Estagnado e vendo seus adversários se aproximarem e ameaçarem sua segunda colocação na intenção de voto do eleitorado para governador, Weverton Rocha (PDT) decidiu se licenciar do Senado para dedicar-se integralmente à pré-campanha e tentar estancar a sangria.
O parlamentar pedetista começou a pré-campanha na liderança, foi ultrapassado pelo governador Carlos Brandão (PSB), segundo as últimas pesquisas do Instituto Escutec, e já se vê ameaçado de perder o posto de segundo colocado e ficar fora do segundo turno.
A convenção do PDT, que oficializará a candidatura está marcada para o dia 29 próximo, é a justificativa para abrir mão do mandato e entrega-lo ao ex-prefeito de Santa Inês Robert Bringel, mas é fato que a estagnação com tendência de queda na corrida eleitoral, acendeu o sinal de alerta no arraial pedetista.
Eleito com o esforço pessoal de Flávio Dino e dos partidos envolvidos com a reeleição do governador, Weverton se bandeou para a direita e passou a agir como um agente dessa corrente política no Senado; montou sua aliança com partidos da base do governo de Jair Bolsonaro e perdeu o vínculo com o campo popular democrático.
A aliança com o PL do tresloucado presidente, do apenado Valdemar da Costa Neto e do investigado pelo Polícia Federal Josimar de Maranhãozinho (suspeito de desviar dinheiro público), ao invés de levantar a pré-candidatura, serviu foi para alertar a população e a classe política sobre os perigos que estado corre em mãos de políticos que enfrentam problemas com a justiça.
Josimar não conseguiu segurar os prefeitos que prometeu colocar na campanha, um boa fatia dos chefes de Executivos de municípios importantes, a exemplo de Rigo Teles, de Barra do Corda, abandonaram a barca, declararam apoio a Carlos Brandão e a pré-candidatura perdeu fôlego.
O pedido de licença de Weverton, portanto, na avaliação de alguns políticos consultados pelo blog e que acompanham o desenvolvimento da pré-campanha, é uma tentativa desesperada do senador evitar o fiasco maior e sair da eleição muito menor do que entrou. Se vai conseguir, daqui a três meses saberemos o resultado.
Nos meios políticos é constante o comentário de que a campanha do senador, a exemplo do que foi a do deputado Neto Evangelista para prefeito de São Luís em 2020, terá muito volume, fará muita zoada, mas vai faltar o principal: apoio popular.
Pesquisa presencial Quaest, contratada pelo banco Genial, divulgada nesta quarta-feira (6) aponta novamente para uma tendência de vitória do ex-presidente Lula (PT) já no primeiro turno da eleição presidencial.
Lula aparece com 45% das intenções de voto. Todos os outros candidatos somados têm 42%. Jair Bolsonaro (PL), o principal oponente do petista, registra 31%.
Por conta da margem de erro, “não é possível afirmar se a eleição será definida no 1º turno”, destaca o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
A projeção de um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro mostra o ex-presidente com larga vantagem. O petista aparece com 53% das intenções de voto e o atual ocupante do Palácio do Planalto com 34%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre 30 de junho e 3 de julho. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01763/2022.
Militante histórico do PT, ex-presidente estadual e atual vice-presidente do partido, Augusto Lobato, primeiro dirigente petista a assumir publicamente a pré-candidatura do então vice-governador Carlos Brandão (PSB) ao governo do estado, teve seu nome aprovado pelo PT para concorrer a um mandato de deputado federal.
Político que sempre esteve ao lado do ex-presidente Lula e das lutas encampada pelo Partido dos Trabalhadores, Lobato é um militante petista convicto, possui posições claras, nunca fugiu do debate, inclusive quando teve que enfrentar resistência interna na legenda para defender a reeleição do governador Carlos Brandão.
