Prestes a concluir o segundo mandato na Prefeitura de São Luís, Edivaldo Holanda Junior já começa ser visto como nome que pode evitar um racha no grupo do governador Flávio Dino e servir como agende conciliador na briga travada entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) por conta de sucessão de estadual de 2022.
Filiado ao PDT e saindo da chefia do Executivo municipal muito maior do que entrou, Edivaldo surge como esperança de manter unido o grupo que chegou ao comando do estado em 2014 desbancando a oligarquia comandada pelo ex-presidente José Sarney e que reinou no Maranhão ao longo de quase cinco décadas. O sinal a favor do prefeito foi emitido nesta quarta-feira (16) pelo senador Weverton em entrevista à Rádio Educadora.
O presidente estadual do PDT, pré-candidato declarado ao governo em 2022, admitiu abrir mão da candidatura em nome da unidade do grupo liderado por Dino e apresentou o atual prefeito de São Luís como o nome para concorrer ao governo, evitando assim um racha com consequências imprevisíveis. Pelo que falou Weverton, a condição para evitar o conflito interno seria o vice-governador Carlos Brandão também abrir mão do seu projeto de concorrer.
O senador se mostrou disposto a abraçar o projeto Edivaldo 2022 se esse for o desejo do governador: “Eu sempre construí política tendo a leitura de que não se pode construir projetos pessoais. Se Flávio Dino disser: ‘Weverton, Brandão, nós temos o nome do prefeito Edivaldo bem avaliado, que pode unificar vocês’. Qual o problema de eu fazer parte deste projeto?”, questionou.
Embora o baralho da sucessão governamental comece mexer suas cartas, o prefeito Edivaldo acompanha tudo à distância, mantém o foco na gestão para entregar ao próximo prefeito, como ele disse em sua rede social “uma cidade equilibrada financeiramente, organizada e com muitas obras realizadas”.
A proposta de transformar Edivaldo em pré-candidato a governador foi lançada, resta agora saber qual será a reação do vice-governador Carlos Brandão,
O secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Carlos Lula, atendeu ao convite do Ministério da Saúde para participar da solenidade de lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (16). O novo plano atendeu a recomendação de ampliar o público-alvo da vacinação no Brasil.
Para o secretário Carlos Lula, que também é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), outras conquistas podem ser pontuadas, como a sinalização do Ministério da Saúde em inserir no Programa Nacional de Imunização (PNI) todas as vacinas aprovadas pela eficácia e segurança.
“Ao longo da semana, a gente tentou pegar todos os problemas apontados na primeira proposta de plano apresentado pelo Ministério da Saúde e tentar resolvê-los. A gente quis também que todas as vacinas eficazes e seguras, em produção no Brasil ou no exterior, estivessem no plano, e isto efetivamente aconteceu”, comemora.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil aderiu às vacinas do Consórcio Covax Facility (10 laboratórios), Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer, Instituto Butantan/Coronavac/Sinovac, Bharat Biotech, Modena e Janssen. A expectativa é que a vacina a ser incorporada no PNI seja divulgada na próxima semana. O plano também trouxe novidades. Entre os grupos incluídos na primeira fase da vacinação estão os indivíduos com elevada vulnerabilidade social e econômica, como pessoas em situação de rua, refugiados e população privada de liberdade. Também estão inseridos no público-alvo: indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas de 60 anos ou mais.
A primeira fase também contempla pessoas com comorbidades, doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cérebro-vasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer; obesidade grau III, trabalhadores da educação, pessoas com deficiência permanente severa, membros das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema de privação de liberdade, trabalhadores do transporte coletivo e transportadores rodoviários de carga.
A data do início da vacinação será definida após a aquisição das doses da vacina contra a Covid-19.
O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (16), por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2020, de autoria do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e do deputado Dr. Yglésio (PROS), que cria as emendas parlamentares impositivas individuais, prevendo reserva orçamentária para seu cumprimento. A matéria segue para promulgação e já passa a valer na execução do Orçamento de 2021.
