Embora o governador Flávio Dino (PCdoB) não tenha ainda se manifestado sobre preferência de nome para disputar a eleição governamental em 2022, é público e notório que o presidente estadual do PCdoB, deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, se movimenta nos bastidores para assegurar a vice de quem seja quem for o candidato a governador pelo grupo.
Em recente entrevista à Rádio Difusora FM, Jerry deu todas as dicas que pretende ocupar a vice seja de Carlos Brandão ou Weverton Rocha. Ele não mostrou preferência, porém adiantou que seguirá trabalhando parque o grupo tenha apenas um único candidato, evitado assim a disputa interna e a consequente unidade das diversas forças que apoiam o governo de Flávio Dino, que deve comandar todo o processo.
“Eu sou otimista e vou lutar para nosso grupo continuar unido. Eu defendo o projeto liderado pelo governador Flávio Dino, esse é o modelo correto e precisamos reforçar isso. Acredito também que podemos repetir o que estamos fazendo desde as eleições de 2012, que é a união. Então, creio sim que podemos ter um único candidato”, afirmou.
Braço direito do governador e considerado um dos principais atores político do estado, Jerry não fala abertamente sobre suas pretensões para 2022, mas é fato que grupos que atuam nos bastidores não escondem o desejo e trabalham para transformá-lo em vice na chapa. E Jerry, embora discretamente, incentiva.
Como 2021, segundo o governador que já anunciou que vai se afastar do cargo em abril de 2022 para se candidatar ao Senado, é o ano para fazer a pactuar das forças e preparar o terreno para o ano que vem, resta ficar de olho do tabuleiro político e aguardar os próximos movimentos das peças.
E pelo que se comenta nos bastidores, o PCdoB deve trabalhar para colocar Jerry na chapa. Resta saber quem será o candidato já que o até o momento, o governador não manifestou preferência, disse apenas que vai lutar pela unidade do grupo para evitar fissuras, como as que ocorreram nas eleições municipais de 2020.
Em coletiva de imprensa nesta manhã de sexta-feira (29), o governador Flávio Dino (PCdoB) descartou, neste momento, decretação de lokdown, mas confirmou que a folia de momo está suspensa e que até o São João está ameaçado de não acontecer se até junho uma ampla campanha de vacinação contra a covid-19.
“Como católico vou rezar muito para Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal para que até junho tenhamos outro cenário, mas neste cenário atual não teremos condições de realizar”, disse Flávio Dino ao responder pergunta sobre o comprometimento as festas juninas deste ano.
O governador criticou o presidente Jair Bolsonaro por não definir a aquisição imediata das 52 milhões de doses da vacina CoronaVac que estão estocadas no Instituto Butantã, deixando para dar uma resposta somente em maio. Dino reafirmou o interesse dos governadores em adquirir o imunizante caso o Governo Federal se recuse a fazê-lo.
Apesar do quadro preocupante quando as variações do novo coronavírus, segundo o governador, hoje, “não há cenário para decretação de lokdown”, que está ampliando a capacidade de leitos na rede pública, mas observou que se for preciso fará. Ele explicou que essa medida extrema somente será aplicada se a capacidade da rede hospitalar ficar sem capacidade de atender aos contaminados.
A preocupação do SINDHOSP/SL deve-se principalmente ao crescimento dos indicadores de contaminação pelo coronavírus, em todo o estado. Além disto, o Sindicato alerta para o fato de que o início do período chuvoso, nos primeiros meses do ano, provoca aumento do número de casos das doenças do trato respiratório em geral.
“Os dados oficiais mostram o aumento da ocupação de leitos em toda a rede hospitalar, inclusive com a nova cepa em circulação no país; o que exige intervenções rápidas, efetivas e constantes para evitarmos um colapso. Deve haver um esforço das três esferas para a disponibilização de leitos clínicos e de UTI em prol da população maranhense, conforme as diretrizes do SUS para enfrentamento da pandemia”, afirma o presidente do SINDHOSP/SL, Pedro Wanderley de Aragão.
A rede privada está em alerta para a possibilidade de sobrecarga, com o aumento dos casos de Covid-19; o que pode ser minimizado com a criação de novos leitos especializados na rede pública, medida indispensável para que os hospitais particulares possam continuar atendendo sua demanda e realizando atendimentos de excelência aos seus clientes.
