O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem se esforçado muito em ajudar o governador Flávio Dino (PCdoB) na luta contra a pandemia do novo coronavírus e em missões que lhe são delegadas, mas não descuida da articulação visando as eleições de 2022, quando estará no comando do estado e deverá ser candidato a reeleição, único cargo eletivo a que poderá concorrer.
Brandão mapeou as regiões do estado e criou grupos de trabalhos comandados por políticos experientes que estão percorrendo os municípios e conversando com lideranças políticas e prefeitos sobre os problemas mais urgentes das comunidades e sentindo o pulso dos mesmos sobre preferência para sucessão governamental, porém, sem exercer qualquer forma de pressão ou tentativa de convencimento.
Segundo revelou ao blog um desses coordenadores de grupo que estão percorrendo o interior do estado, o governador Flávio Dino continua muito bem avaliado pelas lideranças municipais e terá um peso substancial na eleição do futuro governador do estado, sendo ele candidato a senador, vice-presidente ou até mesmo presidente da República.
“O que eu tenho ouvido dos prefeitos e lideranças é o seguinte: “se o governador me perguntasse qual o nome que eu gostaria que fosse candidato, responderia o senador Weverton Rocha (PDT), mas apoiarei o nome que ele (Dino) indicar”, revelou a fonte sob condição de anonimato. Segundo a mesma fonte, a resposta de alguns prefeitos deixou o grupo bastante animado.
A animação tem como motivo principal o indicativo de que o governador Flávio Dino já fez sua opção pelo vice-governador, conforme sugeriu o ex-governador José Reinaldo Tavares em recentes entrevistas a emissoras de rádio e televisão, o que facilitaria as conversações futuras com os chefes de Executivos municipais sobre o apoio a Brandão.
Os esforços do Governo do Maranhão na luta contra a pandemia do coronavírus ganharam destaque nacional pela Revista Veja. Na publicação, são destacados os esforços do Maranhão no combate à Covid-19.
A reportagem analisa a taxa de letalidade em todo o país, tendo como base os números coletados em todos os estados brasileiros (índice de mortes pro Covid-19 a cada 100 mil habitantes no Brasil). É mostrado, ainda, que o Maranhão, com 105,1, apresenta uma taxa menor que outros países, como Itália (202,34), Reino Unido (191,26), Estados Unidos (176,48), Argentina (146,57), entre outros.
“Comparado à dimensão da tragédia brasileira, o bom resultado obtido até aqui com o programa de redução de danos do Maranhão não foi obra do acaso”, cita a matéria, ao destacar iniciativas lideradas pelo Governo do Maranhão, que mostraram ser efetivas em incentivar a população a seguir as normas sanitárias e, também, ao conseguir insumos e materiais necessários para a saúde de todo o Estado.
Entre os esforços do Maranhão no combate à Covid-19, está, por exemplo, a criação da Rede solidária, formada entre a Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc) e a classe empresarial, que se tornou crucial para reduzir os impactos da pandemia.
Com esta parceria, feita com mais de 100 empresas, foram realizadas: a compra e a arrecadação de mais de 200 ventiladores mecânicos, que foram distribuídos para toda a rede de saúde do Maranhão; a doação de equipamentos de saúde para a rede estadual, como termômetros, colchão para leitos de UTI, face shields, álcool 70%, produtos de limpeza e caixas térmicas para a armazenagem de vacinas, além da entrega de mais 800 mil m³ de oxigênio medicinal e cestas básicas; e a implantação de quatro hospitais de campanha no Maranhão, como nos municípios de Pedreiras, Bacabal, São Luís e Imperatriz (totalizando 277 leitos).
Para o secretário Simplício Araújo, da Seinc, a parceria do Governo do Estado com a classe empresarial se tornou um diferencial do Maranhão em saber dialogar e criar novas estratégias para vencer desafios sanitários e econômicos.
“Estes dados positivos relacionados ao Maranhão evidenciam o êxito e a eficiência do diálogo que temos mantido com as empresas desde o início. É um reforço de que, unidos, podemos crescer e estimular o crescimento sempre”, avaliou o secretário.
