O escritor Altemar Lima lançará seu mais novo livro “Ensaios para madrugada”, nesta quinta-feira (17), no Centro Histórico de São Luís. O lançamento do livro faz parte do projeto “Coisas de Caminhar: palavras e canções”, uma produção cultural desenvolvida pelo escritor.
Coisas de Caminhar foi a forma encontrada pelo poeta para falar da simplicidade da vida, das experiências e das estórias, em especial aquelas do seu lugar, retratadas a partir de uma perspectiva harmoniosa entre o local e o universal. É nesse sentido que o escritor Nauro Machado bem o define como “poeta camponês do mundo”.
Assim, este projeto estrutura-se em torno de suas produções em versos e contos, encontradas no livro “Ensaios para a madrugada” e traz ainda uma coletânea de 20 canções autorais, mostrando mais uma paixão do escritor, a música.
Em um encontro entre a arte literária e a música, o projeto “Coisas de Caminhar: palavras e canções” chega até o público por meio de um espetáculo teatral que narra a trajetória do poeta, escritor e compositor, com textos de sua autoria, com a participação de duas companhias de teatro: Nova Cena e Primeiro Ato, além do show musical com a banda Soneto Zero Sete.
O espetáculo irá percorrer cidades do Estado do Maranhão para proporcionar aos maranhenses contato direto com a cultura, através da literatura, da música e do teatro. Em São Luís, o lançamento acontece no Buriteco Café, na Rua Portugal, na Praia Grande, a partir das 19h.
O livro pode ser encontrado também na Livraria e Espaço Cultural AMEI, no São Luís Shopping, no Mundo de Sofia, no Golden Shopping Calhau no valor de R$ 30,00 e também será comercializado no dia do lançamento.
Altemar Lima, nascido em Alto Alegre do Pindaré, é mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (1998), atua como consultor independente na área de educação, já publicou sete obras literárias, compreendendo poemas e prosa.
*Carlos Lula
Caminhamos para o fim de um ano duríssimo em todos os aspectos de nossas vidas. Desafios pessoais e profissionais se impuseram e ainda se impõem no cotidiano de todos os trabalhadores brasileiros, mas em especial a todos aqueles que fazem o SUS acontecer diariamente. A batalha travada até aqui é por si só gigantesca, mas ela não se encerrará enquanto não houver uma imunização da população através de uma vacina segura e distribuída em todos os cantos do país.
Acredito que este seja o principal debate a ser feito no momento, que aflige as famílias brasileiras, algumas delas em luto, algumas delas vivendo as decorrências da crise econômica que se instalou com a pandemia. “Quando seremos vacinados?” Não existem respostas fáceis, mas existem caminhos possíveis.
Em primeiro lugar é garantir que o diálogo institucional seja respeitado em todas as instâncias. Nossos esforços à frente da presidência do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) tem sido de discutir do ponto de vista técnico a viabilidade e a logística do nosso plano de imunização. Tenho dito que esta pandemia, e o ano de 2020 em particular, já deram provas suficientes de que o trabalho desarticulado entre os entes da federação impõe prejuízos incalculáveis em todo o processo de enfrentamento ao vírus, atrasa o cumprimento de metas e coloca em xeque a credibilidade que as pessoas depositam nas lideranças nacionais que são ou deveriam ser exemplos para lidar com toda a crise sanitária.
Em segundo lugar não partimos de um ponto qualquer. Já existe, desde a década de 1970, um Plano Nacional de Imunização, que tem sido aperfeiçoado a cada ano e que, embora não utilizemos a mesma estratégia das campanhas anteriores, detemos uma expertise técnica qualificada —e falo com tranquilidade, porque conheço de perto as capacidades que o corpo burocrático de imunização do SUS é capaz. Em Brasília, no Maranhão e nas diversas cidades do território maranhense. A mobilização e a energia que cada profissional entrega é impressionante. Agora imaginem o brilho nos olhos de nossos vacinadores nesta honrosa missão. Minha equipe toda trabalha pensando nesse horizonte: na satisfação dos brasileiros que serão vacinados e nos que vacinarão.