Governo do Estado já em processo de ampliação – Assim como ocorreu com o crescimento no número de casos na pandemia durante meados do ano passado, o governo do Estado já se mobiliza para disponibilizar mais leitos para tratamento da covid-19 no Maranhão. Durante 2019, cerca de 1800 leitos foram abertos para atender pacientes em todas as regiões do estado.
Com a diminuição da incidência de casos, os leitos foram sendo realocados para outras doenças, assim como ocorreu na maioria dos estados brasileiros. Com a nova alta no número de casos, o governador Flávio Dino já garantiu uma nova força-tarefa para que não faltem leitos e o caos ocorrido no Amazonas não se repita no Maranhão.
“No vídeo, mais leitos de UTI no nosso Hospital Macrorregional em Imperatriz. Em face do crescimento de casos de coronavírus nesse mês de janeiro, estamos ampliando leitos estaduais e lutando para receber e distribuir vacinas”, disse Dino ao postar vídeo de 11 novos leitos construídos pelo governo em Imperatriz.
Prefeitura continua calada e HU espera – Já a Prefeitura de São Luís, sob a gestão de Eduardo Braide, ainda não se pronunciou sobre leitos exclusivos para a covid-19 na rede municipal de saúde. No ano passado, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior disponibilizou o Hospital da Mulher como referência para o combate ao coronavírus.
Por outro lado, o Hospital Universitário, uma das referências no combate à doença ano passado, aguarda a Prefeitura para regular os pacientes para a unidade. Por enquanto, apenas alguns que vieram de Manaus estão sendo atendido no Hospital Presidente Dutra.

Ao assumir o Consórcio da Amazônia Legal, o governador do Maranhão diz que percorrerá embaixadas para tentar desfazer o estrago causado pela política externa de Bolsonaro na agenda ambiental e aposta que o tema será decisivo nas eleições de 2022 — nas quais ele hesita sobre se lançar candidato.
O senhor vê as forças políticas se aglutinando em torno dessa agenda ou de uma candidatura capaz de fazer frente a Bolsonaro?
Tenho me empenhado por essa aglutinação. Às vezes, se você não organiza, a sociedade faz. O Rio não conseguiu fazer, mas São Paulo fez. Havia uma pluralidade de candidaturas e o povo convergiu na direção do (Guilherme) Boulos (PSOL) e o levou ao segundo turno. Nesse momento, se forma uma frente ampla em torno do Bruno Covas (PSDB) e ele ganha. Mas por que o Edmilson Rodrigues (PSOL) ganha em Belém? Porque teve o apoio inclusive do Helder Barbalho, governador do MDB. Por que meu colega (José) Sarto (PDT) venceu em Fortaleza? Porque tem o apoio do Tasso Jereissati (PSDB), PSOL, PT, todo mundo. Senão perdia para o Capitão Wagner (PROS). Deve-se em primeiro lugar aglutinar o máximo possível o campo da esquerda no primeiro turno. O ideal seria uma candidatura única. Se não for possível, que se chegue próximo a isso. E no segundo turno ampliar em direção aos liberais, do centro.
Hoje o governador João Doria tem ocupado o posto de principal adversário de Bolsonaro. Onde o senhor vê espaço para a esquerda?
Eu acho que eleição de 2022 muito provavelmente será uma disputa como na música de João Bosco e Aldir Blanc: Dois para lá, dois para cá. Dois candidatos mais do campo da esquerda e dois mais à direita. Não é o cenário que eu desejo. Defendo candidatura única. Mas é mais realista imaginar que serão dois-dois.
Ciro Gomes e Lula são nomes aventados à esquerda. O primeiro já concorreu três vezes e o segundo, defendido por setores do PT, não sabe se poderá ser candidato. Outros nomes podem emergir no campo da esquerda? O senhor gostaria de ser essa liderança?
Em meu caso, não me escalo. Sempre tem alguém que escala (meu nome). Se eu for mais um para criar divisão e eventualmente atrapalhar a ida da esquerda para o segundo turno, não me disponho a isso, seria uma incoerência de minha parte. Em nosso campo há nomes mais consolidados: o Ciro e o PT, de modo geral. Lula tem muito mais força eleitoral (entre os nomes do PT), mas o Haddad aparece bem nas pesquisas. O ideal seria juntar todo mundo. (Revista Época)
O governador Flávio Dino comemorou, em suas redes sociais, o resultado do Maranhão na geração de empregos em 2020.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Governo Federal, divulgado nesta quinta-feira (28), o Maranhão criou 19.753 postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a dezembro.