Por Marina Oliveira
Congresso em Foco – Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um dos principais opositores de Jair Bolsonaro, faz duras críticas ao governo, mas diz ser favorável que se investiguem estados e municípios na CPI da Covid.
Entre os temas abordados por Dino estão a organização de governadores via WhatsApp no combate à pandemia, a corrida por vacinas como a Sputinik V, que teve licença negada pela Anvisa na semana passada, além do protagonismo do Maranhão ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo realize o Censo 2021.
Veja a íntegra da entrevista:
Sobre as eleições de 2022, Flávio Dino diz querer concorrer a uma vaga no Senado e afirma haver condições para que seja formada uma candidatura de centro-esquerda que faça frente a Jair Bolsonaro. De acordo com o governador, o presidente está fora da Constituição. “Bolsonaro é inconstitucional ele próprio. Ele todinho, do cabelo ao pé é incompatível com a Constituição Federal, em tudo. […] Ele é um presidente inconstitucional. Nós temos que fazer com que o campo da Constituição se una, no primeiro ou no segundo turno, em 2022”.
Dino também defende o impeachment e diz que apesar das diferenças com o general Hamilton Mourão vê no militar mais espaço para diálogo do que na figura de Bolsonaro.
Leia trechos da entrevista:
Congresso em Foco (CF): desde o início da crise da covid o senhor tem sido bastante crítico com relação a atuação do governo federal na condução da crise. O que faltou pensando em articulação, planejamento entre a esfera federal e estadual?
Flávio Dino: No caso do plano nacional faltou, sobretudo, seriedade, decência, faltou humanismo e solidariedade. A ausência destes componentes, decisivos para quem governa, fez com que se estabelecesse uma disparatada, uma desatinada premissa negacionista, que conduziu uma série de omissões e também de ações. Omissões, por exemplo, no que se refere a uma campanha informativa liderada pelo governo federal acerca das boas práticas sanitárias, do uso de máscara, tudo o que a ciência fixou como diretriz em âmbito mundial.
Ações também desalinhadas àquilo que a ciência recomenda no que se refere à promoção de aglomerações inusitadas com fins politiqueiros, eleitoreiros, coisas fora de hora. Isso tudo que está sendo sublinhado por esta CPI instaurada no Senado. A premissa negacionista, portanto, é o que explica todos os equívocos que aconteceram no que se refere ao abastecimento de insumos, de respiradores, de anestésicos, de oxigênio, falta de vacinas.
É uma doença grave, causa mortes, mas este efeito terrível poderia ter sido fortemente mitigado em âmbito nacional. Para agravar essas circunstâncias tivemos estados e municípios lutando bravamente em defesa da Saúde, sofrendo uma intensa sabotagem por parte da esfera federal, levando a um arranjo institucional praticamente confederativo e não federativo, isto é, autonomia dos estados sendo levadas ao extremo para suprir omissões, ações erradas do plano federal. Na medida em que há este alargamento das autonomias, acaba que se evidencia ainda mais a ausência da chamada coordenação nacional.
O senhor chegou a criticar, na época da criação do comitê da covid, que os governadores não foram chamados para debater. Como é essa organização paralela dos governadores? Como se organizam para dimensionar essa crise e cascatear informações que chegam do governo federal sem estar todo mundo unido?
Quando foi constituído este tal comitê nacional com um ano de atraso, nós alertamos muito enfaticamente e formalmente que isso não daria certo. Até por uma imprecisão terminológica. Inconstitucional, uma vez que a Constituição alude à constituição dos três entes que compõem a federação. Como se faz um comitê nacional sem estados e municípios? O que nós dissemos se confirmou. Que este comitê nacional era apenas algo retórico, que não produziria nenhum efeito prático e ai está, ninguém nunca mais ouviu falar do tal comitê nacional criado por um decreto do presidente. Decreto errado.
