O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo de Tarso Sanseverino, determinou a remoção, em 24 horas, de uma série de publicações feitas por Flávio, Eduardo Bolsonaro e os responsáveis por outros 24 perfis no Twitter e no Facebook, com a fake news de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva perseguiria cristãos, fecharia igrejas e apoiaria a ditadura na Nicarágua. A liminar determina ao Twitter e ao Facebook que suspendam os posts desinformativos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
A decisão foi tomada em representação movida pela Coligação Brasil da Esperança contra os responsáveis pelos perfis. Durante o processo eleitoral, tem se verificado a atuação de uma rede bolsonarista dedicada à propagação de desinformação. O objetivo, claramente, é manipular a opinião pública e promover reiterada campanha difamatória contra Lula — neste caso, incutindo no eleitor a falsa ideia de que o candidato perseguiria e ameaçaria igreja e cristãos.
Além disso, as publicações desobedecem decisão anterior do próprio TSE, que já determinou a remoção de conteúdos inverídicos no sentido de que Lula apoiaria a invasão de igrejas. A representação ressalta que a legislação eleitoral proíbe expressamente a divulgação de fatos inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.
“Observo que as publicações impugnadas transmitem, de fato, informação evidentemente inverídica e prejudicial à honra e à imagem de candidato ao cargo de presidente da República nas eleições 2022”, afirmou o ministro na decisão. “As publicações contêm informação manifestamente inverídica e divulgada no período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores, de forma a gerar elevado número de visualizações, o que possibilita, em tese, a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do partido político e do candidato atingidos pela desinformação”, acrescentou.
Parlamentar atuante, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Maranhão, em seu primeiro discurso pós reeleição, Ariston Ribeiro (PSB) agradeceu aos 40.236 eleitores que lhe confiaram o voto e lhe garantiram a renovação do mandato.
“Quero agradecer a cada uma dessas pessoas que nos acompanharam no dia a dia, tipo as lideranças que nos acompanharam, como a prefeita de Bacabeira, Fernanda, o prefeito Dr. Hilton, de Santa Rita, o prefeito Enoque, de Pastos Bons, o prefeito Daniel, de Nova Iorque, e muitos vereadores que nos acompanharam, lideranças, pessoas humildes”, enfatizou Ariston.
O parlamentar que chegou ao plenário da Assembleia Legislativa na condição de suplente, se efetivou no mandato, chegou à presidência da CCJ e se reelegeu disse na tribuna que neste segundo mandato pretende continuar trabalhando com determinação por aqueles que mais precisam e levar benefícios para as comunidades, por ser essa uma das atribuições do parlamentar.
“Fui candidato não para resolver problema meu, mas para ajudar as pessoas mais humildes. É para isso que eu me boto à disposição da população do Estado do Maranhão. E a minha palavra principal é de agradecimento a cada um de vocês que levantou a nossa bandeira, botou santinho no bolso, botou estampado no peito adesivo e gritando o nome da gente. Não tem recompensação na vida de um candidato do que essa gritaria de apoio”, observou Ariston.
No rescaldo das eleições 2022, o ex-candidato a vice-governador na chapa de Weverton Rocha (PDT), o ainda deputado estadual Hélio Soares (PL), mesmo com o derrota humilhante, ficou em terceiro lugar e ainda viu o governador Carlos Brandão (PSB) se reeleger no primeiro turno, assimilou bem o revés sofrido nas urnas, mas destacou o crescimento do PL, partido que elegeu pela primeira vez história política do Maranhão um casal (Detinha e Josimar de Maranhãozinho) para a Câmara Federal.
Parlamentar que aceitou ser vice na chapa tendo como padrinho o polêmico Josimar de Maranhãozinho não acusou culpados pela derrota acachapante, apenas destacou a campanha propositiva do senador do PDT e anunciou que participará de uma reunião do PL em Brasília para alinhar a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. Bolsonaro perdeu o primeiro turno para Lula e tenta agora pelo menos amenizar o elevado índice de rejeição dos maranhenses.
Embora tenha tentado colocar panos quentes na derrota do candidato a governador da aliança que reuniu os partidos da base de sustentação do governo federal, na realidade, o clima no grupo após o resultado das urnas é de terra arrasada. O candidato derrotado pegou o primeiro avião e se mandou para Brasília, provavelmente para não ter que justificar o desempenho pífio para quem se apresentou como a salvação dos problemas do Maranhão e viu a reação do eleitorado contra promessas mirabolantes.
Em seu discurso de agradecimento aos 20% do eleitorado que acreditaram no projeto, Hélio Soares destacou o fato do PL ter saído fortalecido ao eleger quatro deputados federais. O PDT conseguiu eleger apenas Márcio Honaiser e quatro estaduais o que mostra que a aliança com Josimar foi excelente para o PL, mas sum péssimo negócio para os pedetistas. Os eleitores de Bolsonaro preferiram votar em Lahesio Bonfim (PSC), um bolsonarista autêntico e rejeitar o genérico, que mesmo se dizendo de esquerda, deu uma guinada à direita, mas não convenceu.
O deputado Hélio Soares afirmou que seu grupo fez uma campanha limpa e propositiva e que, apesar da derrota, não há o que lamentar. “Fizemos uma campanha limpa, apresentando apenas as nossas propostas e estamos conscientes do nosso desempenho”.
