primeiro colocado no primeiro turno.
“Duarte integrou nossa equipe e fui seu professor. Duarte é preparado, sério, incansável, ele mostrou o valor do seu trabalho no Procon, no Viva Cidadão e como deputado estadual. Na prefeitura, Duarte vai ter todo o meu apoio para melhorar a saúde e gerar empregos”, disse o governador.
O programa do candidato do Republicanos inciou perguntando ao telespectador se prefere viver na São Luís administrada por Duarte, aliado do governador Flávio Dino ou em Braide que pertence a um partido que mais vota com Bolsonaro em Brasília e convida o eleitor a fazer comparativos,
“Dia 29 você vai escolher em qual cidade você vai viver nos próximos quatro anos, se será na São Luís do Duarte, que foi presidente do Procon ou na São Luís do Braide da Caema; se será na São Luís do Duarte, aluno, secretário apoiado pelo Flávio Dino ou na São Luís do Braide que faz parte do partido que mais vota a favor de Bolsonaro em Brasília, São Luís do Duarte ficha limpa ou na São Luís do Braide que é investigado pelo Ministério Público. E ai, em qual cidade você vai querer viver?”, questiona.
Já Eduardo Braide chama a atenção para o fato de ter vencido em todas as regiões de São Luís no primeiro turno. Ele agradece a Deus e a confiança que recebeu. “Agora vamos seguir juntos nessa luta para fazer São Luís avançar”, disse Braide para logo em seguida passar a palavra para o deputado Neto Evangelista (DEM), terceiro colocado no primeiro turno. Segundo Neto, “agora temos a opção de escolher entre as propostas responsáveis e a incerteza” e que ele escolheu as responsáveis e por isso “escolheu ficar ao lado de Eduardo Braide”.
Braide garante que, junto com Neto, vai garantir o melhor “para São Luís e para todos que vivem em nossa cidade”. O Programa apresentou ainda todos os vereadores eleitos pedindo voto para o 19, número do partido do candidato.
Ao levar o PDT – e o irmanado DEM – para a base de apoio do candidato Eduardo Braide (Podemos), o senador Weverton Rocha pode ter feito um movimento errado no tabuleiro da política maranhense. E a consequência pode ser o enfraquecimento do seu projeto ao governo do Maranhão.
Weverton se junta a Roberto Rocha (PSDB), candidato ao Executivo Estadual em 2022, que contará com o apoio do próprio Braide, se eleito, para disputar o governo nas próximas eleições.
Com a ida do PDT e do DEM para o candidato do Podemos, Weverton acaba podendo fortalecer o campo político de um adversário, quando, na verdade, deveria fazer o contrário.
O próprio Braide, segundo bastidores da política local, almeja o governo em 2022, já que Flávio Dino deixará um vácuo e, provavelmente, vai focar mais em uma eleição nacional do que no Maranhão.
Weverton apequena o PDT e coloca em risco seu próprio projeto político. O movimento errado pode lhe custar o xeque-mate do governo do Estado.
Faltando pouco mais de uma semana para a realização do segundo turno da eleição para prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior continua se mostrando indiferente à sua sucessão e focado exclusivamente em concluir as obras iniciadas em sua administração para não deixar pendências para o próximo gestor.
A posição de neutralidade de Edivaldo vem desde o primeiro turno quando, embora usufruindo de grade popularidade preferiu se manter à margem da disputa travada entre os dez candidatos, sendo a grande maioria deles representantes de partidos aliados dos governos estadual e municipal.
Agora, no segundo turno, mesmo com o confronto envolvendo um candidato aliado do governador Flávio Dino e outro que faz oposição ferrenha ao governo, o prefeito mantém a mesma postura de não se envolver na disputa, deixando que a própria população julgue e se defina por aquele que apresentar melhor proposta para administrar a cidade.
Nos bastidores da eleição é voz corrente que o prefeito vai mesmo assistir de camarote a disputa entre Eduardo Braide e Duarte Júnior, sem criar expectativas ou declarar votos. Quer apenas concluir sua gestão e entregar o comando da capital para aquele que sair vencedor, sem mostrar preferência.
Ao contrário do que recebeu da gestão anterior (dívidas vencidas e salários dos servidores atrasados, inclusive o décimo terceiro), Edivaldo vai entregar para seu sucessor uma prefeitura saneada e com suas obrigações em dia, ou seja, um excelente capital para sonhar com voos mais altos na vida pública.
O fato de se manter em silêncio na reta final de sua própria sucessão é sinal que o prefeito tomou a decisão de não de envolver ainda na pré-campanha, quando alguns candidatos tinham a esperança de contar com seu apoio. O primeiro turno aconteceu e ninguém sabe em quem o prefeito votou. O voo é secreto.
A bancada do PDT em São Luís decidiu descumprir a orientação nacional de neutralidade do partido no segundo turno da disputa pela capital maranhense e se juntar ao bolsonarista Eduardo Braide (Podemos), também apoiado por Roseana Sarney.