“Política se faz com coragem de assumir lado, sempre estive do mesmo lado, do lado daqueles que lutam por justiça social para todos”, diz o pré-candidato Augusto Lobato, que já mobilizar uma rede de aliados neste desafio de representar o Maranhão na Câmara Federal e ajudar o presidente Lula a governar o país.
Dirigente partidário de palavra, foi o primeiro presidente de partido a declarar apoio pessoal ao escolhido pelo governador Flávio Dino (PSB) para sucedê-lo no Palácio dos Leões e a defender a participação do PT na chapa majoritária, o que acabou acontecendo com a indicação de Felipe Camarão como vice de Brandão.
Por tudo que representa para o PT e para a causa democrática do país, Lobato, sem dúvida, é um nome que merece a confiança do eleitorado maranhense.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), e lideranças políticas do município de São José de Ribamar reuniram-se, nesta terça-feira (5), com o governador Carlos Brandão (PSB), no Palácio dos Leões. No encontro, eles conversaram sobre projetos para a cidade balneária e reafirmaram o apoio à reeleição do atual chefe do Executivo, bem como à pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado.
Participaram da reunião o ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, o ex-vereador Beto das Vilas, a pré-candidata a deputada federal, Flávia Alves, o deputado estadual Jota Pinto (Podemos), além de outras lideranças do município.
Othelino Neto afirmou que o Governo do Estado tem muitas obras em execução na cidade, que faz parte da Região Metropolitana de São Luís, beneficiando milhares de ribamarenses.
“Hoje, nos reunimos com os principais líderes de São José de Ribamar, que estão conosco e vão colaborar para que o estado continue crescendo e mudando para melhor. O Maranhão não pode parar e estamos juntos com Carlos Brandão e Flávio Dino nesse propósito”, disse o parlamentar.
O governador Carlos Brandão agradeceu o apoio das lideranças e a articulação do deputado Othelino, que tem colaborado para o fortalecimento desse projeto político.
“Em breve, estaremos em São José de Ribamar para visitar a cidade e planejar novas ações em benefício do município. Vamos continuar trabalhando em prol de todos os ribamarenses. Estamos muito felizes com esse apoio”, afirmou Brandão.
O governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, ambos do PSB, vem demonstrando verdadeira sintonia e responsabilidade com o Maranhão. Brandão, inclusive vem dando continuidade as duas gestões de Dino e, segundo as últimas pesquisas, caminha a passos largos para a reeleição.
Nesta terça-feira, Dino foi recebido no Palácio dos Leões pelo governador e pelo tom da cordialidade os dois líderes políticos mostraram que estão mais irmanados que nunca na defesa dos interesses do estado e focados na eleição.
“Recebi nosso líder Flávio Dino. Trabalhar por um Maranhão cada vez mais digno, justo e solidário para todos é a nossa grande motivação. Vamos em frente”, disse o governador no texto legenda de uma fotografia postada em sua rede social.
É verdade que adversários, no desespero, tentam plantar supostas discórdia entre os dois líderes do campo popular democrático, mas é fato que Dino e Brandão, pré-candidatos ao Senado e governo, respectivamente, estão mais unidos que nunca para enfrentar a batalha eleitoral que se aproxima.
Em um cenário com uma inflação de dois dígitos, desemprego ou trabalho precário, juros em alta e renda em queda, fazer um empréstimo está longe de ser a melhor opção. No entanto, para muitos brasileiros, essa tem sido a única saída para tentar sobreviver no Brasil de 2022. Segundo a Serasa Experian, a busca de crédito por pessoas físicas no último mês de maio foi 11,2% maior do que no mesmo período de 2021.
Para boa parte dos brasileiros, tomar um empréstimo para pagar dívidas de empréstimos anteriores e ainda ter um pouco de dinheiro para as despesas básicas tem se tornado comum. O grande problema para milhões de famílias que estão inadimplentes ou podem se tornar em breve, é que a taxa básica de juros já está em 13,25% e tende a subir nos próximos meses.