Enquanto os pedetistas choram a perda da eleição e o enfraquecimento do partido, o clima no PL é de festa. “Nosso partido saiu fortalecido das urnas, pois tivemos a deputada federal mais votada desta coligação, que foi Detinha, ao lado do marido, deputado federal reeleito Josimar Maranhãozinho”, disse.
O PDT aprovou nesta terça-feira (4) o apoio programático do partido à candidatura do ex-presidente Lula (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), após uma campanha intensa de ataques de Ciro Gomes (PDT) ao petista durante o primeiro turno.
A sigla vai propor que Lula incorpore a seu programa de governo algumas propostas do pedetistas, explicou Carlos Lupi, presidente da legenda. “Decisão unânime de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula, que eu chamo da candidatura do ’12+1′. Apresentamos três projetos, eu pessoalmente falei com a presidente do PT, a Gleisi, a questão da renda mínima, a renegociação da dívida do SPC e das pequenas empresas, a questão da escola e ensino integral e hoje aprovamos também a proposta – que não foi falada ainda com o PT – a questão do Código Nacional do Trabalho”.
Na reunião entre lideranças pedetistas, foi discutido se o apoio a Lula seria “crítico” ou “programático”, segundo a CNN Brasil. A segunda opção foi a escolhida e significa que o partido estará de fato junto do petista no segundo turno, sem condicionantes.
O senador Weverton Rocha, terceiro colocado na disputa pelo governo do estado, foi eleito em 2018 pela força de conjunto de partidos que formaram a aliança que reelegeu o governador Flávio Dino (PSB), sem dúvida, pode ser considerado o grande perdedor da eleição concluída no último domingo (2) e que reelegeu o governador Carlos Brandão (PSB) no primeiro turno.
Lançado com muito barulho em um ato público em que chefes políticos, parlamentares e prefeitos foram mandado buscar em seus domicílios pelo anfitrião e transportados de avião para a cidade de Imperatriz, a campanha do senador do PDT até chegou a empolgar alguns segmentos, mas à medida que os eleitores foram tomando conhecendo das práticas do candidato, começou a declinar.
A derrota logo no primeiro turno, sem dúvida, foi dura e coloca em xeque o seu futuro político, pois em 2026, para renovar o mandato, terá que enfrentar nas urnas, provavelmente, o governador Carlos Brandão, que não poderá concorrer à reeleição e deverá concorrer ao Senado tendo como aliada a senadora Eliziane Gama, que certamente tentará renovar o mandato.
O resultado das urnas deixou o senador e presidente estadual do PDT fragilizado e isolado. Rejeitado pelos partidos do campo popular democrático, Weverton se agarrou aos partidos da base de sustentação do governo Bolsonaro, mas os eleitores bolsonaristas o rejeitaram, preferiram o bolsonarista autentico Lahesio Bonfim, deixando-o em situação de extrema dificuldade em relação ao futuro político, pois até o seu partido, que já obteve vitória memoráveis, vem definhando sob seu comando.
Nesta segunda-feira (3), Weverton, que já não pode dizer que foi o mais votado da história do Maranhão para o Senado (Flávio Dino teve mais de 2 milhões de votos), reconheceu a derrota e parabenizou o governador reeleito Carlos Brandão (PSB) e anunciou que continuará trabalhando Brasília pelo Maranhão e vigilante na cobrança das promessas feitas pelo governador em campanha. Não faz mais que sua obrigação
Weverton foi vítima de sua própria ambição, sede de poder; acreditou que poderia medir forças com seu criador, mas acabou saindo com séria avaria e sujeito a ser cuspido da vida pública após o retumbante fracasso.
Com 84.815 votos, sendo o segundo deputado estadual mais votado do estado, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), reelegeu-se para seu quarto mandato no Parlamento Estadual, nas eleições deste domingo (2). Após a finalização da apuração, ele falou da sua vitória maiúscula nas urnas e creditou esse resultado ao trabalho que já vem realizando em todo o Maranhão.“Um dia marcante para o Maranhão. Agradeço os quase 85 mil votos que me foram confiados pelo povo do meu estado e dizer que estou imensamente grato e feliz de poder continuar servindo aos meus conterrâneos por mais quatro anos. Sem dúvida, isso me deixa com mais responsabilidade ainda de trabalhar por nossa população, o que farei com o mesmo empenho de sempre para honrar cada apoio que nos foi dado nessa jornada”, disse Othelino.O deputado também destacou a vitória do governador Carlos Brandão (PSB), reeleito com 51,14%, e a eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado, com Ana Paula Lobato, vice-prefeita de Pinheiro, na primeira suplência.“A reeleição do governador Carlos Brandão em primeiro turno e a eleição de Flávio Dino com mais de 2 milhões de votos são uma clara demonstração do prestígio desse grupo político que vem transformando o Maranhão para melhor, com muito trabalho e políticas sociais que têm beneficiado milhares de maranhenses”, ressaltou Othelino.Com a ida de Lula ao segundo turno das eleições para presidente da República, o parlamentar afirmou que vai cair em campo com todo o seu time para buscar votos ao ex-presidente. “Já estamos em campanha desde já e vamos vencer no segundo turno para o Brasil voltar a sorrir”, concluiu.