Como já era esperado, a eleição do prefeito de São Mateus, Ivo Resende (PSB), para presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) para o biênio 2022/2023 deverá acontecer mesmo por aclamação. Apenas uma única chapa foi registrada, fruto de um grande entendimento articulado pelo Palácio dos Leões que desmontou qualquer possibilidade do grupo liderado pelo senador Weverton Rocha (PDT) e seu braço direito, o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xaver, continuar mandando na entidade que congrega os 217 municípios maranhenses.
Para montar a chapa “É tempo de unidade”, teve papel fundamental nesta articulação que evitou disputas que pudesse provocar racha no grupo governista e buscar o consenso, o governador Carlos Brandão escalou o secretário da Assuntos Políticos, ex-deputado Rubens Pereira, que atuou com maestria nas conversações que culminaram com o consenso formado em torno da chapa. Também teve destacada atuação na formação da unidade o ex-prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão (PSB), aliado e articulador da candidatura de Ivo Resende
A construção da unidade para renovação da diretoria da Famem que será eleita dia 21 deste mês e tomará posse em janeiro de 2023, mostra o tamanho do grupo político comandado por Carlos Brandão e Flávio Dino. Os dois líderes simplesmente atropelaram os adversários nas eleições elegendo presidente da República, governador, senador e as maiores bancadas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, impôs humilhante derrota ao grupo do senador Weverton Rocha e se consolidou como maior força política do estado.
O novo cenário provocado pela reeleição em primeiro turno do governador Carlos Brandão com o apoio da grande maioria dos prefeitos e de partidos estruturados criou o ambiente propício para o entendimento em torno da unidade de um único nome e aí entrou em campo um time de craques escalados pelo governador para buscar o consenso pretendido e o resultado das conversações foi o entendimento pela unidade e apresentação de chapa única, algo incomum nas eleições para presidente da Famem.
Para se ter uma ideia do feito do time de articuladores que atuou pela unidade e evitou disputa, a última eleição para presidente da entidade mobilizou torcidas e dividiu a classe política. A Federação comandada por Erlânio Xavier era tida como um dos pilares da candidatura do senador Weverton Rocha ao governo do estado e teve um dos pleitos mais concorridos de sua história entre Erlânio e o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), aliado do governador.
Para chegar ao consenso, os articuladores convenceram Gentil a desistir da candidatura, assim com o prefeito de Coelho Neto, Bruno Silva (PP), que também havia manifestado o desejo de concorrer, deixando o caminho livre para Ivo ser aclamado na eleição da próxima segunda-feira (21), tornando o grupo do governador Brandão e do senador Dino ainda mais forte e o grupo sai muito fraco, com futuro político do senador Weverton incerto diante das sucessivas derrotas: perdeu o controle da Câmara Municipal, a eleição para o governo do estado de forma humilhante e está se despedindo da Federação dos Municípios sem condições sequer de indicar um nome para se contrapor a Ivo Resende.
A eleição municipal de 2020 mostrou que a ideia de lançar várias candidaturas a prefeito na capital do mesmo grupo político é equivocada, sem sentido e foi prejudicial ao deputado estadual Duarte Junior (PSB), único nome que tinha condições reais de vencer o pleito, mas que acabou derrotado por Eduardo Braide no segundo turno por falta de unidade, agravada pelas feridas abertas ao longo do desgastante primeiro turno.
A derrota no pleito em São Luís, principal colégio eleitoral do estado, deveria servir de exemplo, mas pelos movimentos nos bastidores da próxima eleição municipal, a lição de 2020 está sendo ignorada e, pelo visto, a tendência a repetir o erro de várias candidaturas disputando o mesmo espaço, brigando entre si enquanto o adversário a ser batido passar ao largo sem ser incomodado.
Em 2020 pelo menos oito candidatos ligados ao governo lançaram candidatura. Após perder uma disputa interna no PCdoB para o deputado federal Rubens Junior, o deputado estadual Duarte Junior migrou para o partido Republicanos e seria o único com possibilidade de derrotar Braide, porém, os outros sete candidatos afinados com o Palácio dos Leões desertaram, o candidato do DEM/PDT, Neto Evangelista foi para cima do trio elétrico de Braide e o PDT declarou apoio ao atual prefeito.
Bira do Pindaré (PSB), Carlos Madeira (SD), Jeisael (Rede), Franklin Douglas (PSOL) e Yglêsio Moises (PROS) simplesmente cruzaram os braços e formaram uma espécie de consórcio contra Duarte, facilitando a chegada de Braide ao posto de prefeito. Por incrível que pareça, dentro do grupo de candidatos governistas já falavam abertamente que não votariam em Duarte no segundo turno. E Braide agradeceu a ajuda.