O resultado dá ao estado do Maranhão o melhor desempenho entre os estados do Nordeste e o quarto do país, este último em termos percentuais.
“Fechamos 2020 com um dos maiores saldos positivos de empregos do Brasil. Em termos de variação percentual, o 4º melhor desempenho do Brasil e o 1º lugar do Nordeste (em variação percentual e em número absoluto)”, publicou o governador Flávio Dino.
“Cumprimento a classe trabalhadora, os empresários e a nossa equipe pelos números”, acrescentou nas redes sociais, agradecendo a participação de todos no processo.
Em agosto de 2020, o governador Flávio Dino lançou o Plano Emergencial de Empregos Celso Furtado, um programa de investimentos de R$ 558 milhões em obras públicas, compras governamentais e editais de fomento para alavancar a economia no Maranhão.
Dono de uma aprovação invejável por contada gestão que desenvolve no comando do estado nos últimos seis anos, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve ter uma eleição tranquila para o Senado e coordenar sua própria sucessão, até porque, neste momento da vida política do Maranhão, é a maior liderança e não existe na oposição nenhum nome que possa lhe fazer sombra.
O atual senador Roberto Rocha (PSDB), eleito pelas mão do governador em 2014 e que está em final de mandato, ciente de que não terá a menor chance de renova-lo, bajula o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na esperança de ser nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar voltar a disputar eleição.
Em 2018, Roberto Rocha, já com a pecha de traidor e bajulador de Bolsonaro, resolveu testar a popularidade se lançando candidato ao Governo do Estado e saiu urnas humilhado. Obteve dois por cento dos votos, se transformando na grande piada da eleição, motivo de muita gozação.
Um outro nome que poderia se apresentar para a disputa com Dino, seria a ex-governadora Roseana Sarney. Antigos aliados, saudosos do sarneysismo, tentam anima-la concorrer ao governo ou ao Senado, mas a filha de José Sarney, após a amarga experiência de 2014, fala sem muita convicção em disputar apenas um mandato de putada estadual ou federal.
Josimar de Maranhãozinho, que após a estrondosa votação em 2018 para deputado federal também almejava uma cadeira no Senado, após entrar no radar da Polícia Federal e ser pegue com a “mão na massa”, sumiu, mas ainda que retorne não teria a menor chance numa disputa contra o governador, que já anunciou que vai deixar o governo em abril de 2022 para concorrer a um mandato na Câmara Alta do Congresso Nacional.
Por conta da gestão eficiente, transparente e transformadora, o dinismo ficou tão forte que, ao que tudo indica, teremos pela primeira vez um candidato ao Senado coordenando o processo sucessório e puxando o candidato a governador.
A senadora Eliziane Gama (CIDADANIA) pretende apresentar projeto para punir os fura filas na vacinação contra a Covid-19. A proposta da parlamentar maranhense estabelece pena de detenção de três meses a um ano, mais multa.
“Esses comportamentos devem ser prontamente repreendidos porque interferem no gerenciamento dos programas de imunização, e o projeto tipifica como crime a conduta de quem se vacina antecipadamente, burlando a ordem de vacinação estabelecida pelo poder público”, observa a senadora.
Atualmente três projetos sobre o tema já foram apresentadas no Senado, todas propondo penalidades aos infratores. A proposta de Eliziane será a quarta neste sentido e visa acima de tudo garantir o que foi estabelecido pelas autoridades sanitárias do país.
Diante das constantes denúncias de que os prioritários que estão na linha de frente do combate a Covid-19 estariam snedo preteridos, no Senado, os parlamentares começaram a se mexer no sentido de apresentarem propostas que ajudem o controle e a ordem no processo de vacinação.
Autor de um dos projetos em tramitação, o senador Randolfe Rodrigues (REDE) endurece ainda mais contra os infratores e tipifica o crime como “fraude à ordem de preferência de imunização”. Segundo a proposta, quem tentar antecipar a imunização própria ou de outra pessoa poderá ter pena de detenção de dois a seis anos, mais multa. Pode chegar até dez anos se o infrator for servidor público.