Pedimos a revisão, não houve sequer resposta e ai nós temos aquilo que nós mencionamos como federalismo cooperativo horizontal, os estados se articulando entre si sem que haja verticalidade inerente à forma federativa. Não é o ideal, mas é o que nós conseguimos construir e fazemos isso diariamente, com os consórcios, fóruns regionais de governadores e o fórum nacional que está em reunião permanente por intermédio do grupo de WhatsApp, que mantemos dos 27 estados e é por ali que construímos documentos, políticas, trocamos informações sobre procedimentos, o que está dando certo, o que pode dar mais certo, informando sobre proposições mitigadoras socioeconômicas.
O ideal é que houvesse um comitê nacional de verdade, mas até hoje não existiu, quem sabe a CPI do Senado consiga adotar neste passo institucional imprescindível e que estranhamente, até agora não foi adotado.
A CPI da Covid vai também investigar governos e municípios. Os senhores estão dispostos a irem depor na comissão? Qual a sensação dos governadores com relação à comissão?
Temos de separar o joio do trigo. Uma coisa são investigações legítimas, que fazem parte da vida republicana. Eu defendo investigações. O que sou contra é o estabelecimento de perseguições. A milicianização de instituições para servir a propósitos de pequenos grupos, de poderosos de ocasião. Isso é a separação que temos de fazer.
A CPI no Senado pode e deve investigar o uso de recursos federais em estados e municípios, mas com seriedade, moderação, compromisso aos fatos e não repetindo fake news, mentiras de que eram bilhões ou trilhões e que todos os governadores roubaram.
O senhor é uma opção para a corrida eleitoral presidencial de 2022?
Eu venho afirmando que o meu projeto principal que busco hoje é a candidatura ao Senado pelo Maranhão. É claro que tudo está ainda muito aberto. Temos de esperara, dar tempo ao tempo, ver como as forças políticas do campo progressista popular vão convergindo, mas realmente tenho hoje uma visão mais relacionada à política estadual e colaborar com a nacional. Acima de tudo com essa visão de convergência do campo progressista para que a gente derrote o bolsonarismo. Tenho dois grandes objetivos nas eleições de 2022. O primeiro é a busca do Senado pelo Maranhão e por outro lado derrotar o bolsonarismo porque o Brasil não aguentaria mais quatro anos de desastre. Minha colaboração é: o que podemos fazer para evitar mais quatro anos de governo desastrado, incompetente, improbo, que temos atualmente.
E o que é capaz de fazer?
Aquilo que a história brasileira ensina, uma maior convergência. Num primeiro momento no campo popular progressista, mais da esquerda e dialogando com as forças mais ao centro. Foi esse tipo de pacto que já houve em vários momentos, que permitiu o avanço.
Como conversar com o centro sendo um partido de esquerda?
É um exercício diário e nós experimentamos isso com muito êxito quando Rodrigo Maia (DEM-RJ) era presidente da Câmara. Se nós temos hoje um novo Fundeb devemos a este tipo de pacto. Bolsonaro não queria Fundeb. Se foi possível sustentar a presidência do Rodrigo Maia na Câmara, que não é do nosso campo, mas que tinha abertura para dialogar, embora tivéssemos muitas diferenças com ele, conseguimos avanços. Essa experiência pode ser uma sugestão do que é produtivo, do que funciona e há tempo porque temos ainda uma longa estrada. Temos as prioridades de 2021 que devem estar na frente. Vamos ver 2022 em 2022.
Vimos em 2018 que majoritariamente essas forças centristas caminharam por ação ou por omissão com Bolsonaro e nós temos que criar um ambiente em que consigamos que deste campo, que eu situo nos marcos da Constituição de 1988, o candidato que passar tenha o apoio do outro. Porque o Bolsonaro está fora da Constituição. Bolsonaro é inconstitucional ele próprio. Ele todinho, do cabelo ao pé é incompatível com a Constituição Federal. Em tudo. […] Ele é um presidente inconstitucional. Nós temos que fazer com que o campo da Constituição se una, no primeiro ou no segundo turno, em 2022.