Braide concorre com Duarte Júnior (Republicanos), o candidato que passou a ser apoiado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) — e que tem entre seus principais aliados em Brasília o senador pedetista Wewerton.
O presidente do partido, Carlos Lupi, disse ao Radar que o “PDT tomou a decisão de neutralidade em São Luís”.
Mas na noite desta quarta-feira o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho, anunciou o apoio a Braide por parte da “direção municipal do PDT”.
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“A direção municipal do PDT e a bancada de vereadores eleitos, decidiu seguir neste 2° turno, com o candidato a prefeito, Eduardo Braide”, escreveu o parlamentar em uma rede social. Nada de neutralidade.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior deixará muitos legados para a população de São Luís e um deles será a melhoria do sistema de transporte urbano da capital. Ao longo dos quase oito anos em que está à frente da Prefeitura ele garantiu que 90% da frota de ônibus fosse renovada. De 2013 até aqui, 730 ônibus novos substituíram veículos antigos e de toda a frota operante 365 ônibus passaram a circular com ar-condicionado (cerca de 50%). Isto é mais conforto para o usuário.
Esta realidade é bem diferente da encontrada por Edivaldo. A idade média da frota de ônibus de São Luís em 2013 era superior a 11 anos e tinha veículos com mais de 20 anos circulando pela cidade. Agora a idade média é 4,5 anos e as empresas são obrigadas a retirarem das ruas e avenidas os ônibus que tenham mais de 5 anos de uso.
Toda esta mudança só foi possível porque Edivaldo enfrentou mais um dos gargalos históricos da administração municipal: a licitação do sistema de transportes. O contrato assinado entre a Prefeitura e as empresas garante que todas as melhorias que vem sendo implantadas tenham continuidade independente de quem esteja no comando da gestão municipal, impedindo que o serviço volte a ser precarizado.
Edivaldo implantou ainda outros benefícios como o Bilhete Único, Recarga Embarcada, Cartão Criança e o aplicativo Meu Ônibus. Todos os veículos são equipados com GPS e Biometria Facial, que coíbe fraudes no uso de gratuidades e meia-passagem. Com isso o usuário conta com um sistema de transporte cada vez mais moderno, eficiente, seguro e confortável.
Em coletivas nesta manhã de quinta-feira (19), os ex-candidatos a prefeito de São Luís no primeiro turno, Rubens Júnior (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) oficializaram o apoio a Duarte Júnior (Republicanos) no segundo turno nas eleições. Rubens afirmou que como faz parte de um grupo e por isso apoia Duarte.
Os trabalhos foram coordenados pelo presidente estadual do PCdoB, deputado Márcio Jerry, e contou com a participação do virtual do candidato Duarte Junior, que se recupera de Covid-19, respondendo a todas as indagações da imprensa presente, O primeiro a se manifestar foi o deputado Rubens, terceiro mais bem votado na eleição de 15 de novembro.
Ao anunciar oficialmente seu apoio a Duarte, Rubens disse que passou toda a campanha afirmando que a política é a arte do coletivo e que seu coletivo é o do governador Flávio Dino. O ex-candidato do PCdoB observou que “com Braide estão todos os adversários de Flávio Dino, todos os bolsonaristas e mais alguns desertores”. Disse ainda que a eleição é entre Duarte e Braide e pediu que a população faça uma comparação entre o que foi as gestões de Braide na Caema e Duarte no Procon.
Rubens se manifestou também sobre o desentendimento que teve com Duarte no decorrer da campanha no primeiro turno. Ele explicou quando aconteceu o episódio da agressão verbal, Duarte lhe procurou dois dias depois por meio de intermediários pra pedir desculpa. “Eu disse que não poderia agora porque estava em campanha. Depois ele me procurou e eu disse que o pedido tinha que ser público e ele fez”.
“Perdoar faz parte da minha índole, da minha natureza. Estou mais incomodado com quem traiu a gente no segundo turno do que com quem me ofendeu e pediu desculpas. Isto está superado. Eu consultei minha família e todos concordaram, inclusive meu pai. Estamos prontos para ir pra campanha como se fosse eu o candidato”, enfatizou.
Já o deputado Bira do Pindaré, quinto colocado no primeiro turno, falou da luta do seu grupo liderado Flávio Dino contra o bolsonarismo, que Duarte representa o lado do governador e que agora o PSB é dez, numa referência do número do candidato do Republicanos.
Bira criticou que se coloca em posição de neutralidade e advertiu que traz consequências: “A neutralidade é uma escolha que tem consequências e geralmente beneficia quem está na frente. Tomamos uma decisão coletiva e alinhada com o governador e o grupo do governador. Temos um alinhamento com este pensamento. Fizemos um debate programático. Apresentei diversas propostas e o candidato Duarte firmou compromisso com as nossas bandeiras”, justificou.