“A partir de agora, já compõe a Constituição Estadual a obrigatoriedade do pagamento das emendas parlamentares em um determinado percentual. Considero isso um grande momento para a Assembleia Legislativa do Maranhão porque os deputados terão esse instrumento mais eficiente previsto em nossa Constituição para poder, por meio das suas emendas parlamentares, ajudar a melhorar a vida dos maranhenses”, afirmou Othelino Neto.
Instrumento essencial para participar da elaboração do orçamento anual do Estado, a emenda parlamentar é o dispositivo por meio do qual os deputados procuram aperfeiçoar a proposta encaminhada pelo Poder Executivo, destinando recursos a determinadas obras, projetos ou instituições. Com a emenda impositiva, o Governo do Estado é obrigado a pagar e o deputado passa a ter maior autonomia para atender às demandas da população.
O deputado Yglésio, coautor do projeto, também comemorou a provação da PEC. “Após o primeiro turno da votação, já conseguimos para 2021, através de acordo com o Governo do Estado, uma ampliação de mais 10% no montante dos recursos a serem aplicados. E seguiremos firmes em busca de ampliação dos espaços do Parlamento Estadual na política maranhense”, completou o parlamentar.
Execução – A proposta também prevê a obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira mínima da metade dos créditos constantes da Lei Orçamentária Anual (LOA), destinados às emendas individuais, ressalvados os casos de impedimentos de ordem técnica, legal ou derivado de situações de calamidade pública.
O deputado estadual Fernando Pessoa, prefeito eleito de Tuntum derrotando uma oligarquia local que manda no município a 28 anos, se despediu dos seus colegas de plenário nesta manhã de quarta-feira (16) prometendo não decepcionar seus conterrâneos e já anunciando seu alinhamento ao grupo político que apoia a reeleição do prefeito reeleito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, para a presidência da Famem.
Eleito deputado estadual em 2018, Pessoa deixa o parlamento estadual após cumpri apenas dois anos do mandato para comandar o município onde nasceu e, segundo ele, sonhava em ser prefeito. Já no discurso de despedida disse que vai focar na transição da gestão do atual prefeito Cleomar Tema que durante quase três décadas comandou o município, mas fez questão de dizer que é home de grupo e que seu grupo é do prefeito presidente da Famem.
“Aqui, agora, hoje, também quero declarar o meu voto e o meu apoio à Presidência da Famem, como prefeito eleito, quero dizer que estarei junto com o companheiro Erlânio Xavier, candidato à reeleição. Estarei com ele, em todos os momentos até o fim, porque tenho certeza que ele ainda será o melhor para a Famem, que ele ainda será o melhor para os prefeitos, nessa próxima gestão”, discursou.
Com um valioso resgate histórico sobre a vida de um dos mais expressivos e polêmicos jornalistas do Maranhão, foi lançado, na noite de terça-feira (15), o livro “Othelino: um herói da imprensa livre” do escritor Manoel Santos Neto. A biografia conta com riqueza de detalhes toda a trajetória profissional de Othelino Nova Alves (1911-1967), que foi brutalmente assassinado, no final da década de 60, quando exercia o seu direito de liberdade de expressão e de imprensa.
O biografado é avô do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB). O lançamento do livro aconteceu no hall do Plenário Nagib Haickel, em um ato discreto para familiares e amigos, obedecendo às normas sanitárias por conta da pandemia da Covid-19.
Grande parte da família do biografado e do deputado Othelino Neto acompanhou a solenidade remotamente de diversos estados pelo aplicativo Zoom.
O livro é um relato épico, como bem definiu o presidente do Parlamento Estadual, deputado Othelino, que conta tanto a história do seu avô, como contextualiza o momento político, social e, principalmente, o que era ser jornalista naquela época. Resgata também momentos angustiantes que a imprensa viveu no Brasil a partir de diversos regimes de exceção, como a ditadura do Estado Novo, quando Othelino Nova Alves foi vitimado.