Para a próxima eleição tudo caminha para repetição do mesmo equívoco. Pelos menos três nomes ligados ao governador Carlos Brandão ou ao senador eleito Flávio Dino já manifestaram o desejo e até anunciaram pré-candidatura, como são os casos de Duarte Junior, do deputado federal reeleito Márcio Jerry e do futuro presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor.
Todo político tem o direito de pleitear cargos, principalmente majoritários, mas sempre é bom observar as condições eleitorais de cada um e neste contexto cabe aos principais líderes fazerem essa avaliação e discutir internamente sobre o nome que deve representar o grupo e tenha condições reais de disputar e vencer o pleito, caso contrário só facilitará para o adversário.
Como ainda há bastante tempo para reflexão, é provável que prevaleça o bom senso e o consenso em torno da unidade de quem estiver em melhor condições de representar o grupo.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania), ao participar de evento da COP27, que acontece no Egito e mobiliza atenção do mundo inteiro, chamou atenção para decisões dos últimos dias do governo Bolsonaro em relação ao meio ambiente.
“Em evento da COP27, no Egito, lembrei hoje que o Brasil precisa estar atento para não deixar passar nesses últimos 40 dias de governo decisões de última hora que agridam o meio ambiente. O projeto do veneno, em pauta no Senado, por exemplo, precisa ser derrotado”, disse a senadora em sua rede social.
Por Pedro Venceslau e Aline Bronzati -Estadão – No momento em que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) fazem protestos pelo Brasil contra o resultado das eleições e em defesa da intervenção militar, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre Moraes, afirmou nesta segunda-feira, 14, em Nova York, que a “democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu”.
A declaração foi dada durante o Brazil Conference, evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), organização criada pelo ex-governador de São Paulo João Doria, que reuniu também os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Primeiro a falar, Moraes pautou seu discurso na falta de regulamentação das redes sociais, nos ataques à democracia e nos questionamentos em torno da credibilidade do sistema eleitoral. “A desinformação e o discurso de ódio vêm corroendo a democracia”, afirmou.
Para Moraes, o fato de não haver regulamentação das redes sociais é um “problema mundial”. “Não é possível que redes sociais sejam terra de ninguém e milícias digitais ataquem impunemente”, avaliou, acrescentando que é necessária “liberdade com responsabilidade”.
O presidente do TSE comentou ainda sobre o impacto desse ambiente e das fake news na imprensa profissional. Segundo ele, “supostos jornalistas se misturam à imprensa tradicional e hoje a população não sabe mais o que é notícia verdadeira”.
Ao falar sobre os questionamentos em torno do sistema eleitoral, o ministro destacou que “pouco importa se o voto é impresso, se são urnas eletrônicas ou voto por correio, o que importa é desacreditar o voto”. Segundo Moraes, o poder Judiciário é, hoje, o principal alvo desses ataques. “O Judiciário é o grande cliente de milícias digitais. No Brasil, o poder Judiciário não foi cooptado, foi barreira para qualquer ataque à democracia e à liberdade.”
No domingo, Moraes, Lewandowski e Gilmar foram hostilizados por manifestantes na porta do hotel onde estão hospedados em Nova York. Barroso foi perseguido na Time Square.
Nesta segunda-feira, um grupo de manifestantes se posicionou em frente a entrada do Harvard Club, onde acontece a conferência, o que levou os ministros a usarem uma entrada lateral. A segurança foi reforçada.
Em sua fala, Gilmar Mendes também foi enfático contra manifestações antidemocráticas. “É preciso perguntar se não há um cenário de absoluta dissociação cognitiva, principalmente quando lunáticos pedem intervenção militar e a prisão do inventor da tomada de três pinos”, disse.
O ministro alertou para a necessidade de se questionar o que há por trás dos pedidos de intervenção militar em manifestações que acontecem após o fim das eleições presidenciais no Brasil. Ele chamou a atenção para a necessidade de união em prol da democracia no País e ainda para o foco na inclusão no “novo capítulo sobre responsabilidade fiscal”.
”A erosão constitucional revelou que o Brasil é resiliente. É preciso indagar se há algo mais por trás dos discursos lunáticos e histéricos que pedem intervenção militar”, enfatizou Mendes.Para o ministro, a democracia precisa recrutar esses cidadãos para “lutar pela democracia e não destruí-la”. “Estamos no mais longo período de normalidade democrática do Brasil”, avaliou.
Ao comentar sobre a situação fiscal do País, jogou luz ainda no lado social. “O novo capítulo sobre responsabilidade fiscal deve conter ideia de inclusão.”
O senador eleito do Maranhão, ex-governador Flávio Dino (PSB), integrante da equipe de transição do governo Lula, condenou as agressões de bolosonaistas contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que estão em Nova Iorque para participar do evento Lide Brazil Conferece, que acontece hoje (14) e amanhã (15).
Neste domingo (13) os ministros Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, foram hostilizados por manifestantes bolsonaristas. O Lide Brasil é organizado pelo ex-governador de São Paulo João Doria.