Mas este resultado não depende de mágica ou piscar de olhos. Pelo contrário, ele é construído todos os dias, em reuniões de planejamento, em conhecimento técnico, mas principalmente em compromisso irremediável com o bem-estar dos brasileiros, indistintamente de ideologia partidária ou crença política. Precisamos a qualquer custo avançar em questões importantes para a sociedade nacional, e a nossa contribuição como operadores da política pública de saúde é esta: dar o exemplo de que divergências de pensamento não atravessam nossos objetivos.
Em nota conjunta, tanto o Conass como o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) reiteraram a coordenação efetiva e direta do Ministério da Saúde na articulação do Programa Nacional de Imunizações (PNI); ou seja, em uma sinalização explícita de que nenhum protagonismo exacerbado é suficiente para conter o tamanho do desafio que se apresenta.
Unificar cronogramas, agendas, modalidades, estratégias de alcance e estratificação de grupos de risco faz parte de uma logística, como disse há pouco, complexa e bem detalhista. Fugir dessa programação é um erro que em hipótese nenhuma podemos cometer.
A incorporação no tempo oportuno, o mais rápido possível, das vacinas comprovadamente eficazes contra o coronavírus e a ampla vacinação, no menor tempo possível, para todos os usuários do SUS. É um lema simples e ao mesmo tempo muito objetivo, que oferece a magnitude da missão que temos para os próximos meses.
Com sobriedade e trabalho diuturno acredito que sejamos capazes, a despeito de todos os tropeços pelo caminho, de obter resultados satisfatórios, mostrando mais uma vez que o Sistema Único de Saúde é o maior patrimônio que temos em termos de políticas públicas.
*Carlos Lula é presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), é secretário de Estado da Saúde do Maranhão_
*Artigo publicado originalmente na Folha de São Paulo: Vacina para todos
Em entrevista à equipe do portal Vermelho, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), falou sobre o cenário nacional e as perspectivas do Brasil, fazendo uma retrospectiva do ano de 2020 e seus desafios.
Sobre a atuação do governo na pandemia, ele falou de sua preocupação com o “salve-se, quem puder” instaurado em relação às medidas sanitárias de todos os tipos, que levaram os governadores e prefeitos a fazerem “justiça com as próprias mãos”, sem poder esperar por uma resposta do Governo Federal. Agora, com a aproximação das vacinações, a preocupação continua, embora ele torça para que o Ministério da Saúde assuma suas prerrogativas nacionais nesse assunto.
Para ele, Bolsonaro pode ser criticado por quase tudo, “menos por ser uma pessoa incoerente na insensatez”. Flávio o define como uma pessoa “coerente nos seus equívocos”, ou seja, “ele começa errando e continua errando até o fim”. Para isso, ele pontuou com os exemplos que se somam desde o início da pandemia. “É histeria, é gripezinha, não é problema meu, não vale nada, não precisa de nada, coisa de maricas, todo mundo vai morrer um dia, não sou coveiro, não estou nem aí para a vacina”, citou ele, as falas mais famosas de Bolsonaro durante a crescente de letalidade da doença.
Assim, ele observa que há um fio condutor entre a primeira entrevista no exterior, quando o vírus ainda não chegara no Brasil, e ele disse que era uma histeria, com a tragédia atual, em que, mais uma vez, assiste-se o governo federal com dificuldade de exercer o papel que lhe cabe, constitucional e legalmente, ou seja, o de coordenação do pacto federativo para enfrentamento conjunto da pandemia.
“Estabeleceu-se um salve-se quem puder no que se refere a luvas, máscaras, respiradores, medidas preventivas, e, agora, o salve-se quem puder em relação às vacinas vai se formando. Eu tenho lutado contra isso. Eu continuo defendendo o plano nacional de imunização, porque isto é o certo. Não podemos fragmentar o Brasil. Imaginemos criar migração de pessoas entre os estados em busca de vacinas… não é desejável!”, indignou-se.
Como governador, ele diz que tem feito dois movimentos: primeiro cobrar que o governo federal faça o que tem que fazer, que é exercer o comando do plano nacional de imunização. A lei 6259, de 1975, fixa as obrigações da União em gerenciar o plano nacional de imunização. “São 45 anos em que ninguém nunca discutiu isso, mas o Bolsonaro é espantoso! Como eu disse: coerente em sua insensatez. Ninguém nunca quis ficar com as atribuições do Ministério da Saúde, porque o plano nacional é o correto”.