Em discurso emocionado, o presidente da Assembleia, que estava acompanhado de sua esposa, Ana Paula Lobato, destacou a importância do livro, que foi idealizado pelo seu pai, Othelino Filho, para a sua família e a imprensa maranhense. “Sinto-me muito emocionado e honrado pela oportunidade de prestigiar o lançamento do livro que conta a vida do meu avô, um homem que se dedicou à imprensa livre e à sua luta pela liberdade de expressão e de informar”, disse.
Para Othelino, a obra é uma forma de resgatar não só a história de luta da vida do seu avô, mas, sobretudo, o que ele representa para a história da imprensa maranhense. “Portanto, considero este momento muito especial não só para nossa família, mas também para todos aqueles que militam no dia a dia da imprensa do Maranhão e do nosso país, fundamental para o equilíbrio da sociedade”, acrescentou.
Othelino Neto também agradeceu ao autor da obra por sua sensibilidade ao retratar a vida do saudoso Othelino Nova Alves. “Muito bom que o Manoelzinho tenha sido o jornalista responsável pela obra porque também é um homem do povo e que conhece a nossa realidade. É um homem, tal qual o meu avô, que, essencialmente, defendia as causas daqueles que mais precisavam e a combater as desigualdade e injustiças”, completou.
EXPOSIÇÃO
O lançamento do livro contou com uma exposição da memória fotográfica de Othelino Nova Alves, retratando momentos ao lado da família e de sua trajetória como um dos mais destacados jornalistas, advogados e ativistas políticos do Maranhão. Além de apreciar a exposição fotográfica, familiares e convidados assistiram, ainda, a uma reportagem especial produzida pela TV Assembleia, resumindo a história e a trajetória de Othelino Nova Alves.
LIBERDADE DE IMPRENSA
O jornalista Ademário Cavalcanti, acompanhado da filha, a promotora Lítia Cavalcanti, e outros jornalistas que atuaram na imprensa na década de 60, como Cunha Santos e José Salim, estiveram presentes na cerimônia. Também prestigiaram o evento o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Eduardo Nicolau, e o deputado federal Márcio Jerry, que também é jornalista.
Cunha Santos, que prefaciou a obra – primeiro volume de uma série de 12 livros-reportagem, intitulada “Valha-me Deus! Notícias que não publiquei”, contendo 250 páginas, divididas em 28 capítulos -, disse que o livro revela o nível de perseguição que jornalistas têm sofrido a vida inteira. “Othelino Nova Alves foi escolhido como um dos mártires da imprensa no Maranhão. Essa obra é muito importante para que os maranhenses e as novas gerações de jornalistas tenham um exemplo claro do que é, de fato, o exercício dessa profissão e a luta pela liberdade de imprensa e de expressão”, assinalou o jornalista.
O radialista, jornalista e advogado, José Salim, lembra até hoje daquele 30 de setembro de 1967. Ele trabalhava à época em um periódico e foi um dos primeiros a chegar ao local do crime. Ele destacou a importância do registro para que não só a história de Othelino Nova Alves se perca, mas, também, da imprensa maranhense. “É um registro que se faz necessário até para dar exemplo aos jornalistas de hoje em termos de combatividade e investigação. O livro também busca concretizar o sonho do filho em ver a história do pai contada. Se vivo estivesse, tenho certeza de que estaria conosco celebrando a alegria de ver o legado de Othelino Nova Alves tornado pública”, completou.
O jornalista e deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) disse que todos aqueles que um dia militaram na imprensa ou na política do Maranhão já ouviram pronunciar o nome de Othelino Nova Alves como um exemplo de coragem e compromisso com a boa prática jornalística. “Ele tinha o destemor e a coragem de utilizar o jornalismo como uma trincheira para defender pontos de vista de uma maneira bastante democrática. Isso marcou a sua trajetória, de modo a escrever o seu nome no panteon da imprensa maranhense e, também, da política do nosso estado”, disse Jerry.