O ex-presidente Lula voltou ao cenário eleitoral, esteve em Brasília essa semana. Há alguma articulação com o PT? Como fica uma possível candidatura de esquerda enfrentando Lula?
O PT é o maior partido do nosso campo político e tem essa liderança que é o ex-presidente Lula, talvez a maior liderança da nossa história. É natural que ele tenha um papel de coordenação, de direção, de liderança desse processo. Tenho conversado muito com ele e vejo essa disposição ao diálogo e acho que esse é o caminho. Ele pode ser o candidato se de fato esse for o caminho que ele próprio coloque com o partido dele porque é um nome que tem todos os atributos para ser esse elemento de convergência, ou dependendo da avaliação em 2022 o PT apoiar alguém seria normal.
Partidos de esquerda têm falado muito sobre impeachment. Essa é a saída?
Considerando que estamos em meio a uma pandemia pessimamente gerida, o impeachment é imprescindível. É um imperativo da hora presente para salvar vidas. Tenho certeza que o vice-presidente Hamilton Mourão, com quem tenho óbvias diferenças ideológicas, seria um gestor com mais atributos, qualidades e capacidades cognitivas para poder entender o que está se passando no Brasil e no mundo e, com isso, poder governar melhor. Sou daqueles que acham que todo momento é propício para fazer impeachment diante de um governo tão desastrado e inconstitucional e de um presidente da república tão amigo dos crimes de responsabilidade.
O presidente nacional do PSD, ex-ministro Gilberto Kassab, segundo fonte segura, deseja ter o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (sem partido) disputando o Governo do Estado nas eleições de 2022 pelo partido.
A legenda comandada no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior, segundo a mesma fonte, vê o ex-prefeito com o perfil ideal para concorrer ao Palácio dos Leões e aguada sua manifestação. Edivaldo, no entanto, permanece em silêncio.
Antes mesmo do anúncio oficial de que estaria deixando o PDT após cinco anos de convívio com o senador Weverton Rocha, emissários de Kassab tentaram por diversas vezes firmar compromisso com Edivaldo, mas o ex-prefeito estaria avaliando outras possibilidades.
Nos bastidores da sucessão são fortes os comentário de que o PL também estaria interessado em ter Edivaldo como seu candidato e até já teria lhe oferecido sua base composta de 42 prefeitos, mas Edivaldo continuaria achando que é muito cedo para definir futuro partidário.
“Nós tomamos conhecimento de que o PL lhe ofereceu o partido para concorrer, mas sinceramente, vejo ele (Edivaldo) mais com nosso perfil”, disse ao blog uma fonte do PSD sob a condição de anonimato.
Semana passada, durante uma entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira, o deputado César Pires, que estará se filiando ao PSD em abril de 2022, na abertura da janela partidária, revelou que durante uma reunião com Kassab e Edilázio, em Brasília, foi apresentado um nome para concorrer ao governo e Kassab ficou animado.
A princípio as atenções se voltaram para o empresário Lobão Filho, que também deverá se filiar ao PSD, mas fontes acabaram revelando que o nome que teria deixado o ex-ministro empolgado foi o do ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior
Estudantes do município de São Bernardo, 370 km de São Luís, foram campeões do Torneio Juvenil de Robótica, etapa nacional e do Torneio Internacional de Robótica. Eles receberam nesta sexta-feira (7) os troféus em solenidade na sede da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão -Famem.
Participaram da solenidade, o presidente da Famem, Erlanio Xavier, o senador Weverton Rocha, o prefeito de São Bernardo, João Igor, os deputados estaduais César Pires, Ciro Neto e Marcos Caldas.
O presidente da Famem, Erlanio Xavier, destacou que a conquista dos estudantes reflete e orgulha não só o município de São Bernardo, mas todo o Maranhão. “É uma alegria enorme receber esses estudantes que são o futuro não só de São Bernardo, mas do Maranhão, para uma justa homenagem pelas suas conquistas, que é motivo de orgulho e de esperança para todos nós. Parabenizo a eles e o prefeito João Igor, pelo esforço e incentivo em práticas como essas, inovam a educação do nosso estado”, ressaltou.