Flávio lembra que foi feito um pacto entre o governo federal e os governadores em 20 de outubro, mas Bolsonaro rasgou o pacto e disse que quem mandava era ele, e desautorizou o ministro da saúde. “A partir daí, cada um vai buscar um caminho. O [governador de São Paulo, João] Dória tem dinheiro e o Butantã em São Paulo, uma instituição do Brasil, mas pertencente administrativamente ao governo de São Paulo. Fez um acordo, está comprando [vacinas] e vai ser condenado por isso. A meu ver, não deve”, opinou.
No caso do Maranhão, o governador entrou com ação judicial no Supremo Tribunal Federal, para ter autorização de comprar vacina diretamente, inclusive do Butantã. “Porque se o plano nacional de imunização não andar, temos uma espécie de plano B. Este é o sentido da movimentação que fiz e de outras que temos feito para garantir que possamos com nossos meios”.
“Se o governo federal continuar nessa confusão sem fim, vai se instalar o salve-se quem puder. Luto para que isso não ocorra, participo de reuniões com o governo federal, converso sobre isso, mas vamos ver…”, diz ele, cauteloso.
Em sua opinião, reina, nesse momento, uma grande insegurança quanto a isso. Ele pretende continuar acompanhando o que acontecerá, inclusive no que refere a decisões do Supremo e do Congresso Nacional. Se Bolsonaro não consegue coordenar seu governo para comprar vacina, ele acredita continuar conseguindo nos outros poderes, decisões que possam levar o Brasil a ter um plano nacional rápido e eficiente. “Se não, vamos ter vários planos estaduais, inclusive do Maranhão”, antecipou.
A baixa mortalidade no Maranhão
Levantamento do consórcio da imprensa observa que dos nove estados do Nordeste, só o Maranhão não apresenta aceleração de mortes nos últimos dias. Ele apontou o que o governo do Maranhão tem feito para garantir estes resultados e evitar uma segunda onda de contágios e como tem funcionado a integração entre os governos do Nordeste para reagir conjuntamente a uma nova crise intensa do coronavírus.
Ele contou que os governos nordestinos continuam a conversar conjuntamente no âmbito do Consórcio do Nordeste, assim como, em cada estado, há também comitês científicos. “Este diálogo entre os profissionais da área e aqueles que têm a responsabilidade de adotar os caminhos tem garantido boas decisões”, afirmou.
No caso do Maranhão, observa ele, tem havido transparência e investimento em rede. Ele conta que ampliou a rede de saúde, chegando a inaugurar 13 unidades de saúde em doze semanas, no auge da pandemia. Aumentou em 30% a 40% dos gastos com saúde, durante a pandemia. “Hoje, temos uma oferta de rede de atendimento bastante ampla. Notamos uma melhoria da qualidade do manejo desses casos pelos profissionais de saúde com a curva de aprendizado dessa situação nova”.
No hospital de referência para Covid-19, Carlos Macieira, ele diz ter ouvido o diretor contar que faz oito dias que não morria uma única pessoa desta doença. “Chegamos a ter dez óbitos em um dia, neste hospital, o que mostra que há um aprimoramento e qualificação dos profissionais”, analisa.
Mas ele diz que não está acomodado com o que fez. Acabou de autorizar turnos ininterruptos de 24 horas e sete dias na semana para inaugurar uma obra hospitalar em janeiro, em vez de fevereiro. “Estou sendo prudente, porque se vejo que o mapa do Brasil está ficando todo revelador de trajetória de crescimento, tenho que me preparar para o pior. Nunca parei de inaugurar obra de saúde, desde abril”, garante o governador maranhense.