SOBRE O AUTOR
Para o autor da biografia, Manoel Santos Neto, contar a história de Othelino Nova Alves representa um marco para a história. “Fico feliz em poder contar e resgatar a história de vida de um homem que era impulsivo, porém firme na defesa de suas ideias e que fazia questão de combater as injustiças, a corrupção, o analfabetismo, a pobreza e os desmandos administrativos da época. É uma linda história que servirá de exemplo para a geração atual e futura de jornalistas que buscam informar com responsabilidade”, disse.
Manoel Santos Neto é maranhense de São Luís. O jornalista, formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é também membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e trabalhou como repórter e redator em diversos jornais impressos.
Foi chefe de Reportagem e editor de Política no jornal O Estado do Maranhão e integrou a equipe fundadora da Folha do Maranhão. Além disso, participou da equipe de redatores do Suplemento Cultural & Literário Guesa Errante, editado pelo Jornal Pequeno. Tem uma vasta obra no campo literário e histórico com quatro livros já lançados.
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O prefeito Edivaldo Holanda Junior inaugurou nesta terça-feira (15) o Centro Ambiental Ribeira – São Luís, que tem capacidade de beneficiamento de até 7.300 toneladas de resíduos por mês. O local é um marco na história da cidade e um dos maiores legados da sua gestão, resultado dos investimentos que vem sendo feitos desde 2013 para profissionalizar a gestão de resíduos sólidos em São Luís. Desta forma, São Luís, que já é referência nacional no setor, avança ainda mais para ser uma das cidades mais sustentáveis do Brasil.
“Esse é o encerramento de um ciclo que começou em 2015, quando fechamos o Aterro da Ribeira. De lá pra cá, investimos na Coleta Seletiva, nos Ecopontos e, agora, transformamos o antigo lixão em um espaço de regeneração ambiental e humana. Este é um marco importante para nossa cidade, pois o antigo lixão existente na área da Ribeira trazia diversos problemas sociais e ambientais para a nossa cidade. A entrega deste importante equipamento também é um dos principais legados da minha gestão, que enfrentou o desafio de fazer de São Luís uma cidade que hoje é referência nacional no setor com a maior taxa de reciclagem do Nordeste, quase 6%”, destacou o prefeito Edivaldo.
O Centro Ambiental Ribeira – São Luís está instalado em uma área de 60 hectares onde foram construídos os quatro equipamentos que compõem sua planta: um Galpão de Triagem de Materiais Recicláveis, um Pátio de Compostagem de Resíduos Orgânicos, uma Usina de Beneficiamento de Resíduos da Construção Civil e um Centro de Educação Ambiental.
No local papel, papelão, vidro, plástico e metal serão processados e encaminhados para a reciclagem; frutas, legumes e verduras que são descartadas nas feiras livres e mercados irão virar adubo para os pequenos produtores rurais; os restos de entulho de obras vão virar matéria-prima para uso nas obras de construção civil da Prefeitura, gerando economia para os cofres públicos.
Quando o prefeito Edivaldo assumiu a prefeitura de São Luís em 2013, recebeu uma cidade que ainda operava um lixão a céu aberto – o Aterro da Ribeira – e que não tinha políticas públicas de reciclagem. Após desativar o antigo aterro, em 2015, foi iniciado um rigoroso processo de recuperação ambiental que permitiu a implantação do centro.
O Aterro da Ribeira, que antes era motivo de vergonha para as administrações municipais, hoje é o marco de uma gestão que fez de São Luís referência nacional no gerenciamento de resíduos sólidos, implantando um modelo pioneiro que garante a prestação regular dos serviços de limpeza urbana, ecopontos, coleta seletiva, nova legislação, apoio às cooperativas de catadores entre outros avanços inéditos para a cidade.
O governador Flávio Dino sancionou a lei que cria o auxílio emergencial estadual no valor de R$ 400 para os catadores de resíduos sólidos do Maranhão. O auxílio é válido enquanto durarem os efeitos da pandemia do coronavírus.