“Essas agressões a ministros do STF e às duas famílias representam grave ameaça à independência do Poder Judiciário. E não há estado de direito sem Judiciário Livre. Portanto, a cessação dessa anomalia deve ser uma prioridade para os três Poderes e para a sociedade”, observou Flávio Dino em sua rede social.
Imagens que circulam em grupo de WhatsApp mostram os ministros sendo provocados e xingados pelos manifestantes que não aceitam a derrota de Jair Bolsonaro (PL). Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes também foram provocados e perseguidos fora da área do evento.
Assíduo na internet por onde destilava seu ódio contra o governo do estado e puxava saco de Bolsonaro, o quase ex-senador Roberto Rocha (PTB), aliado do tresloucado presidiário Roberto Jefferson, sumiu das redes sociais após a derrota em sua tentativa de renovar o mandato.
Prestes a desocupar a cadeira que ganhou de presente do grupo liderado por Flávio Dino (PSB) em 2014, Rocha sentiu o gosto amargo da derrota pela segunda vez desde que chegou ao Senado. A primeira foi em 2018 quando tentou ser governador e obteve apenas dois por cento dos votos. Dino se reelegeu no primeiro turno.
O senador, que assumiu a bandeira do bolsonarismo fascista, além de ver seu candidato ser massacrado nas urnas pelos maranhenses, 71% do eleitorado maranhense disse não a Jair Bolsonaro e deu enorme contribuição para a eleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva, pode está se despedindo da vida pública.
Roberto Rocha tem mais um mês e meio de mandato, mas desde a derrota mantém um silêncio profundo, deixou até agredir aqueles que lhe deram a oportunidade de chegar ao Senado e tiveram como recompensa um punhal nas costas. O senador se elegeu pelo PSB, partido de centro esquerda, mas guinou à extrema direita e afundou junto com o bolsonarimo.
Rejeitado primeiro em sua tentativa de chegar ao Palácio dos Leões em 2018, e agora quando tentou renovar o mandato no Senado, Rocha terá que se reinventar se quiser continua na vida pública, pois ficou isolado, sem grupo, virou um molambo político, a exemplo do seu chefe Bolsonaro.
Rocha prometeu ao presidente reduzir a sua rejeição no estado, mas não entregou; Bolsonaro foi triturado, o Maranhão deu a terceira maior votação ao presidente eleito e o grupo liderado pelo senador eleito Flávio Dino e pelo governador reeleito Carlos Brandão fortaleceu ainda mais.
O senador, que carrega na testa o carimbo de traidor (foi eleito pela esquerda e guinou para extrema direta), tentou sobreviver se aliando ao gado bolsonarista, mas afundou junto com o quase ex-presidente, o pior mandatário da história do país, primeiro presidente que não conseguiu se reeleger após redemocratização do Brasil.
No processo eleitoral concluído em 30 de outubro, o Maranhão deu importante contribuição para livrar o país do genocida e deixou Roberto Rocha mais perdido que cachorro quando cai de caminhão de mudança.
O governador Carlos Brandão (PSB), que passou a semana em Brasília acompanhando a transição governamental e tratando dos interesses do Maranhão, defende o equilíbrio das contas públicas com transparência e responsabilidade, porém, adverte que o governante precisa ter sensibilidade e priorizar o combate à fome.
Para Brandão, um dos principais responsáveis pela expressiva votação do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva no Maranhão, maior defensor do combate a fome que assola mais de 33 milhões de brasileiros, é preciso ter sensibilidade.
“É claro que o bom governante precisar ter a máxima atenção ao equilíbrio das contas públicas, com responsabilidade e transparência. Mas deve também ser capaz de se sensibilizar e priorizar o combate à fome”, observou o governador em sua rede social.
O chefe do Executivo maranhense também chamou a atenção para o esforço que a equipe de transição do governo federal vem fazendo para proporcionar um aumento real ao salário mínio após quatro anos sendo corrido somente pela inflação e defendeu o auxílio de R$ 600 do Bolsa Família.
“Depois de tanto tempo sem aumento real do salário mínimo, o esforço da equipe de transição do governo federal para manter o auxílio de R$ 600 é a coisa certa a se fazer. O caminho do desenvolvimento passa tanto pelo equilíbrio econômico e fiscal quanto pelo combate à fome”, observou Carlos Brandão em mensagem em sua página no Twitter.
Nesta quinta-feira (10), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações que não agradaram o mercado financeiro. Durante um discurso em Brasília, ele sugeriu que existe uma incompatibilidade entre assistência social e responsabilidade fiscal. “Por que as mesmas pessoas que discutem com seriedade o teto de gasto não discutem a questão social do país? Por que o povo pobre não está na planilha da discussão da macroeconomia?”, disse Lula ontem na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde ficam as instalações da sede da transição de governo.