Para o prefeito da cidade de São Bernardo, João Igor, os prêmios refletem o esforço e talento dos jovens estudantes e o investimento realizado pela prefeitura municipal. “Esse momento é um reconhecimento para esses jovens, que souberam aproveitar as oportunidades e empreenderam todo o seu talento na e trouxeram essas conquistas para o nosso município e para o nosso estado. É também fruto da nossa dedicação e investimentos na qualidade da educação do nosso município”. Pontuou.
O senador Weverton Rocha enalteceu a importância do investimento dos órgãos governamentais na ciência e tecnologia, para dar oportunidade a estudantes de demonstrar seus talentos.
“Quando esses estudantes e professores saem lá de São Bernardo e falam para o mundo que é possível ter, não apenas um troféu, mas é possível sim participar de igual para igual de qualquer debate, de qualquer discussão, isso orgulha a todos nós maranhenses. Porque sabemos que eles são o futuro do nosso estado, e são construindo agora no presente e precisamos ressaltar a importância de mais investimentos como esses na educação, na ciência e na tecnologia, para oportunizar ainda mais conquistas como essas”, destacou.
A estudante Emilly Mariano, membro do clubinho de robótica Conecstar, agradeceu o reconhecimento e comentou sobre as experiências vivenciadas na participação da equipe nos torneios nacionais e internacional de robótica.
“Estamos muito gratos em receber esses troféus e medalhas hoje, após essas experiências incríveis, que foram os torneios de robóticas que participamos. Posso dizer que o conhecimento é algo que fascinante e quando a gente começa não quer mais parar. Cada competição foi uma experiência diferente, mas soubemos aproveitar as oportunidades e hoje estamos aqui recebendo o reconhecimento pelo nosso trabalho”, disse.
Conquistas A equipe Conecstar, clubinho de robótica de São Bernardo, começou a trajetória conquistando o terceiro lugar já na primeira competição que participou. A medalha de bronze foi na etapa estadual do Torneio Juvenil de Robótica (TJR), que aconteceu de 25 a 27 de outubro de 2019, no município de Codó. A equipe alcançou o feito concorrendo na categoria Registro Multimidiático, com 80 equipes de 22 municípios maranhenses.
Com a medalha de bronze conquistada na etapa estadual, a equipe se classificou para disputar a fase nacional do TJR, que foi realizado em São Paulo em novembro do mesmo ano. E foi na capital paulista que veio, o que até então, já era a maior conquista para a equipe com menos de seis meses de formação: o título de campeã nacional de Robótica na categoria Registro Multimidiático, após disputa com equipes do Paraná, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Mas foi em 2020, em meio a limitações por conta da pandemia do Coronavírus, que veio as conquistas que colocou a equipe bernardense no topo da Robótica nacional e internacional. Com o título da etapa nacional do Torneio Juvenil de Robótica, a Conecstar ganhou o direito de representar o Brasil na etapa mundial, que aconteceria em Buenos Aires, na Argentina, de 28 a 30 de junho de 2020. Porém por conta da pandemia, o Torneio Internacional de Robótica (InternationalTournamentofRobots – ITR), aconteceu de forma online, no dia 28 de novembro.
Mesmo com as barreiras, a equipe participou do ITR, que reuniu equipes de Robótica de todo o mundo, e ficou com o primeiro lugar na modalidade Registro Multimidiático nível 2. O título na etapa internacional classificou a equipe direto para a final da edição 2020 da etapa nacional, que também ocorreu de forma online, em dezembro do ano passado. E os estudantes bernardenses ampliaram os feitos e sagraram-se bicampeões brasileiros de Robótica.
Equipe – Formada em agosto de 2019, com o apoio da Rede de Educação Científica e Tecnológica (Recite), iniciativa do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), a equipe Conecstar é formada por Emilly Mariano, Ronald Araújo, Juliana Sousa e Guilherme Silva, estudantes do Instituto Educacional Cônego Nestor de Carvalho Cunha, escola da rede municipal de ensino de São Bernardo.