Flávio Dino fez um depoimento pessoal ao confessar o esforço para salvar vidas. “Deus é testemunha do meu esforço desesperado, obstinado, noites e noites que fiquei sem dormir atrás de leito, imaginando como requisitar hospital, como fazer parceira com setor privado. Aluguei três UTIs aéreas para ficar voando, cortando o Maranhão, transportando paciente de um lado para outro. Consegui UTIs móveis, ambulâncias do setor privado. Conseguimos um resultado que não é perfeito, mas reconhecido nacionalmente como sério”, declarou. (Portal Vermelho)
O prefeito Edivaldo Holanda Junior está chegando ao final do seu segundo mandato (faltam duas semanas) credenciado a se candidatar a qualquer cargo público em 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino, uma cadeira no Senado e dezoito vagas na Câmara Federal. Existe a possibilidade dele concorrer a um mandato de deputado federal, mas pessoas próximas e eles consideram pouco provável seu retorno à Brasília.
Nos bastidores da política local começam surgir os comentários de uma possível candidatura ao Governo pelo PTB, partido comandado no Estado pelo deputado federal Pedro Lucas com quem possui laços de amizades e afinidade política. Edivaldo, diga-se de passagem, se reelegeu pelo PDT, mas nunca foi militante do partido e raras foram as vezes em que esteve na sede da legenda.
Gestor competente que vai deixar um legado de seriedade com a coisa pública, Edivaldo está entregando para a cidade um conjunto de obras jamais visto em administrações passadas. Sem fazer alarde avançou na infraestrutura, urbanizou centenas de bairros, reconstruir feiras e mercados, recuperou boa parte do centro histórico e ainda e ainda modernizou o Centro Ambiental da Ribeira, o antigo lixão.
Por tudo que fez pela cidade mesmo atravessando momentos de grande dificuldade financeira, quando a maioria dos estados e municípios do país não conseguiam sequer pagar salários de servidores, Edivaldo merece continuar na política. Mostrou aptidão para o Executivo.
Vai entregar a prefeitura saneada para o seu sucessor e sairá de cabeça erguida pela porta de frente do Palácio de La Ravardiére, algo muito distante do que recebeu em janeiro de 2013, quando encontrou apenas dívidas vencidas e folha de funcionários para pagar.
A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), diz que a sigla vai trabalhar para construir a unidade com os partidos de oposição nas eleições para as mesas diretoras da Câmara e do Senado. Segundo ela, o partido vai discutir com PCdoB, PSB, PDT, PSOL e Rede o compromisso com uma agenda mínima contra retrocessos no campo dos direitos e da pauta econômica para o país
Na última sexta-feira (11), em reunião da CEN (Comissão Executiva Nacional) e parlamentares da Câmara e do Senado, o PT também decidiu que vai trabalhar pelo cumprimento da proporcionalidade entre os partidos na ocupação dos espaços de direção e comissões nas Casas do Congresso e nas relatorias das matérias legislativas.
“As bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal conduzirão o processo nas respectivas Casas com acompanhamento da direção nacional do Partido, sob coordenação dos líderes das bancadas, da presidenta nacional, do secretário-geral e mais três membros dirigentes”, diz a nota da sigla.
Nas eleições para a Câmara, Bolsonaro apoia o líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL). O grupo do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai lançar um candidato e quer o apoio da oposição. (Com informações do Portal Vermelho)

Convocada para o início de 2021, a eleição para presidente da Federação dos Municípios do Maranhão já movimenta os bastidores da disputa que promete ser um das mais acirradas da história de entidade.
Nesta segunda-feira (14), em entrevista ao programa Bom Dia Mirante, o prefeito eleito de Rosário, Calvert Filho (PSC/PT), maior surpresa das eleições de 15 de novembro, laçou sua candidatura a presidente da FAMEM e disse que vai atrás de apoios.
Para Calvert Filho é preciso acabar com essa história de que para ser presidente da Famem tem que ter grupo político, numa clara referência a briga ente dois grupos que estão de olho nas eleições em 2022 e que pretendem ter a entidade como suporte.
Comandada atualmente pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, candidato a reeleição e aliado do senador Weverton Rocha (PDT), a Famem desperta interesse dos dois grupos políticos que vão medir forças na sucessão do governador Flávio Dino.
Como é do conhecimento de todos, além do interesse do senador em manter seu aliado no comanda da entidade, o grupo liderado pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), articula com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) um nome para bater chapa de com Erlânio.
Salvo alguns imprevisto, a eleição para presidente da Famem, ao contrário do que muitos a creditavam, será bastante acirrada e com resultado imprevisível.