“Os consumidores, mesmo com a alta da taxa de juros, continuam atuando com o modelo de consumo por necessidade e utilizando o crédito para honrar compromissos financeiros, além de complementar o pagamento de itens e serviços prioritários que não puderam ser pagos com o orçamento mensal habitual”, explicou Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, em entrevista ao Estadão.
Segundo um levantamento da Serasa, a busca por crédito aumentou em todas as faixas de renda analisadas. Na mais baixa, com renda mensal de até R$ 500, a procura cresceu 11,3% em relação a 2021. No segmento entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, o segundo mais alto, o crescimento foi ainda maior, de 13%, enquanto na faixa mais alta, a partir de R$ 10 mil, foi de 12,9%.
Como não poderia deixar de ser, a inadimplência também cresce assustadoramente. De acordo com a Serasa Experian, 66,13 milhões de pessoas ficaram com o nome no vermelho em abril, 3 milhões a mais que no mesmo mês de 2021 e o maior número desde o início da série histórica, em 2016. Somente de dezembro do ano passado a abril, 2 milhões de pessoas passaram a ser inadimplentes.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias com algum tipo de inadimplência – contas vencidas como prestações de imóveis ou carros, compras parceladas no cartão de crédito ou empréstimo pessoal – chegou a 77,4% em maio, o segundo maior número da série histórica, atrás apenas dos 77,7% registrados em abril deste ano.
Combate ao endividamento
Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tirar milhões de brasileiros da inadimplência é, mais do que uma medida humanitária, uma forma de recuperar a própria economia do país. “Se o povo estiver falido, se o povo estiver devendo como hoje, se o povo não tiver poder de compra, ninguém vai investir, porque não tem para quem vender”, afirmou ele, em uma entrevista recente. “É preciso reduzir a política de juros, resolver o problema da dívida de 70 milhões de famílias brasileiras que estão endividadas nos cartões, algumas porque estão utilizando o cartão para comprar comida
O endividamento das famílias brasileiras também é uma das questões abordadas pelas diretrizes do programa Juntos Pelo Brasil, que propõe uma política pública para enfrentar o problema. A lista completa de propostas pode ser acessada neste link.
“Como a renda familiar dos brasileiros e brasileiras desabou e o endividamento das famílias explodiu, já são mais de 66 milhões de pessoas inadimplentes, vamos promover a renegociação das dívidas das famílias e das pequenas e médias empresas por meio dos bancos públicos e incentivos aos bancos privados para oferecer condições adequadas de negociação com os devedores. Avançaremos na regulação e incentivaremos medidas para ampliar a oferta e reduzir o custo do crédito, ampliando a concorrência no sistema bancário”, diz o programa.
Focado na reeleição do governador Carlos Brandão (PSB) e na sua própria pré-campanha ao Senado Federal, o ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PSB) também acompanha o desempenho dos aliados do campo popular democrático que vão medir forças com os seguidores do presidente da extrema direita Jair Bolsonaro (PL), particularmente em estados com grande densidade eleitoral, a exemplo do Rio de Janeiro.
Em postagem em sua rede social nesta segunda-feira (4), Dino defendeu que todos os acordos que estão sendo articulados em torno de Marcelo Freixo (PSB) sejam viabilizados em nome do objetivo maior, ou seja, derrotar o governador bolsonarista Claudio Castro em sua tentativa de permanecer no cargo por mais quatro anos
“A eleição de Marcelo Freixo a governador do Rio deve ser prioridade máxima do campo democrático e progressista, a fim de derrotar a besta e seus asseclas. Torço para que todos os acordos sejam viabilizados em nome do objetivo maior”, disse o ex-governador do Maranhão.
Dino, que comanda no Maranhão uma grande frente que tenta dar continuidade à gestão iniciadas em 2015 reelegendo Carlos Brandão, tem como candidato a presidente da República o ex-presidente Lula, líder maior do PT, partido que deve apoiar Freixo para governador do Rio.