O projeto tem a coordenação dos professores Wilberth Castro e Dayvison Lisboa, do Departamento de Tecnologia e Inovação da Secretaria Municipal de Educação, Ciências, Tecnologia e Inovação (Semecti).
Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (7), o governador Flávio Dino (PCdoB) fez uma ampla avaliação sobre o combate ao coronavírus no estado e anunciou novas medidas que passam a vigorar a partir da próxima segunda-feira (10).
Segundo o governador Flávio Dino (PCdoB) , a partir do início da próxima semana estarão liberados a realização de pequenos eventos com até 50 pessoas.
Dino adiantou ainda que a partir do dia 17 de maio estarão liberados eventos com até 100 pessoas e que bares e restaurantes poderão oferecer música ao vivo a partir de 15 de maio. Já as demais medidas foram prorrogadas até dia 24 de maio. Veja abaixo todas as medidas anunciadas pelo governador.
Novas medidas anunciadas
– Eventos com até 50 pessoas a partir de 10 de maio
– Música ao vivo a partir de 15 de maio
– Eventos com até 100 pessoas a partir de 17 de maio
– Administração pública estadual: 50% da capacidade e revezamento
– Comércio e indústria entre 9h e 21h
– Bar e restaurante: até 23h
– Supermercados: das 6h à 0h
– Supermercados, academias, salões, igrejas, bares e restaurantes: 50% de capacidade
– Grupo de risco afastado no setor público e privado
Vacinação
Vacinação para grávidas com comorbidades e puérperas (até 40 dias após o parto) com vacina Pfizer:
Local: Iema Cintra, em São Luís.
Horário: sábado, dia 8, das 8h às 16h; e domingo, dia 9, das 8h às 12h.
– Novos grupos prioritários (de acordo com PNI):
* Pessoas com síndrome de down (a partir de 18 anos)
* Pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC, de 55 a 59 anos
* Pacientes renais crônicos
* Pessoas com comorbidades, de 50 a 59 anos
Atualização sobre Sptink V
– Parecer técnico positivo do professor Dr. Amilcar Tanuri, da UFRJ
– Entrega de petição ao STF para obrigar Anvisa a avaliar novo pedido de liberação da vacina Sputnik V
Aapoio a população
– Isenção do ICMS em operações com vacinas e insumos destinados à produção de vacinas
– Isenção de ICMS para elmos e produção de oxigênio medicinal
– Desoneração de ICMS nas compras públicas de kits de testes e respiradores
Presidente estadual do PDT e já declarado pré-candidato ao governo em 2022, o senador Weverton Rocha considerou normal a movimentação partidária que elevou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior a se desvincular do partido, ainda que isso represente uma perda política considerável para a legenda.
A exemplo de Edivaldo, o senador também recorreu a sua rede social para anunciar a despedida do ex-prefeito e afirmar que a saída não representa ruptura entre os dois políticos.
“O amigo @EHolandaJr deixa hoje o PDT, depois de uma jornada conjunta profícua e produtiva. A movimentação na política é comum e não representa uma ruptura. Nossa amizade continua. Desejo a Edivaldo uma boa nova caminhada”, disse Weverton.
A decisão de Edivaldo teve forte repercussão nos bastidores da sucessão estadual pelo peso político que ele representa na capital, principal colégio eleitoral do estado. Para alguns políticos ouvidos pelo blog, a saída representa uma perda eleitoral muito grande à candidatura de Weverton. “Ainda mais se Edivaldo for candidato a governador”, arriscou um parlamentar.
Edivaldo Holanda Junior administrou a cidade por dois mandatos, deixou o cargo no final de 2020 de cabeça erguida pela administração transparente que realizou e ostentando índices de popularidade invejáveis. Era considerado um trunfo do PDT na disputa pelo governo capital, que fica agora órfão de uma liderança forte em São Luís.